Fascism and Democracy Quotes
Fascism and Democracy
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George Orwell1,866 ratings, 4.22 average rating, 237 reviews
Fascism and Democracy Quotes
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“Nazi theory indeed specifically denies that such a thing as ‘the truth’ exists. There is, for instance, no such thing as ‘science’. There is only ‘German science’, ‘Jewish science’ etc. The implied objective of this line of thought is a nightmare world in which the Leader, or some ruling clique, controls not only the future but the past. If the Leader says of such and such an event, ‘It never happened’ – well, it never happened. If he says that two and two are five – well, two and two are five. This prospect frightens me much more than bombs – and after our experiences of the last few years that is not a frivolous statement.”
― Fascism and Democracy
― Fascism and Democracy
“Pois esta é a era do Estado totalitário, que não permite e provavelmente não pode permitir ao indivíduo nenhuma liberdade, seja ela qual for. Quando se menciona o totalitarismo, pensa-se imediatamente na Alemanha, na Rússia, na Itália, mas eu acho que se deve enfrentar o risco de que este fenômeno venha a ser mundial. É óbvio que o período do capitalismo livre está chegando ao fim e que um país após o outro está adotando uma economia centralizada, que se pode chamar de Socialismo ou Capitalismo de Estado, de acordo com a preferência de cada um. Com isso, a liberdade econômica do indivíduo e, em grande parte, sua liberdade de fazer o que quiser, de escolher seu próprio trabalho, de ir e vir através da superfície da terra, chega ao fim. Agora, até recentemente, as implicações disto não eram previstas. Nunca foi totalmente compreendido que o desaparecimento da liberdade econômica teria qualquer efeito sobre a liberdade intelectual. O socialismo era geralmente pensado como uma espécie de liberalismo moralizado. O Estado se encarregaria de sua vida econômica e o libertaria do medo da pobreza, do desemprego e assim por diante, mas não teria necessidade de interferir em sua vida intelectual privada. A arte poderia florescer como na era liberal-capitalista, só que um tanto mais, porque o artista não estaria mais sob pressões econômicas. Agora, sobre as evidências existentes, é preciso admitir que estas ideias foram falsificadas.
O totalitarismo aboliu a liberdade de pensamento em uma medida inaudita em qualquer época anterior. E é importante perceber que seu controle do pensamento não é apenas negativo, mas positivo. Ele não apenas proíbe você de expressar – até mesmo de pensar – certos pensamentos, mas dita o que você deve pensar, cria uma ideologia para você, tenta governar sua vida emocional, bem como estabelecer um código de conduta. E, na medida do possível, isola-o do mundo exterior, fecha-o em um universo artificial no qual você não tem padrões de comparação. O Estado totalitário tenta, de qualquer forma, controlar os pensamentos e as emoções de seus sujeitos, de modo pelo menos tão completo quanto controla suas ações.”
― Fascismo e Democracia
O totalitarismo aboliu a liberdade de pensamento em uma medida inaudita em qualquer época anterior. E é importante perceber que seu controle do pensamento não é apenas negativo, mas positivo. Ele não apenas proíbe você de expressar – até mesmo de pensar – certos pensamentos, mas dita o que você deve pensar, cria uma ideologia para você, tenta governar sua vida emocional, bem como estabelecer um código de conduta. E, na medida do possível, isola-o do mundo exterior, fecha-o em um universo artificial no qual você não tem padrões de comparação. O Estado totalitário tenta, de qualquer forma, controlar os pensamentos e as emoções de seus sujeitos, de modo pelo menos tão completo quanto controla suas ações.”
― Fascismo e Democracia
“Now, on the existing evidence, one must admit that these ideas have been falsified. Totalitarianism has abolished freedom of thought to an extent unheard of in any previous age. And it is important to realise that its control of thought is not only negative, but positive. It not only forbids you to express – even to think – certain thoughts but it dictates what you shall think, it creates an ideology for you, it tries to govern your emotional life as well as setting up a code of conduct. And as far as possible it isolates you from the outside world, it shuts you up in an artificial universe in which you have no standards of comparison. The totalitarian state tries, at any rate, to control the thoughts and emotions of its subjects at least as completely as it controls their actions.”
― Fascism and Democracy
― Fascism and Democracy
“The notion that certain opinions cannot safely be allowed a hearing is growing. It is given currency by intellectuals who confuse the issue by not distinguishing between democratic opposition and open rebellion, and it is reflected in our growing indifference to tyranny and injustice abroad. And even those who declare themselves to be in favour of freedom of opinion generally drop their claim when it is their own adversaries who are being persecuted.”
