Tiago Germano > Tiago's Quotes

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  • #1
    Carola Saavedra
    “o que é vingança além de uma estranha declaração de amor”
    Carola Saavedra, Flores Azuis

  • #2
    Carola Saavedra
    “Há algo de misterioso dentro do corpo, você não acha? E a violência, a violência nada mais é do que aproximar-se desse mistério, desse conteúdo inimaginável”
    Carola Saavedra, Flores Azuis

  • #3
    Carola Saavedra
    “um homem dormindo é um homem desarmado, um homem-menino”
    Carola Saavedra, Flores Azuis
    tags: homem, sono

  • #4
    Fernanda Torres
    “Depois dos setenta a vida se transforma numa interminável corrida de obstáculos.”
    Fernanda Torres, Fim

  • #5
    Fernanda Torres
    “Toda amizade masculina carrega um quê de veadagem. Comer as mesmas mulheres não deixa de ser um jeito de se comer entre si.”
    Fernanda Torres, Fim

  • #6
    Fernanda Torres
    “Acredito no castigo. Que é um jeito de crer em Deus. Torto, mas é.”
    Fernanda Torres, Fim
    tags: deus,

  • #7
    Bruno Ribeiro
    “No meio dessa poluição de gente, neste universo aleatório de úteros danificados pelo tempo, de esgotos pútridos de sinapses mal desenvolvidas, de línguas e vulvas à venda, a minha amada deve estar caminhando. A mais bela do bordel e dos fundos de quintais. Inóspita, íntima; como uma metáfora da cidade.”
    Bruno Ribeiro, Arranhando Paredes

  • #8
    Haruki Murakami
    “In the novelist's profession, as far as I'm concerned, there's no such thing as winning or losing. Maybe numbers of copies sold, awards won, and critics' praise serve as outward standards for accomplishment in literature, but none of them really matter. What's crucial is whether your writing attains the standards you've set for yourself. Failure to reach that bar is not something you can easily explain away. When it comes to other people, you can always come up with a reasonable explanation, but you can't fool yourself. In this sense, writing novels and running full marathons are very much alike.”
    Haruki Murakami

  • #9
    David Foster Wallace
    “É questão de certo interesse perceber que as artes populares dos EUA da virada do milênio tratam a anedonia e o vazio interno como coisas descoladas e cool. De repente são vestígios da glorificação romântica do mundo e sofisticada e aí consumida por pessoas mais jovens que não apenas consomem arte mas a examinam em busca de pistas de como ser chique, cool - e não esqueça que, para os jovens em geral, ser chique e cool é o mesmo que ser admirado, aceito e incluído e portanto assolitário. Esqueça a dita pressão-dos-pares. É mais tipo uma fome-de-pares. Não? Nós entramos numa puberdade espiritual em que nos ligamos ao fato de que o grande horror transcendente é a solidão, fora o enjaulamento em si próprio. Depois que chegamos a essa idade, nós agora daremos ou aceitaremos qualquer coisa, usaremos qualquer máscara para nos encaixar, ser parte-de, não estar Sós, nós os jovens. As artes dos EU são o nosso guia para a inclusão. Um modo-de-usar. Elas nos mostram como construir máscaras de tédio e de ironia cínica ainda jovens, quando o rosto é maleável o suficiente para assumir a forma daquilo que vier a usar. E aí ele se prende ao rosto, o cinismo cansado que nos salva do sentimentalismo brega e do simplismo não sofisticado. Sentimento é igual a simplismo neste continente (ao menos desde a Reconfiguração). [...] Hal, que é vazio mas não é besta, teoriza privadamente que o que passa pela transcendência descolada do sentimentalismo é na verdade algum tipo de medo de ser realmente humano, já que ser realmente humano (ao menos como ele conceitualiza essa ideia) é provavelmente ser inevitavelmente sentimental, simplista, pró-brega e patético de modo geral, é ser de alguma maneira básica e interior para sempre infantil, um tipo de bebê de aparência meio estranha que se arrasta anacliticamente pelo mapa, com grandes olhos úmidos e uma pele macia de sapo, crânio enorme, baba gosmenta. Uma das coisas realmente americanas no Hal, provavelmente, é como ele despreza o que na verdade gera a sua solidão: esse horrendo eu interno, incontinente de sentimentos e necessidades, que lamenta e se contorce logo abaixo da máscara vazia e descolada, a anedonia.”
    David Foster Wallace

