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The Political Unconscious Quotes

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The Political Unconscious The Political Unconscious by Fredric Jameson
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The Political Unconscious Quotes Showing 1-12 of 12
“Always historicize!”
Fredric Jameson, The Political Unconscious
“History is what hurts, it is what refuses desire and sets inexorable limits to individual as well as collective praxis...”
Fredric Jameson, The Political Unconscious
“the conventional sociology of literature or culture, which modestly limits itself to the identification of class motifs or values in a given text, and feels that its work is done when it shows how a given artifact “reflects” its social background, is utterly unacceptable.”
Fredric Jameson, The Political Unconscious: Narrative as a Socially Symbolic Act
“We may suggest that from this perspective, ideology is not something which informs or invests symbolic production; rather the aesthetic act is itself ideological, and the production of aesthetic or narrative form is to be seen as an ideological act in its own right, with the function of inventing imaginary or formal "solutions" to unresolvable social contradictions.”
Fredric Jameson, The Political Unconscious
“Por definição, os monumentos culturais e as obras-primas que sobreviveram tendem necessariamente a perpetuar apenas uma única voz nesse diálogo de classes, a voz de uma classe hegemônica, eles não podem ocu­ par um lugar relacional no sistema dialógico sem a restauração ou reconstrução artificial da voz a que inicialmente se opunham, uma voz em grande parte abafada e reduzida ao silêncio, margina­lizada, cujas palavras foram espalhadas pelo vento ou reintegradas na cultura hegemônica.
Esta moldura em que a reconstrução das assim chamadas cul­ turas populares deve ocorrer - principalmente a dos fragmentos das culturas essencialmente camponesas: canções folclóricas, con­ tos de fadas, festas populares, sistemas de crenças ocultos ou de oposição, tais como a magia e a bruxaria. Tal reconstrução está de acordo com a reafirmação da existência de culturas marginaliza­ das ou em oposição em nosso próprio tempo e com a reaudição das vozes opositoras das culturas negras ou étnicas, da literatura feminina e gay, da arte folclórica "naive" ou marginalizada.
Porém, mais uma vez, a afirmação dessas vozes culturais não­ hegernônicas continua ineficaz se for limitada à perspectiva mera­ mente "sociológica" da redescoberta pluralista de outros grupos sociais isolados: apenas uma reescritura definitiva dessas expres­ sões em termos de suas estratégias essencialmente polêmicas e sub­ versivas devolve-lhes o seu devido lugar no sistema dialógico das classes sociais. Assim , a obra de Eugene Genovese sobre a religião negra restaura a vitalidade dessas expres­sões por meio de sua leitura, não como réplica de crenças impos­tas, mas como um processo pelo qual o cristianismo hegemônico dos senhores de escravos é apropriado, secretamente esvaziado de seu conteúdo e subvertido para que transmita mensagens oponen­tes codificadas bastante diferentes .
Além disso, a ênfase no dialógico permite-nos reler ou rees­crever as próprias formas hegemônicas; elas também podem ser apreendidas como um processo de reapropriação, de neutralização, de cooptação e de transformação de classe, e de universalização cultural de formas que originalmente expressavam a situação de grupos 'populares', subordinados ou dominados. Assim, o cris­tianismo, religião escrava, é transformado no aparelho ideológico hegemônico do sistema medieval; a música folclórica e a dança campesina se transmutam em festas aristocráticas ou cortesãs e nas visões culturais de pastoral, e a narrativa popular de tempos ime­ moriais - o romanesco, as histórias de aventuras, o melodrama e tantos outros - é incessantemente apropriada para restaurar a vitalidade de uma 'alta cultura' enfraquecida e asfixiante. Assim, em nossa época, o vernáculo e suas fontes ainda vitais de produ­ão (como na Iingua dos negros) são reapropriados pelo discurso exaurido e padronizado pela mídia de uma classe média hegemô­nica. Na verdade, no campo da estética, o processo da 'universa­ lização" cultural (que implica a repressão da voz opositora e a ilu­são de que existe apenas uma "cultura" genuína) é a forma espe­cífica assumida pelo que pode ser chamado de processo de legiti­mação no campo da ideologia e dos sistemas conceituais.”