― Fascism and Democracy
― Fascism and Democracy
“The point is that the relative freedom which we enjoy depends on public opinion. The law is no protection. Governments make laws, but whether they are carried out, and how the police behave, depends on the general temper of the country. If large numbers of people are interested in freedom of speech, there will be freedom of speech, even if the law forbids it; if public opinion is sluggish, inconvenient minorities will be persecuted, even if laws exist to protect them.”
― Fascism and Democracy
― Fascism and Democracy
“O totalitarismo aboliu a liberdade de pensamento em uma medida inaudita em qualquer época anterior. E é importante perceber que seu controle do pensamento não é apenas negativo, mas positivo. Ele não apenas proíbe você de expressar – até mesmo de pensar – certos pensamentos, mas dita o que você deve pensar, cria uma ideologia para você, tenta governar sua vida emocional, bem como estabelecer um código de conduta. E,”
― Fascismo e Democracia
― Fascismo e Democracia
“Gustavo Solivellas dice: "Libertad de expresión es decir lo que la gente no quiere oír" (George Orwell)”
― Fascism and Democracy
― Fascism and Democracy
“De todas as perguntas não respondidas de nosso tempo, talvez a mais importante seja: “O que é fascismo?”.
Foi na política interna que essa palavra perdeu o último vestígio de um significado. Porque, se examinar a imprensa, você verá que não existe quase nenhum grupo de pessoas — certamente não um partido político nem um corpo organizado de nenhum tipo — que não tenha sido denunciado como fascista durante os últimos dez anos.
Não estou me referindo aqui ao uso verbal do termo “fascista”, estou me referindo ao que tenho visto impresso. Tenho visto os termos “simpatizante do fascismo”, “de tendência fascista” ou simplesmente “fascista” aplicados com toda a seriedade aos seguintes grupos de pessoas:
Conservadores: todos os conservadores, apaziguadores ou antiapaziguadores, são tidos como subjetivamente pró-fascistas. O governo britânico na Índia e nas colônias é tido como indistinguível do nazismo. Organizações de um tipo que poderia ser chamado de patriótico e tradicional são rotuladas como criptofascistas ou “de mentalidade fascista”. Exemplos disso são os Escoteiros, a Polícia Metropolitana, o MI-525, a Legião Britânica. Chavão típico: “As escolas públicas são terreno fértil para o fascismo”;”
Os apoiadores da guerra: os que resistem à ideia de uma guerra, usualmente baseiam sua posição na alegação de que o imperialismo britânico é pior do que o nazismo, e tendem a aplicar o termo “fascista” a qualquer um que queira uma vitória militar. Os que apoiaram a Convenção do Povo chegaram perto de proclamar que a vontade de resistir à invasão nazista era um sinal de simpatia pelo fascismo. A Home Guard foi denunciada como organização fascista assim que surgiu. Além disso, toda a esquerda tende a equiparar militarismo com fascismo. Soldados rasos com consciência política quase sempre se referem a seus oficiais como “de mentalidade fascista”, ou “fascistas naturais”. Escolas militares, a cultura de ordem, polimento e limpeza30, bater continência aos oficiais, tudo isso é considerado ligado ao fascismo. Antes da guerra, aderir aos Territorials31 era considerado sinal de tendências fascistas. Recrutamento obrigatório e Exército profissional são ambos denunciados como fenômenos fascistas.
Nacionalistas: o nacionalismo é sempre considerado inerentemente fascista, mas entende-se que isso é aplicável apenas a movimentos nacionais desaprovados por quem os está avaliando. O nacionalismo árabe, o nacionalismo polonês, o nacionalismo finlandês, o Partido do Congresso indiano, a Liga Muçulmana, o Sionismo e o IRA32 são todos descritos como fascistas — mas não pelas mesmas pessoas.”
― Fascismo e Democracia
Foi na política interna que essa palavra perdeu o último vestígio de um significado. Porque, se examinar a imprensa, você verá que não existe quase nenhum grupo de pessoas — certamente não um partido político nem um corpo organizado de nenhum tipo — que não tenha sido denunciado como fascista durante os últimos dez anos.
