Abraço Quotes
Abraço
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José Luís Peixoto749 ratings, 3.96 average rating, 51 reviews
Abraço Quotes
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“Assim, se tiveres chegado a estas últimas linhas e tiveres o meu número, procura um telefone não identificado e liga-me. Vamos ficar a ouvir-nos. Só o silêncio suficiente para eu saber que existes e para saberes que eu existo. Depois, desliga. Aquilo que temos para dizer poderia ser demasiado forte”
― Abraço
― Abraço
“De mim, espera amor e espera uma pessoa. Como as pessoas, às vezes, engano-me, não sei respostas, tenho medo, tenho frio, minto, faço coisas feias, desisto, escondo-me e fujo. Eu compreendo que tu irás enganar-te muitas vezes, não saberás respostas, terás medo, terás frio, mentirás, farás coisas feias, desistirás, esconder-te-ás e, quando todos te procurarem, terás fugido. Eu compreendo-te.”
― Abraço
― Abraço
“... somos sempre diferentes todos os dias, estamos sempre a crescer e a saber cada vez mais, mesmo quando percebemos que aquilo em que acreditávamos não era certo e nos parece que voltamos atrás. Nunca voltamos atrás. Não se pode voltar atrás...”
― Abraço
― Abraço
“Regresso aos espelhos e acerto-me para acreditar que escolher a metáfora óbvia é uma forma retorcida de originalidade.”
― Abraço
― Abraço
“(...) os espelhos são expressivos. Há poucos minutos, tive o meu rosto a ser reflectido por um. A sua nitidez foi um ligeiro desconforto. Não por incapacidade do espelho, mas pela minha ilusão. Os espelhos nunca têm culpa, são testemunhas muito mais credíveis do que os pensamentos.”
― Abraço
― Abraço
“Extasio-me perante este agora e deixo que a sua imensidão me transcenda, não a tento contrariar ou reduzir a qualquer coisa explicável, que tenha cabimento nas palavras, nestas pobres palavras. Em vez disso, desfruto-a, sorrio-lhe.”
― Abraço
― Abraço
“Todas as pessoas que andam pelas ruas, que dão encontrões no metro, que buzinam no trânsito, já tiveram um ano.”
― Abraço
― Abraço
“Pode então haver um momento em que o mundo pára. A idade pára. É nesse instante que se pode pensar: nunca quis ser aquilo em que me tornei, quis sempre não ser aquilo em que me tornei. Então, rodeados de fragmentos: uma existência inteira feita de vidro estilhaçado e espalhado no chão: o mais natural é baixarmo-nos e esticar as mãos para, com a ponta dos dedos, com cuidado, se começar a escolher cada fragmento e tentar perceber aquilo que se quer manter e aquilo de que se tem de desistir. Desistir, como morrer, não é sempre mau. Há vezes em que não se pode evitar. Todos nos dizem continua, continua, mas é o mundo que desiste, inteiro, à nossa volta.”
― Abraço
― Abraço