  • #10
    Osman Lins
    “Duas vezes foi criado o mundo: quando passou do nada para o existente; e quando, alçado a um passo mais sutil, fez-se palavra. O caos, portanto, não cessou com o aparecimento do universo; mas quando a consciência do homem, nomeando o criado, recriando-o, portanto, separou, ordenou, uniu. A palavra, porém, não é o símbolo ou reflexo do que significa, função servil, e sim o seu espírito, o sopro na argila. Uma coisa não existe realmente enquanto não nomeada: então, investe-se da palavra que a ilumina e, logrando identidade, adquire igualmente estabilidade. Porque nenhum gêmeo é igual a outro; só o nome gêmeo é realmente idêntico ao nome gêmeo. Assim, gêmea inumerável de si mesma, a palavra é o que permanece, é o centro, é a invariante, não se contagiando da flutuação que a circunda e salvando o expresso das transformações que acabariam por negá-lo. Evocadora a ponto de um lugar, um reino, jamais desaparecer de todo, enquanto subsistir o nome que os designou (Byblos, Carthago, Suméria), a palavra, sendo o espírito do que - ainda que só imaginariamente - existe, permanece ainda, por incorruptível, como o esplendor do que foi, podendo, mesmo transmigrada, mesmo esquecida, ser reintegrada em sua original clareza. Distingue, fixa, ordena e recria: ei-la.”
    Osman Lins

  • #11
    Franz Kafka
    “Quebrar uma noz não é verdadeiramente uma arte, por isso ninguém ousará convocar um público e, para entretê-lo, começar a quebrar nozes diante dele. Mas se apesar disso ele o faz e sua intenção é bem-sucedida, então não se trata única e exclusivamente de quebrar nozes. Ou então se trata de quebrar nozes, mas se verifica que não demos atenção a esta arte porque a dominávamos completamente e que este novo quebrador de nozes mostra a verdadeira essência dela – momento em que poderia até ser útil ao efeito se ele fosse menos hábil em quebrar nozes do que a maioria de nós”
    Franz Kafka
    tags: arte

  • #12
    Franz Kafka
    “Não temos juventude, ficamos logo adultos, e continuamos então adultos por um tempo demasiadamente longo, vêm daí um certo cansaço e uma certa desesperança que atravessa com um vinco largo a essência no conjunto tão tenaz e cheia de esperança do nosso povo”
    Franz Kafka, Um artista da fome / A construção
    tags: tempo

  • #13
    “A morte não tem necessariamente a ver com a vida que o morto levou. As pessoas felizes e as pessoas tristes morrem da mesma maneira. Para atacar, a morte não escolhe estado de espírito nem disposição. É essa a ironia. Um dia você está muito felizinho andando pela praia. Sentindo-se bem, fazendo uma caminhada do Leme até o Leblon. E, de repente, sente-se como se tivesse levado um choque no meio do peito. A dor paralisa o pescoço. Depois, paralisa o coração. Aí, você apaga. Você morreu. Você estava feliz, mas, mesmo assim, você morreu”
    Alexandre Vidal Porto

  • #14
    Maria Valéria Rezende
    “Meia-idade? Já ninguém mais diz isso, meia-idade, fica-se jovem até ser promovido a velha avó, mesmo sem netos, e olhe lá! A idade adulta sumiu, comprimida entre a juventude esticada até o limite do indisfarçável e a tal melhor idade”
    Maria Valéria Rezende, Quarenta dias

