Status Updates From No entres tan deprisa en es...
No entres tan deprisa en esa noche oscura by
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Luís
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(...) um velho e uma rapariga da minha idade, da idade da Maria Clara, de blusa cerzida e com dois brincos de prata, as seis horas de Alcoitão, as rolas a erguerem-se dos pinheiros à cata de um fio de brisa que as ajudasse até Sintra e o meu pai a avançar e a recuar no selim de madeira connosco a olharmos o tecto escutando um ruidozinho que podiam ser goivos, que podiam ser freixos, a decidirmos
- São freixos
— Mar 13, 2025 12:16PM
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- São freixos
Luís
is on page 89 of 543
e então nós parados, a moradia parada, os freixos trazendo consigo os bolbos japoneses, o silêncio e um resto de tarde, e no centro do silêncio, no centro da tarde, no centro da moradia, no centro do murmúrio dos freixos, etéreo, calado, dos bolbos japoneses, etéreos, calados, da Ana que se sobreponha aos freixos, etérea, calada, o balanceio impreciso, para cá e para lá, de um cavalo de pau.
— Mar 12, 2025 02:00PM
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Luís
is on page 59 of 543
até à mais remota galeria de mina e que sobre da gente um último pingo de torneira, uma última lágrima ferrugenta de algeroz, uma manchinha a desaparecer tão depressa no jardim que quem passar logo à tarde pela casa nem sequer repara que algum dia existimos.
— Mar 11, 2025 03:11PM
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Luís
is on page 30 of 543
(mesmo sem palavras mágicas)
ao primeiro gesto da varinha de condão
(um pedaço de cana com uma estrela na ponta)
deixaram de existir doenças, agonias, hospitais, mortes e ficou tudo bem, tudo bem, tudo bem graças a Deus, ficou tudo bem para sempre.
— Mar 10, 2025 01:43PM
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ao primeiro gesto da varinha de condão
(um pedaço de cana com uma estrela na ponta)
deixaram de existir doenças, agonias, hospitais, mortes e ficou tudo bem, tudo bem, tudo bem graças a Deus, ficou tudo bem para sempre.






