A Vida Invisível de Eurídice Gusmão Quotes

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A Vida Invisível de Eurídice Gusmão A Vida Invisível de Eurídice Gusmão by Martha Batalha
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“Afundava a cara nos livros e se perdia em histórias. Quando levantava a cabeça achava tudo muito horrível, e sumia de novo, dentro de um livro qualquer.”
Martha Batalha, A Vida Invisível de Eurídice Gusmão
“The young half-black man had a great deal of talent. So much talent that after graduation he opened a practice and worked in the best hospitals in Rio, leaving behind a life of being half-black for a life of being half-white.”
Martha Batalha, The Invisible Life of Euridice Gusmao
“Responsible for doubling the size of her family in under two years, Euridice decided to retire from her marital duties. Since she had no easy way to make Antenor accept her decision, she made herself understood by gaining pound upon pound. Extra pounds talk, extra pounds yell, and scream: Don’t you ever touch me.”
Martha Batalha, The Invisible Life of Euridice Gusmao
“Depois que o português renegou a filha arrependeu-se profundamente, desse jeito português de se arrepender, que implica não deixar ninguém nunca descobrir sobre o arrependimento.”
Martha Batalha, A Vida Invisível de Eurídice Gusmão
“Eurídice estava desrespeitando um dos princípios básicos do Estatuto do Vizinho, que diz que a felicidade de um grupo só é possível se todos nesse grupo se parecerem, nas contas bancárias e nas aspirações”
Martha Batalha, A Vida Invisível de Eurídice Gusmão
“Alguns livros foram acrescentados por Antenor, que comprava livros como quem compra lanternas: é bom ter em casa os maiores pensadores do mundo, para se um dia precisarmos deles.”
Martha Batalha, A Vida Invisível de Eurídice Gusmão
“Tudo errado, ele pensava, e quanto mais sabia sobre o mundo mais raiva ele sentia. Preconceito, pobreza, a falta de um pai, a vida dura das mães, todas essas coisas formavam as duas pontas de um mesmo barbante, que na época ele só sabia que estavam ligadas por intuição.”
Martha Batalha, A Vida Invisível de Eurídice Gusmão
“Se Eurídice queria casar? Talvez. Para ela o casamento era algo endêmico, algo que acometia homens e mulhers entre dezoito e vinte e cinco anos. Tipo surto de gripe, só que um pouquinho melhor.”
Martha Batalha, A Vida Invisível de Eurídice Gusmão
“Naquele momento Eurídice aprendeu que alguns olhares são diferentes de outros, e que existem olhares capazes de modificar a gente não só por dentro como também por fora, porque agora não havia meios de ela encontrar uma posição confortável na cadeira.”
Martha Batalha, A Vida Invisível de Eurídice Gusmão
“Aquela não era uma casa de muito diálogo. D. Ana e seu Manuel tinham orelhas mas não tinham ouvidos, e por isso eram incapazes de assimilar aquilo que não interessava. E nada que fosse diferente interessava.”
Martha Batalha, A Vida Invisível de Eurídice Gusmão
“Quando tocava podia acertar todas as notas, podia fazer a melodia perfeita. E por que a vida não podia ser também assim? Por que não podia fazer o que queria, por que não podia dizer tudo o que pensava, por que não podia tocar até exaurir seus dedos e cansar seus lábios, até não ter que pensar em nada? Quando tocava existiam apenas ela e a flauta, e aquele era um mundo perfeito, por ser um mundo pequeno”
Martha Batalha, A Vida Invisível de Eurídice Gusmão
“Nessas horas perdidas ela podia sentir a solidão se transformar em angústia, a angústia se transformar em loucura e a loucura sussurrar-lhe calma e firme: Um dia eu te pego, um dia eu te pego, um dia eu te pego.”
Martha Batalha, A Vida Invisível de Eurídice Gusmão
“Esta é a história de Eurídice Gusmão, a mulher que poderia ter sido.”
Martha Batalha, A Vida Invisível de Eurídice Gusmão
“Euridice was disrespecting one of the basic principles of the Neighbor Statute, which stated that the happiness of a group is only possible when everyone in this group is alike, from the size of their bank account to their aspirations.”
Martha Batalha, The Invisible Life of Euridice Gusmao
“Sous ce toit, son rôle à lui était de ramener de l'argent, salir les assiettes et défaire les draps, sans savoir comment on avait lavé le linge et comment on avait préparé les repas.”
Martha Batalha, A Vida Invisível de Eurídice Gusmão
“Elle savait qu'un jour ou l'autre il lui faudrait informer son mari de ses activités, et qu'elle ne récolterait que sa désapprobation. Elle se dit par conséquent qu'elle pourrait remettre cette discussion à, qui sait, peut-être jamais.”
Martha Batalha, A Vida Invisível de Eurídice Gusmão