Luís’s Reviews > Os Mandarins: Volume 1 > Status Update
Luís
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(...) Precisava voltar para casa para cear. A intimidade, a confiança desta hora, teríamos podido prolongá-las até ao amanhecer. Além do amanhecer, talvez. Mas, por milhares de razões, não convinha experimentar. Não convinha? De qualquer forma, não experimentámos.
— Jul 29, 2026 08:27AM
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Luís’s Previous Updates
Luís
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(...) Entretanto, ele triunfava, como se a tivesse obrigado a reconhecer-se no retrato que traçou: uma falsa amorosa, que só gosta de suas comédias e de seus sonhos; uma mulher que procura encarnar a grandeza, a generosidade, a abnegação, ao passo que não tem altivez nem coragem de ser empedernida em seu egoísmo e em suas fingidas paixões. Era assim que ele a via, e no papel ela coincidia exactamente com esta visão.
— 2 hours, 26 min ago
Luís
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(...) Henri fora leviano ao contentar-se com esta explicação. Que contrato? De quanto tinha sido o adiantamento? E Luc? Dissera a verdade? Henri novamente se sentia intranquilo. Samazelle não tinha em mãos todos os dados, mas sabia calcular. Como Luc se arrumava, exactamente? Quem sabe se não tomava, a título pessoal e clandestinamente, dinheiro emprestado? (...)
— 10 hours, 9 min ago
Luís
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Ela gostava de fazer o papel de enfermeira, e ele se comprazia em ser acarinhado. Tinham muitas coisas em comum: o passado, a juventude, o rancor em relação às ideias e às palavras, os sonhos de aventura, as ambições incertas. Talvez pudessem inspirar confiança um ao outro, criar para si empreendimentos, triunfos, felicidade. Dezanove anos, vinte e cinco anos: como o futuro era jovem! (...)
— 23 hours, 34 min ago
Luís
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(...) Sim, durante a ocupação, ele era bem bonito: uma velha história. Muito cantada a canção dos amanhãs; mas o dia seguinte se tornara hoje: não se cantou mais. Na realidade, Paris havia sido destruída e todos tinham morrido na guerra. (...)
— Jul 29, 2026 02:58AM
Luís
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O facto é que, com Lambert ou com Vincent, ele não se teria eximido. Nadine tinha necessidade de auxílio tanto quanto aqueles. Mas ele havia aprendido, por experiência pessoal, que socorrer uma mulher era sempre conceder-lhe um direito: a mais insignificante dádiva passava a ser uma promessa. Ele se mantinha na defensiva.
— Jul 27, 2026 02:46PM
Luís
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Evidente que não viria a ser uma grande vedeta. Mas bastaria que alcançasse algum triunfo e moderaria suas pretensões. De qualquer modo, sua vida seria menos mesquinha se se interessasse activamente por alguma coisa. "E isto faria para mim, disse ele consigo mesmo, um excepcional arranjo." Sabia muito bem que sua própria vida era a que estava em questão, mais ainda que a de Paule.
— Jul 26, 2026 01:48PM
Luís
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(...) As estações recomeçam, as derrotas são compensadas, mas não há meio algum de sustar a minha decrepitude. "Não é mais tempo sequer de me inquietar, pensei, dando as costas ao espelho. É tarde demais até para lamentos. Não resta senão prosseguir."
— Jul 25, 2026 01:31PM
Luís
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(...) Não: não suportarei acordar amanhã e nos dias seguintes com esta enorme ameaça no horizonte. Não. Mas posso repetir cem vezes não, não e não, que nada mudarei aí. Acordarei amanhã e nos dias subsequentes, tendo à minha frente tal ameaça. Uma certeza ... talvez se pudesse dela morrer. Mas este medo assombroso ... será preciso vê-lo.
— Jul 25, 2026 03:10AM

