Nove Estações Quotes

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Nove Estações Nove Estações by Pedro Almeida Maia
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“Viver é isso. É dar passos. Não é chegar ao cume, é subir.”
Almeida Maia, Nove Estações
“Era fundamental um banho quente. E um pequeno-almoço que fosse tudo menos pequeno.”
Almeida Maia, Nove Estações
“A brisa trouxe-lhe o doce aroma de boca-negra grelhado com molho de manteiga. Abriu um baú suspeito e retirou de lá um dos três pães caseiros, água potável e uma garrafa de tinto Basalto, de entre outros mantimentos e enlatados. Para o lobo-do-mar, abandonar terra sem trazer subsistência era suicídio.”
Almeida Maia, Nove Estações
“Deixaram-se enamorar pelas ruas de Angra, as artérias palpitantes de vida e de amor. Cruzaram a Rua da Sé e viraram na Carreira dos Cavalos até à Rua da Rocha. Desceram ao areal cinzento e deixaram os pés descalços sentirem os grãos arrefecidos da Prainha. A ondulação macia oferecia-lhes a banda sonora mais ténue e compassada que pudesse orquestrar um luar iluminado.”
Almeida Maia, Nove Estações
“Os sonhos são a nossa estrada. Infeliz daquele que não os tem.”
Almeida Maia, Nove Estações
“A chávena estava conspurcada, o pires imundo e a colher mal lavada. As mãos calejadas do lobo-do-mar tremelicaram com o bule de chá. Serviu a infusão e pousou a peça de cerâmica quente em cima da mesa. Afastou-se e sentou-se numa cadeira de baloiço, como se ela ali estivesse para compensar a ausência do baloiçar do navio.”
Almeida Maia, Nove Estações
“Dizem que a Terceira é a Ilha Lilás por culpa dos lilases. Os entendidos dizem Syringa vulgaris, mas os terceirenses consideram-na uma flor muito longe do vulgar.”
Almeida Maia, Nove Estações
“Também conhecida por Ilha do Sol, a primeira ilha a ser oficialmente descoberta pelos navegadores portugueses brindava-os com uma estação mesclada, uma espécie de Primavera outonada. O ar morno e húmido bafejava debaixo de um engarrafamento de nuvens indecisas.”
Almeida Maia, Nove Estações
“Desceram as encostas verdejantes, salpicadas pelas habitantes brancas e pretas de quatro patas que transformavam erva em leite.”
Almeida Maia, Nove Estações
“Demanda nestes nove calhaus,
no rumo favónio da esperança.
O tesouro reluz num farelhão,
na parede da Terra da Herança.”
Almeida Maia, Nove Estações
“Aperaltou-se e desceu para um petit-déjeuner que libertasse o estômago da insuficiência matinal. Encheu dois pratos com pão caseiro, bolos lêvedos e torras de milho, para depois barrar com manteiga, doce de capucho e queijo fresco. Atestou a chávena com thé da Gorreana e misturou açúcar de beterraba. No fim do banquete, fechou os olhos para morder uma Queijada da Vila, quando a surpresa sentou-se à mesa.”
Almeida Maia, Nove Estações
“Os Açores não são quatro estações num dia, são nove, todo o ano.”
Almeida Maia, Nove Estações