Moderna Gramática portuguesa Quotes
Moderna Gramática portuguesa
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Evanildo Bechara50 ratings, 4.34 average rating, 3 reviews
Moderna Gramática portuguesa Quotes
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“10) Temporais: quando iniciam oração que exprime o tempo da realização do fato expresso na oração principal. As principais conjunções e “locuções temporais” são:
a) para o tempo anterior: antes que, primeiro que:
“Ninguém, senhores meus, que empreenda uma jornada extraordinária, primeiro que meta o pé na estrada, se esquecerá de entrar em conta com suas forças (...)” [RB apud FB.1, 126].
b) para o tempo posterior (de modo indeterminado): depois que, quando:
Quando disse isso, ninguém acreditou.
c) para o tempo posterior imediato: logo que, tanto que (hoje raro), assim que, desde que, eis que, (eis) senão quando, eis senão que:
Logo que saíram, o ambiente melhorou.
d) para o tempo frequentativo (repetido): quando (com o verbo no presente), todas as vezes que, (de) cada vez que, sempre que:
Todas as vezes que saio de casa, encontro-o à esquina.
Quando o vejo, lembro-me do que me pediu.”
― Moderna Gramática portuguesa
a) para o tempo anterior: antes que, primeiro que:
“Ninguém, senhores meus, que empreenda uma jornada extraordinária, primeiro que meta o pé na estrada, se esquecerá de entrar em conta com suas forças (...)” [RB apud FB.1, 126].
b) para o tempo posterior (de modo indeterminado): depois que, quando:
Quando disse isso, ninguém acreditou.
c) para o tempo posterior imediato: logo que, tanto que (hoje raro), assim que, desde que, eis que, (eis) senão quando, eis senão que:
Logo que saíram, o ambiente melhorou.
d) para o tempo frequentativo (repetido): quando (com o verbo no presente), todas as vezes que, (de) cada vez que, sempre que:
Todas as vezes que saio de casa, encontro-o à esquina.
Quando o vejo, lembro-me do que me pediu.”
― Moderna Gramática portuguesa
“Quando grafar -ear ou -iar
Grafam-se com -ear os verbos que possuem formas substantivas ou adjetivas cognatas terminadas em:
a) -é, -eio, -eia:
pé – apear
ceia – cear
passeio – passear
ideia – idear
Exceção:
fé – fiar
b) consoante ou pelas vogais átonas -a, -e, -o precedidas de consoante:
mar – marear
casa – casear
pente – pentear
branco – branquear
Exceções:
amplo – ampliar
breve – abreviar
finança – financiar
graça – agraciar
lume – alumiar
sede – sediar
êxtase – extasiar
Incluem-se entre os verbos em -ear: atear, bambolear, bruxulear, cecear, derrear, favonear, pavonear, semear, vadear.
Grafam-se com -iar os verbos que possuem formas substantivas cognatas terminadas em:
a) -io, -ia:
alívio – aliviar
delícia – deliciar
sócio – associar
polícia – policiar
óbvio – obviar
assovio – assoviar
b) -ânsia, -ência, -ença:
distância – distanciar
presença – presenciar
diligência – diligenciar
sentença – sentenciar
Incluem-se no rol dos verbos em -iar: anuviar, apreciar, depreciar, saciar.
Observação: Muitas vezes o final -ear ou -iar se pode alternar com o simples -ar: azular ou azulear; bajar ou bagear (produzir vagens); diferenciar ou diferençar; balançar ou balancear; homicidar ou homicidiar; etc.”
― Moderna Gramática portuguesa
Grafam-se com -ear os verbos que possuem formas substantivas ou adjetivas cognatas terminadas em:
a) -é, -eio, -eia:
pé – apear
ceia – cear
passeio – passear
ideia – idear
Exceção:
fé – fiar
b) consoante ou pelas vogais átonas -a, -e, -o precedidas de consoante:
mar – marear
casa – casear
pente – pentear
branco – branquear
Exceções:
amplo – ampliar
breve – abreviar
finança – financiar
graça – agraciar
lume – alumiar
sede – sediar
êxtase – extasiar
Incluem-se entre os verbos em -ear: atear, bambolear, bruxulear, cecear, derrear, favonear, pavonear, semear, vadear.
