O Paradoxo de Einstein Quotes
O Paradoxo de Einstein : Ciência, Ética e o Deus Cósmico (Mente Ateísta Livro 2)
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Jorge Guerra Pires0 ratings, 0.00 average rating, 0 reviews
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O Paradoxo de Einstein Quotes
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“É importante notar que essa redução, a de que o ateísmo seria somente mais uma religião, mas “negativa”, não resiste a uma análise filosófica mais rigorosa. O ateísmo, enquanto posição conceitual mínima, não constitui um sistema religioso alternativo, mas a rejeição ou suspensão de proposições teístas específicas. Transformá-lo em “religião negativa” implica ampliar semanticamente o termo religião até que ele perca qualquer delimitação operacional. Como gosto de explicar: a ausência de barco não é um tipo de barco; careca não é um corte de cabelo.”
― O Paradoxo de Einstein : Ciência, Ética e o Deus Cósmico (Mente Ateísta Livro 2)
― O Paradoxo de Einstein : Ciência, Ética e o Deus Cósmico (Mente Ateísta Livro 2)
“Nesse processo [da engenharia da domesticação], opera-se uma distribuição simbólica de traços: quem "respeita" a religião é selado como “maduro”, enquanto vozes incisivas e honestas, como a de Bertrand Russell, são pintadas como imaturas ou agressivas. Einstein é, assim, reconstruído como o modelo ideal de gênio respeitoso da fé alheia, enquanto Russell é inflado até se tornar um "espantalho" de hostilidade. Essa operação cultural desloca o valor real do pensamento do físico para um capital simbólico autônomo, onde o nome de Einstein passa a ser invocado para validar agendas religiosas, ignorando que, em privado, ele frequentemente demonstrava uma hostilidade à fé tradicional maior do que a do próprio Russell.”
― O Paradoxo de Einstein : Ciência, Ética e o Deus Cósmico (Mente Ateísta Livro 2)
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“Einstein não se encaixa confortavelmente nem na categoria de ateu, nem na de crente. Ele rejeitava um Deus pessoal, recusava as religiões reveladas, criticava o ateísmo combativo como atitude identitária e mantinha um profundo compromisso com um naturalismo racional, frequentemente expresso em linguagem religiosa metafórica. Forçar esse conjunto de posições em rótulos modernos é um anacronismo conceitual. O erro não está em discordar de Einstein, mas em utilizá-lo como selo de autoridade para disputas contemporâneas que ele explicitamente recusava.”
― O Paradoxo de Einstein : Ciência, Ética e o Deus Cósmico (Mente Ateísta Livro 2)
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“Apesar de que Einstein tentou ser assertivo na sua posição com relação a um Deus pessoal, isso aparece na carta ao ateu militante Lewis, Einstein sempre manteve uma linguagem ambígua. Para os ateus, ele era cripto-ateísta, e para muitos crentes, ele era místico. Para entendermos Einstein, podemos recorrer a Russell. Russell dividia a igreja em três componentes: a instituição, os dogmas, e o assombro religioso. Tanto Einstein quanto Russell mantiveram o terceiro. Einstein projeta no Deus de Spinoza, e Russell simplesmente aceita como algo humano, nada mais, nada externo para projetar. Ele admite o sentimento de reverência estética diante do universo, mas insiste que isso não autoriza nenhuma ontologia adicional. É um estado psicológico humano. Einstein claramente, tanto em textos privados quanto públicos, rejeitava a igreja e seus dogmas.”
― O Paradoxo de Einstein : Ciência, Ética e o Deus Cósmico (Mente Ateísta Livro 2)
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