Lénia > Lénia's Quotes

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  • #1
    Joseph Heller
    “He was going to live forever, or die in the attempt.”
    Joseph Heller, Catch-22

  • #2
    Mona van Duyn
    “The world's perverse, but it could be worse.”
    Mona Van Duyn

  • #3
    Ernest Hemingway
    “There is no friend as loyal as a book.”
    Ernest Hemingway

  • #4
    Katharine Graham
    “The longer I live, the more I observe that carrying around anger is the most debilitating to the person who bears it.”
    Katharine Graham

  • #5
    Célia Correia Loureiro
    “Durante anos sofri com o teu hábito de partir sem te despedires. Até que entendi que isso era apenas a tua convicção de que irias voltar.”
    Célia Correia Loureiro

  • #6
    Richard Francis Burton
    “Little islands are all large prisons; one cannot look at the sea without wishing for the wings of a swallow.”
    Sir Richard Francis Burton

  • #7
    Robert Jordan
    “Surprising what you can dig out of books if you read long enough, isn't it?”
    Robert Jordan

  • #8
    João Tordo
    “As pessoas são feitas de porcelana, concluiu. Lascam com facilidade, instigam em nós a urgência de não as deixar cair. Partem-se em pedaços se as largamos. E esses pedaços são inconsoláveis. É impossível tornarmos a juntá-los e, se o tentamos, ficaremos para sempre a observar as rachas que inadvertidamente lhes causámos, cicatrizes que não passam. Por mais que as pessoas jurem que são feitas de outro material, acredite em mim quando lhe digo que são feitas de porcelana, da mais frágil e dispendiosa.”
    João Tordo, O Luto de Elias Gro

  • #9
    João Tordo
    “Compreendera então, julgo, a natureza da minha situação. A solidão de um é amenizada pela solidão de outro, e deste modo, mesmo na miséria, existe uma espécie de partilha, de comunhão, a que não se pode dar o nome de alegria mas algo como um encolher de ombros. O estudante franzino fora durante os meus primeiros meses de isolamento esse encolher de ombros, a minha resignação perante a brutalidade daquilo que me acontecera. Que ele tivesse alguém e eu não perturbava-me, colocava um entrave à nossa amizade, um ponto final no nosso monólogo. De uma certa maneira que não sei explicar senão com palavras incoerentes, até então tinha sido como se eu tivesse dado um passo ao lado que me tivesse feito sair do mundo, um pequeno passo discreto e silencioso de retirada. Após essa noite, o mundo notou a minha falta e deu também ele um passo ao lado, mas um passo do mundo é muito maior do que um passo dos nossos, e num certo sentido eu fiquei atrás das coisas, deslocado.”
    João Tordo, O Livro dos Homens sem Luz

  • #10
    João Tordo
    “Nunca tiveste aquela sensação de amares alguém, de amares alguém muito, e de as circunstâncias em que a tua vida acontece destruírem a possibilidade desse amor, apesar de ele continuar a existir dentro de ti?”
    João Tordo, Hotel Memória
    tags: love

  • #11
    João Tordo
    “Os pensamentos, como diabos à solta num quarto escuro e abafado, conduziam-me uma e outra vez à mesma conclusão, de que o homem transporta consigo o inferno, e de que o inferno não são os outros mas nós mesmos, quando entregues às nossas ideias mais acérrimas, às nossas intransigências mais cruéis, às nossas dúvidas mais corrosivas.”
    João Tordo, O Luto de Elias Gro

  • #12
    João Tordo
    “Se tu morresses eu ficava triste.
    Porquê?
    Porque fazes parte da minha história.
    Alerta, a membrana rechaçou o sentimento, protegendo-me. Deixei que o corpo se afundasse no sofá e, mesmo que uma espécie de ternura suplicasse por se mostrar, num sorriso ou numa lágrima, limitei-me a resmungar palavras inaudíveis e continuei a ler.”
    João Tordo, O Luto de Elias Gro

  • #13
    João Tordo
    “E, ainda assim, Ele safa-se sempre. Sempre. Quando a harmonia desce sobre o mundo, é obra Sua. Mas, quando a desgraça se abate, a culpa é nossa. É porque nos falta fé. Falta-nos esperança. Carecemos da humildade necessária para compreender os seus desígnios. Deus escreve direito por linhas tortas. É a desculpa mais esfarrapada de todos os tempos. Destes todos e dos que hão-de vir depois destes.”
    João Tordo, O Luto de Elias Gro