Grafam-se com -iar os verbos que possuem formas substantivas cognatas terminadas em:
a) -io, -ia:
alívio – aliviar
delícia – deliciar
sócio – associar
polícia – policiar
óbvio – obviar
assovio – assoviar
b) -ânsia, -ência, -ença:
distância – distanciar
presença – presenciar
diligência – diligenciar
sentença – sentenciar
Incluem-se no rol dos verbos em -iar: anuviar, apreciar, depreciar, saciar.
Observação: Muitas vezes o final -ear ou -iar se pode alternar com o simples -ar: azular ou azulear; bajar ou bagear (produzir vagens); diferenciar ou diferençar; balançar ou balancear; homicidar ou homicidiar; etc.”
― Moderna Gramática portuguesa
“O linguista Roman Jakobson elaborou um sistema geral das categorias verbais que é considerado o mais coerente e claro até agora apresentado. Será aqui tomado em consideração, ainda que nem sempre se mostre adequado para a análise do sistema verbal românico, em especial para o português que, para Coseriu, é o mais rico e complexo em comparação com as línguas da mesma família.
Tomando em consideração os atos de fala relacionados com as funções verbais, distingue Jakobson:
a) o ato de fala em si mesmo (F)
b) o conteúdo do ato de fala, isto é, o comunicado (C)
c) o acontecimento, isto é, tanto o ato de fala quanto o comunicado (A)
d) os participantes neste acontecimento (P)
Desta relação se extraem quatro conceitos fundamentais:
a) um acontecimento comunicado (AC)
b) o próprio acontecimento do falar (AF)
c) os participantes no acontecimento comunicado (PC)
d) os participantes no acontecimento da fala (PF)
As categorias verbais podem afetar um só dos elementos b) e c) ou referir-se a mais de um elemento; no primeiro caso dizem-se caracterizadores (“designadores” na nomenclatura de Jakobson), e no segundo determinantes de relação (“conectores”, para Jakobson).
Assim, a categoria de número é caracterizadora, porque afeta exclusivamente o número de participantes no acontecimento comunicado; já o passivo é determinante de uma relação, porque enquadra uma relação entre o acontecimento comunicado e os participantes: sou escutado encerra a relação entre minha pessoa e o acontecimento de escutar.
Por outro lado, as categorias caracterizadoras podem sê-lo por qualificação ou por quantificação dos elementos; a de gênero é qualificadora, e a de número, quantificadora.
Vistas por outro prisma, as categorias podem estar determinadas linguisticamente ou ser determinadas pelo discurso. Assim, o plural, que é uma categoria determinada pela língua, pode ser definido sem nenhuma relação com um ato momentâneo da fala, enquanto não podemos definir do mesmo modo o “eu”, porque “eu” é sempre a pessoa que fala, uma categoria “definida pelo discurso”.”
― Moderna Gramática portuguesa
Tomando em consideração os atos de fala relacionados com as funções verbais, distingue Jakobson:
a) o ato de fala em si mesmo (F)
b) o conteúdo do ato de fala, isto é, o comunicado (C)
c) o acontecimento, isto é, tanto o ato de fala quanto o comunicado (A)
d) os participantes neste acontecimento (P)
Desta relação se extraem quatro conceitos fundamentais:
a) um acontecimento comunicado (AC)
b) o próprio acontecimento do falar (AF)
c) os participantes no acontecimento comunicado (PC)
d) os participantes no acontecimento da fala (PF)
As categorias verbais podem afetar um só dos elementos b) e c) ou referir-se a mais de um elemento; no primeiro caso dizem-se caracterizadores (“designadores” na nomenclatura de Jakobson), e no segundo determinantes de relação (“conectores”, para Jakobson).
Assim, a categoria de número é caracterizadora, porque afeta exclusivamente o número de participantes no acontecimento comunicado; já o passivo é determinante de uma relação, porque enquadra uma relação entre o acontecimento comunicado e os participantes: sou escutado encerra a relação entre minha pessoa e o acontecimento de escutar.
Por outro lado, as categorias caracterizadoras podem sê-lo por qualificação ou por quantificação dos elementos; a de gênero é qualificadora, e a de número, quantificadora.
