Prometo Perder Quotes
Prometo Perder
by
Pedro Chagas Freitas312 ratings, 3.38 average rating, 21 reviews
Prometo Perder Quotes
Showing 1-10 of 10
“Amar uma pessoa feliz é fácil, só tens de amar a vida e pronto, tudo bate certo. O problema é amar a infelicidade, perceber que dói em algum lado e não cabe a ti qualquer papel no meio dessa dor, aceitar que há decisões que não podes tomar e momentos que não podes impedir, e perceber que o máximo que podes fazer é um abraço. Há tantos momentos na vida em que o máximo que podes fazer é um abraço. O amor é muitas vezes entender a dimensão de um abraço, apertar quem amas e não fazer nada, não dizer nada, esperar que a dor passe, ou que a dor continue mas por dentro de um abraço, e amar. Há tantos momentos na vida em que o máximo que podes fazer é esconder a dor por dentro de um abraço, e amar.”
― Prometo Perder
― Prometo Perder
“Pensa: desde quando suportas o que não aguentas?”
― Prometo Perder
― Prometo Perder
“Quero que saibas que sou insuficiente. Quero que saibas que sou carente. Quero que saibas que sou falível, talvez até incorrigível. Quero que saibas que peco por te querer demais ou por te desejar demais ou por te proteger demais ou por te procurar demais ou por te sentir demais. Quero que saibas que se não há excesso nenhum não há amor nenhum. Quero que saibas que às vezes falo o que não devia falar, ou calo o que não devia calar, mas tudo o que digo ou deixo de dizer é apenas para nada nos interromper. Quero que saibas que podia ser melhor, infinitamente melhor, mas nunca fui melhor do que aquilo que já me fizeste ser. Quero que saibas que me irrito quando se calhar não devo, que me precipito quando se calhar não devo, que insisto quando se calhar não devo, que teimo quando se calhar não devo. Quero que saibas que lamento todas as lágrimas que te fiz chorar, todas as lágrimas que por ti chorei – mas lamento ainda mais todas as decisões que tomei por medo das lágrimas. Quero que saibas que amar também é chorar, que amar também é superar. Quero que saibas que envelhecer contigo é a parte boa da velhice. Quero que saibas que há um ponta de loucura em nós, e ainda bem. Quero que saibas que há uma ponta de doçura em nós, e ainda bem. Quero que saibas que sou lamechas como sou desvairado, e que se não for de ti não sou de nenhum lado. Quero que saibas que se só houver uma vida foste a mulher da minha vida. E se houver mais o serás também.”
― Prometo Perder
― Prometo Perder
“Tutti i sogni si perdono. Anche quelli che realizzi, e ne realizzerai molti, si perderanno. Perché ormai hanno smesso di essere sogni. Hai sognato una cosa, l'hai realizzata ed è finita. Il sogno si è perso. Il segreto è riuscire a generare nuovi sogni. Sogni che riescano ad occupare lo spazio bianco lasciato dal sogno perduto. Anche se è stato realizzato.”
― Prometo Perder
― Prometo Perder
“A solidão é a ausência de motivos, o gastar dos dias em noites inacabáveis. Há no Homem a necessidade do Homem, algo voraz no interior da veia.
Só precisamos do que não temos, como é óbvio. E é a insuficiência que nos sustenta.
Não se quer o que se tem agora, apenas o que nunca se teve – e ainda mais o que se perdeu. Até o que faz sofrer nos impede de cair.”
― Prometo Perder
Só precisamos do que não temos, como é óbvio. E é a insuficiência que nos sustenta.
Não se quer o que se tem agora, apenas o que nunca se teve – e ainda mais o que se perdeu. Até o que faz sofrer nos impede de cair.”
― Prometo Perder
“Tudo o que te acontece exige que recuses deixas andar, exige que recuses o ângulo imediato. Vai por outro caminho, vê pelo outro lado, faz o que é preciso para deixares de deixares-te andar. Nem que tenhas de correr, nem que tenhas de parar para depois arrancares sem teres de só andar. Mas não te deixes andar. Porque é isso - deixar andar - que é morrer.”
― Prometo Perder
― Prometo Perder
“A chave é sonhar.
E cagar nos profetas da impossibilidade. Naqueles que dizem “sim, mas”, naqueles que dizem “não é possível”, naqueles que dizem “não vamos ser capazes”, naqueles que antes de dar um passo têm de saber o que vão pisar. Coitados. Não sabem que só o que é surpresa nos surpreende, e que só o que nos surpreende nos mantém vivos.
A chave é sonhar.
