Schopenhauer (PAP - Filosofia) Quotes
Schopenhauer (PAP - Filosofia)
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Jair Barboza9 ratings, 3.78 average rating, 2 reviews
Schopenhauer (PAP - Filosofia) Quotes
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“Física e metafísica. Onde termina a física, começa a metafísica, meta-efetividade. É a ocasião para o físico ceder lugar ao metafísico. Dizendo de outro modo: se as ciências fracassam em sua tentativa de atingir a essência das coisas, cabe agora procurar o originário do mundo não pelo exterior, mas a partir de nós mesmos, do interior. Com isso, descortina-se uma metafísica da natureza, na qual o papel de protagonista não caberá à experiência externa, mas sim à interna, isto é, ao íntimo do corpo como via de acesso ao mais real do mundo. Em verdade, com o corpo, o autor indica uma espécie de cruzamento entre experiência externa e interna, uma região do conhecimento que não é mais regida pelo saber discursivo, mas pelo sentimento a nos abrir o panorama para uma forma de intelecção que refere a relação que uma representação intuitiva, o corpo mesmo, tem com aquilo que de modo algum é representação, mas algo em gênero inteiro diferente dela: a Vontade.
O exame da consciência, o inteligir de seu núcleo, revela uma identidade do corpo com a Vontade, indicada pelo neologismo “objetidade” (Objektität). Quer dizer, não somos uma “cabeça de anjo alada”, mas possuímos um interior essencialmente volitivo, raiz de nossa existência. Somos essencialmente seres que querem, não importa o quê: somos desejo infinito, finitamente corporificado. Todo ato da Vontade é ação do corpo: ambos são uma única e mesma coisa, dados de duas maneiras diferentes, uma vez imediatamente, outra na intuição do entendimento. Todo ato verdadeiro e imediato da Vontade é num só lance ação do corpo, e toda ação sobre o corpo é num só lance abalo da Vontade. Eis por que o corpo pode ser denominado concreção do querer. Querer e corpo são unos ou, ademais de ser representação, o corpo é Vontade. Ora, se isso vale para nós, é possível que também valha para os outros corpos. É preciso, pois, investigar os outros corpos do mundo, no sentido de saber se eles do mesmo modo possuem um núcleo volitivo.”
― Schopenhauer (PAP - Filosofia)
O exame da consciência, o inteligir de seu núcleo, revela uma identidade do corpo com a Vontade, indicada pelo neologismo “objetidade” (Objektität). Quer dizer, não somos uma “cabeça de anjo alada”, mas possuímos um interior essencialmente volitivo, raiz de nossa existência. Somos essencialmente seres que querem, não importa o quê: somos desejo infinito, finitamente corporificado. Todo ato da Vontade é ação do corpo: ambos são uma única e mesma coisa, dados de duas maneiras diferentes, uma vez imediatamente, outra na intuição do entendimento. Todo ato verdadeiro e imediato da Vontade é num só lance ação do corpo, e toda ação sobre o corpo é num só lance abalo da Vontade. Eis por que o corpo pode ser denominado concreção do querer. Querer e corpo são unos ou, ademais de ser representação, o corpo é Vontade. Ora, se isso vale para nós, é possível que também valha para os outros corpos. É preciso, pois, investigar os outros corpos do mundo, no sentido de saber se eles do mesmo modo possuem um núcleo volitivo.”
― Schopenhauer (PAP - Filosofia)
