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Não Entres Tão Depressa Nessa Noite Escura by
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Luís
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- O hóspede
e ao respondermos
- Perdão?
apercebi-me que eram os freixos que ouvíamos de forma que fiz sinal ao meu marido para que não se ralasse, contei as malhas, encolhi os ombros e regressei ao tricot.
— Mar 18, 2025 01:51PM
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e ao respondermos
- Perdão?
apercebi-me que eram os freixos que ouvíamos de forma que fiz sinal ao meu marido para que não se ralasse, contei as malhas, encolhi os ombros e regressei ao tricot.
Luís
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- Às oito horas em casa
e os meus pais à espera, a sopa já fria dado que me assusta a noite na rua e os sons, mesmo remotos, demasiado vizinhos, as vivendas gigantescas, as árvores enormes e nisto o meu marido
— Mar 18, 2025 12:26PM
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e os meus pais à espera, a sopa já fria dado que me assusta a noite na rua e os sons, mesmo remotos, demasiado vizinhos, as vivendas gigantescas, as árvores enormes e nisto o meu marido
Luís
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- Não
e eu a fechar a porta devagarinho, a atravessar o corredor, a encontrar a minha cama sem acender a luz, eu a deitar-me ao teu lado e uma paz enorme nos goivos porque o vento amainou.
— Mar 17, 2025 02:30PM
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e eu a fechar a porta devagarinho, a atravessar o corredor, a encontrar a minha cama sem acender a luz, eu a deitar-me ao teu lado e uma paz enorme nos goivos porque o vento amainou.
Luís
is on page 389 of 543
- És a minha outra filha
permaneci calado à medida que o comboio se ia embora e eu na plataforma da estação junto a um homem de boné, com uma alavanca de agulheiro e uma bandeira de acenar às carruagens que me apontava à saída
- Vamos fechar amigo
desenhando uma a uma no ar, com o cabo da bengala, as letras do teu nome.
— Mar 17, 2025 11:24AM
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permaneci calado à medida que o comboio se ia embora e eu na plataforma da estação junto a um homem de boné, com uma alavanca de agulheiro e uma bandeira de acenar às carruagens que me apontava à saída
- Vamos fechar amigo
desenhando uma a uma no ar, com o cabo da bengala, as letras do teu nome.
Luís
is on page 341 of 543
o teu corpo
de bruços no chão, qualquer coisa na blusa como um canivete ou uma faca, um brilhozito de sangue em que ninguém repara e a nuvem bordejada de sol na vertical dos pinheiros, mirando-te da janela não uma hora, uns minutos, prometo-te que uns minutos de cacaracá até que a noite a dissolva.
— Mar 16, 2025 01:52PM
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de bruços no chão, qualquer coisa na blusa como um canivete ou uma faca, um brilhozito de sangue em que ninguém repara e a nuvem bordejada de sol na vertical dos pinheiros, mirando-te da janela não uma hora, uns minutos, prometo-te que uns minutos de cacaracá até que a noite a dissolva.
Luís
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a aperfeiçoar a franja, a compor o vestido, a empurrar a minha bochecha contra a bochecha dele e a sorrirmos os dois num quadrado de película que me apressei a esconder na gaveta das camisas.
— Mar 15, 2025 12:13PM
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Luís
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coroas imperiais, margaridas, petúnias, os bibelots que comprámos para a cómoda baixa, a lâmpada que aumento e diminuo consoante o meu sono, os teus passos na cozinha embora desiguais, a nuca que descanso no resguardo de crochet e amanhã um beijo ressequido e a bota vazia, e amanhã
- Estás a ver estás a ver?
a esperança insensata de nos acharmos curados.)
— Mar 14, 2025 05:57PM
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- Estás a ver estás a ver?
a esperança insensata de nos acharmos curados.)
Luís
is on page 181 of 543
fitando um guardanapo invisível que ia tombar na toalha, uma cadeira direita que ia arredar-se sozinha e um isqueiro que iluminava entre portas a indiferença de um morto.
— Mar 14, 2025 09:49AM
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Luís
is on page 113 of 543
(...) um velho e uma rapariga da minha idade, da idade da Maria Clara, de blusa cerzida e com dois brincos de prata, as seis horas de Alcoitão, as rolas a erguerem-se dos pinheiros à cata de um fio de brisa que as ajudasse até Sintra e o meu pai a avançar e a recuar no selim de madeira connosco a olharmos o tecto escutando um ruidozinho que podiam ser goivos, que podiam ser freixos, a decidirmos
- São freixos
— Mar 13, 2025 12:16PM
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- São freixos
Luís
is on page 89 of 543
e então nós parados, a moradia parada, os freixos trazendo consigo os bolbos japoneses, o silêncio e um resto de tarde, e no centro do silêncio, no centro da tarde, no centro da moradia, no centro do murmúrio dos freixos, etéreo, calado, dos bolbos japoneses, etéreos, calados, da Ana que se sobreponha aos freixos, etérea, calada, o balanceio impreciso, para cá e para lá, de um cavalo de pau.
— Mar 12, 2025 02:00PM
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Luís
is on page 59 of 543
até à mais remota galeria de mina e que sobre da gente um último pingo de torneira, uma última lágrima ferrugenta de algeroz, uma manchinha a desaparecer tão depressa no jardim que quem passar logo à tarde pela casa nem sequer repara que algum dia existimos.
— Mar 11, 2025 03:11PM
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Luís
is on page 30 of 543
(mesmo sem palavras mágicas)
ao primeiro gesto da varinha de condão
(um pedaço de cana com uma estrela na ponta)
deixaram de existir doenças, agonias, hospitais, mortes e ficou tudo bem, tudo bem, tudo bem graças a Deus, ficou tudo bem para sempre.
— Mar 10, 2025 01:43PM
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ao primeiro gesto da varinha de condão
(um pedaço de cana com uma estrela na ponta)
deixaram de existir doenças, agonias, hospitais, mortes e ficou tudo bem, tudo bem, tudo bem graças a Deus, ficou tudo bem para sempre.



