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Foucault’s Pendulum

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International bestselling and award-winning author Umberto Eco's Foucault's Pendulum is "an intellectual adventure story, as sensational, thrilling, and packed with arcana as Raiders of the Lost Ark or The Count of Monte Cristo" (The Washington Post Book World).

Bored with their work, three Milanese editors cook up "the Plan," a hoax that connects the medieval Knights Templar with other occult groups from ancient to modern times. This produces a map indicating the geographical point from which all the powers of the earth can be controlled — a point located in Paris, France, at Foucault’s Pendulum. But in a fateful turn the joke becomes all too real, and when occult groups, including Satanists, get wind of the Plan, they go so far as to kill one of the editors in their quest to gain control of the earth.

Orchestrating these and other diverse characters into his multilayered semiotic adventure, Eco has created a superb cerebral entertainment.

623 pages, Paperback

First published October 4, 1988

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About the author

Umberto Eco

916 books12.4k followers
Umberto Eco was an Italian medievalist, philosopher, semiotician, novelist, cultural critic, and political and social commentator. In English, he is best known for his popular 1980 novel The Name of the Rose, a historical mystery combining semiotics in fiction with biblical analysis, medieval studies and literary theory, as well as Foucault's Pendulum, his 1988 novel which touches on similar themes.

Eco wrote prolifically throughout his life, with his output including children's books, translations from French and English, in addition to a twice-monthly newspaper column "La Bustina di Minerva" (Minerva's Matchbook) in the magazine L'Espresso beginning in 1985, with his last column (a critical appraisal of the Romantic paintings of Francesco Hayez) appearing 27 January 2016. At the time of his death, he was an Emeritus professor at the University of Bologna, where he taught for much of his life. In the 21st century, he has continued to gain recognition for his 1995 essay "Ur-Fascism", where Eco lists fourteen general properties he believes comprise fascist ideologies.

