Morte Quotes

Quotes tagged as "morte" (showing 1-30 of 171)
David Soares
“As coisas que vivem ao pé da morte sentem-nos e vêm ter connosco. Quando somos capazes de ver as coisas que vivem ao pé da morte é porque estamos ao pé dela. É sinal que vamos morrer.”
David Soares, A Luz Miserável

José Saramago
“Vamos lá, tornou a dizer o velho da venda preta, vamos ao que estava decidido, ou é isso, ou ficamos condenados a uma morte lenta, Alguns morrerão mais depressa se formos, disse o primeiro cego, Quem vai morrer, está já morto e nao o sabe, Que temos de morrer, sabemo-lo desde que nascemos, Por isso, de uma certa maneira, é como se já tivéssemos nascido mortos.”
José Saramago, Blindness

Lawrence Durrell
“Não há múmias, pedaços de tecido colados ao osso, medas de sal ou cadáveres que jamais estivessem nem metade dos mortos que estamos hoje.”
Lawrence Durrell
tags: morte

Marguerite Yourcenar
“Cercai di percorrere col pensiero la rivoluzione attraverso la quale passeremo tutti, il cuore che s'arresta, il cervello che rinuncia al pensiero, i polmoni che cessano di aspirare la vita. Anch'io subirò uno sconvolgimento analogo: morirò, un giorno. Ma ogni agonia è diversa; i miei sforzi per figurarmi quella di Antinoo non pervenivano che a una costruzione priva di valore: era morto solo.”
Marguerite Yourcenar, Memoirs of Hadrian
tags: morte

George R.R. Martin
“Um leitor vive mil vidas antes de morrer”
George R.R. Martin, Os Reinos do Caos, Volume II de II

“A morte para mim é mais um desgosto, não um medo. O medo é uma das coisas que nos faz valorizar a vida. Mas como é que podes ter medo do inevitável? Seria como ter medo do amanhecer.”
Ana Menéndez, Por Amor a Che

“A morte tem que estar tapada, pois só assim a podemos olhar, tapada com muita terra para a esquecermos e voltarmos a acreditar que ela não existe. É preciso esquecê-la, tapá-la com terra, pazadas de terra, ou então com a vida. Sim, a vida. A vida é que nos faz esquecer a morte.”
Joaquim Mestre, O Perfumista
tags: morte, vida

José Saramago
“Em poucos minutos chegaram os socorristas ao seu destino, souberam-no quando ainda nem tinham tocado nos corpos, o sangue por cima do qual se iam arrastando era como um mensageiro que lhes tivesse vindo dizer Eu era a vida, atrás de mim já não há nada.”
José Saramago, Blindness

Murilo Carvalho
“Como se envelhece rápido, como a sabedoria nada tem a ver com a idade: não nos tornamos mais sábios, apenas conscientes de que os riscos são inerentes a qualquer ação. E então refreamos os desejos, pois tememos que nossos músculos enfraquecidos não mais respondam aos desejos do coração e das memórias. E então preferimos nos calar, calar os desejos, evitar que a vida bruta que nos corria nas veias, naqueles anos, continue a fluir pelos tendões enrijecidos. E então esse medo nos faz precavidos, preferimos aconselhar, nos resguardar da própria vida, como vassouras desgastadas, nos esconder em nossas roupas de lã, mesmo num verão como este. E então tudo o que nos resta é posar de sábios, como se a proximidade da morte nos fizesse melhores conhecedores da vida. Não nos tornamos sábios, apenas velhos, com nossos compromissos, nossos sonhos não cumpridos e, quase sempre, uma vida inútil atrás de nós.”
Murilo Carvalho, O Rastro do Jaguar

Adolfo Bioy Casares
“Non sperare dalla vita, per non rischiarla; considerarsi morto, per non morire.”
Adolfo Bioy Casares, La Invención de Morel

“Morremos um pouco todos os dias, e todos os dias devemos procurar um final bonito antes de partir.”
Martha Medeiros, Doidas e Santas

