La straniera Quotes
La straniera
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Claudia Durastanti5,821 ratings, 3.55 average rating, 742 reviews
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La straniera Quotes
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“Emigrare significa convivere con tutti questi se del sé, sperando che nessuno prenda il sopravvento sull'altro.”
― La straniera
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“Ma anche quel corpo che gli appariva così bello e funzionale sarebbe franato prima o poi. I disabili - qualsiasi parola per definirli è insufficiente, inadeguata - sono una maggioranza nascosta: nonostante le macchine e le protesi intente a provare che la morte non esiste, quasi tutti con il tempo perderemo un super potere, che sia la vista, un braccio o la memoria. L'incapacità di fare cose che dovremmo saper fare, l'impossibilità di vedere, sentire, ricordare o camminare non è un'eccezione quanto una destinazione.”
― La straniera
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“Somos uma espécie condenada a evoluir, ainda assim acreditamos que uma relação, em algum momento, nos detém, que há uma teleologia do encontro com uma pessoa, com certa pessoa. Como se ser um casal nos levasse para outra dimensão, na qual não pudéssemos nos tornar mais perfeitos ou luminosos do que já somos, um espaço protegido no qual não teríamos vontade de trair a pessoa que conhecemos e ir para a cama com uma que nunca nos será familiar. Ter um vínculo desse tipo quando se é jovem não significa antecipar o tempo, mas sacudi-lo; desmistifica-se a ideia de maturidade como um estágio definitivo da existência, antes dos outros. É uma rebelião íntima diante da lei de que iremos crescer e nos tornar pessoas satisfeitas e imutáveis, quando sempre fomos pontos de partida e repartida; rasgos, suturas e cortes.”
― La straniera
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“A autobiografia, e a da minha mãe não é uma exceção, é a bastarda entre os gêneros literários, porque baixa o limiar: está nas mãos dos refugiados, mulheres, deficientes, sobreviventes do Holocausto, sobreviventes de qualquer coisa.”
― La straniera
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“Um tempo atrás eu acreditava que falar de seres humanos era como falar de edifícios em colapso, de garotas que creem ser arranha-céus destinados a serem implodidos por um ataque terrorista interior. Mas quando penso em certas existências, só me vêm à mente geopolíticas que não foram atualizadas, antigas versões de WAR empoeiradas, onde houve nações devastadas pela dor, mas nas quais havia também fortalezas impenetráveis, condenadas a resistir, convencidas de que o assédio passaria, até que não restaram somente elas, e o corpo circunstante não se tornou um país no qual eram as únicas ditadoras.”
― La straniera
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“Lá pelo fim do ensino médio, eu havia começado a experimentar uma forma histérica de solidão, desaparecendo da vida pública e me segregando em casa por dias inteiros. Eu me esforçava para ser uma coisa tão solitária, como se nunca tivesse existido uma coisa mais solitária. Tinha me tornado uma amiga violenta, uma filha insuportável, e se não tivesse ido embora para fazer faculdade, teria me tornado uma carta oficial de tarô, uma personagem reduzida à literalidade de sua existência, exatamente como minha mãe.”
― La straniera
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“A história de uma família parece mais com um mapa topográfico do que com um romance, e uma biografia é a soma de todas as eras geológicas que você atravessou. Escrever-se a si mesma significa lembrar que você nasceu com raiva e que foi um despejo de lava denso e contínuo, antes que sua crosta endurecesse e rachasse para deixar aflorar uma espécie de amor, ou que a força inútil do perdão viesse polir e achatar qualquer formação de um vale em você. Reler-se a si mesma significa inventar aquilo pelo que você passou, detectar cada estrato de que está composta: os cristais de júbilo ou de solidão no fundo, as consequências de uma lembrança que evaporou, tudo o que foi escavado e depois inundado, apenas para se dar conta de que não é verdade que o tempo cura — há uma fratura que jamais será preenchida. A única coisa que o tempo faz é carregar consigo o pó e ervas daninhas, de modo que aquela fissura seja coberta até se transformar numa paisagem distinta, distante, quase de fábula, na qual se fala um idioma que não se conhece mais, tão verossímil quanto o élfico. Paisagens sobre as ruinas da sua família, e você se dá conta de que algumas palavras foram apagadas, mas outras salvas, algumas desapareceram, enquanto outras farão sempre parte da sua reverberação, e então finalmente se chega à margem do seu pai e da sua mãe, depois de anos acreditando que morrer ou enlouquecer fosse o único jeito de estar à altura deles. É lá então que você entende que tudo no seu sangue é uma chamada e você é somente eco de uma mitologia pregressa.”
