Caddy Compson > Caddy's Quotes

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  • #1
    Peter Weiss
    “What's the point of a revolution
    without general
    copulation copulation copulation ”
    Peter Weiss, The Persecution and Assassination of Jean-Paul Marat as Performed by the Inmates of the Asylum of Charenton Under the Direction of the Marquis de Sade

  • #2
    Henrik Ibsen
    “Oh, yes--you
    can shout me down, I know! But you cannot answer me. The majority has
    might on its side--unfortunately; but right it has not.”
    Henrik Johan Ibsen, An Enemy of the People

  • #3
    Nelson Rodrigues
    “Toda unanimidade é burra.”
    Nelson Rodrigues

  • #4
    Jean Giraudoux
    “ISABELLE

    Je viendrai... Je viendrai... Mais je n'ai pas le sentiment que je serai particulièrement forte et volontaire, une fois disparue. Je sens très bien au contraire que ce qui me plaira dans la mort, c'est la paresses de la mort, c'est cette fluidité un peu dense te engourdie de la mort, que fait qu'en somme, il n'y a pas des morts, mais uniquement des noyés...”
    Jean Giraudoux, Intermezzo

  • #5
    Vladimir Nabokov
    “Beaming and melting in smiles of benevolence and self-effacement, they sidled up and plumped down next to Lucette, who turned to them with her last, last, last free gift of staunch courtesy that was stronger than failure and death.”
    Vladimir Nabokov, Ada, or Ardor: A Family Chronicle

  • #6
    Roman Jakobson
    “O fuzilamento de Gumilióv (1886-1921), a longa agonia espiritual e as torturas físicas levaram Blók (1880-1921) à morte, as privações cruéis e a morte desumana de Khlebnikóv (1855-1922), os suicídios anunciados de Iessiênin (1895-1925) e Maiakóvski (1893-1930). Assim pereceram, no curso dos anos 20 deste século, na idade de 30 a 40 anos, os inspiradores de toda uma geração. E cada um deles teve a nítida e insuportável consciência do irremediável.”
    Roman Jakobson, LA GENERATION QUI A GASPILLE SES POETES

  • #7
    Roman Jakobson
    “Ryléiev foi executado aos 31 anos. Aos 36, Bátiuchkov enlouquece. Aos 22 morre Venetínov, e aos 32 Diélvig. Aos 34, Griboiédov é assassinado, Púchkin aos 37 e Liérmontov aos 26. Suas mortes foram caracterizadas mais de uma vez como formas de suicídio. O próprio Maiakóvski comparava seu combate contra a vida cotidiana aos duelos de Púchkin e Liérmontov.”
    Roman Jakobson, LA GENERATION QUI A GASPILLE SES POETES

  • #8
    Peter Weiss
    “Marat o que aconteceu com nossa Revolução
    Marat não queremos mais esperar até amanhã
    Marat continuamos sempre gente pobre
    e queremos hoje as mudanças prometidas.”
    Peter Weiss, The Persecution and Assassination of Jean-Paul Marat as Performed by the Inmates of the Asylum of Charenton Under the Direction of the Marquis de Sade

  • #9
    Peter Weiss
    “MARAT
    O que é uma banheira de sangue
    perto do sangue que ainda há de correr
    Um dia pensamos que algumas centenas de mortos seriam o bastate
    depois vimos que mesmo milhares eram insuficientes
    E hoje não podem mais ser contados
    ali e em todo lugar
    em todo lugar
    (...)
    Simonne
    Ouço o clamor dentro de mim
    Simonne
    Eu sou a Revolução.”
    Peter Weiss, The Persecution and Assassination of Jean-Paul Marat as Performed by the Inmates of the Asylum of Charenton Under the Direction of the Marquis de Sade

  • #10
    Peter Weiss
    “SADE
    Olhai-os Marat
    olhai os antigos donos de todos os bens do mundo
    como transformaram em triunfo a sua queda
    Agora que lhes roubaram todos os prazeres
    O cadafalso guarda-os de tédio infindo
    Felizes sobem as escadas
    como se subissem ao trono
    Não é o cúmulo da corrupção”
    Peter Weiss, The Persecution and Assassination of Jean-Paul Marat as Performed by the Inmates of the Asylum of Charenton Under the Direction of the Marquis de Sade

  • #11
    Peter Weiss
    “SADE
    Desprezo essas manifestações da masa
    que giram em círculo vicioso
    (...)
    Desprezo todas essas boas intenções
    que se perdem nas vielas
    desprezo todos os sacrifícios
    feitos por alguma coisa
    Só acredito em mim mesmo.”
    Peter Weiss, The Persecution and Assassination of Jean-Paul Marat as Performed by the Inmates of the Asylum of Charenton Under the Direction of the Marquis de Sade

  • #12
    Peter Weiss
    “OS QUATRO CANTORES
    Pobre Marat em tua casa cercada
    estás adiantado um século de nós
    Enquanto tine a lâmpada lá fora
    e tuas palavras se decompõe
    escorre-se em sangue
    toda a verdade que aprendeste,”
    Peter Weiss, The Persecution and Assassination of Jean-Paul Marat as Performed by the Inmates of the Asylum of Charenton Under the Direction of the Marquis de Sade

  • #13
    Solomon Volkov
    “O título [da peça Vladimir Maiakóvski, do autor de mesmo nome] escondia uma revelação brilhantemente simples, a de que o poeta não é o autor, mas o objeto da poesia lírica, dirigindo-se ao mundo na primeira pessoa. O título designava não o autor, mas o conteúdo.
    Boris Pasternak”
    Solomon Volkov, St. Petersburg: A Cultural History

  • #14
    Nelson Rodrigues
    “O mineiro só é solidário no câncer.