Não estou me referindo aqui ao uso verbal do termo “fascista”, estou me referindo ao que tenho visto impresso. Tenho visto os termos “simpatizante do fascismo”, “de tendência fascista” ou simplesmente “fascista” aplicados com toda a seriedade aos seguintes grupos de pessoas:
Conservadores: todos os conservadores, apaziguadores ou antiapaziguadores, são tidos como subjetivamente pró-fascistas. O governo britânico na Índia e nas colônias é tido como indistinguível do nazismo. Organizações de um tipo que poderia ser chamado de patriótico e tradicional são rotuladas como criptofascistas ou “de mentalidade fascista”. Exemplos disso são os Escoteiros, a Polícia Metropolitana, o MI-525, a Legião Britânica. Chavão típico: “As escolas públicas são terreno fértil para o fascismo”;”
Os apoiadores da guerra: os que resistem à ideia de uma guerra, usualmente baseiam sua posição na alegação de que o imperialismo britânico é pior do que o nazismo, e tendem a aplicar o termo “fascista” a qualquer um que queira uma vitória militar. Os que apoiaram a Convenção do Povo chegaram perto de proclamar que a vontade de resistir à invasão nazista era um sinal de simpatia pelo fascismo. A Home Guard foi denunciada como organização fascista assim que surgiu. Além disso, toda a esquerda tende a equiparar militarismo com fascismo. Soldados rasos com consciência política quase sempre se referem a seus oficiais como “de mentalidade fascista”, ou “fascistas naturais”. Escolas militares, a cultura de ordem, polimento e limpeza30, bater continência aos oficiais, tudo isso é considerado ligado ao fascismo. Antes da guerra, aderir aos Territorials31 era considerado sinal de tendências fascistas. Recrutamento obrigatório e Exército profissional são ambos denunciados como fenômenos fascistas.
Nacionalistas: o nacionalismo é sempre considerado inerentemente fascista, mas entende-se que isso é aplicável apenas a movimentos nacionais desaprovados por quem os está avaliando. O nacionalismo árabe, o nacionalismo polonês, o nacionalismo finlandês, o Partido do Congresso indiano, a Liga Muçulmana, o Sionismo e o IRA32 são todos descritos como fascistas — mas não pelas mesmas pessoas.”
― Fascismo e Democracia
“De todas as perguntas não respondidas de nosso tempo, talvez a mais importante seja: “O que é fascismo?”.
Foi na política interna que essa palavra perdeu o último vestígio de um significado. Porque, se examinar a imprensa, você verá que não existe quase nenhum grupo de pessoas — certamente não um partido político nem um corpo organizado de nenhum tipo — que não tenha sido denunciado como fascista durante os últimos dez anos.
Não estou me referindo aqui ao uso verbal do termo “fascista”, estou me referindo ao que tenho visto impresso. Tenho visto os termos “simpatizante do fascismo”, “de tendência fascista” ou simplesmente “fascista” aplicados com toda a seriedade aos seguintes grupos de pessoas: Conservadores: todos os conservadores, apaziguadores ou antiapaziguadores, são tidos como subjetivamente pró-fascistas. O governo britânico na Índia e nas colônias é tido como indistinguível do nazismo. Organizações de um tipo que poderia ser chamado de patriótico e tradicional são rotuladas como criptofascistas ou “de mentalidade fascista”. Exemplos disso são os Escoteiros, a Polícia Metropolitana, o MI-525, a Legião Britânica.26 Chavão típico: “As escolas públicas são terreno fértil para o fascismo”;”
― Fascismo e Democracia
Foi na política interna que essa palavra perdeu o último vestígio de um significado. Porque, se examinar a imprensa, você verá que não existe quase nenhum grupo de pessoas — certamente não um partido político nem um corpo organizado de nenhum tipo — que não tenha sido denunciado como fascista durante os últimos dez anos.
Não estou me referindo aqui ao uso verbal do termo “fascista”, estou me referindo ao que tenho visto impresso. Tenho visto os termos “simpatizante do fascismo”, “de tendência fascista” ou simplesmente “fascista” aplicados com toda a seriedade aos seguintes grupos de pessoas: Conservadores: todos os conservadores, apaziguadores ou antiapaziguadores, são tidos como subjetivamente pró-fascistas. O governo britânico na Índia e nas colônias é tido como indistinguível do nazismo. Organizações de um tipo que poderia ser chamado de patriótico e tradicional são rotuladas como criptofascistas ou “de mentalidade fascista”. Exemplos disso são os Escoteiros, a Polícia Metropolitana, o MI-525, a Legião Britânica.26 Chavão típico: “As escolas públicas são terreno fértil para o fascismo”;”
― Fascismo e Democracia
“O objetivo implícito desta linha de pensamento é um mundo de pesadelo no qual o Líder, ou algum grupo governante, controla não apenas o futuro, mas o passado. Se o Líder diz acerca de tal evento, ‘Nunca aconteceu’ – bem, nunca aconteceu. Se ele diz que dois e dois são cinco – bem, dois e dois são cinco. Esta perspectiva me assusta muito mais do que as bombas – e depois de nossas experiências dos últimos anos isso, essa não é uma afirmação frívola.”