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Community Reviews

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5,531 (7%)
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2,474 (3%)
Displaying 1 - 30 of 55 reviews
Profile Image for Carmo.
744 reviews592 followers
January 16, 2015
Depois de passar pelo purgatório que é o inicio deste livro, depois da física, da matemática, de tanta filosofia e metafisica, e das intermináveis frases em latim, depois deste cabo das tormentas, estamos prontos para tudo. E é aí que a coisa melhora. ou não
Os templários: a mítica ordem de monges guerreiros, guardiões de segredos e tesouros; perseguidos e extintos de uma forma eficaz mas tão absurda que levanta suspeitas suficientes para os tornar num mito e multiplicar lendas à sua volta. Estava lançado o desafio.
Três amigos reúnem-se através de uma editora que se dedica a publicar livros sobre misticismo e ciências ocultas. A descoberta de um manuscrito relacionado com os Templários serve de pretexto para a criação daquilo a que chamam O Plano, ou seja, uma investigação e reunião de provas que possa corroborar a existência de um segredo lendário ligado à Ordem e ao seu desaparecimento.
Ora isto é o que o comum dos mortais gosta mais: o mistério, a suspeita de um segredo de tão grande importância que tenha levado uma ordem religiosa a deixar-se morrer por ele, quem sabe, uma revelação que mude o rumo da humanidade... não eram os Templários possuidores de grande sabedoria, riqueza e poder?
Ao principio levei as teorias a sério, mas a dada altura já eles entravam numa espiral de delírio e contradições, congeminavam teorias da conspiração e ligações absurdas. Era a paródia total e qualquer um podia ter ligações aos templários, desde Raymond Chandler dos policiais até ao Rick de Casablanca. Eles divertiam-se e eu questionava onde é que o autor nos queria levar com aquele cocktail de disparates. A teoria ruiu como um baralho de cartas, mas ficou a ideia de que quando queremos estabelecer uma ligação somos nós que criamos os enredos e ligamos as pontas de modo a que batam certo e sejam, aparentemente, credíveis. Foi o que eles fizeram. O pior da brincadeira foi quando foram levados a sério por quem acreditava haver um segredo e estava disposto a tudo para o obter.
A partir daqui o livro ganha contornos policiais e culmina numa cerimónia excêntrica e duma violência absolutamente inesperada.
Contudo, a história não acaba aqui, e é também aqui que se percebe que o importante não era desvendar o segredo. Afinal qual é a importância de um segredo? O mais importante é manter a aura de mistério, manter as pessoas agarradas a uma ideia, a uma suspeita. É isso que sustenta seitas e sociedades secretas; o poder que confere a posse de algo que todos querem possuir mas só uns quantos conquistaram. Se o segredo fosse revelado – e a maioria das vezes não há segredo nenhum - seria o fim, deixaria de haver motivo de devoção por parte de uns, e de controlo por parte de outros.
Mas o livro é muito mais que perseguições e reviravoltas à roda dos Templários, à primeira vista tem muito mais conteúdo do que o necessário, mas chegando ao fim, será que não houve um fio condutor que nos levou por todos aqueles atalhos para podermos encontrar um sentido no final?
A investigação feita para escrever uma obra desta dimensão deve ter levado anos e o volume de informação que contém é precioso e impossível de reter na totalidade. Para quem gosta da temática pode tornar-se um livro de consulta e de estudo.
Foi um namoro atribulado, de vez em quando fazia-me amuar e abandonava-o por uns dias, não foi fácil seguir a história; desvendar a linguagem de H. Eco é um quebra cabeças; o vocabulário é demoníaco e às vezes nem o dicionário o reconhece, mas por outro lado é um desafio seguir a narrativa e tentar encontrar-lhe lógica, e um prazer ler passagens de um sentido de humor subtil e delicioso.
E houve tanto que ficou por entender...
Profile Image for Teresa.
1,492 reviews
January 7, 2018
Das setenta páginas que li, pouco percebi e o que percebi não me interessa.
Desisto.
Profile Image for Elisa Santos.
398 reviews1 follower
January 22, 2022
Gostei imenso do princípio e do fim. O meio teve picos de interesse e picos de aborrecimento. Mas o Mestre é o Mestre.
A ser relido.
No entanto, o meu top deste autor ainda é O Nome da Rosa.
Profile Image for Ana Paulino.
84 reviews14 followers
May 5, 2020
Ler este Eco foi uma das melhores aventuras literárias que já fiz. Chamo-lhe mesmo aventura porque me desafiou e questionou até ao meu limite, mas sem nunca me fazer desistir dele. Entramos no universo dos Templários e dos Rosa-Cruzes para uma lição de história avassaladora. Não sabem muito, ou mesmo nada sobre os Templários e os Rosa-Cruzes?? Não há problema, embora todo o livro SÓ fale disso, eles estão aqui porque aquilo que Eco faz é dar-nos uma lição sobre historiadores, académicos, escritores e editores, em última análise, sobre a forma como gerimos e lidamos com os nossos pensamentos, ideias, ideais e motivações. Logo no início, quando a personagem principal, Casaubon conhece Belbo, este último (que embora seja este o primeiro livro de Eco que leio, sugere uma personificação do próprio autor), um dos cabecilhas de uma editora de Milão, baseado nos perfis de candidatos a editados pela Garamond, distingue os "estúpidos" dos "doidos": "Todo o grande pensador é o estúpido de outro. (...) A estupidez de um pensamento é a incoerência de outro pensamento. (...) O estúpido tenta demonstrar a sua tese, tem uma lógica retorcida, mas tem-na. Em contrapartida, o doido não se preocupa em ter uma lógica, procede por curto-circuitos. Para ele tudo demonstra tudo. O doido tem uma ideia fixa, e tudo o que encontra lhe serve para a confirmar." E, é a partir desta lógica que desenvolve toda a sua narrativa, a partir destas duas personagens à qual se junta uma terceira, Diotallevi, que formam o centro nuclear desta história que, na realidade, não nos tenciona ensinar a história dos Templários ou dos Rosa-Cruzes, mas sim, demonstrar exemplos deste tipo de pessoas: os estúpidos, os doidos, aos quais junta os "cretinos" e os "imbecis". Ao longo das 545 páginas desta edição da DIFEL (que tem uma tradução e uma revisão de bastante má qualidade), vamos conhecendo diversas personagens que se encaixam nas categorias em cima, tentando, através de discursos muito inflamados, explosivos, vigorosos, acções fundamentalistas, extremistas e ritualistas, distinguir cada uma delas, tentando manter estas 3 personagens principais, como aquio que Belbo apelida como "normal" que é a pessoa que "mistura, de forma razoável, todas estas componentes, todos estes tipos de ideias. No entanto, julgo que, só quando, de repente e por uma glória surpresa, conhecemos o sábio! E, é à luz da diferença entre ele e o resto de todos a quem já fomos apresentados, os nossos 3 amigos também, que conseguimos discernir e distinguir os doidos, dos estúpidos, dos imbecis e dos cretinos.

