uma vez, uma única vez em minha vida, não durante a anemia cerebral do sono, mas sim na realidade, uma porta se colocou diante de mim, a qual a pessoa que estava lá dentro não teria aberto, pois protegia a visão de seu abandono e terrível estado físico, ainda que o telhado sobre sua cabeça já ardesse em chamas. Eu era a única que tinha o poder de mover aquela fechadura: a pessoa que girou a chave acreditava mais em mim do que em deus, e eu também pensava assim, que, naquele instante fatal, eu era deus, sábia, ponderada, boa e racional. Nós duas estávamos enganadas, ela, que tinha confiança em
...more

