Escatologia - Morte e Vida Eterna Quotes
Escatologia - Morte e Vida Eterna
by
Bento XVI1 rating, 5.00 average rating, 0 reviews
Escatologia - Morte e Vida Eterna Quotes
Showing 1-15 of 15
“A fé não substitui a racionalidade, mas a exige.”
― Escatologia - Morte e Vida Eterna
― Escatologia - Morte e Vida Eterna
“A salvação do indivíduo, digamos uma vez mais para concluir, só será total e plena quando já estiver realizada a salvação do Universo e de todos os eleitos, que não se encontram simplesmente no Céu, um ao lado dos outros, mas que, uns com os outros, são o Céu como o Cristo único. A criação inteira será, então, "cântico", um gesto esquecido em que o indivíduo supera os limites do ser e invade o todo, ao mesmo tempo em que o todo invade o indivíduo. Será júbilo, em que todo questionamento é resolvido e satisfeito.”
― Escatologia - Morte e Vida Eterna
― Escatologia - Morte e Vida Eterna
“A fé no regresso de Cristo representa, além disso, a certeza de que o mundo alcançará a plenitude, mas não graças à razão planificadora, e sim à força indestrutível do amor, que venceu no Cristo e ressuscitado.”
― Escatologia - Morte e Vida Eterna
― Escatologia - Morte e Vida Eterna
“Cristo não condena ninguém à danação; ele mesmo é pura salvação, e quem se encontra nEle está no lugar da salvação e da graça. A desgraça não é decretada por Cristo, mas se dá onde o homem ficou longe d'Ele; ela ocorre quando o homem permanece em si mesmo. A palavra de Cristo, cmo oferta de salvação, tornará evidente que foi o próprio condenado quem estabeleceu a fronteira e se apartou da salvação.”
― Escatologia - Morte e Vida Eterna
― Escatologia - Morte e Vida Eterna
“Assim será no dia em que o Filho do Homem se há de revelar (Lc 17.26-30, Mt 24.37-39). Ao menos, tal como analisamos até agora, os sinais não permitem datar o fim. É verdade que o põem em conexão com a história, mas é no sentido de que obrigam sempre a estar alerta. À vista desses sinais, é preciso dizer precisamente que sempre é o tempo final, que o mundo está tocando o totalmente outro, o totalmente outro que, enfim, dará fim ao mundo em sua totalidade enquanto khronos (tempo).”
― Escatologia - Morte e Vida Eterna
― Escatologia - Morte e Vida Eterna
“Da fé na criação se segue o caráter de totalidade da esperança cristã. O que é salvo é a criatura homem, a totalidade e unidade da pessoa, que se manifesta em nossa vida corpórea.. “Os fios de cabelo de vossa cabeça estão todos contados” (Mt 10:30). Isso não significa que não haja nada transitório no homem, mas, sim, que é precisamente na superação do transitório que o permanente adquire sua forma.”
― Escatologia - Morte e Vida Eterna
― Escatologia - Morte e Vida Eterna
“A tentativa de eliminar a dor por meio da medicina, da psicologia ou da pedagogia, ou mediante a construção de uma nova sociedade, converteu-se no gigantesco empenho da salvação definitiva da humanidade. É claro que a dor pode e deve ser reduzida por todos esses meios, Mas a vontade de eliminá-la por completo seria idêntica ao desprezo pelo amor e, assim, à anulação do próprio ser humano. Tais tentativas não passam de pseudoteologia; tudo o que podem obter é uma morte vazia e uma vida vazia. Quem não enfrenta o sofrimento, abdica de viver. Fugir do sofrimento é fugir da vida. A crise do mundo ocidental repousa fundamentalmente numa educação e numa filosofia que pretendem salvar o homem desviando-o do caminho da cruz, “levando-o a revoltar-se contra ela e, por conseguinte, contra a própria verdade. Voltemos a afirmar: o valor relativo desses caminhos é indisputável. Eles podem fornecer uma ajuda preciosa, caso se reconheçam como parte de um todo mais amplo. Porém, tomados isoladamente, desembocam no vazio. Pois, na realidade, o homem só se pode contentar com uma resposta que faça jus à infinita “exigência do amor”. Apenas a vida eterna é a resposta suficiente à questão da existência e da morte humanas neste mundo.”
