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O 18 de brumário de Luís Bonaparte by
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Kauã Barreto
is on page 149 of 176
espíritos transformados em fantasmas
— Mar 18, 2025 09:06PM
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Kauã Barreto
is on page 147 of 176
O imposto é a fonte vital da burocracia, do exército, dos padrecos e da corte, em suma, de todo o aparato do Poder Executivo. Governo forte e imposto elevado são uma e a mesma coisa.
— Mar 18, 2025 08:26PM
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Kauã Barreto
is on page 147 of 176
A ordem burguesa, que no início do século colocou o Estado como sentinela para guardar a parcela recém-criada e a adubou com lauréis, transformou-se no vampiro que suga o sangue do seu coração e a medula do seu cérebro e os joga no caldeirão alquímico do capital
— Mar 18, 2025 08:22PM
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Kauã Barreto
is on page 141 of 176
Todas as revoluções somente aperfeiçoaram a máquina em vez de quebrá-la. Os partidos que lutaram alternadamente pelo poder consideraram a tomada de posse desse monstruoso edifício estatal como a parte do leão dos despojos do vencedor.
— Mar 18, 2025 08:02PM
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Kauã Barreto
is on page 141 of 176
A primeira revolução francesa, ao cumprir a tarefa de quebrar todos os poderes autônomos nos níveis local, territorial, citadino e provincial, visando criar a unidade nacional burguesa, necessariamente desenvolveu o que a monarquia absoluta havia começado: a centralização e, junto com ela, o raio de ação, os atributos e os servidores do poder governamental.
Napoleão aperfeiçoou essa máquina do Estado.
— Mar 18, 2025 08:02PM
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Napoleão aperfeiçoou essa máquina do Estado.
Kauã Barreto
is on page 129 of 176
Nas orgias que Bonaparte festejava todas as noites com o seu swell mob [bando de impostores] de ambos os sexos, toda vez que se aproximava a meia-noite e as abundantes libações já haviam desprendido a língua e esquentado a fantasia, o golpe de Estado era marcado para o dia seguinte.
— Mar 18, 2025 04:49PM
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Kauã Barreto
is on page 128 of 176
é muito compreensível que, em meio a essa indescritível e ruidosa confusão de fusão, revisão, prorrogação, Constituição, conspiração, coalizão, emigração, usurpação e revolução, o burguês tenha esbravejado furioso na direção da sua república parlamentar: “Antes um fim com terror do que um terror sem fim!”.
— Mar 18, 2025 03:42PM
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Kauã Barreto
is on page 124 of 176
Ela declarou inequivocamente que estava ansiosa por desobrigar-se do seu próprio domínio político para livrar-se, desse modo, das dificuldades e dos perigos nele implicados.
— Mar 18, 2025 03:27PM
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Kauã Barreto
is on page 124 of 176
a massa extraparlamentar da burguesia... sendo servil ao presidente, insultando o Parlamento, maltratando a sua própria imprensa, praticamente convidou Bonaparte a reprimir e destruir o segmento que dominava a fala e a escrita, os seus políticos e os seus literatos, a sua tribuna e a sua imprensa, para que pudesse, confiadamente, sob a proteção de um governo forte e irrestrito, dedicar-se aos seus negócios privados.
— Mar 18, 2025 03:27PM
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Kauã Barreto
is on page 122 of 176
Os dignitários burgueses das cidades departamentais, os magistrados, os juízes comerciais etc., com raríssimas exceções, recebiam Bonaparte da maneira mais servil possível em todos os lugares por onde passava, inclusive quando ele atacava sem meias palavras a Assembleia Nacional e especificamente o Partido da Ordem, como fez em Dijon.
— Mar 18, 2025 03:21PM
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Kauã Barreto
is on page 121 of 176
Não se deve entender aqui por aristocracia financeira somente as grandes instituições de crédito e os grandes especuladores de títulos públicos, em relação aos quais se compreende imediatamente que o seu interesse coincide com o interesse do poder estatal. Todo o moderno negócio com dinheiro e toda a economia bancária estão intimamente entretecidos com o crédito público.
— Mar 18, 2025 03:19PM
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Kauã Barreto
is on page 115 of 176
Ricardo III assassinara Henrique VI dizendo que ele seria bom demais para estar neste mundo e que o seu lugar era o céu
A cada referência literária (principalmente Shakespeare), a cada aceno estilístico e criativa conjuração de imagens, a cada uso de uma linguagem pertencente à literatura gótica (com espectros, corpos, mortes, etc.), mais percebo que ler Marx não é chato
— Mar 18, 2025 02:17PM
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A cada referência literária (principalmente Shakespeare), a cada aceno estilístico e criativa conjuração de imagens, a cada uso de uma linguagem pertencente à literatura gótica (com espectros, corpos, mortes, etc.), mais percebo que ler Marx não é chato
Kauã Barreto
is on page 102 of 176
O burguês, e sobretudo o burguês que se arvora a estadista, complementa a sua vilania prática com uma certa copiosidade teórica. Na condição de estadista, ele se torna, como o poder estatal com que se defronta, um ser superior, que só pode ser combatido de uma forma superior e consagrada.
— Mar 18, 2025 12:52PM
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