“A única coisa que havia ali dentro era uma cama sem colchão, que ele olhava fixamente. Em cima dela, sua mãe teria chorado e tremido de medo. Em cima dela, teria lamentado sua vida, sofrido as dores do ventre e as do coração. Em cima dela, sua mãe teria conhecido sua desimportância, teria entendido que o mundo podia muito bem continuar sem ela. Em cima dela, sua mãe talvez tivesse desejado morrer. Enfim, em cima daquela cama, sua mãe acabou tendo seu encontro fatal com a morte. E, diante dela, se encontrava agora a explicação para toda aquela dor.”
Camilo Gomes Jr., Em memória

Sara Farinha
“Múmias não eram mais assustadoras do que qualquer obra de arte naquele museu. Eram artefactos, coisas mortas, extintas há muito tempo, sem alma e sem sentimentos. Os vivos eram mais aterrorizadores.”
Sara Farinha, Percepção, uma estranha realidade

Andrea Camilleri
“Mille pensieri gli passavano per la testa, ma non arrinisciva a fermarne uno. Arrivato al faro non s’arrestò. C’era, proprio sotto il faro, uno scoglio grosso, scivoloso di lippo verde. Riuscì ad arrivarci rischiando ad ogni passo di cadere in mare, ci s’assittò sopra, cartoccio in mano. Ma non lo raprì, sentiva una specie di ondata acchianargli da qualche parte del corpo verso il petto e da lì salire ancora verso la gola, formando un groppo che l’assufficava, gli faceva mancare il fiato. Provava il bisogno, la necessità, di piangere, ma non gli veniva. Poi, nella confusione dei pensieri che gli traversavano il ciriveddro, alcune parole divennero di prepotenza più nitide, fino al punto di comporre un verso:
«Padre che muori tutti i giorni un poco...».
Cos’era? Una poesia? E di chi? Quando l’aveva letta? Ripeté il verso a mezza voce:
«Padre che muori tutti i giorni un poco...».
E finalmente dalla gola sino a quel momento chiusa, serrata, il grido gli niscì, ma più che un grido un alto lamento d’animale ferito al quale, immediate, fecero seguito le lacrime inarrestabili e liberatorie.”
Andrea Camilleri, The Snack Thief

Andrea Camilleri
“Con un salto il commissario fu sulla verandina. E lo vide, un puntolino a ripa di mare che si dirigeva verso Vigàta. In mutande com’era, si lanciò all’inseguimento. François non correva, camminava deciso. Quando sentì alle sue spalle i passi di qualcuno appresso a lui, si fermò senza manco voltarsi. Montalbano, col fiato grosso, gli si accoccolò davanti, ma non gli spiò niente.
Il picciliddro non piangeva, gli occhi erano fermi, taliavano al di là di Montalbano.
«Je veux maman» disse.
Vide arrivare Livia di corsa, s’era infilata una sua camicia, la fermò con un gesto, le fece capire di tornare a casa. Livia obbedi. Il commissario pigliò il picciliddro per mano e principiarono a caminare a lento a lento. Per un quarto d’ora non si dissero una parola. Arrivati a una barca tirata a sicco, Montalbano s’assittò sulla rena, François gli si mise allato e il commissario gli passò un braccio attorno alle spalle.
«Iu persi a me matri ch’era macari cchiù nicu di tia» esordì.
E iniziarono a parlare, il commissario in siciliano e François in arabo, capendosi perfettamente.
Gli confidò cose che mai aveva detto a nessuno, manco a Livia.
Il pianto sconsolato di certe notti, con la testa sotto il cuscino perché suo padre non lo sentisse; la disperazione mattutina quando sapeva che non c’era sua madre in cucina a preparargli la colazione o, qualche anno dopo, la merendina per la scuola. Ed è una mancanza che non viene mai più colmata, te la porti appresso fino in punto di morte. Il bambino gli spiò se lui aveva il potere di far tornare sua madre. No, rispose Montalbano, quel potere non l’aveva nessuno. Doveva rassegnarsi. Ma tu avevi tuo padre, osservò François che era intelligente davvero e non per vanto di Livia. Già, avevo mio padre. E allora, spiò il picciliddro, lui era inevitabilmente destinato ad andare a finire in uno di quei posti dove mettono i bambini che non hanno né padre né madre?
«Questo no. Te lo prometto» disse il commissario. E gli porse la mano. François gliela strinse, taliandolo negli occhi.”
Andrea Camilleri, The Snack Thief