― Escatologia - Morte e Vida Eterna
― Escatologia - Morte e Vida Eterna
“Chegamos finalmente a um ponto a partir do qual se pode identificar a unidade e simplicidade do cristianismo. Podemos agora afirmar o seguinte: se digo que no cristianismo o que importa é unicamente o mistério pascoal da Morte e Ressurreição, ou que seu elemento central é apenas a justificação pela fé, ou, ainda, que no cristianismo se trata apenas do Deus trinitário e, assim, do amor - todas essas afirmações são, na verdade, idênticas. Todas elas se referem à mesma realidade: à participação nos martyria Christi, naquela morte que é fé e amor, como aceitação de minha vida pelo Deus que só pode ser amor como Trindade, e que só como amor torna suportável o mundo.”
― Escatologia - Morte e Vida Eterna
― Escatologia - Morte e Vida Eterna
“Mas qual é verdadeiramente o instante em que o homem experimenta o que é a vida? É o momento do amor, que se converte para ele, ao mesmo tempo, no momento da verdade, do descobrimento da vida. O anseio pela imortalidade não brota da existência isolada, fechada em si mesma, que é insatisfatória, mas da experiência do amor, da comunidade, do Tu. Esse desejo brota da exigência que o Tu coloca ao Eu, e vice-versa. O descobrimento da vida inclui uma superação do Eu, um despojar-se do eu. Esse descobrimento acontece unicamente quando o homem é capaz de sair de si mesmo e se deixa cair. Se o mistério da vida é idêntico ao mistério do amor, entaõ ele também se encontra unido a um acontecimento de morte.”
― Escatologia - Morte e Vida Eterna
― Escatologia - Morte e Vida Eterna
“Se o cristianismo deve ser interpretado como estratégia da esperança, devemos perguntar: qual esperança? O reino de Deus não é um conceito político e, por isso, tampouco é um critério a partir do qual se possa construir uma práxis política ou uma crítica de certas ações políticas. A realização do reino de Deus não é um processo político, e concebê-lo desse modo significa falsificar tanto a política como a teologia. O resultado disso é o surgimento de falsos messianismos que, por sua própria essência, e a partir da lógica interna das pretensões messiânicas, desembocam nos diversos tipos de totalitarismo.”
― Escatologia - Morte e Vida Eterna
― Escatologia - Morte e Vida Eterna
“Lembremo-nos que o Reino de Deus é um evento, não um lugar; as ações, palavras e sofrimentos de Jesus anulam o poder da alienação que pesa sobre o homem, libertam-no, isto é, instauram o governo de Deus. Jesus é o Reino de Deus, porque por meio dele o espírito de Deus age no mundo.”
― Escatologia - Morte e Vida Eterna
― Escatologia - Morte e Vida Eterna
“Mateus fala do "Reino dos Céus", ao passo que Marcos e Lucas falam do "Reino de Deus". O significado é o mesmo nos dois casos. Por trás da versão de Mateus encontra-se a regra linguística judaica de, por reverência à grandeza da palavra, não empregar o nomede Deus, nem tampouco o conceito de "Deus", mas referir-se a ele apenas por meio de circunlóquios. Céus representa, por tanto, uma simples paráfrase para Deus. Isso é importante, porque mostra que Mateus, assim como Marcos e Lucas, não se refere a algo situado primariamente no além; não se trata do além, mas de Deus enquanto agente pessoal. Essa observação é reforçada se acrescentarmos que, no uso judaico, a palavra que normalmente traduzimos como Reino não significa uma esfera de governo, mas uma realidade ativa, tal como as palavras "domínio" ou "comando". Assim, o termo "Reino de Deus" indica o domínio de Deus, seu poder vivo sobre o mundo. A afirmação "o Reino de Deus está próximo" pode ser traduzida como "Deus está próximo". Ao utilizar esse termo, Jesus não se refere a uma realidade celeste, mas a algo que Deus está fazendo e fará na Terra.”
― Escatologia - Morte e Vida Eterna
― Escatologia - Morte e Vida Eterna
“A corporeidade de Cristo, que conserva seu Corpo na eternidade, significa que a História e a matéria são levadas a sério.”