― La straniera
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“In realtà, è la metafora della corsa a costituire un problema, è un cliché difficile da abbandonare: essere cresciuta in povertà non significa avere per forza voglia di arrivare da qualche parte, o dove tutti pensano che tu voglia andare. Può significare anche stare ferma sul posto, se è un posto accogliente, desiderato e che garantisce tutte le risorse necessarie. Può significare avere fame, ma non fame di successo, nel modo in cui viene inteso dalla maggior parte delle persone. La stessa idea di mettere “fame” e “successo” nella stessa frase ha un che di farsesco, da secolo scorso. Lì in attesa ai nastri di partenza, una ragazza può pure decidere di
andarsene nei boschi. La sua vita può essere anche un bellissimo spreco; eguaglianza significa metterla nelle condizioni di diventare un’astronauta, se vuole, ma anche darle la possibilità di esercitare l’ozio di chi non sa ancora bene cosa vuole fare, e scrive articoli nel frattempo, senza una casa in eredità lasciatale dai nonni. Eguaglianza significa che i figli degli operai non diventano solo dottori e avvocati, ma anche scrittori sotto-occupati e pittori in attesa di scoprire se hanno talento.”
― La straniera
andarsene nei boschi. La sua vita può essere anche un bellissimo spreco; eguaglianza significa metterla nelle condizioni di diventare un’astronauta, se vuole, ma anche darle la possibilità di esercitare l’ozio di chi non sa ancora bene cosa vuole fare, e scrive articoli nel frattempo, senza una casa in eredità lasciatale dai nonni. Eguaglianza significa che i figli degli operai non diventano solo dottori e avvocati, ma anche scrittori sotto-occupati e pittori in attesa di scoprire se hanno talento.”
― La straniera
“Quando una balena cade sul fondo oceanico e il suo corpo si decompone, la sua carcassa inizia a rilasciare sostanze che possono alimentare intere colonie di batteri, creature marine e altri organismi in un processo di rifornimento che va avanti per decenni. L'animale reinventa l'oceano con la sua morte, ma a volte le carcasse dei cetacei spiaggiati vengono fatte esplodere perché pare che così sia più facile smaltirle. (...) Invece di procurare combustibile all'oceano e rigenerare la materia, i cetacei sacrificati al tritolo spargono detriti, sfondano i cofani delle macchine e riversano pezzi di cartilagine macilenta ovunque, ed è qui per me che un fenomeno oceanografico somiglia a certi periodi della storia: nella scelta tra l'inabissamento di un decennio e la sua deflagrazione perpetua, ra la malinconia dell'animale che si illanguidisce e decompone sul fondo e quello che viene sventrato per generare l'insostenibile frastuono del piombo più atroce.”
― La straniera
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“Finally persuaded, we looked up codependency and symbiosis in the dictionary, how to cope with the need to find autonomy; we studied the entire taxonomy of love according to the DSM, and what we concluded from the DSM is that no one should ever love any-one, because there's no good way to do it.”
― La straniera
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“What does a long-lasting relationship really mean? That your body freezes, you become a woman in a glass ball, hoping sooner or later to be turned upside down. I wanted to be cryogenically frozen, to see if I could stay in that love forever.
When I failed, when he failed-to fail someone—I didn't just miss him; I missed the feeling of being immortal.”
― La straniera
When I failed, when he failed-to fail someone—I didn't just miss him; I missed the feeling of being immortal.”
― La straniera
“Many find comfort in this terseness-it makes them feel like they're getting to the point, while their command of Italian can push them into hiding behind baroquisms and periphrasis, narrating their experience into fiction. A kind of therapy that's great for writing novels but not so great if you're trying to keep from killing yourself.”
― La straniera
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“Stranger is a beautiful word, it you're not forced to be one. The rest of the time, it's just a synonym for mutilation, a gun we point at ourselves, and fire.”
― La straniera
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“There are gestures that feel like they don't belong to us, rash decisions that define us our entire lives, until we realize they were ours from the start, that we controlled them, owned them. They weren't accidental gestures but translations of a deeper language. if we've denied them, confused them with something alien in ourselves, it's simply because we interpreted them incorrectly [...]”
― La straniera
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“You cross the ruins of your family and realize that some words have been erased while others will always be a part of your reverberation, until finally, you arrive at the edge of your father and your mother, after years of believing that dying or going mad was the only way to live up to them. And then you realize that everything in your blood is beckoning, and your just the echo of a past mythology.”
