Gostei muito da adaptação de dois contos tradicionais “A carochinha” e o “freguês caloteiro” que a autora fez para o texto dramático. Ela no seu prefácio recorda a nostalgia da sua infância e a simplicidade dos brinquedos da época, que eram inventados com folhas de árvores entre outras coisas, esse facto fez-me comparar a minha infância com esta e ver que não há muita comparação possível visto que eu tinha todos os brinquedos e mais alguns e que o faz-de-conta vinha muitas vezes por acréscimo. A autora aproveita esta lembrança para realçar a alegria que os robertos despertavam nas crianças da sua idade. Penso que também as crianças de hoje em dia ao lerem este livro, percebem como os tempos evoluíram e que como uma peça de teatro que hoje é facilmente assistida num teatro no dia que se quiser, nesse tempo as crianças só podiam assisti-la quando a companhia de teatro chegava à localidade o que fazia com que elas ansiassem por esse momento de entretenimento, com aqueles fantoches tão simples feitos de colheres de pau mas que cativavam todos quando faziam as suas “momices”. Os textos da carochinha e do freguês caloteiro são acompanhados de ilustrações de cores garridas que na minha opinião auxiliam o leitor a imaginar os momentos do enredo, as vozes das personagens enquanto dialogam umas com as outras e as diferentes entoações, parecendo mesmo que estamos a assistir àquela peça. Estes textos dramáticos mostram-se também como uma excelente oportunidade das crianças praticarem a sua oralidade devido ao tipo de frases existentes nos diálogos.
Os textos da carochinha e do freguês caloteiro são acompanhados de ilustrações de cores garridas que na minha opinião auxiliam o leitor a imaginar os momentos do enredo, as vozes das personagens enquanto dialogam umas com as outras e as diferentes entoações, parecendo mesmo que estamos a assistir àquela peça.
Estes textos dramáticos mostram-se também como uma excelente oportunidade das crianças praticarem a sua oralidade devido ao tipo de frases existentes nos diálogos.