Abraço Quotes

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Abraço Abraço by José Luís Peixoto
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Abraço Quotes Showing 1-8 of 8
“Assim, se tiveres chegado a estas últimas linhas e tiveres o meu número, procura um telefone não identificado e liga-me. Vamos ficar a ouvir-nos. Só o silêncio suficiente para eu saber que existes e para saberes que eu existo. Depois, desliga. Aquilo que temos para dizer poderia ser demasiado forte”
José Luís Peixoto, Abraço
“De mim, espera amor e espera uma pessoa. Como as pessoas, às vezes, engano-me, não sei respostas, tenho medo, tenho frio, minto, faço coisas feias, desisto, escondo-me e fujo. Eu compreendo que tu irás enganar-te muitas vezes, não saberás respostas, terás medo, terás frio, mentirás, farás coisas feias, desistirás, esconder-te-ás e, quando todos te procurarem, terás fugido. Eu compreendo-te.”
José Luís Peixoto, Abraço
“... somos sempre diferentes todos os dias, estamos sempre a crescer e a saber cada vez mais, mesmo quando percebemos que aquilo em que acreditávamos não era certo e nos parece que voltamos atrás. Nunca voltamos atrás. Não se pode voltar atrás...”
José Luís Peixoto, Abraço
“Regresso aos espelhos e acerto-me para acreditar que escolher a metáfora óbvia é uma forma retorcida de originalidade.”
José Luís Peixoto, Abraço
“(...) os espelhos são expressivos. Há poucos minutos, tive o meu rosto a ser reflectido por um. A sua nitidez foi um ligeiro desconforto. Não por incapacidade do espelho, mas pela minha ilusão. Os espelhos nunca têm culpa, são testemunhas muito mais credíveis do que os pensamentos.”
José Luís Peixoto, Abraço
“Extasio-me perante este agora e deixo que a sua imensidão me transcenda, não a tento contrariar ou reduzir a qualquer coisa explicável, que tenha cabimento nas palavras, nestas pobres palavras. Em vez disso, desfruto-a, sorrio-lhe.”
José Luís Peixoto, Abraço
“Todas as pessoas que andam pelas ruas, que dão encontrões no metro, que buzinam no trânsito, já tiveram um ano.”
José Luís Peixoto, Abraço
“Pode então haver um momento em que o mundo pára. A idade pára. É nesse instante que se pode pensar: nunca quis ser aquilo em que me tornei, quis sempre não ser aquilo em que me tornei. Então, rodeados de fragmentos: uma existência inteira feita de vidro estilhaçado e espalhado no chão: o mais natural é baixarmo-nos e esticar as mãos para, com a ponta dos dedos, com cuidado, se começar a escolher cada fragmento e tentar perceber aquilo que se quer manter e aquilo de que se tem de desistir. Desistir, como morrer, não é sempre mau. Há vezes em que não se pode evitar. Todos nos dizem continua, continua, mas é o mundo que desiste, inteiro, à nossa volta.”
José Luís Peixoto, Abraço