― Fascismo e Democracia
― Fascismo e Democracia
“No início da vida eu tinha notado que nenhum evento era relatado corretamente em um jornal, mas na Espanha, pela primeira vez, vi reportagens de jornais que não tinham nenhuma relação com os fatos, nem mesmo a relação que está implícita em uma mentira comum. Vi grandes batalhas noticiadas onde não havia brigas e o silêncio completo onde centenas de homens haviam sido mortos. Vi tropas que haviam lutado bravamente serem denunciadas como covardes e traidoras, e outros que nunca haviam visto um tiro disparado serem saudados como os heróis de vitórias imaginárias; e vi jornais em Londres vendendo essas mentiras e intelectuais ávidos construindo superestruturas emocionais sobre eventos que nunca haviam acontecido. Vi, de fato, a história ser narrada não em termos do que aconteceu, mas do que deveria ter acontecido de acordo com várias “linhas partidárias”.”
― Fascismo e Democracia
― Fascismo e Democracia
“Na Europa medieval, a Igreja ditou aquilo em que se deve acreditar, mas pelo menos permitiu manter as mesmas crenças desde o nascimento até a morte. Ela não lhe disse para acreditar numa coisa na segunda-feira e noutra na terça-feira. E o mesmo é mais ou menos verdadeiro para qualquer cristão ortodoxo, hinduísta, budista ou muçulmano de hoje. Em certo sentido, seus pensamentos são circunscritos, mas ele passa toda sua vida dentro da mesma estrutura de pensamento. Suas emoções não são adulteradas. Agora, com o totalitarismo é exatamente o oposto. A peculiaridade do estado totalitário é que, embora ele controle o pensamento, ele não o corrige. Ele estabelece dogmas inquestionáveis e os altera de um dia para o outro. Ele precisa dos dogmas, porque precisa da obediência absoluta de seus súditos, mas não pode evitar as mudanças, que são ditadas pelas necessidades da política de poder. Declara-se infalível e, ao mesmo tempo, ataca o próprio conceito de verdade objetiva. Para tomar um exemplo rude e óbvio, todo alemão até setembro de 1939 tinha que encarar o bolchevismo russo com horror e aversão, e desde setembro de 1939 ele tem que encará-lo com admiração e carinho.13 Se a Rússia e a Alemanha entrarem em guerra, como podem muito bem fazer dentro dos próximos anos, outra mudança igualmente violenta terá que ocorrer. Espera-se que a vida emocional do alemão, seus amores e ódios, quando necessário, se revertam da noite para o dia.”
― Fascismo e Democracia
― Fascismo e Democracia
“How many refugees have fled from Britain, or from the whole of the British Empire, during the past seven years? And how many from Germany? How many people personally known to you have been beaten with rubber truncheons or forced to swallow pints of castor oil? How dangerous do you feel it to be to go into the nearest pub and express your opinion that this is a capitalist war and we ought to stop fighting? Can you point to anything in recent British or American history that compares with the June Purge, the Russian Trotskyist trials, the pogrom that followed vom Rath’s assassination? Could an article equivalent to the one I am writing be printed in any totalitarian country, red, brown or black? The Daily Worker has just been suppressed, but only after ten years of life, whereas in Rome, Moscow or Berlin it could not have survived ten days. And during the last six months of its life Great Britain was not only at war but in a more desperate predicament than at any time since Trafalgar. Moreover – and this is the essential point – even after the Daily Worker’s suppression its editors are permitted to make a public fuss, issue statements in their own defence, get questions asked in Parliament and enlist the support of well-meaning people of various political shades. The swift and final ‘liquidation’ which would be a matter of course in a dozen other countries not only does not happen, but the possibility that it may happen barely enters anyone’s mind.”
― Fascism and Democracy
― Fascism and Democracy
