Sarah Cecília’s Reviews > A barcarola > Status Update
Sarah Cecília
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"Piedade para sua sombra! Entreguemos a rosa que levam à sua amada adormecida,
a todo o amor e à dor e ao sangue vertido, e nas portas do ódio esperemos
que regresse à sua cova a escura violência e que suba a clara consciência
à altura madura do trigo e o ouro não seja testemunha de crime e fúria e o pão de amanhã na terra não tenha o sabor do sangue do homem caído a guerra."
— Oct 14, 2024 07:39AM
a todo o amor e à dor e ao sangue vertido, e nas portas do ódio esperemos
que regresse à sua cova a escura violência e que suba a clara consciência
à altura madura do trigo e o ouro não seja testemunha de crime e fúria e o pão de amanhã na terra não tenha o sabor do sangue do homem caído a guerra."
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Sarah’s Previous Updates
Sarah Cecília
is on page 148 of 157
'e confesso saber mais que todos sem ter aprendido:
o que ignoro não vale a pena, não se paga na praça, senhores.'
— Nov 13, 2024 09:50AM
o que ignoro não vale a pena, não se paga na praça, senhores.'
Sarah Cecília
is on page 142 of 157
"Quero pedir que não se mova a terra.
Somos tão poucos os que aqui nascemos.
Somos tão poucos os que padecemos
(e menos ainda os ditosos aqui nas cordilheiras)
há tantas coisas que fazer entre a neve e o mar:
ainda as crianças descalças atravessam os invernos;
não há tetos contra a chuva, faltam roupa e comida;
e assim se explica que eu tenha que pedir algo
sem saber bem a quem nem como fazê-lo."
Belo!
— Nov 11, 2024 12:32PM
Somos tão poucos os que aqui nascemos.
Somos tão poucos os que padecemos
(e menos ainda os ditosos aqui nas cordilheiras)
há tantas coisas que fazer entre a neve e o mar:
ainda as crianças descalças atravessam os invernos;
não há tetos contra a chuva, faltam roupa e comida;
e assim se explica que eu tenha que pedir algo
sem saber bem a quem nem como fazê-lo."
Belo!
Sarah Cecília
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"oh amor, meio dia de sal transparente, Matilde no vento,
temos a forma da fruta que a primavera elabora
e persistiremos em nossos deveres profundos."
— Nov 07, 2024 07:09PM
temos a forma da fruta que a primavera elabora
e persistiremos em nossos deveres profundos."
Sarah Cecília
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"E não há mais amargo sino no mundo que aquele que anuncia
com a liberdade, a agonia daqueles que o construíram."
— Oct 28, 2024 11:14AM
com a liberdade, a agonia daqueles que o construíram."
Sarah Cecília
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"Eu sou, companheira, o errante poeta que canta a festa do mundo,
o pão na mesa, a escola florida, a honra do mel, o som do vento silvestre,
celebro em meu canto a casa do homem e sua esposa, desejo
a felicidade crepitante no centro de todas as vidas
e tudo que acontece recolho como um sino e devolvo à vida
o grito e o canto dos campanários da primavera."
— Oct 26, 2024 09:51AM
o pão na mesa, a escola florida, a honra do mel, o som do vento silvestre,
celebro em meu canto a casa do homem e sua esposa, desejo
a felicidade crepitante no centro de todas as vidas
e tudo que acontece recolho como um sino e devolvo à vida
o grito e o canto dos campanários da primavera."
Sarah Cecília
is on page 93 of 157
"Sinos de ontem e amanhã, profundas corolas do sonho do homem,
sinos da tempestade e do fogo, sinos do ódio e da guerra,
sinos do trigo e das reuniões rurais à beira do rio,
sinos nupciais, sinos de paz na terra,
choremos sinos, bailemos sinos,
cantemos sinos pela eternidade do amor, pelo sol e a lua e o mar e a terra e o homem."
— Oct 19, 2024 09:54AM
sinos da tempestade e do fogo, sinos do ódio e da guerra,
sinos do trigo e das reuniões rurais à beira do rio,
sinos nupciais, sinos de paz na terra,
choremos sinos, bailemos sinos,
cantemos sinos pela eternidade do amor, pelo sol e a lua e o mar e a terra e o homem."
Sarah Cecília
is on page 76 of 157
"Gosto de ouvir tua voz que corre pura
como a voz da água em movimento
e agora só há tu e a noite escura.
Dá-me um beijo, meu amor, estou contente.
Beijo minha terra quando a ti te beijo."
— Oct 09, 2024 07:20AM
como a voz da água em movimento
e agora só há tu e a noite escura.
Dá-me um beijo, meu amor, estou contente.
Beijo minha terra quando a ti te beijo."
Sarah Cecília
is on page 62 of 157
"E quem sou? pergunto às ondas quando enfim naveguei sem navio
e pude me dar conta que o mar eu mesmo o levava nos olhos."
— Oct 05, 2024 06:41AM
e pude me dar conta que o mar eu mesmo o levava nos olhos."
Sarah Cecília
is on page 53 of 157
"Mas aquela água escura que certa vez encontrei em teu olhar
guardava o silêncio normal da natureza
e se tinham caído as folhas no fundo do poço em trevas
não apodreceram as folhas defuntas a cisterna de onde surgia
tua solene bondade florescida por um ramo indomável de rosas."
Esse poema todo é tão lindo, meu favorito até agora: "Coroa do arquipélago para Rubén Azócar".
— Sep 06, 2024 11:36AM
guardava o silêncio normal da natureza
e se tinham caído as folhas no fundo do poço em trevas
não apodreceram as folhas defuntas a cisterna de onde surgia
tua solene bondade florescida por um ramo indomável de rosas."
Esse poema todo é tão lindo, meu favorito até agora: "Coroa do arquipélago para Rubén Azócar".
Sarah Cecília
is on page 31 of 157
"De tantas delgadas estrelas que minha alma recolhe na noite
recebo o orvalho que o dia converte em cinza
e bebo a taça de estrelas defuntas chorando as lágrimas
de todos os homens, dos prisioneiros, dos carcereiros,
e todas as mãos me buscam mostrando uma chaga,
mostrando a dor, o suplício ou a brusca esperança [...]"
— Aug 11, 2024 11:16AM
recebo o orvalho que o dia converte em cinza
e bebo a taça de estrelas defuntas chorando as lágrimas
de todos os homens, dos prisioneiros, dos carcereiros,
e todas as mãos me buscam mostrando uma chaga,
mostrando a dor, o suplício ou a brusca esperança [...]"