  • #14
    João Tordo
    “Ela afastou ligeiramente o cobertor; um assomo de raiva perpassou-lhe o olhar, endurecendo o rosto, que, a cada dia que passava, ia assumindo os seus contornos adultos. Era a dor; a dor arranca-nos à infância como se arranca uma flor do caule.”
    João Tordo, O Luto de Elias Gro

  • #15
    João Tordo
    “Sei agora o que nunca soube – que o amor encontra o seu estado mais puro quando julgamos que o fim chegou; finalmente entendo que o amor pode ser precisamente essa ausência, o deixar de estar, ser capaz de apreciar cada minuto da nossa memória como se segurássemos, entre as mãos, um punhado de brasas num deserto de gelo.”
    João Tordo, O Luto de Elias Gro

  • #16
    João Tordo
    “Procurava a fé; essa palavra que significa tudo e não significa nada, essa palavra que abraça o crente num cobertor morno, que transforma os homens, mas deixa intacto o mundo.”
    João Tordo, O Luto de Elias Gro

  • #17
    João Tordo
    “Pensei que me apetecia estar numa barcaça à deriva no oceano ou pendurado de um satélite pelo cós das calças. Qualquer lugar onde eu não estivesse; a velha contradição humana.”
    João Tordo, O Luto de Elias Gro

  • #18
    João Tordo
    “Repetimos essas frases muitas vezes, não é?
    Que frases?
    Tenho de ir. Estou com alguma pressa. Tenho coisas para fazer.
    Não percebo.
    Parece que o lugar onde estamos nunca é suficientemente agradável. Deixa-me lá ver se acolá se está melhor. E, quando lá chegamos, percebemos afinal que a vida estava a acontecer onde estávamos. Mas agora já estamos acolá e não podemos regressar, porque a vida também acontece acolá.”
    João Tordo, O Luto de Elias Gro

  • #19
    João Tordo
    “Concluo, aos sessenta e três anos, que ninguém tem direito a reclamar a vida de outro ou o seu modo de pensar. Reclamam agora a minha vida e o meu modo de pensar; e quem o faz? Os meus amigos, os fiéis conhecidos, a gente que outrora me abraçou e que prescinde hoje da minha presença e me excomunga. Continuar alinhado? Em nome do quê, em nome de quem? Como posso continuar a acreditar e a achar que estávamos certos quando tudo em nosso redor, ao longo dos anos, nos demonstrou que estávamos errados? Tanto como esta crise mostrou estar errado o actual estado das coisas? [...] Como esperam que continue, na minha cabeça, a reescrever a História e a silenciar-me sobre tudo aquilo que é considerado anátema? Como esperam que continue a engolir propaganda, venha ela de onde vier? Continuar alinhado? Em nome de quê, em nome de quem?”
    João Tordo, Anatomia dos Mártires

  • #20
    João Tordo
    “Começava a compreender, então, o poder do passado. O passado pode corroer o presente e minar o futuro; é o passado que nos afoga a cara na lama quando já caímos na terra, e que regressa nos momentos mais inesperados para tirar de nós aquilo que já não temos, o sabor das coisas que não tornam a acontecer, porque cada minuto que acontece se perde no precipício ao qual tudo vai, irrevogavelmente, parar.”
    João Tordo, Hotel Memória

  • #21
    João Tordo
    “Existem várias maneiras de destruir um assunto, de deteriorar a realidade até não sobrar coisa nenhuma. Passa-se com as palavras o mesmo que com as coisas: quantas mais vezes as proferimos menos substância têm, as palavras e as coisas, porque as palavras podem tirar ou roubar às coisas o seu sentido. [...] Imagina agora o que acontece quando as palavras se reportam somente a si próprias. As palavras Deus ou Amor, por exemplo. Imagina o género de esvaziamento que acontece quando as usamos de maneira desenfreada e as pronunciamos milhares ou milhões de vezes todos os dias. 'Amo-te'. 'Amo-te'. 'Amo-te'. 'Meu Deus'. 'Meu Deus'. 'Meu Deus'. Palavras que não têm qualquer referente no mundo que lhes devolva o sentido. Palavras que são somente isso: a junção aleatória de vogais e consoantes; e, contudo, palavras que movem montanhas.”
    João Tordo, Anatomia dos Mártires



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