Antônio Xerxenesky
“Alina podia escutar a voz da delegada se elevando, o dedo apontando sua cara enquanto outra mão indicava o homem na cadeira de rodas: sua geração nunca passou por guerras, nunca sobreviveu à violência da ditadura militar, nunca nem sentiu a loucura da inflação, você não sabe o que é sofrimento. E Alina respondia, com os dentes entrecerrados, é pedir demais ter uma vida um pouco melhor?, não bater ponto num trabalho que detesto?, não passar metade do meu tempo desperta num ambiente que abomino?, sentir meu cérebro definhando num trabalho que podia ser realizado por animais domesticados? é tão absurdo assim esperar algo mais da vida?, por acaso o seu Deus, com letra maiúscula, o seu único Deus, o verdadeiro Deus vai receber você no Paraíso e calcular, ah, você passou setenta mil horas trabalhando em algo que detesta, por causa disso poderá passar setenta mil horas se divertindo no Paraíso, fazendo o que você quiser, pode virar artista, estudar coisas estranhas, as setenta mil horas são suas, é isso que o seu Deus vai fazer?, e se você morrer e ele não estiver lá e a eternidade for apenas uma repetição da vida, viver tudo de novo, ou seja, a extensão ad infinitum desse meu inferno num cubículo? vou perguntar só mais uma vez: é pedir demais que a vida seja só um pouco melhor do que ela é?”
Antônio Xerxenesky, As Perguntas

Andrea Camilleri
“«Sa, m’è capitato di seguire una sua inchiesta, quella che venne detta del ‘cane di terracotta’. In quell’occasione, lei abbandonò l’indagine su di un traffico d’armi per buttarsi a corpo morto appresso a un delitto avvenuto cinquant’anni prima e la cui soluzione non avrebbe avuto effetti pratici. Lo sa perché l’ha fatto?».
«Per curiosità?» azzardò Montalbano.
«No, carissimo. Il suo è stato un modo finissimo e intelligente di continuare a fare il suo non piacevole mestiere scappando però dalla realtà di tutti i giorni. Evidentemente questa realtà quotidiana a un certo momento le pesa troppo. E lei se ne scappa. Come faccio io quando mi rifugio qua. Ma appena torno a casa, perdo subito la metà del beneficio. Che suo padre muoia è un fatto reale, ma lei si rifiuta di avallarlo constatandolo di persona. Fa come i bambini che, chiudendo gli occhi, pensano d’avere annullato il mondo».
Il professore Liborio Pintacuda a questo punto taliò dritto il commissario.
«Quando si deciderà a crescere, Montalbano?».”
Andrea Camilleri, The Snack Thief

Ben Oliveira
“A paixão obsessiva de um escritor pode levá-lo à morte”
Ben Oliveira, Escrita Maldita

