Fabíola Borges

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Elantris
Fabíola Borges is currently reading
by Brandon Sanderson (Goodreads Author)
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Feb 01, 2026 09:16AM

 
Mente Zen, Mente ...
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Charles Bukowski
“The Laughing Heart

your life is your life
don’t let it be clubbed into dank submission.
be on the watch.
there are ways out.
there is a light somewhere.
it may not be much light but
it beats the darkness.
be on the watch.
the gods will offer you chances.
know them.
take them.
you can’t beat death but
you can beat death in life, sometimes.
and the more often you learn to do it,
the more light there will be.
your life is your life.
know it while you have it.
you are marvelous
the gods wait to delight
in you.”
Charles Bukowski, Betting on the Muse: Poems & Stories
tags: life

Hermann Hesse
“E eu via prados e declives, gretas de penhascos cobertas de grama, flores, fetos e musgos, aos quais a velha voz popular dera nomes tão singulares e tão cheios de significações. Viviam, filhos e netos que são das montanhas, coloridos e inofensivos, ali mesmo nos seus postos. Eu os apalpava, contemplava-os, aspirava-lhes o perfume e aprendia seus nomes. Impressionava-me ainda mais séria e profundamente com a contemplação das árvores. Via cada uma delas levando sua vida à parte, aperfeiçoando sua forma e coroa especiais, projetando sua sombra peculiar. A mim me pareciam ermitãs e lutadoras, mais estreitamente aparentadas com as montanhas, pois cada uma delas, sobretudo as que se erguiam nos pontos mais altos das montanhas, mantinham sua luta silenciosa e tenaz pela existência e desenvolvimento, contra o vento, o tempo e as rochas. Cada qual tinha que suportar seu próprio peso e se agarrar com força ao solo, resultando daí que cada uma possuía uma forma particular e chagas especiais. Havia pinheiros aos quais as tormentas só permitiam que apresentassem galhos de um só lado, e outros cujos troncos avermelhados se haviam enroscado, quais serpentes, ao redor de rochas, de tal maneira que árvores e rochas se agarravam umas às outras para se sustentarem. A mim elas se assemelhavam a guerreiros e despertavam no meu coração um sentimento de medo e de respeito. (p. 8)”
Hermann Hesse, Peter Camenzind

Italo Calvino
“- Eu falo, falo - diz Marco -, mas quem me ouve retém somente as palavras que deseja. [...] Quem comanda a narração não é a voz: é o ouvido. (p. 129)”
Italo Calvino, Invisible Cities

Italo Calvino
-Você avança com a cabeça voltada para trás? - ou então: - O que você vê está sempre às suas costas? - ou melhor: - A sua viagem só se dá no passado?
Tudo isso para que Marco Polo pudesse explicar ou imaginar explicar ou ser imaginado explicando ou finalmente conseguir explicar a si mesmo que aquilo que ele procurava estava diante de si, e, mesmo que se tratasse do passado, era um passado que mudava à medida que ele prosseguia a sua viagem, porque o passado do viajante muda de acordo com o itinerário realizado, não o passado recente ao qual cada dia que passa acrescenta um dia, mas um passado mais remoto. Ao chegar a uma nova cidade, o viajante reencontra um passado que não lembrava existir: a surpresa daquilo que você deixou de ser ou deixou de possuir revela-se nos lugares estranhos, não nos conhecidos.
Marco entra numa cidade; vê alguém numa praça que vive uma vida ou um instante que poderiam ser seus; ele podia estar no lugar daquele homem se tivesse parado no tempo tanto tempo atrás, ou então se tanto tempo atrás numa encruzilhada tivesse tomado uma estrada em vez de outra e depois de uma longa viagem se encontrasse no lugar daquele homem e naquela praça. Agora, desse passado real ou hipotético, ele está excluído; não pode parar; deve prosseguir até uma outra cidade em que outro passado aguarda por ele, ou algo que talvez fosse um possível futuro e que agora é o presente de outra pessoa. Os futuros não realizados são apenas ramos do passado: ramos secos.
- Você viaja para reviver o seu passado? - era, a esta altura, a pergunta do Khan, que podia ser formulada da seguinte maneira: - você viaja para reencontrar o seu futuro?
E a resposta de Marco:
- Os outros lugares são espelhos em negativo. O viajante reconhece o pouco que é seu descobrindo o muito que não teve e o que não terá. (p. 31-32)”
Italo Calvino, Invisible Cities

Italo Calvino
“Talvez toda a questão seja saber quais palavras pronunciar, quais gestos executar, e em que ordem e ritmo, ou então basta o olhar a resposta o aceno de alguém, basta que alguém faça alguma coisa pelo simples prazer de fazê-la, e para que o seu prazer se torne um prazer para os outros; naquele momento todos os espaços se alteram, as alturas, as distâncias, a cidade se transfigura, torna-se cristalina, transparente como uma libélula. Mas é necessário que tudo aconteça como se por acaso, sem dar muita importância, sem a pretensão de estar cumprindo uma operação decisiva [...]. (p. 147)”
Italo Calvino, Invisible Cities

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