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A Neurose Obsessiva Quotes
A Neurose Obsessiva
by
Charles Melman10 ratings, 4.50 average rating, 2 reviews
A Neurose Obsessiva Quotes
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“Primeiramente, gostaria que vocês notassem que o obsessivo não fala. Quando ele fala, é como se ele lesse algo que estivesse escrito em algum lugar. E é por isso que, quando o obsessivo fala, é como se fosse alguma coisa escrita. Ou seja, não corno uma enunciação mas como um enunciado.
Lacan começa um artigo muito interessante e difícil chama-do "O aturdito" e quando Lacan me deu este artigo para publicá-lo na Scilicet, permiti-me dizer-lhe que era um artigo que ninguém iria entender nada. Neste artigo, ele fala muito da topologia da banda de Moebius e ele não faz nenhum desenho; ele recusa toda figuração do imaginário, ou seja, ele quer se basear unicamente no simbólico e recusa todas as imagens da topologia; ele se apoia unicamente no simbólico e começa seu artigo 'L'étourdit" dizendo: 'o que se diga fica esquecido por trás do que se diz naquilo que se ouve". Quer dizer que, quando uma palavra é pronunciada, as pessoas se precipitam sobre o sentido, ou seja, sobre o imaginário, mas esquecendo que foi preciso um sujeito para dizer esta frase e que o sentido da frase tem que ser buscado não no que é dito, no enunciado, mas no fato de que houve um sujeito para dizer esta frase. O obsessivo quer sempre que se esqueça o sujeito, que é sempre o suporte do enunciado. É por isso que ele fala como um escrito, quando ele fala é sempre como uma escritura. Será que foi ele que disse, de onde isso foi dito, pouco importa. Eu começo esta manhã com isso para que vocês notem de um modo simples de que maneira um obsessivo quer suturar a existência do sujeito. É como se sua frase não tivesse sujeito.”
― A Neurose Obsessiva
Lacan começa um artigo muito interessante e difícil chama-do "O aturdito" e quando Lacan me deu este artigo para publicá-lo na Scilicet, permiti-me dizer-lhe que era um artigo que ninguém iria entender nada. Neste artigo, ele fala muito da topologia da banda de Moebius e ele não faz nenhum desenho; ele recusa toda figuração do imaginário, ou seja, ele quer se basear unicamente no simbólico e recusa todas as imagens da topologia; ele se apoia unicamente no simbólico e começa seu artigo 'L'étourdit" dizendo: 'o que se diga fica esquecido por trás do que se diz naquilo que se ouve". Quer dizer que, quando uma palavra é pronunciada, as pessoas se precipitam sobre o sentido, ou seja, sobre o imaginário, mas esquecendo que foi preciso um sujeito para dizer esta frase e que o sentido da frase tem que ser buscado não no que é dito, no enunciado, mas no fato de que houve um sujeito para dizer esta frase. O obsessivo quer sempre que se esqueça o sujeito, que é sempre o suporte do enunciado. É por isso que ele fala como um escrito, quando ele fala é sempre como uma escritura. Será que foi ele que disse, de onde isso foi dito, pouco importa. Eu começo esta manhã com isso para que vocês notem de um modo simples de que maneira um obsessivo quer suturar a existência do sujeito. É como se sua frase não tivesse sujeito.”
― A Neurose Obsessiva