Andrea Camilleri
“Se li immaginò, il commissario, i due vecchiareddri camminare nella notte, nello scuro, davanti a qualcuno che li teneva sotto punterìa. Certamente avevano truppicàto sulle pietre, erano caduti e si erano fatti male, ma sempre avevano dovuto rialzarsi e ripigliare la strata, macari con l'aiuto di qualche càvucio dei boia. E, di sicuro, non si erano ribellati, non avevano fatto voci, non avevano supplicato, muti, aggelati dalla consapevolezza della morte imminente. Un'agonia interminabile, una vera e propria via crucis, quella trentina di metri. Era questa spietata esecuzione la linea da non oltrepassare della quale gli aveva parlato Balduccio Sinagra? La crudele ammazzatina a sangue freddo di due vecchiareddri tremanti e indifesi? Ma no, via, non poteva essere questo il limite, non da questo duplice omicidio Balduccio voleva chiamarsi fuori. Loro avevano fatto ben altro, avevano incaprettato, torturato vecchi e picciotti, avevano persino strangolato e poi disciolto nell'acido un picciliddro di dieci anni, colpevole solo di essere nato in una certa famiglia. Quindi quello che vedeva, per loro, ancora rientrava dentro la linea. L'orrore, al momento invisibile, stava perciò tanticchia più in là. Ebbe come una leggera vertigine, si appoggiò al braccio di Mimì.
«Ti senti bene, Salvo?».
«È che questa mascherina mi dà tanticchia d'accùpa».
No, il peso sul petto, la mancanza di respiro, il retrogusto di una sconfinata malinconia, l'accùpa insomma, non gliela stava provocando la mascherina. Si calò in avanti per taliare meglio i due cadaveri. E fu allora che poté notare una cosa che finì di sconvolgerlo. Sotto la fanghiglia si vedevano a rilievo il braccio destro di lei e quello mancino di lui. Le due braccia erano stese dritte, si toccavano. Si calò in avanti ancora di più per taliare meglio, stringendo sempre il braccio di Mimì. E vide le mani dei due morti: le dita della mano dritta di lei erano intrecciate a quelle della mano mancina di lui. Erano morti tenendosi per mano. Nella notte, nel terrore, avendo davanti lo scuro più scuro della morte, si erano cercati, si erano trovati, si erano dati l'un l'altra conforto come tante altre volte avevano sicuramente fatto nel corso della loro vita. La pena, la pietà l'assugliarono improvvise con due cazzotti al petto.”
Andrea Camilleri, Excursion to Tindari
tags: morte

Mia Couto
“Os mortos não morrem quando deixam de viver, mas quando os votamos ao esquecimento.”
Mia Couto, The Tuner of Silences

Luigina Sgarro
“Pensavo che l'infanzia andasse via sfumando dolcemente, oppure che si perdesse con uno strappo, nel momento in cui si squarcia il velo e vedi un'altra realtà.
Invece non è né l'una né l'altra cosa. L'infanzia va via a brandelli, a scossoni, come un mosaico che si sfalda sotto i tuoi occhi. Sotto, a pezzi, appare l'essere adulto nella sua parte più cupa, dalla quale ti proteggi, come un bambino che si mette la coperta fino sul viso, per paura dell'uomo nero, lì ci sono le cose che non vuoi vedere fino a quando non puoi più negarle.
E forse di questa negazione fa parte il voler credere a una vita dopo la morte, l'ultimo brandello d'infanzia che qualcuno di noi custodisce, per poter pensare che ogni addio, in fondo, sia un arrivederci.”
Luigina Sgarro

Charles Bukowski
“Todos nós vamos morrer, que circo! Só isso deveria fazer com que amássemos uns aos outros, mas não faz. Somos aterrorizados e esmagados pelas trivialidades, somos devorados por nada.”
Charles Bukowski, The Captain is Out to Lunch and the Sailors Have Taken Over the Ship

Charles Bukowski
“A maioria das pessoas não está pronta para a morte, a sua ou a dos outros. Ela as choca, as apavora. É como uma grande surpresa. Diabos, não deveria ser nunca. Levo a morte em meu bolso esquerdo. Ás vezes, tiro-a do bolso e falo com ela: 'Oi, gata, como vai? Quando virá me buscar? Vou estar pronto'.”
Charles Bukowski, The Captain is Out to Lunch and the Sailors Have Taken Over the Ship

Voltaire
“Facciamo appena in tempo ad istruirci un poco che arriva la morte prima che abbiamo avuto il tempo di farci un po' d'esperienza.”
Voltaire, Micromegas