  • #15
    Maria Valéria Rezende
    “Ninguém mais 'calça' os sapatos ou as meias e nem 'veste' a camisa, a calça, o vestido? Todo mundo agora só 'coloca' seja lá o que for, onde for... ninguém mais 'ouve' nada, só escuta, inclusive 'escuta, de repente, um ruído'... como se pode escutar sem querer o ouvir”
    Maria Valéria Rezende, Quarenta dias

  • #16
    Maria Valéria Rezende
    “Nada como a luta contra o caos material pra fazer a gente pôr os pés no chão”
    Maria Valéria Rezende, Quarenta dias

  • #17
    Maria Valéria Rezende
    “Eu descobria que o mundo era feito em grande parte de gente desaparecida, que não deu mais notícia e gente desesperada atrás ou a esperar conformadamente pelos sumidos”
    Maria Valéria Rezende, Quarenta dias

  • #18
    Laura Erber
    “Como os velhos pedagogos que não ensinam as crianças do deserto a palavra neve antes da palavra suor, eu estava impedido de ser qualquer coisa antes de ser quem eu era”
    Laura Erber, Esquilos de Pavlov

  • #19
    Laura Erber
    “Um artista é sempre alguém muito parecido com o sujeito que procura parecer interessado na conversa mas no fundo se pergunta se não terá deixado o gás aberto ao sair”
    Laura Erber, Esquilos de Pavlov

  • #20
    Laura Erber
    “A melhor arte do futuro será aquela feita por sujeitos desprovidos de qualquer qualidade artística”
    Laura Erber, Esquilos de Pavlov

  • #21
    Laura Erber
    “Não tenho vergonha da minha época, gosto dela, não é épica nem gloriosa mas gosto dela como de um par de galochas gastas que não se pode abandonar porque apesar de tudo já se acostumou a nossos pés, e porque são as únicas que restam, e porque são minhas”
    Laura Erber, Esquilos de Pavlov

  • #22
    Mikhail Bulgakov
    “and a fact is the most stubborn thing in the world.”
    Mikhail Bulgakov, The Master and Margarita

  • #23
    Mikhail Bulgakov
    “But would you kindly ponder this question: What would your good do if
    evil didn't exist, and what would the earth look like if all the shadows
    disappeared? After all, shadows are cast by things and people. Here is the
    shadow of my sword. But shadows also come from trees and living beings.
    Do you want to strip the earth of all trees and living things just because
    of your fantasy of enjoying naked light? You're stupid.”
    Mikhail Bulgakov, The Master and Margarita

  • #24
    Mikhail Bulgakov
    “But what can be done, the one who loves must share the fate of the one he loves.”
    Mikhail Bulgakov, The Master and Margarita

  • #25
    Marcel Proust
    “The thirst for something other than what we have…to bring something new, even if it is worse, some emotion, some sorrow; when our sensibility, which happiness has silenced like an idle harp, wants to resonate under some hand, even a rough one, and even if it might be broken by it.”
    Marcel Proust, Swann’s Way

  • #26
    Jonathan Safran Foer
    “Sometimes I can hear my bones straining under the weight of all the lives I'm not living.”
    Jonathan Safran Foer, Extremely Loud & Incredibly Close

  • #27
    Stefan Zweig
    “Envelhecer é apenas não ter mais medo do passado”
    Stefan Zweig

  • #28
    Luisa Geisler
    “A ONU estima que 4,4 pessoas nasçam por segundo no planeta e 1,8 pessoa morra por segundo no planeta.
    tique, 4,4
    taque, 1,8
    E agora você é mais velho do que jamais foi.
    tique
    taque
    E agora você.”
    Luisa Geisler, Quiçá

  • #29
    Annie Proulx
    “You should write because you love the shape of stories and sentences and the creation of different words on a page. Writing comes from reading, and reading is the finest teacher of how to write.”
    Annie Proulx

  • #30
    Davi Boaventura
    “Uma parte de mim aceitava que o fracasso, mesmo quando total, esconde sempre um vestígio mínimo de beleza.”
    Davi Boaventura, Talvez não tenha criança no céu



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