História do Japão Quotes

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História do Japão: Uma introdução História do Japão: Uma introdução by Emiliano Unzer
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“O primeiro ataque mongol se deu em novembro de 1274, com o desembarque de uma frota de cerca de 900 navios a noroeste da Kyushu. Apesar da superioridade em número de navios e homens, cerca de 40 mil, o comando mongol resolveu retirar-se visando minimizar os efeitos adversos das condições meteorológicas. Mas de pouco adiantou, pois uma violenta tempestade adveio na região, causando danificações em boa parte dos navios e a perda do contingente mongol em dois terços. Uma segunda tentativa de ofensiva mongol ocorreu em junho de 1281, quando uma frota mongol ainda mais numerosa, cerca de quatro mil navios e quase 150 mil homens, desembarcou na mesma região de Kyushu, na baía de Hakata. Tal quantidade de homens era composta por múltiplas lealdades, desde chineses recém subjugados das regiões meridionais até coreanos e mercenários que poderiam desertar ao sinal das primeiras adversidades [51]. Apesar da formidável superioridade numérica dos invasores, os japoneses tiveram tempo e preparo para a segunda investida. Ademais, um tufão castigou a região invadida, que destruiu ou inutilizou boa parte da frota mongol (fig. 18). Parecia, aos olhos japoneses, que os deuses tinham-lhes favorecidos novamente, e esses ventos foram interpretados como de origem divina, shinpu (神父) ou kamikaze(神風), “ventos divinos”. Kublai Kahn resignou-se em planejar novas invasões até sua morte em 1294.”
Emiliano Unzer, História do Japão: Uma introdução
“Visando estender sua dominação mais ao leste do reino tributário coreano de Goryeo (918 - 1392), esta anterior a Choson (Joseon), Kublai Khan enviou um emissário ao Japão em 1268, após uma primeira tentativa fracassada dois anos antes, exigindo submissão e tributos. As exigências do Grande Khan foram ignoradas pela corte japonesa em Quioto e pelo bakufu em Kamakura. A rejeição foi considerada como um insulto a ser resolvida com uma invasão às ilhas [50”
Emiliano Unzer, História do Japão: Uma introdução
“Em abril de 1185, Yoshitsune no Minamoto perseguiu e derrotou definitivamente as forças rivais na batalha naval de Dan-no-ura, na região ocidental da ilha de Honshu. Antoku, o pequeno imperador de apenas seis anos de idade, que tinha sido levado no colo de sua avó, a viúva de Kiyomori, foi levado ao suicídio ao mar no Estreito de Shimonoseki. Um impressionante relato desse evento evidencia o forte senso de fatalismo da época, quando a avó de Antoku explica ao seu neto o seu destino [37]: Vossa Majestade não sabe que renasceu neste mundo para o trono imperial, em resultado do mérito das Dez Virtudes que praticou em vidas anteriores. Agora, porém, há um carma que vos reclama. (...) O Japão é pequeno como um grão de milho, mas é agora um vale de misérias. Há uma terra pura de felicidade sob as ondas, uma outra capital onde não existe sofrimento. É para lá que vou levar o meu Soberano. (Tradução nossa)”
Emiliano Unzer, História do Japão: Uma introdução
“PEREZ, Louis G. Japan at War: An Encyclopedia. Santa Barbara, Califórnia: ABC-CLIO, 2013, p. 126.”
Emiliano Unzer, História do Japão: Uma introdução
“Algumas dessas obras, como o Makura no Sôshi(枕草子, “O Livro do Travesseiro”), de Sei Shonagon (c. 966 – 1017 ou 1025), são relatos da vida da autora como dama da corte da imperatriz consorte Teishi no Fujiwara (977 - 1001), a descrever com detalhes as nuances das relações e intrigas da corte. Outro monumento literário, o Genji Monogatari (“Conto de Genji”), de Shikibu Murasaki (973 ou 978 - 1014 ou 1031), considerada a primeira obra de romance do mundo, nos oferece um panorama singular da vida da corte durante o período Heian [30].”
Emiliano Unzer, História do Japão: Uma introdução
“O budismo floresceu ainda nas regências das filhas de Shômu, como com a imperadora Kôken (718 – 770) que buscou atrair sacerdotes budistas para sua corte. Kôken abdicou em 758 sob os conselhos de seu primo, Nakamaro Fujiwara. Este se rebelou contra a imperadora aposentada quando esta buscou favorecer um curandeiro budista chamado Dokyo, mas a rebelião foi rapidamente controlada, e Kôken mandou depor todos aqueles em conluio com o golpe. Após o evento, Kôken reassumiu o trono como imperadora Shôtoku (r. 764 – 770). Neste seu reinado, a imperadora favoreceu o budismo e fomentou a impressão de mais de um milhão de orações e pagodes em miniatura (hyakumanto dharani, 百万塔陀罗尼) (fig. 10) por volta do ano de 770. Mas as ações da imperadora a favor do clero budista fizeram com que fosse abolida a posição imperial a mulheres e, nos anos seguintes a sua morte, removeram budistas de posições de autoridade política.”
Emiliano Unzer, História do Japão: Uma introdução
“Yamanoue no Okura (660 ? – 733 ?) assim escreveu em seu poema, “Sobre a Pobreza” (Hinkyu mondô), presente no Manyôshu [24]:”
Emiliano Unzer, História do Japão: Uma introdução
“Em 735,  houve um grande surto de varíola em Kyushu, aparentemente advindo da Coreia via Fukuoka, chegando a matar inclusive alguns membros da família Fujiwara. Somente em Nara, no ano de 737, há relatos de que houve mais de 300 mil mortes [22]. Muitos da época consideraram a doença como uma manifestação vingativa dos deuses, em forma de onryô [23].”
Emiliano Unzer, História do Japão: Uma introdução
“Os rituais e as cerimônias, portanto, guardavam uma associação cada vez maior com a aura imperial, que foi conduzido por um nobre da corte, o kuge (公家). Nessas funções, era cuidadosamente supervisionado o andamento e execução de músicas (como a kangen), danças (como gagaku e o bugaku), em boa parte importada e adaptada das cortes chinesas.”
Emiliano Unzer, História do Japão: Uma introdução
“Como símbolo maior do budismo na nova capital, foi erguido um dos maiores templos de madeira do mundo, o Tôdai-ji (“Grande Templo do Leste”) em 728, com uma imensa estátua de bronze de Buda (fig. 8).”
Emiliano Unzer, História do Japão: Uma introdução