Natalia Ginzburg
“Persone o morte, o comunque antichissime anche se vive ancora, perché partecipi di tempi lontani, di vicende remote, quando mia madre era piccola, quando aveva sentito dire «la sorella della mia cagna» e «de cosa spussa l’acido solfidrico»; persone che non si potevano incontrare ora, che non si potevano toccare, e che anche se si incontravano e si toccavano non erano però le stesse di quando io le avevo pensate, e che anche se vive ancora erano state tuttavia contagiate dalla vicinanza dei morti, con i quali abitavano nella mia anima: avevano preso, dei morti, il passo ir-raggiungibile e leggero.”
Natalia Ginzburg, Lessico famigliare

Banana Yoshimoto
“Voglio assolutamente continuare a sentire che un giorno morirò. Altrimenti non mi accorgo che vivo. Per questo è così la mia vita”
Banana Yoshimoto, Kitchen
tags: morte, vita

Miguel de Unamuno
“Pois o que sentira por sua mulher e a ela o cingia, via bem, agora que ela se fora, que se lhe chegou a confundir com o rotineiro da vida diária, que o respirara nas mil insignificâncias do viver doméstico, que lhe foi como o ar que se respira e pelo qual não se dá, mas sim nos momentos de angústia asfixia quando nos falta. (...) Aí compreendeu como o amor é mais forte que a vida e que a morte e domina o antagonismo destes; como o amor faz morrer a vida e viver a morte; como ele vivia agora a morte de sua Rosa e morria na sua própria vida.”
Miguel de Unamuno, La tía Tula

“A morte não é nada.
Eu somente passei
para o outro lado do Caminho.
Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês,
eu continuarei sendo.

Me deem o nome
que vocês sempre me deram,
falem comigo
como vocês sempre fizeram.

Vocês continuam vivendo
no mundo das criaturas,
eu estou vivendo
no mundo do Criador.

Não utilizem um tom solene
ou triste, continuem a rir
daquilo que nos fazia rir juntos.
Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.

Que meu nome seja pronunciado
como sempre foi,
sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra
ou tristeza.

A vida significa tudo
o que ela sempre significou,
o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora
de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora
de suas vistas?

Eu não estou longe,
apenas estou
do outro lado do Caminho...
Você que aí ficou, siga em frente,
a vida continua, linda e bela
como sempre foi.”
Henry Scott-Holland

Susanna Tamaro
“Mi ero sempre chiesta che cos’è l’amore, ma mai che cos’è la vita. Veniamo al mondo e siamo l’inno stesso della precarietà. Basta un virus appena un po’ arrogante, un colpo leggero sulla nuca per farci scivolare subito dall’altra parte.
Siamo un inno alla precarietà e un invito al male, a compierlo vicendevolmente gli uni sugli altri. Un invito che abbiamo accolto dal primo giorno in cui il mondo è stato creato. L’abbiamo accolto per obbedienza, per passione, per pigrizia, per distrazione. Ti uccido per vivere. Ti uccido per possedere. Ti uccido per liberarmi di te. Ti uccido perché amo il potere. Ti uccido perché non vali niente. Ti uccido perché voglio vendicarmi. Ti uccido perché uccidere mi dà piacere. Ti uccido perché mi dai fastidio. Ti uccido perché mi ricordi che anch’io posso essere ucciso.
Ogni cosa nel mondo ha il suo opposto. Il nord e il sud. L’alto e il basso. Il freddo e il caldo. Il maschio e la femmina. La luce e il buio. Il bene e il male. Ma allora, se davvero è così, perché è possibile dire: «Ti uccido» e non è possibile dire: «Ti restituisco la vita?». La vita è nata prima dell’uomo e nessun uomo è in grado, con la sua sola volontà, di creare la vita. «Muori!» possiamo gridare, ma non «Vivi!». Perché? Cosa si nasconde dietro questo mistero?”
Susanna Tamaro, Answer Me

José Saramago
“Le vite non cominciano quando le persone nascono, se così fosse ogni giorno sarebbe un giorno in più, le vite cominciano più tardi, spesso troppo tardi, per non parlare di quelle che, non appena iniziate, sono già finite, ecco perché qualcuno ha gridato, Ah, chi scriverà mai la storia di quel che avrebbe potuto essere.”
José Saramago, The Stone Raft
tags: morte, vita

« previous 1 3 4 5 6