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Celeste Corrêa
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«Se, como num sonho de Jorge Luís Borges, existe um único autor, intemporal e anónimo, faz sentido perguntar se todas as ficções não passam de variantes de algumas, poucas, histórias (ou de uma única história), e se não existisse apenas um pequeno número de personagens, sempre as mesmas, como actores cansados que representam, noite após noite, diferentes papéis.»
— Sep 28, 2021 05:03PM
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Celeste Corrêa
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«Segundo Oscar Wilde, ninguém tinha reparado no nevoeiro de Londres antes de Turner o pintar. Além de Turner, foi Sherlock Holmes que o tornou visível, ao caminhar nas ruas da cidade ou ao assomar à janela do 221-B da Baker Street. As narrativas de Holmes estão mergulhadas no nevoeiro, um nevoeiro espesso e frio, que entra nos ossos.»
— Sep 29, 2021 03:30AM
Celeste Corrêa
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« - Pergunto-me se o que poderíamos ter feito e não fizemos também faz parte de nós.»
— Sep 28, 2021 02:48PM
Celeste Corrêa
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«Tinha trinta e seis anos, a mesma idade de Agatha quando esta desaparecera durante onze dias. O mistério perfeito, porque não tinha solução. Talvez Agatha tivesse pensado em deixar alguns dos seus enigmas por resolver; a ilha cheia de cadáveres e mais ninguém, um crime impossível.»
— Sep 28, 2021 05:31AM
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Katya
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Sep 29, 2021 04:19AM
Referências literárias não faltam por aí...
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E nem por isso das mais corriqueiras😉 Parece uma boa leitura para referências cruzadas. Espero que esteja a agradar!
E terminei. A última parte é dedicada à literatura policial com referência a autores como John Franklin Bardin, Josephine Tey, John Dickinson Carr, Cornell Woolrich, entre outros.Fiquei interessada no Carr por num dos seus livros enumerar as soluções possíveis para os crimes em quartos fechados. Carr inspirou-se no livro O Mistério do Quarto Fechado de Gaston Leroux, mas levou os enigmas dos quartos fechados ainda mais longe.
O Carr era um grande admirador de Leroux. Se o superou (nunca o li), isso diz muito! Acho que ainda hoje esses crimes levados a cabo em quartos fechados são o máximo. São quebra-cabeças autênticos onde não se esgota a novidade. A Agatha Christie também recorreu a essa técnica várias vezes.
Diz a Ana Teresa que a Agatha Christie se inspirou na Elizabeth Mackintosh para criar a personagem da escritora Anthony Astor em Three-Act Tragedy. Sobre a Elizabeth Mackintosh, a autora escreve:«Os seus livros continuam a ser editados e não perderam o encanto. Gostamos deles como gostamos dos livros da infância: com devoção e entusiasmo. São uma prova de que os bons livros também nos podem fazer felizes.»Gosto muito desta citação, que tipo de leitora é Ana Teresa Pereira. Como escritora é labiríntica e plural com multiplicidade de caminhos. Joga com as personagens ficcionais juntando-as como quem cria duplos. É muito original.
Acho sempre um exagero apontarmos factos sem corroboração, ainda assim, essa ideia da inspiração da Agatha Christie é relativamente conhecida, já desde a publicação do livro. Ela não gostava da Mackintosh (e a Astor é uma personagem francamente desagradável). Lamento não termos traduções da Mackintosh em português...sou muito fiel à língua portuguesa e nunca encontrei uma edição nacional das obras dela.Quanto à Ana Teresa Pereira estou a ver que livros nunca lhe faltaram! Corre todos.
Katya, peço desculpa pelos erros pois escrevo num telemóvel da idade da pedra sem possibilidade de editar.Assim, Ana Teresa Pereira escreve: «Diz-se que Agatha Christie se inspirou....»
Por lapso, no comentário anterior, escrevi "diz".
De facto, é difícil encontrar traduções portuguesas de certos livros. E muitas traduções esgotadas há décadas.
Sem desculpas, Celeste! No meu caso é o corretor automático que, sabendo-se mais inteligente que eu, corrige tudo e mais alguma coisa 😁Nós sabemos tanto e tão pouco da Agatha Christie que resvalamos sempre para a especulação. Acho que ela gostava disso.
Felizmente, para o caso das edições esgotadas, parece que cada vez vejo mais alfarrabistas por aí. Valha isso!
A especulação também é uma boa opção de leitura. Santos alfarrabistas! O que seríamos nós sem eles. Vou espreitar na colecção vampiro vintage, se a Mackintosh chegou a ser publicada.