Vistas por outro prisma, as categorias podem estar determinadas linguisticamente ou ser determinadas pelo discurso. Assim, o plural, que é uma categoria determinada pela língua, pode ser definido sem nenhuma relação com um ato momentâneo da fala, enquanto não podemos definir do mesmo modo o “eu”, porque “eu” é sempre a pessoa que fala, uma categoria “definida pelo discurso”.”
― Moderna Gramática portuguesa
“Gradação do adjetivo
Há três tipos de gradação na qualidade expressa pelo adjetivo: positivo, comparativo e superlativo, quando se procede a estabelecer relações entre o que são ou se mostram duas ou mais pessoas. Como já dissemos, a gradação em português se expressa por mecanismo sintático ou derivacional:
O Positivo, que não se constitui a rigor numa gradação, enuncia simplesmente a qualidade:
O rapaz é cuidadoso.
O Comparativo compara qualidade entre dois ou mais seres, estabelecendo:
a) uma igualdade:
O rapaz é tão cuidadoso quanto (ou como) os outros.
b) uma superioridade:
O rapaz é mais cuidadoso que (ou do que) os outros.
c) uma inferioridade:
O rapaz é menos cuidadoso que (ou do que) os outros.
O Superlativo pode:
a) ressaltar, com vantagem ou desvantagem, a qualidade do ser em relação a outros seres:
O rapaz é o mais cuidadoso dos (ou dentre os) pretendentes ao emprego.
O rapaz é o menos cuidadoso dos pretendentes.
b) indicar que a qualidade do ser ultrapassa a noção comum que temos dessa mesma qualidade:
O rapaz é muito cuidadoso.
O rapaz é cuidadosíssimo.”
― Moderna Gramática portuguesa
Há três tipos de gradação na qualidade expressa pelo adjetivo: positivo, comparativo e superlativo, quando se procede a estabelecer relações entre o que são ou se mostram duas ou mais pessoas. Como já dissemos, a gradação em português se expressa por mecanismo sintático ou derivacional:
O Positivo, que não se constitui a rigor numa gradação, enuncia simplesmente a qualidade:
O rapaz é cuidadoso.
O Comparativo compara qualidade entre dois ou mais seres, estabelecendo:
a) uma igualdade:
O rapaz é tão cuidadoso quanto (ou como) os outros.
b) uma superioridade:
O rapaz é mais cuidadoso que (ou do que) os outros.
c) uma inferioridade:
O rapaz é menos cuidadoso que (ou do que) os outros.
O Superlativo pode:
a) ressaltar, com vantagem ou desvantagem, a qualidade do ser em relação a outros seres:
O rapaz é o mais cuidadoso dos (ou dentre os) pretendentes ao emprego.
O rapaz é o menos cuidadoso dos pretendentes.
b) indicar que a qualidade do ser ultrapassa a noção comum que temos dessa mesma qualidade:
O rapaz é muito cuidadoso.
O rapaz é cuidadosíssimo.”
― Moderna Gramática portuguesa
“Emprega-se o acento grave nos casos de crase e naqueles indicados nas páginas 337 e 338.
1.º) Na contração da preposição a com as formas femininas do artigo o ou pronome demonstrativo o: à (de a + a), às (de a + as): Entregou o livro à criança. (preposição a + artigo definido a) / Não me refiro a sua carta, mas à de Mariana. (preposição a + pronome demonstrativo a).
2.º) Na contração da preposição a com o a inicial dos demonstrativos aquele, aquela, aqueles, aquelas e aquilo, ou ainda da mesma preposição com compostos aqueloutro e suas flexões: àquele(s), àquela(s), àquilo, àqueloutro(s), àqueloutras(s).
3.º) Na contração da preposição a com os pronomes relativos a qual, as quais: à qual, às quais.”
― Moderna Gramática portuguesa
1.º) Na contração da preposição a com as formas femininas do artigo o ou pronome demonstrativo o: à (de a + a), às (de a + as): Entregou o livro à criança. (preposição a + artigo definido a) / Não me refiro a sua carta, mas à de Mariana. (preposição a + pronome demonstrativo a).
