A Sibila Quotes

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A Sibila A Sibila by Agustina Bessa-Luís
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A Sibila Quotes Showing 1-9 of 9
“São os espíritos superficiais que mais crêem nos êxitos retumbantes, nas fórmulas fáceis para vencer, pois isso lhes lisonjeia a incapacidade e a fraqueza de vontade.Os lances engenhosos, em que se torce a moral para obter um mais rápido efeito, conseguem grande público.Mas a vida, cujas leis são infinitamente mais sóbrias, mais puras que as dos homens, não as aceita”
Agustina Bessa-Luís, A Sibila
“As coisas feias são tão próprias do mundo como as bonitas. Tu és muito nova, menina, e, no colégio, não fazem outra coisa senão tapar-te os olhos- o que é um engano, menina. Conhecer o mal é já uma defesa. Onde não há inocência, pode haver pecado; mas onde não há sabedoria, há sempre desgraça.”
Agustina Bessa-Luís, A Sibila
“Conhecer o mal é já uma defesa. Onde não há inocência, pode haver pecado; mas onde não há sabedoria, há sempre desgraça.”
Agustina Bessa-Luís, A Sibila
“A pena que tenho sempre que me vou embora não está no momento da partida, mas em todas as mudanças que sou obrigada a fazer, quando retiro outra vez o meu pente e a escova de dentes da prateleira do lavatório. Aqueles espaços vazios significam mais do que saudade, dão-me a impressão de que alguma coisa acabou, e que eu tenho culpa de que isso acontecesse". Isto não era um diário, mas simplesmente uma carta para sua mãe. E acrescentaria, anos depois: "Mudar de hábitos e de lugar, que é senão uma fútil maneira de encarar a morte?”
Agustina Bessa-Luís, A Sibila
“É esta a mais grandiosa história dos homens, a de tudo o que estremece, sonha, espera e tenta, sob a carapaça da sua consciência, sob a pele, sob os nervos, sob os dias felizes e monótonos, os desejos concretos, a banalidade que escorre das suas vidas, os seus crimes e as suas redenções, as suas vítimas e os seus algozes, a concordância dos seus sentidos com a sua moral. Tudo o que vivemos nos faz inimigos, estranhos, incapazes de fraternidade. Mas o que fica irrealizado, sombrio, vencido, dentro da alma mais mesquinha e apagada, é o bastante para irmanar esta semente humana cujos triunfos mais maravilhosos jamais se igualam com o que, em nós mesmos, ficará para sempre renúncia, desespero e vaga vibração. O mais veemente dos vencedores e o mendigo que se apoia num raio de sol, para viver um dia mais, equivalem-se, não como valores de aptidões ou de razão, não talvez como sentido metafísico ou direito abstrato, mas pelo que em si é a atormentada continuidade do homem, o que, sem impulso, fica sob o coração, quase esperança sem nome.”
Agustina Bessa-Luís, A Sibila
“As coisas feias são tão próprias do mundo como as bonitas.”
Agustina Bessa-Luís, A Sibila
“O medo provém dum certo cultivo da imaginação, da consideração extrema pela vida, que é coisa distinta do amor por ela; considera-se aquilo que se teme perder, mas amar é sempre um estado de audácia, de êxtase, situação de jogador que lança os seus dados e arrisca.”
Agustina Bessa-Luís, A Sibila
“A avó, já velhíssima então, proporcionava-lhe um assombro inquieto, pois, perdendo o equilíbrio das suas faculdades, parecia que se desumanizava. Falava muito, sempre coisas da sua juventude, e não compreendia que o marido tivesse morrido. “Quando o teu pai vier...” — dizia a Quina. Ou: “Prepara-lhe aí um bocado de vinho quente, para que o tome quando chegar.” E Quina respondia, invariavelmente e com modo cheio de doçura. “Sim, minha mãe. Já vou, senhora.” Nestes momentos, Germa cravava nas duas os olhos atemorizados e duvidosos; era como se o espaço extensíssimo duma época que não vivera se lhe colocasse diante, sem que ela deixasse de sentir-se expulsa, mais do que distante, desse tempo morto, porém inesgotável.”
Agustina Bessa-Luís, A Sibila
“- Há-de morrer donzela - tinha dito Quina, recordando, a propósito, uma contemporânea de sua mãe e de quem ficara histórica a virtude. Já velha, ao ser louvada pela sua conduta, ela exclamara, com uma risadinha viva e disciplicente: «Não me custou muito; nunca ninguém me falou...»”
Agustina Bessa-Luís, A Sibila