E escolher para estar contigo quem saiba sonhar contigo. Quem não te corte as asas pela raiz. Quem não te impeça o voo antes de haver pelo menos uma tentativa de voar. Quem não te feche uma entrada que ainda nem sequer tentaste abrir.
A chave é sonhar.
E trabalhar. Trabalhar. Sempre trabalhar. Trabalhar para esse sonho. Trabalhar para todos os sonhos. E ir à procura do que ninguém tem – pois se alguém tivesse já não poderia ser o teu sonho, o teu tão especial sonho. E chegar onde ninguém chegou, tocar onde ninguém tocou, arriscar o que ninguém arriscou – pois se alguém já tivesse chegado, tocado ou arriscado já não seria a tua chegada, o teu toque, o teu risco. Trabalhar. Sempre trabalhar.
A chave é sonhar.
E ter medo. Ter muito medo. Ter sempre medo de que desta vez seja de vez, de que desta vez não dê. E continuar a tentar que dê. A demencialmente tentar que dê. A ir por um lado, depois por outro, depois pelo meio, até que por vezes tens mesmo de ir por um lado que ainda não existe, por uma porta que tu vais ter de inventar, por uma direcção que tu vais ter de encontrar. Ter medo. Sempre medo. Orgulhosamente medo. E continuar.
A chave é sonhar.
E ir até ao fim dos dias assim. Nem que haja uma doença, nem que haja uma perda, nem que haja uma ausência, nem que haja uma dor, nem que haja uma precisão, nem que o emprego acabe, nem que o dinheiro se vá, nem que a fé se evapore. Sonhar. Sempre sonhar. E o pobre sonha como sonha o milionário, e o doente sonha como sonha o saudável, e o que precisa sonha como sonha o que tudo tem e que mesmo assim de tudo precisa. Sonhar. Sempre sonhar. Com a cura para doença, com o abraço final, com a verdade total, e até com a casa perfeita no lugar perfeito com a companhia perfeita. Sonhar. Sempre sonhar.
A chave é sonhar.
E começar. Começar todos os dias. Como se fosse a primeira vez. E porque é mesmo a primeira vez. Começar. O projecto, a relação, a ideia, o caminho, a aprendizagem. Começar. Sempre começar. Mesmo o que já acabou. Mesmo o que está quase a acabar. Começar. Sempre começar.
A chave é sonhar.
E ter coragem. Ter a puta da coragem de ir contra o que assusta. Ter a puta da coragem de ir contra o que toda a gente pensa que é o mais certo. Ter a puta da coragem de não abdicar do que vês, de não tapares o que olhas, de não eliminares o que queres. Ter coragem. Sempre coragem. A absoluta coragem.
A chave é sonhar. Sempre sonhar.
E amar.
Vem. Quero sonhar contigo para sempre.”
― Prometo Perder
E cagar nos profetas da impossibilidade. Naqueles que dizem “sim, mas”, naqueles que dizem “não é possível”, naqueles que dizem “não vamos ser capazes”, naqueles que antes de dar um passo têm de saber o que vão pisar. Coitados. Não sabem que só o que é surpresa nos surpreende, e que só o que nos surpreende nos mantém vivos.
A chave é sonhar.
E escolher para estar contigo quem saiba sonhar contigo. Quem não te corte as asas pela raiz. Quem não te impeça o voo antes de haver pelo menos uma tentativa de voar. Quem não te feche uma entrada que ainda nem sequer tentaste abrir.
A chave é sonhar.
E trabalhar. Trabalhar. Sempre trabalhar. Trabalhar para esse sonho. Trabalhar para todos os sonhos. E ir à procura do que ninguém tem – pois se alguém tivesse já não poderia ser o teu sonho, o teu tão especial sonho. E chegar onde ninguém chegou, tocar onde ninguém tocou, arriscar o que ninguém arriscou – pois se alguém já tivesse chegado, tocado ou arriscado já não seria a tua chegada, o teu toque, o teu risco. Trabalhar. Sempre trabalhar.
A chave é sonhar.
E ter medo. Ter muito medo. Ter sempre medo de que desta vez seja de vez, de que desta vez não dê. E continuar a tentar que dê. A demencialmente tentar que dê. A ir por um lado, depois por outro, depois pelo meio, até que por vezes tens mesmo de ir por um lado que ainda não existe, por uma porta que tu vais ter de inventar, por uma direcção que tu vais ter de encontrar. Ter medo. Sempre medo. Orgulhosamente medo. E continuar.
A chave é sonhar.