2.º) Na contração da preposição a com o a inicial dos demonstrativos aquele, aquela, aqueles, aquelas e aquilo, ou ainda da mesma preposição com compostos aqueloutro e suas flexões: àquele(s), àquela(s), àquilo, àqueloutro(s), àqueloutras(s).
3.º) Na contração da preposição a com os pronomes relativos a qual, as quais: à qual, às quais.”
― Moderna Gramática portuguesa
“Nos encontros vocálicos costumam ocorrer dois fenômenos: a diérese e a sinérese.
Chama-se diérese à passagem de semivogal a vogal, transformando, assim, o ditongo num hiato: trai-ção = tra-i-ção; vai-da-de = va-i-da-de.
Chama-se sinérese à passagem de duas vogais de um hiato a um ditongo crescente: su-a-ve = sua-ve; pi-e-do-so = pie-do-so; lu-ar = luar.
A sinérese é fenômeno bem mais frequente que a diérese. A poesia antiga dava preferência ao hiatismo, enquanto, a partir do século XVI, se nota acentuada predominância do ditonguismo (sinérese). É claro que os poetas modernos continuaram a usar a diérese, mormente como efeito estilístico-fônico para a ênfase, a ideia de grandeza, etc. No conhecido verso de Machado de Assis, do soneto “Círculo vicioso”, auréola com quatro sílabas acentua o tamanho descomunal ressaltado pela leitura lenta: “Pesa-me esta brilhante auréola de nume...”.”
― Moderna Gramática portuguesa
Chama-se diérese à passagem de semivogal a vogal, transformando, assim, o ditongo num hiato: trai-ção = tra-i-ção; vai-da-de = va-i-da-de.
Chama-se sinérese à passagem de duas vogais de um hiato a um ditongo crescente: su-a-ve = sua-ve; pi-e-do-so = pie-do-so; lu-ar = luar.
A sinérese é fenômeno bem mais frequente que a diérese. A poesia antiga dava preferência ao hiatismo, enquanto, a partir do século XVI, se nota acentuada predominância do ditonguismo (sinérese). É claro que os poetas modernos continuaram a usar a diérese, mormente como efeito estilístico-fônico para a ênfase, a ideia de grandeza, etc. No conhecido verso de Machado de Assis, do soneto “Círculo vicioso”, auréola com quatro sílabas acentua o tamanho descomunal ressaltado pela leitura lenta: “Pesa-me esta brilhante auréola de nume...”.”
― Moderna Gramática portuguesa
“1) Quanto ao modo de articulação, assim se classificam os sons linguísticos do português:
a) sons livres – são os que se articulam mediante passagem livre do fluxo de ar pela cavidade bucal, como ocorre no caso típico das vogais;
b) sons oclusivos – articulam-se mediante obstrução total da passagem do ar, quase sempre provocada pelo toque da língua em um determinado ponto da cavidade bucal, como ocorre no /t/ em tatu;
c) sons fricativos – são os que se produzem mediante aproximação da língua a um dado ponto da cavidade, de que resulta um chiamento semelhante à fricção, como o presente no início da palavra seda;
d) sons africados – caracterizam-se por uma breve oclusão seguida de fricção, caso do alofone do fonema /t/ perante a vogal /i/,5 como em tipo;
e) sons laterais – produzem-se mediante toque do dorso da língua no palato duro, de que resulta a passagem do fluxo de ar pelas paredes da cavidade bucal, caso, por exemplo, do fonema /l/ em lata;
f) sons vibrantes – são assim denominados pelo fato de sua articulação implicar uma alta frequência de toques da língua em dado ponto da cavidade bucal, conforme se observa na pronúncia sulista da consoante inicial de roda, rua, etc.;
g) sons retroflexos – caracterizam-se pela flexão da ponta da língua para trás, mediante aproximação do palato duro. A rigor, temos apenas um som retroflexo, transcrito pelo símbolo /ɻ/, que se realiza como um alofone de /r/ em áreas linguísticas do interior de São Paulo e sul de Minas Gerais;
h) o tepe (ou flape) – identifica-se atualmente como tepe o som que a tradição gramatical do português vem denominando vibrante simples ou vibrante alveolar, como o r intervocálico em aro, hora, ira, etc. A denominação de tepe justifica-se pelo fato de que efetivamente não se trata de um fonema vibrante, mas de um som decorrente de um único e rápido toque da língua na região dos alvéolos, à semelhança de uma “chicotada”.
