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Olavo Bilac
Born
in Rio de Janeiro, Brazil
December 16, 1865
Died
December 28, 1818
Genre
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Antologia Poética
—
published
1919
—
4 editions
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Tarde (Clássicos Hiperliteratura Livro 98)
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Via Láctea
—
published
1896
—
9 editions
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Poesias
—
published
1888
—
12 editions
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Contos para Velhos
—
published
1897
—
9 editions
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Melhores poemas Olavo Bilac
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Poemas de Olavo Bilac
by
—
published
1957
—
4 editions
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Poesias Infantis
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Alma Inquieta
—
published
2002
—
6 editions
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Tratado de versificação
by
—
published
1905
—
3 editions
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“Não és bom, nem és mau: és triste e humano...
Vives ansiando, em maldições e preces,
Como se a arder no coração tivesses
O tumulto e o clamor de um largo oceano.
Pobre, no bem como no mal padeces;
E rolando num vórtice insano,
Oscilas entre a crença e o desengano,
Entre esperanças e desinteresses.
Capaz de horrores e de ações sublimes,
Não ficas com as virtudes satisfeito,
Nem te arrependes, infeliz, dos crimes:
E no perpétuo ideal que te devora,
Residem juntamente no teu peito
Um demônio que ruge e um deus que chora.”
― Poemas de Olavo Bilac
Vives ansiando, em maldições e preces,
Como se a arder no coração tivesses
O tumulto e o clamor de um largo oceano.
Pobre, no bem como no mal padeces;
E rolando num vórtice insano,
Oscilas entre a crença e o desengano,
Entre esperanças e desinteresses.
Capaz de horrores e de ações sublimes,
Não ficas com as virtudes satisfeito,
Nem te arrependes, infeliz, dos crimes:
E no perpétuo ideal que te devora,
Residem juntamente no teu peito
Um demônio que ruge e um deus que chora.”
― Poemas de Olavo Bilac
“Viver não pude sem que o fel provasse
Desse outro amor que nos perverte e engana:
Porque homem sou, e homem não há que passe
Virgem de todo pela vida humana.
Por que tanta serpente atra e profana
Dentro d’alma deixei que se aninhasse?
Por que, abrasado de uma sede insana,
A impuros lábios entreguei a face?”
― Antologia Poética
Desse outro amor que nos perverte e engana:
Porque homem sou, e homem não há que passe
Virgem de todo pela vida humana.
Por que tanta serpente atra e profana
Dentro d’alma deixei que se aninhasse?
Por que, abrasado de uma sede insana,
A impuros lábios entreguei a face?”
― Antologia Poética





















