Daniela Giradi > Daniela's Quotes

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  • #1
    Herman Melville
    “Because no man can ever feel his own identity aright except his eyes be closed; as if darkness were indeed the proper element of our essences, though light be more congenial to our clayey part.”
    Herman Melville, Moby-Dick or, The Whale

  • #2
    Joaquim Nabuco
    “De muitas doenças graves costuma-se dizer que foi no princípio um resfriamento mal curado; a história da América do Sul parece não ter sido outra coisa senão uma revolução mal curada.”
    Joaquim Nabuco

  • #3
    Rachel de Queiroz
    “Foi então que se lembrou de que, provavelmente, Vicente nunca lera o Machado... Nem nada do que ela lia.”
    Rachel De Queiroz, O Quinze

  • #4
    William Faulkner
    “(...) cada homem é árbitro de suas próprias virtudes, mas homem algum deve prescrever o que é bom para outro homem; e eu: temporariamente; e ele: foi a palavra mais triste de todas, nada mais no mundo não é desespero até que seja tempo, nem mesmo o tempo, até que foi.”
    William Faulkner, The Sound and the Fury

  • #5
    Fyodor Dostoevsky
    “Nós todos somos gente boníssima a ponto de sermos cômicos”
    Fyodor Dostoyevsky, The Idiot

  • #6
    Hermann Hesse
    “(...) Ah, sim! Todo o sofrimento pertencia ao tempo, da mesma forma que todos os receios e tormentos com que as pessoas se afligiam a si próprias. Todas e quaisquer dificuldades, tudo quanto houvesse de hostil no mundo, sumir-se-ia, cairia derrotado, logo que o homem triunfasse sobre o tempo, logrando arredá-lo pelo pensamento.”
    Hermann Hesse, Siddhartha

  • #7
    Hermann Hesse
    “-- Não brinco, não. Digo apenas o que percebi. Os conhecimentos podem ser transmitidos, mas nunca a sabedoria. Podemos achá-la; podemos vivê-la; podemos consentir em que ela nos norteie; podemos fazer milagres através dela. Mas não nos é dado pronunciá-la e ensiná-la. (...) Uma percepção me veio, ó Govinda, que talvez te afigure novamente como uma brincadeira ou uma bobagem. Reza ela: "O oposto de cada verdade é igualmente verdade". Isso significa: uma verdade só poderá ser comunicada e formulada por meio de palavras, quando for unilateral. Ora, unilateral é tudo quanto possamos apanhar pelo pensamento e exprimir pela palavra. Tudo aquilo é apenas um lado das coisas, não passa de parte, carece de totalidade, está incompleto, não tem unidade. Sempre que o augusto Gautama nas suas aulas nos falava do mundo, era preciso que o subdividisse em Sansara e Nirvana, em ilusão e verdade, em sofrimento e redenção. Não se pode proceder de outra forma. Não há outro caminho para quem quiser ensinar. Mas o próprio mundo, o ser que nos rodeia e existe no nosso íntimo, não é nunca unilateral. Nenhuma criatura humana, nenhuma ação é inteiramente Sansara nem inteiramente Nirvana. Homem algum é totalmente santo ou totalmente pecador. Uma vez que facilmente nos equivocamos, temos a impressão de que o tempo seja algo real. Não, Govinda, o tempo não é real, como verifiquei em muitas ocasiões. E se o tempo não é real, não passa tampouco de ilusão aquele lapso que nos parece estender-se entre o mundo e a eternidade, entre o tormento e a bem-aventurança, entre o Bem e o Mal.”
    Hermann Hesse, Siddhartha

  • #8
    Rubem Alves
    “Platão, perplexo diante da beleza, inventou um mito: imagine que, antes de nascer, a alma habitava um mundo encantado onde moravam todas as coisas belas do universo. A alma as contemplou, sentiu-se feliz, e alma e beleza se abraçaram, para sempre. Mas aí, quando nascemos neste mundo, a alma esquece de tudo. E ela fica toda cheia de buracos -- como um queijo suíço! --, em cada buraco mora a presença de uma ausência. A alma é o lugar onde as ausências estão presentes. E essas belezas ausentes se fazem sentir como uma tristeza inexplicável, uma saudade pura, sem objeto, uma vontade de chorar. Isso acontece frequentemente na hora do pôr-do-sol. Borger cita Browning: "Quando nos sentimos mais seguros então acontece algo: um pôr-do-sol, e outra vez estamos perdidos". O pôr-do-sol é um emissário do mundo encantado.”
    Rubem Alves, A Maçã e Outros Sabores

  • #9
    Zygmunt Bauman
    “Um aspecto muito visível do desaparecimento das velhas garantias é a nova fragilidade dos laços humanos. A fragilidade e transitoriedade dos laços pode ser um preço inevitável do direito de os indivíduos perseguirem seus objetivos individuais, mas não pode deixar de ser, simultaneamente, um obstáculo dos mais formidáveis para perseguir eficazmente esses objetivos -- e para a coragem necessária para persegui-los.”
    Zygmunt Bauman, Liquid Modernity
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  • #10
    Julio Cortázar
    “É um pouco assim: há linhas de ar em volta da sua cabeça, do seu olhar, zonas de detenção dos seus olhos, do seu olfato, do seu paladar, ou seja, você anda com seu limite por fora
    e você não poderá ultrapassar esse limite quando pensar que já apreendeu plenamente qualquer coisa, a coisa que é igual a um iceberg, tem um pedacinho por fora e o mostra, com todo o resto do seu volume bem para lá do seu limite e foi assim que o Titanic afundou. Heste Holiveira sempre com os seus hexemplos. (SIC)”
    Julio Cortázar, Hopscotch

  • #11
    Julio Cortázar
    “Mas tudo num plano me-ta-fí-sico.
    Já que Horácio, as palavras... Quer dizer que as palavras, para Horácio... (uma questão já muito remoída em vários momentos de insônia).”
    Julio Cortázar, Hopscotch

  • #12
    G.K. Chesterton
    “Precisamos ver o mundo de tal modo que nele se combine uma ideia de deslumbramento com uma ideia de acolhimento.”
    G.K. Chesterton, Orthodoxy



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