Carlo Coccioli

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Carlo Coccioli


Born
in Livorno, Italy
May 15, 1920

Died
August 05, 2003


Nato a Livorno nel 1920, laureatosi a Roma nel 1943, Carlo Coccioli si è specializzato in religioni orientali e in lingue e letterature camito-semitiche. Ha partecipato alla Resistenza ed è stato decorato con la medaglia d’argento al valore. Ha pubblicato il suo primo romanzo a Firenze, dove viveva, nel 1946. Nel 1949 si è trasferito a Parigi e nel 1953 a Città del Messico, dove è scomparso nel 2003. Autore di un’opera vasta e multiforme, composta in tre lingue e tradotta in tutto il mondo, può essere a buon titolo considerato uno dei maggiori scrittori italiani del ’900. Fra le altre sue opere ricordiamo almeno: Fabrizio Lupo, L’erede di Montezuma, Le corde dell’arpa, Documento 127, Uomini in fuga, Davide, Requiem per un cane, La casa di T ...more

Average rating: 3.74 · 230 ratings · 49 reviews · 56 distinct worksSimilar authors
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“Aceitei-me. Estou, porém, convencido que não estás em posição de compreender o significado pleno e total desta afirmação. Embora fazendo apelo a toda a simpatia, e mesmo à compaixão, que possas sentir por mim, apelando mesmo para a piedade em sentido humano e em sentido religioso, tu não poderás entender o que significa, para um homem como eu, aceitar-se. Terei de fazer, portanto, uma longa digressão: falar-te de mim em relação à solidão. Responde-me: ser-te-á alguma vez possível conceber que, até ao meu encontro com Roberto, eu nunca, absolutamente nunca, tivesse dito uma palavra de mim, sobre mim, a ninguém deste mundo? Responde-me: serás deveras capaz de avaliar a violência a que um ser humano, em boa saúde física e com um temperamento exuberante, tem de submeter-se para calar, para calar toda a sua vida? (...) A minha mãe (...) observava-me com um olhar que... sim, sentia naquele seu olhar uma interrogação, que aumentava até ao delírio a minha vontade de abrir a boca, de falar, de contar... mas calava-me! Houve um período em que me perguntava sem rodeios: qual seria para ti o supremo bem na vida? E, também sem rodeios, respondia: conseguir dizer a alguém aquilo que sou!”
Carlo Coccioli

“Na manhã seguinte, muito cedo, Fabrizio entrou numa igreja e, fixando o altar, disse humildemente:
«Pai: não vim pedir-te perdão nem agradecer-te. Só posso pedir-te perdão dos erros cometidos e, quanto às minhas opções, sabes que não tenho culpa. Não vim agradecer-te. É tal a felicidade que me invade, que é como se me fosse dada por um destino: nascida comigo, ou para mim, pelos séculos dos séculos. Vim aqui, Pai, testemunhar-te que ouvi a tua voz e identifiquei o teu sinal. Vim pedir-te que não me faças indigno dele. Vim dizer-te que, ao olhar Laurent, é a ti que descubro: tu já não és invisível, difuso, indiferente, mas vivo, concreto, actuante, confortante. Fonte de amor: amor. Ajuda-me por isso, tu que és amor, a amar. Ajuda-me a consumir-me no amor, a não temer o seu fogo, a não vacilar frente ao risco e ao medo do ridículo, a não traficar, a não aviltar, a não degradar, a não corromper. Ajuda-me a distinguir o verdadeiro amor do falso amor. Ajuda-me a não ceder às emboscadas dos inimigos do amor. Ajuda-me a suportar os ataques dos padres que, do amor, só conhecem o nome. Dos juizes que, com leis adulteradas, dão sentenças sobre o amor. Dos poetas, que elogiam os atributos, não a substância, do amor. Dos moralistas, que encarceram o amor numa prisão de dogmas. Ajuda-me, tu que és amor, agora que o teu tempo chegou.»
(...)
A carta era esta:
«Je t’ai parlé de plénitude: je veux te dire maintenant ce que je vois dans tes yeux. Chacun de nous possédait un paradis qu’un jour nous avons perdu ; la nostalgie de ce paradis nous fait vivre et quelquesfois nous fait mourir. Cela, si tu veux, Laurent, c’est de la litérature ; mais, quand je te regarde dans les yeux, et que tu me regardes un instant, ce n’est pas de la litérature : C’est le temp de Dieu. En toi, je le retrouve. Et je me retrouve mois-même. Je regardais hier soir (nous étions dans le metro) ta peau ; et je me disais : C’est ma peau. De tes mains, je disais : Ce sont mes mains. Je me sens si exalté devant cette découverte ! Je t’aime. Je n’ai plus peur. Tu es grand et beau comme le soleil ; quand tu ris, c’est un rayon de soleil qui sort de toi. Je t’aime.»”
Carlo Coccioli, Fabrizio Lupo

“«Custa muito – diz o príncipe Enrico ao Rapaz sem tirar os olhos da chama – elevarmo-nos acima de nós próprios e, desumanamente, observarmo-nos do exterior, isto é, observarmo-nos, não na nossa qualidade de habitantes deste planeta, enterrados até ao pescoço na sociedade dos homens e condicionados por ela, mas como nos poderiam observar os habitantes de um planeta remoto, com o mesmo distanciamento, com a mesma impassível desumanidade. Se conseguíssemos alcançar tal desdobramento, o que é que veríamos? Veríamos que há milhares de homens que, há milénios, vêm sulcando um caminho tão profundo que ninguém consegue sair dele, de tal modo que todos nós, embora nos julguemos livres, não o somos mais do que uma formiga que caminha com outras formigas dentro de uma mesma fila. Aqui, na terra, tudo é idealizado: idealizamos a nossa servidão ao grupo, ao indestrutível caminho, inventando determinadas palavras, venerando-as. Chamamos “bem”, ao caminho que, precisamente por um hábito ancestral, estamos habituados a percorrer e “mal” à terra livre, inexplorada, que se estende à sua volta. O que é a moral senão a idealização da nossa férrea dependência do “caminho”?»
Isto dizia o príncipe Enrico, apressado, e talvez o Rapaz o ouvisse, talvez não. Depois, o príncipe Enrico diz:
«Os nossos gestos são feitos por amor. Se admiramos um quadro, se ouvimos um trecho de música, se bebemos um copo de água, se contemplamos o céu, é por amor. E é pelas intenções que damos ao amor que seremos julgados.»”
Carlo Coccioli, Fabrizio Lupo

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