    Atribuída a Otto Lara Resende no livro de mesmo nome.”
    Nelson Rodrigues, Otto Lara Resende ou Bonitinha, Mas Ordinária e O Beijo no Asfalto

  • #15
    Nelson Rodrigues
    “A companhia de um paulista é a pior forma de solidão.”
    Nelson Rodrigues

  • #16
    Nelson Rodrigues
    “Nem toda mulher gosta de apanhar, só as normais.”
    Nelson Rodrigues

  • #17
    Nelson Rodrigues
    “A fidelidade devia ser facultativa.”
    Nelson Rodrigues

  • #18
    Nelson Rodrigues
    “Eu, como artista, se tivesse de escolher um epitáfio, optaria pelo seguinte: - 'Aqui jaz Nelson Rodrigues, assassinado pelos imbecis de ambos os sexos.”
    Nelson Rodrigues

  • #19
    Fernando Sabino
    “Foi ele, esse iluminado de olhos cintilantes e cabelos desgrenhados, que um dia saltou dentro de mim e gritou basta! Num momento em que meu ser civilizado, bem penteado, bem vestido e ponderado dizia sim a uma injustiça. Foi ele quem amou a mulher e a colocou num pedestal e lhe ofertou uma flor. Foi ele quem sofreu quando jovem a emoção de um desencanto, e chorou quando menino a perda de um brinquedo, debatendo-se na camisa-de-força com que tolhiam o seu protesto. Este ser engasgado, contido, subjugado pela ordem iníqua dos racionais é o verdadeiro fulcro da minha verdadeira natureza, o cerne da minha condição de homem, herói e pobre-diabo, paria, negro, judeu, índio, santo, poeta, mendigo e débil mental. Viramundo! Que um dia há de rebelar-se dentro de mim, enfim liberto, poderoso na sua fragilidade, terrível na pureza de sua loucura.”
    Fernando Sabino, O Grande Mentecapto

  • #20
    Fernando Sabino
    “Você, Lord Byron, é inteligente também, mas uma inteligência fina, penetrante, como aço, como uma espada. Ao contrário de mim, você é mais capaz de se fazer amado do que de amar. Sua lógica é irresistível, mas impiedosa, irritante. É desses remédios que matam a doença e o doente. Você tem sentimento poético, e muito — no entanto é incapaz de escrever um verso que preste. Por quê? Sei lá. Há qualquer coisa que te contém, que te segura, como uma mão. Sua compreensão do mundo, da vida e das coisas é surpreendente, seu olho clínico é infalível, mas você é um homem refreado, bem comportado, bem educado, flor do asfalto, lírio de salão, um príncipe, o nosso Príncipe de Gales, como diz o Hugo. Tem uma aura de pureza não conspurcada, mas é ascético demais, aprimorado demais, debilitado por excesso de tratamento. Não se contamina nunca, e isso humilha a todo mundo. É esportivo, é atlético, é saudável, prevenido contra todas as doenças, mas, um dia, não vai resistir a um simples resfriado: há de cair de cama e afinal descobrir que para o vírus da gripe ainda não existe antibiótico. — Opinião de estudante de Medicina — e Eduardo pro- curava ocultar seu ressentimento com um sorriso. — Você, agora.
    (...)
    — E você, Eduardo. Você, o puro, o intocado, o que se preserva, como disse Mauro. Seu horror ao compromisso porque você se julga um comprometido, tem uma missão a cumprir, é um escritor. Você e sua simpatia, sua saúde... Bem sucedido em tudo, mas cheio de arestas que ferem sem querer. Seu ar de quem está sempre indo a um lugar que não é aqui, para se encontrar com alguém que não somos nós. Seu desprezo pelos fracos porque se julga forte, sua inteligência incômoda, sua explicação para tudo, seu senso prático — tudo orgulho. O orgulho de ser o primeiro — a vida, para você, é um campeonato de natação. Sua desenvoltura, sua excitação mental, sua fidelidade a um destino certo, tudo isso faz de você presa certa do demônio — mesmo sua vocação para o ascetismo, para a vida áspera, espartana. Você e seus escritores ingleses, você e sua chave que abre todas as portas. Orgulho: você e seu orgulho. De nós três, o de mais sorte, o escolhido, nosso amparo, nossa esperança. E de nós três, talvez, o mais miserável, talvez o mais desgraçado, porque condenado à incapacidade de amar, pelo orgulho, ou à solidão, pela renúncia. Hugo não disse mais nada. E os três, agora, não ousavam levantar a cabeça, para não mostrar que estavam chorando. O garçom veio saber se queriam mais chope, ninguém o atendeu. Alguém soltou uma gargalhada no fundo do bar. Lá fora, na rua, um bonde passou com estrépito.”
    Fernando Sabino, O Encontro Marcado