― La straniera
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“Em outra circunstância, na qual me convenci de que viveria de arte e desespero, da proximidade com um homem: 'Vocês contaram um para o outro seus passados cheios de tragédias, se sentiram melhor com isso? Tão especiais, tão parecidos', com uma voz terrível, e eu naquelas ocasiões me sentia sempre mortificada, tímida, tinha vergonha, mas naqueles comentários cruéis, com frequência verdadeiros, sentia também uma pulsação fortíssima de desejo, como se me conhecesse melhor do que qualquer um e antecipasse meu erro, ciente de cada defeito meu e com um controle e poder infinito de domá-lo, e sentia-me de novo conquistada, numa terra russa na qual não se cansava nem para tirar a pistola para um duelo, mas deixava cair a luva, deixava o salão de baile, e depois eu já não o via mais.”
― La straniera
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“Tentem tomar decisões impensadas e distraídas sobre seu corpo quando são adolescentes ou ainda intactos. Sutiãs errados que fazem cair os peitos, dietas tempestivas que irão deixar uma teia de aranha de estrias como o craquelê num quadro a óleo, furos, tatuagens, dilatações, tentem fazer escolhas que poderão parecer erros e tentem obter um corpo que não é uma conquista, mas a soma de todas as suas inscrições, uma escrita em braille de erros. E pensar que será assim para sempre.”
― La straniera
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“O caminho dentro de uma metáfora pode ser mais lento, tortuoso ou imprevisível para um leitor surdo, mas isso é assim para tantas outras pessoas: ainda que confiemos num arquivo compartilhado de símbolos quando lemos uma obra de arte, as nossas traduções interiores desses símbolos variam. Diante das provas feitas para medir competências textuais de uma pessoa, também penso que há um erro se um garoto surdo perde todo o simbolismo de O Mágico de Oz, mas esse erro me escapa. Se uma metáfora é um incidente, uma revelação, um acidente, acabo por recolher sempre os mesmos pedaços de vidro estilhaçados. Nunca conquisto nem ganho um novo fragmento, me limito a participar da constante reciclagem da beleza.”
― La straniera
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“Podemos fracassar numa história de amor, na relação com a mãe. Mas quando uma cidade nos repele, quando não conseguimos entrar em seus mecanismos mais profundos e estamos sempre do outro lado do vidro, somos tomados de uma sensação frustrada de mérito, que pode se tornar doença. Estrangeiro é uma palavra belíssima, se ninguém se força a sê-lo; o resto do tempo, é apenas sinônimo de uma mutilação, e um tiro de pistola que nos damos sozinhos.”
― La straniera
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“O que ocorre com o atordoamento de quem não sabe nada de uma cidade e se ilude que cada descoberta feita o seja pela primeira vez? Que espaço tem o desejo quando tudo é feito tão transparente?”
― La straniera
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“Vou ao Clissold Park e percorro seus desire paths, os caminhos que se fazem por um efeito de erosão. São vias criadas pelos passos humanos ou de animais, o percurso mais batido para ir de um lugar a outro. Em italiano diríamos scorciatoia, atalho, no entanto a primeira vez que me deparei com a expressão desire path, me detive na palavra 'desejo' e me confundi, me enganei sozinha: me convenci de que os desire paths eram percursos imaginários construídos por pessoas que passeiam pela cidade em todas as horas, os lugares que preferem se perder ou se enfiar, pontos iluminados num mapa particular.”
― La straniera
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“Na escola, no vilarejo, até no ensino médio em um município maior, tudo estava revelado: todos sabiam a quem 'pertencíamos, quanto ganhavam nossos pais — se ganhavam alguma coisa —, que nota tínhamos em italiano e matemática e se havíamos bebido demais numa festa; todos sabiam se beijávamos com ou sem língua, se era permitido ir por cima ou por baixo da camiseta, e quando nos preparávamos para as festas de final de ano ou as de dezoito anos para as quais éramos convidadas, não importava o quanto estivéssemos maquiadas ou quais roupas imprevisíveis usássemos, porque, assim que passávamos pela porta, toda a fumaça do palco desaparecia rapidamente, nunca havia um desconhecido com quem conversar, podíamos nos apaixonar só pelo hábito, os amigos de infância eram reciclados como amantes, e, por virada da sorte, às vezes, de pequena vendedora de fósforos nos tornávamos a garota mais bonita e popular do momento — mas não durava mais do que algumas semanas.”
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“Enquanto eu tentava estabelecer alguma ordem com a escrita, eles continuavam se comunicando com os astros superiores e as substâncias ingovernáveis, reforçando sempre em mim a suspeita de que as palavras não significam nada a não ser quando são literais e de que qualquer outro resíduo é uma grande perda de tempo e sentido: a vida é seduzida e hipnotizada em silêncio, todo o resto é fracasso.”
― La straniera
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“L'incapacità di fare cose che dovremmo saper fare, l'impossibilità di vedere, sentire, ricordare o camminare non è un'eccezione quanto una destinazione.”
― La straniera
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