Fredric Jameson, The Political Unconscious
“A reescritura lacaniana de Freud não deve ser lida como mera variante dessa hermenêutica freudiana, mas como um desvio subs­tancial e reflexivo da proposição freudiana quanto à natureza da dinâmica do sujeito (satisfação do anseio) para o questionamento dessa própria problemática, trazendo para o primeiro plano a cate­goria do sujeito e estudando o processo por meio do qual essa rea­lidade psíquica (o consciente) - bem como suas ideologias e ilu­sões de reforço (o sentimento da identidade pessoal, o mito do ego ou da individualidade, e assim por diante) - tornou-se rigo­rosa e impôs limites à noção freudiana da satisfação individual do anseio. Mas a ideologia do desejo em suas formas mais cabal­mente realizadas é menos um modelo interpretativo que uma visão de mundo total, uma metafísica genuína, que se apresentam mais ressonantes e atrativas em suas versões mais extremas e grandiosas, tais como as da própria metapsicologia tardia de Freud, rica em morte e arcaísmos, com sua visão da luta imortal entre Eros e Tânatos. Essas "teorias" certamente reescrevem a obra; nas várias ideologias do desejo propostas, de Georges Bataille a Deleuze, e passando por variantes americanas como a de Norman O. Brown, o objeto do comentário é efetivamente transformado em uma alegoria cuja narrativa mestra é a história do próprio desejo, em sua luta contra uma realidade repressora, convulsiva­ mente rompendo os grilhões que o deviam submeter ou, pelo contrário, sucumbindo diante da repressão e deixando atrás dele a horrível devastação da aphanasis. Neste nível, podemos perguntar se ainda estamos lidando com uma simples interpretação, se aqui não se trata da produção de um objeto estético totalmente novo, de toda uma nova narrativa mítica. Pelo menos, fica claro que essas alegorias do desejo (geralmente produtos da esquerda freu­diana) têm muito mais em comum com o jungianismo e a crítica do mito propriamente dito do que com as análises freudianas orto­doxas anteriores. De fato, podemos aplicar a essas alegorias do desejo a contundente restrição à crítica do mito como um todo feita por Norman Holland, em que este observa que ela só fun­ciona se formos informados com antecedência de que a obra é mítica, e a inquestionável "ressonância" da reescritura mítica não pressupõe a ação de um inconsciente mítico, mas nossa postura consciente preliminar com relação à leitura em questão.
Contudo, mesmo se a teoria do desejo constituir uma metafísica e um mito, seus grandes eventos narrati­vos - a repressão e a revolta - deverão ser compatíveis com uma perspectiva marxista, cuja visão utópica da liberação do desejo e da transfiguração libidinal constitui-se em característica essencial das grandes revoltas de massa ocorridas na década de 1960 na Europa Oriental e Ocidental, bem como na China e nos Estados Unidos. Mas exatamente por isso, e mais particularmente devido às dificuldades teóricas e políticas encontradas pelas conseqüências desses movimentos à medida que tentavam adaptar-se às circuns­tâncias muito diferentes do período atual, esses mitos devem ser cuidadosamente reexaminados. Se eles têm afinidades com o mar­xismo, têm-nas ainda maiores com o anarquismo, e a atual e vigo­rosa renovação deste exige que um marxismo contemporâneo dê conta delas.”