  • #21
    Fernando Sabino
    “— Kafka era um terrorista. Incentivar todas as situações terroristas, estabelecer o pânico, lançar o terror. — E a solução? — perguntou Mauro. — A solução é a conduta católica — respondeu o amanuense Belmiro. — A solução é o próprio problema, sabe como é? Não há solução. Imagino a seguinte cena: um congresso de sábios, os mais sábios do mundo, que se reuniram para resolver o problema dos problemas, o problema transcendental, oProblema, tout-court. — O problema o quê?
    — Tout-court. Vá à merda.
    — Ah, tout-court. Merci.
    — Pois bem: estão reunidos, os sábios, a postos para começar a trabalhar, encontrar a solução do problema, e o Presidente do Congresso dá por iniciada a sessão, anunciando que vai, enfim, dizer qual é o Problema que os reuniu. Faz uma pausa, e declara solenemente: “Meus senhores! O problema é o seguinte: Não há problema!” — E daí? — Daí os sábios terem de resolver o problema da inexistência do problema. É o terror.”
    Fernando Sabino, O Encontro Marcado

  • #22
    Fernando Sabino
    “— Imagine um elefante — disse ele.
    — Um elefante — disse o garçom.
    — Imagine dois.
    — Hum...
    — Um, não: dois!
    — Eu sei: dois.
    — Imagine três. Dez. Vinte.
    — Vinte elefantes — sorriu o garçom.
    — Agora, imagine cem, duzentos, mil.
    — Mil?
    — Mil. Se você é capaz. De mil, cinqüenta mil, cem mil elefantes. Você é capaz? — ... — Pois agora imagine um milhão. Um milhão de elefantes galopando, um milhão! Já imaginou?
    — Poeira, hein?
    — Poeira, nada: elefantes! Um milhão. Um bilhão, chega?
    — Um bilhão — o garçom repetiu.
    — Novecentos bilhões. Novecentos e noventa e nove trilhões! de elefantes. Não posso mais. Acho que chega, você que acha?
    — É muito elefante — concordou o garçom.
    — É: muito. Pois agora você imagine uma pulga.
    — Uma pulga — e o garçom suspirou, resignado.
    — Isso: novecentos e noventa e nove trilhões de elefantes, de um lado: e uma pulga, do outro lado. — Morou?
    — Não.
    — É o terror — arrematou ele. — Me dá um uísque”
    Fernando Sabino, O Encontro Marcado

  • #23
    Machado de Assis
    “Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas memórias póstumas”
    Machado de Assis, Memórias póstumas de Brás Cubas

  • #24
    Manuel Bandeira
    “Andorinha


    Andorinha lá fora está dizendo:
    — "Passei o dia à toa, à toa!"


    Andorinha, andorinha, minha cantiga é mais triste!
    Passei a vida à toa, à toa . . .”
    Manuel Bandeira

  • #25
    Manuel Bandeira
    “Porquinho-da-Índia


    Quando eu tinha seis anos
    Ganhei um porquinho-da-índia.
    Que dor de coração me dava
    Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
    Levava ele prá sala
    Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos
    Ele não gostava:
    Queria era estar debaixo do fogão.
    Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas . . .


    — O meu porquinho-da-índia foi minha primeira namorada.”
    Manuel Bandeira

  • #26
    Manuel Bandeira
    “O BICHO

    VI ONTEM um bicho
    Na imundície do pátio
    Catando comida entre os detritos.
    Quando achava alguma coisa,
    Não examinava nem cheirava:
    Engolia com voracidade.
    O bicho não era um cão,
    Não era um gato,
    Não era um rato.
    O bicho, meu Deus, era um homem.”
    Manuel Bandeira

  • #27
    Manuel Bandeira
    “João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num barracão sem número
    Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro
    Bebeu
    Cantou
    Dançou
    Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.”
    Manuel Bandeira

  • #28
    Manuel Bandeira
    “Desencanto

    Eu faço versos como quem chora
    De desalento... de desencanto...
    Fecha o meu livro, se por agora
    Não tens motivo nenhum de pranto.

    Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
    Tristeza esparsa... remorso vão...
    Dói-me nas veias. Amargo e quente,
    Cai, gota a gota, do coração.

    E nestes versos de angústia rouca
    Assim dos lábios a vida corre,
    Deixando um acre sabor na boca.

    - Eu faço versos como quem morre.”
    Manuel Bandeira

  • #29
    Nelson Rodrigues
    “O artista tem que ser gênio para alguns e imbecil para outros. Se puder ser imbecil para todos, melhor ainda.”
    Nelson Rodrigues, Flor de obsessão: As 1000 melhores frases de Nelson Rodrigues

  • #30
    Nelson Rodrigues
    “O brasileiro é um feriado.”
    Nelson Rodrigues, O Óbvio Ululante



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