2) Quanto ao ponto de articulação, os sons linguísticos do português seguem a seguinte classificação:
a) sons bilabiais – articulados mediante toque dos dois lábios, como o /p/ de pai;
b) sons labiodentais – produzidos pelo toque do lábio inferior na arcada dentária superior, como no /f/ de fazer;
c) sons alveolares – resultam da aproximação do ápice da língua à região dos alvéolos, conforme se observa no /s/ inicial de seda;
d) sons linguodentais – produzidos mediante toque do ápice da língua na arcada dentária superior, como no caso do /t/ em teto e do /d/ em dado;6e) sons palatais – são assim denominados por serem articulados mediante aproximação do dorso da língua ao palato duro (céu da boca), caso do /ʃ/ em chuva, xícara, etc.;
f) sons velares – articulados mediante toque da raiz da língua no véu palatino, como na consoante inicial de gato, queda, etc.”
― Moderna Gramática portuguesa
a) sons livres – são os que se articulam mediante passagem livre do fluxo de ar pela cavidade bucal, como ocorre no caso típico das vogais;
b) sons oclusivos – articulam-se mediante obstrução total da passagem do ar, quase sempre provocada pelo toque da língua em um determinado ponto da cavidade bucal, como ocorre no /t/ em tatu;
c) sons fricativos – são os que se produzem mediante aproximação da língua a um dado ponto da cavidade, de que resulta um chiamento semelhante à fricção, como o presente no início da palavra seda;
d) sons africados – caracterizam-se por uma breve oclusão seguida de fricção, caso do alofone do fonema /t/ perante a vogal /i/,5 como em tipo;
e) sons laterais – produzem-se mediante toque do dorso da língua no palato duro, de que resulta a passagem do fluxo de ar pelas paredes da cavidade bucal, caso, por exemplo, do fonema /l/ em lata;
f) sons vibrantes – são assim denominados pelo fato de sua articulação implicar uma alta frequência de toques da língua em dado ponto da cavidade bucal, conforme se observa na pronúncia sulista da consoante inicial de roda, rua, etc.;
g) sons retroflexos – caracterizam-se pela flexão da ponta da língua para trás, mediante aproximação do palato duro. A rigor, temos apenas um som retroflexo, transcrito pelo símbolo /ɻ/, que se realiza como um alofone de /r/ em áreas linguísticas do interior de São Paulo e sul de Minas Gerais;
h) o tepe (ou flape) – identifica-se atualmente como tepe o som que a tradição gramatical do português vem denominando vibrante simples ou vibrante alveolar, como o r intervocálico em aro, hora, ira, etc. A denominação de tepe justifica-se pelo fato de que efetivamente não se trata de um fonema vibrante, mas de um som decorrente de um único e rápido toque da língua na região dos alvéolos, à semelhança de uma “chicotada”.
2) Quanto ao ponto de articulação, os sons linguísticos do português seguem a seguinte classificação:
a) sons bilabiais – articulados mediante toque dos dois lábios, como o /p/ de pai;
b) sons labiodentais – produzidos pelo toque do lábio inferior na arcada dentária superior, como no /f/ de fazer;
c) sons alveolares – resultam da aproximação do ápice da língua à região dos alvéolos, conforme se observa no /s/ inicial de seda;
d) sons linguodentais – produzidos mediante toque do ápice da língua na arcada dentária superior, como no caso do /t/ em teto e do /d/ em dado;6e) sons palatais – são assim denominados por serem articulados mediante aproximação do dorso da língua ao palato duro (céu da boca), caso do /ʃ/ em chuva, xícara, etc.;
f) sons velares – articulados mediante toque da raiz da língua no véu palatino, como na consoante inicial de gato, queda, etc.”
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“Quando a consoante que termina o vocábulo é igual à que inicia o vocábulo seguinte (o que ocorre com l ou r), ouvem-se os dois fonemas:”
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“vocábulo seguinte começa”
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