E ir até ao fim dos dias assim. Nem que haja uma doença, nem que haja uma perda, nem que haja uma ausência, nem que haja uma dor, nem que haja uma precisão, nem que o emprego acabe, nem que o dinheiro se vá, nem que a fé se evapore. Sonhar. Sempre sonhar. E o pobre sonha como sonha o milionário, e o doente sonha como sonha o saudável, e o que precisa sonha como sonha o que tudo tem e que mesmo assim de tudo precisa. Sonhar. Sempre sonhar. Com a cura para doença, com o abraço final, com a verdade total, e até com a casa perfeita no lugar perfeito com a companhia perfeita. Sonhar. Sempre sonhar.
A chave é sonhar.
E começar. Começar todos os dias. Como se fosse a primeira vez. E porque é mesmo a primeira vez. Começar. O projecto, a relação, a ideia, o caminho, a aprendizagem. Começar. Sempre começar. Mesmo o que já acabou. Mesmo o que está quase a acabar. Começar. Sempre começar.
A chave é sonhar.
E ter coragem. Ter a puta da coragem de ir contra o que assusta. Ter a puta da coragem de ir contra o que toda a gente pensa que é o mais certo. Ter a puta da coragem de não abdicar do que vês, de não tapares o que olhas, de não eliminares o que queres. Ter coragem. Sempre coragem. A absoluta coragem.
A chave é sonhar. Sempre sonhar.
E amar.
Vem. Quero sonhar contigo para sempre.”
― Prometo Perder
“(carta ao cabrão insensível)
Meu grandessíssimo cabrão:
Escrevo-te para te dizer que és um idiota da pior espécie. Um burgesso. Um monte de bosta. Um pedaço de asno. Poderia, por isso, ficar por aqui nesta missiva – até porque o mais importante já está dito. Mas prefiro explicar-te, pacientemente, porquê.
Quando gostares de alguém não tenhas medo. Não sejas cobarde. Não sejas poucochinho. Não te escondas em semi-palavras, em semi-actos. Quando gostares de alguém, vai com tudo, vai contigo todo, com tudo o que és, com tudo o que sentes, com tudo o que tens para dar. Sê romântico, sê piroso, sê incansável, sê sonhador e faz sonhar. Sê utópico – porque não? Faz planos em conjunto, imagina em conjunto. Faz como nos livros, faz como nos filmes: não acredites na treta do impossível, na treta do improvável. Não acredites na treta de que o amor é treta. Essa é a mentira que os toscos inventaram para poderem ser toscos. Vai com quem amas até ao fim do mundo todos os dias. Até à última gota não é uma forma de vida; é a única forma de vida. O resto é merda.
Diz que amas se amas. Mostra que amas se amas. “Sim: eu amo” – qual é dificuldade de dizer isto? “Sim: eu quero-te” – qual é a dificuldade de dizer isto? “Sim: eu preciso de ti” – qual é a dificuldade de dizer isto? É tão simples ser feliz por dentro do amor. Tão simples. Basta amar e não temer amar. Amar só dói quando não se ama – qual é a dificuldade de entender isto?
Não te escondas de todos os lados de ti. Não vás na cantiga do macho latino, do macho que não está habilitado a sentir – e que por isso tem de ser, por fora, intocável, sempre sólido. Sólidos são os calhaus. Sólidos são os cubos de gelo – e até esses, quando começam a aquecer, se derretem todos. Não queiras ser um bruto só porque te impingiram que tens de ser um bruto. Os brutos tendem a sofrer brutalidades – e a fazer sofrer brutalidades. Os brutos não fazem falta nenhuma ao mundo de ninguém. Os brutos não fazem falta nenhuma ao mundo todo. Se sentes, vai. Se queres, tenta. Se te apetece, inventa. Se um livro te faz chorar: chora. Chora porque és gente, porque és pessoa, porque tens muito mais do que um corpo. Se um abraço te emociona, leva-te nessa emoção, contagia-te e contagia, vai até ao final dos ossos, até ao começo das veias. Se és homem sente – qual é a dificuldade de entender isto? Só não sente quem nem sequer é gente.
Esquece os preconceitos. Esquece as frases que te inculcaram como se fossem leis universais. A sociedade que vá dar banho ao cão se por causa dela perdes o que tanto queres. Entre a tua saúde e a saúde da sociedade não hesites: escolhe a tua. A sociedade adapta-se. A sociedade adapta-se sempre. É isso a História da Humanidade, nada mais: as pessoas a escolherem a sua própria sanidade, a escolherem a sua própria felicidade – e a sociedade, diligente, a correr atrás. Não corras atrás dela; deixa que ela corra atrás de ti. E é se quer. Se não quiser deixa-a ficar e vai à tua vida. Vai à tua vida: eis o segredo, eis a fórmula. Vai à tua vida. Quatro palavras, quatro simples palavras, e está tudo dito. Vai à tua vida. Vai sempre à tua vida. É ela que te importa. É sobretudo ela que tem de te importar. A tua vida e a vida de todos aqueles eleitos que fazem parte dela. Trata dela. Trata deles. Concentra-te no que importa. Guarda as forças para o que importa. O resto é merda.