― Escatologia - Morte e Vida Eterna
― Escatologia - Morte e Vida Eterna
“A morte deve ser privada de seu caráter como lugar de incursão do metafísico; sua banalização deve banir a questão sinistra por ela colocada. Schleiermacher falou, certa vez, do nascimento e da morte como "perspectivas" por meio das quais o homem vislumbra o infinito. Mas justamente esse infinito põe em questão seu caráter ordinário, o que faz com que o homem procure bani-lo: a repressão da morte é mais efetiva quando a morte foi naturalizada. A morte deve tornar-se tão coisificada, tão ordinária, tão pública, que nela não reste mais nenhum resquício de questão metafísica.
Isso tudo tem consequências decisivas para a relação do homem consigo mesmo e com a realidade em sua totalidade. A ladainha de Todos os Santos expressa a disposição do fiel cristão diante da morte, na seguinte prece: A subitanea morte, libera nos, Domine - "Livrai-nos, Senhor, da morte precoce e inesperada". O arrebatamento súbito, sem que se esteja preparado, munido para enfrentá-lo, aparece como o perigo do homem, do qual ele quer ser salvo. Seu desejo é o de trilhar em plena consciência o último trecho do caminho; ele quer morrer por si mesmo. Se hoje resolvessemos formular uma ladainha dos não fiéis, sem dúvida a prece seria o inverso: "Senhor, dá-nos uma morte repentina e inesperada". A morte deve chegar repentinamente, sem dar tempo para pensar nem sofrer. Aqui fica claro, primeiramente, que a anulação plena do temor metafísico não foi bem sucedida; a pretensão era a de ter pleno controle sobre a própria morte, de preferência, produzindo-a por si mesmo, fazendo-a desaparecer como questão que supera a técnica e que diz respeito ao ser humano como tal. A importância que se confere à questão da eutanásia baseia-se no fato de que é preciso anular a morte como fenômeno que foge ao meu controle, substituindo-a pela morte técnica, a qual eu mesmo não necessito morrer. É preciso fechar a porta à metafísica, antes que ela consiga entrar.”
― Escatologia - Morte e Vida Eterna
Isso tudo tem consequências decisivas para a relação do homem consigo mesmo e com a realidade em sua totalidade. A ladainha de Todos os Santos expressa a disposição do fiel cristão diante da morte, na seguinte prece: A subitanea morte, libera nos, Domine - "Livrai-nos, Senhor, da morte precoce e inesperada". O arrebatamento súbito, sem que se esteja preparado, munido para enfrentá-lo, aparece como o perigo do homem, do qual ele quer ser salvo. Seu desejo é o de trilhar em plena consciência o último trecho do caminho; ele quer morrer por si mesmo. Se hoje resolvessemos formular uma ladainha dos não fiéis, sem dúvida a prece seria o inverso: "Senhor, dá-nos uma morte repentina e inesperada". A morte deve chegar repentinamente, sem dar tempo para pensar nem sofrer. Aqui fica claro, primeiramente, que a anulação plena do temor metafísico não foi bem sucedida; a pretensão era a de ter pleno controle sobre a própria morte, de preferência, produzindo-a por si mesmo, fazendo-a desaparecer como questão que supera a técnica e que diz respeito ao ser humano como tal. A importância que se confere à questão da eutanásia baseia-se no fato de que é preciso anular a morte como fenômeno que foge ao meu controle, substituindo-a pela morte técnica, a qual eu mesmo não necessito morrer. É preciso fechar a porta à metafísica, antes que ela consiga entrar.”
― Escatologia - Morte e Vida Eterna
“A tendência para esconder a morte é efetivamente apoiada pela estrutura da sociedade moderna. Nela, a comunidade familiar se vê cada vez mais substituída pela lógica da produção e das especializações por ela desenvolvidas. A família, frequentemente transformada em simples dormitório comum, dissolve-se durante o dia; ela não pode mais ser o lugar de refúgio, que reúne os seres humanos no nascimento, ao longo da vida, na doença e na morte. A doença e a morte se tornam, assim, problemas técnicos especiais, que são devidamente tratados em instituições designadas para essa finalidade. Assim, esses fenômenos fundamentalmente humanos são marginalizados não só no plano da consciência como também sociológica e estruturalmente. Eles deixam de ser problemas físico-metafísicos, a serem enfrentados e superados no terreno de uma vida comunitária, para se transformarem em tarefas técnicas, tecnicamente desempenhadas por pessos técnicas.”
― Escatologia - Morte e Vida Eterna
― Escatologia - Morte e Vida Eterna