Fredric Jameson, The Political Unconscious
“A interpretação propriamente dita - o que chamamos de reescritura "forte" , distinguindo-a da reescritura "fraca" dos códi­gos éticos, os quais, de uma forma ou de outra, projetam noções várias da unidade e da coerência da consciência - sempre pressu­põe, senão uma concepção do próprio inconsciente, pelo menos um mecanismo de mistificação ou repressão em termos do qual faria sentido buscar um significado latente por trás de um signifi­cado manifesto, ou reescrever as categorias superficiais de um texto na linguagem mais forte de um código interpretativo mais funda­mental. Talvez caiba agora responder à objeção do leitor comum, quando confrontado com interpretações elaboradas e engenhosas, de que o texto significa apenas o que diz. Infelizmente, nenhuma sociedade já se mostrou mais mistificadora, de maneiras tão varia­das, que a nossa, saturada como é de mensagens e informações, que são os próprios veículos da mistificação (a linguagem, como diz Talleyrand, nos foi dada para que escondamos nossos pensa­mentos). Se tudo fosse transparente, então qualquer ideologia seria impossível, bem como qualquer dominação: o que, evidentemente, não é o nosso caso. Mas acima e além do fato patente da mistificação, devemos lembrar o problema suplementar presente no estudo dos textos culturais ou literários, ou , em outras pala­vras, e essencialmente, o das narrativas: pois mesmo que as lingua­gens discursivas sejam tomadas literalmente, sempre existe, e de maneira constitutiva, um problema quanto ao ''significado'' da narrativa enquanto tal; e o problema relativo à avaliação e à subse­qüente formulação do "significado" desta ou daquela narrativa é uma questão hermenêutica, o que nos deixa tão envolvidos na presente investigação quanto estávamos ao ser levantada a objeção.”
Fredric Jameson, The Political Unconscious
“Qualquer que seja o valor dos atuais esforços por se estabelecer uma 'teoria materialista da linguagem', é claro que a maioria desses esforços baseia-se na homologia tática entre a "produção" da linguagem por meio da escrita e da fala, e a produção econômica (por vezes uma homolo­gia secundária também é proposta, entre a topologia "econômi­ca" de Freud e a "economia" propriamente dita). Essas propos­ tas parecem-me duplamente mal-orientadas. Com certeza, quando a idéia da produção textual ajuda-nos a romper com o hábito rei­ficador de pensar uma dada narrativa como objeto, como um todo unificado ou como uma estrutura estática, seus efeitos são positivos; mas o centro ativo dessa idéia é, na realidade, uma con­cepção do texto como processo , e a noção de produtividade é uma camada metafórica que pouco acrescenta à sugestividade metodoló­ gica da idéia de processo, mas muito a seu potencial de uso, ou apropriação inadequada por uma nova ideologia. Sem desonesti­dade intelectual, não se pode equiparar a "produção" de textos (ou, na versão althusseriana desta homologia, a "produção" de novos conceitos mais científicos) à produção de bens pelos traba­lhadores das fábricas: escrever e pensar não constituem um traba­lho alienado nesse sentido, e, para os intelectuais, é sem dúvida insensato procurar glamorizar suas tarefas - que, em sua maior parte, podem ser classificadas sob a rubrica da elaboração, reprodu­ção ou crítica da ideologia -, equiparando-as ao trabalho real da linha de montagem e à experiência de resistência da matéria no genuíno trabalho manual.”
Fredric Jameson, The Political Unconscious
“We must ponder the anomaly that it is only in the most completely humanized environment, the one most fully and obviously the end product of human labor, production, and transformation, that life becomes meaningless, and that existential despair first appears as such in direct proportion to the elimination of nature, the non- or antihuman, to the increasing rollback of everything that threatens human life and the prospect of a well-nigh limitless control over the external universe.”
Fredric Jameson, The Political Unconscious
“the individual narrative, or the individual formal structure, is to be grasped as the imaginary resolution of a real contradiction.”
Fredric Jameson, The Political Unconscious
“As for conceptual thought, if we grasp the problem as one of escaping from the purely individualizing categories of ethics, of transcending the categories into which our existence as individual subjects necessarily locks us and opening up the radically distinct transindividual perspectives of collective life or historical process, then the conclusion seems unavoidable that we already have the ideal of a thinking able to go beyond good and evil, namely the dialectic itself.”
Fredric Jameson, The Political Unconscious: Narrative as a Socially Symbolic Act
“For Marxism, however, the very content of a class ideology is relational, in the sense that its “values” are always actively in situation with respect to the opposing class, and defined against the latter: normally, a ruling class ideology will explore various strategies of the legitimation of its own power position, while an oppositional culture or ideology will, often in covert and disguised strategies, seek to contest and to undermine the dominant “value system.” This is the sense in which we will say, following Mikhail Bakhtin, that within this horizon class discourse—the categories in terms of which individual texts and cultural phenomena are now rewritten—is essentially dialogical in its structure.”
Fredric Jameson, The Political Unconscious: Narrative as a Socially Symbolic Act