Tudo isto para te dizer, talvez já te tenhas esquecido, que és um idiota da pior espécie. Um burgesso. Um monte de bosta. Um pedaço de asno. Creio que já percebeste porquê, certo?
Não mereces, por isso, um único pedacinho do meu amor. Mas já o tens todo.”
― Prometo Perder
Meu grandessíssimo cabrão:
Escrevo-te para te dizer que és um idiota da pior espécie. Um burgesso. Um monte de bosta. Um pedaço de asno. Poderia, por isso, ficar por aqui nesta missiva – até porque o mais importante já está dito. Mas prefiro explicar-te, pacientemente, porquê.
Quando gostares de alguém não tenhas medo. Não sejas cobarde. Não sejas poucochinho. Não te escondas em semi-palavras, em semi-actos. Quando gostares de alguém, vai com tudo, vai contigo todo, com tudo o que és, com tudo o que sentes, com tudo o que tens para dar. Sê romântico, sê piroso, sê incansável, sê sonhador e faz sonhar. Sê utópico – porque não? Faz planos em conjunto, imagina em conjunto. Faz como nos livros, faz como nos filmes: não acredites na treta do impossível, na treta do improvável. Não acredites na treta de que o amor é treta. Essa é a mentira que os toscos inventaram para poderem ser toscos. Vai com quem amas até ao fim do mundo todos os dias. Até à última gota não é uma forma de vida; é a única forma de vida. O resto é merda.
Diz que amas se amas. Mostra que amas se amas. “Sim: eu amo” – qual é dificuldade de dizer isto? “Sim: eu quero-te” – qual é a dificuldade de dizer isto? “Sim: eu preciso de ti” – qual é a dificuldade de dizer isto? É tão simples ser feliz por dentro do amor. Tão simples. Basta amar e não temer amar. Amar só dói quando não se ama – qual é a dificuldade de entender isto?
Não te escondas de todos os lados de ti. Não vás na cantiga do macho latino, do macho que não está habilitado a sentir – e que por isso tem de ser, por fora, intocável, sempre sólido. Sólidos são os calhaus. Sólidos são os cubos de gelo – e até esses, quando começam a aquecer, se derretem todos. Não queiras ser um bruto só porque te impingiram que tens de ser um bruto. Os brutos tendem a sofrer brutalidades – e a fazer sofrer brutalidades. Os brutos não fazem falta nenhuma ao mundo de ninguém. Os brutos não fazem falta nenhuma ao mundo todo. Se sentes, vai. Se queres, tenta. Se te apetece, inventa. Se um livro te faz chorar: chora. Chora porque és gente, porque és pessoa, porque tens muito mais do que um corpo. Se um abraço te emociona, leva-te nessa emoção, contagia-te e contagia, vai até ao final dos ossos, até ao começo das veias. Se és homem sente – qual é a dificuldade de entender isto? Só não sente quem nem sequer é gente.
Esquece os preconceitos. Esquece as frases que te inculcaram como se fossem leis universais. A sociedade que vá dar banho ao cão se por causa dela perdes o que tanto queres. Entre a tua saúde e a saúde da sociedade não hesites: escolhe a tua. A sociedade adapta-se. A sociedade adapta-se sempre. É isso a História da Humanidade, nada mais: as pessoas a escolherem a sua própria sanidade, a escolherem a sua própria felicidade – e a sociedade, diligente, a correr atrás. Não corras atrás dela; deixa que ela corra atrás de ti. E é se quer. Se não quiser deixa-a ficar e vai à tua vida. Vai à tua vida: eis o segredo, eis a fórmula. Vai à tua vida. Quatro palavras, quatro simples palavras, e está tudo dito. Vai à tua vida. Vai sempre à tua vida. É ela que te importa. É sobretudo ela que tem de te importar. A tua vida e a vida de todos aqueles eleitos que fazem parte dela. Trata dela. Trata deles. Concentra-te no que importa. Guarda as forças para o que importa. O resto é merda.
Tudo isto para te dizer, talvez já te tenhas esquecido, que és um idiota da pior espécie. Um burgesso. Um monte de bosta. Um pedaço de asno. Creio que já percebeste porquê, certo?
Não mereces, por isso, um único pedacinho do meu amor. Mas já o tens todo.”
― Prometo Perder
“Abomino explicações, prefiro sensações.”
― Prometo Perder
― Prometo Perder
“Somos todos apaixonados e malucos, passe a redundância.”
― Prometo Perder
― Prometo Perder