Estamos em Itália, vamos a França e até ao Brasil, viajamos por todos os tempos da história dos Templários, e percebemos que, por mais quilómetros que façamos e por mais séculos que passem, o ser humano mantém esta consistência, sem evolução aparente. E que só está salvo dela, quem se conseguir distanciar do calor que as paixões fazem assolar ao coração. Este livro é tanta coisa, mas acima de tudo é uma crítica acérrima, pejada de ironia, mais ou menos dura, que acerta "naquele que só vê o que escolhe ver". Dá-nos conta de como toda a ansiedade inconsciente, que julgamos passional, nos cega e nos conduz ao abismo do fundamentalismo e da crença que temos nele: "Naquele dia tinha-me tornado incrédulo. Isto é, arrependi-me de ter sido. Tinha-me deixado levar por uma paixão da mente. É isto a credulidade." À forma como nos deixamos envolver por um plano, O Plano que nos leva, sozinhos, claro, porque, ao sermos estúpidos, doidos, imbecis e cretinos, nos julgamos mais sábios que os outros que consideramos estúpidos, doidos, imbecis e cretinos e só nós conseguiremos desvendar o Segredo que nos conduzirá, finalmente, à meta de todas as metas dos intelectuais: O Santo Graal.

É uma leitura pesada, lenta, porque dois terços deste livro, são referências históricas e literárias que, até os literados têm dificuldade em reconhecer e assimilar, muito menos o mais comum dos mortais. E, só por isso, não lhe dou as 5 estrelas que sei que merece. No entanto, é uma leitura muito divertida, soltei várias gargalhadas e sorrisos, ao longo das 3 semanas que passei com ele, lendo uma média de 40 páginas por longas noites de 5 horas. Um livro que não conseguia começar a ler antes das 23:30, talvez porque precisava da noite para me conseguir envolver na obscuridade de todas as teorias da conspiração apresentadas. Um livro que me fez olhar para o movimento dos Flatearthers de uma outra perspectiva (nunca positiva, obviamente) e que me fez entender melhor o documentário que vi, no final do ano passado "Don't Fuck With Cats", que nos mostrava como o nosso fundamentalismo sobre as acções erradas de outro, pode ter efeitos colaterais inimagináveis. O que julgamos de sagrado para nós e que defendemos com unhas e dentes, sem olhar a meios, pode cegar tantos e prejudicar muitos mais.

Assim, o Pêndulo de Foucault, torna-se um livro que recomendo, a quem tem paciência e perseverança, a quem aprecie um livro pelo que nos ensina, ao invés do seu enredo e, acima de tudo, a quem não se assusta com a ideia de se confrontar com o seu eu que é estúpido, doido, imbecil e cretino. No entanto, e apenas uma ressalva, a quem quiser ler o livro, desaconselho a leitura desta edição da Difel, por estar tão pobremente traduzida e revista, que acaba por tirar algum do prazer à leitura.
Profile Image for Ricardo Lourenço.
Author 4 books34 followers
January 24, 2011
“Assim desapareceram os cavaleiros do Templo com o seu segredo, na sombra do qual palpitava uma bela esperança da cidade terrestre. Mas o Abstracto a que estava preso o seu esforço prosseguia em regiões desconhecidas a sua vida inacessível... e mais de uma vez, no decorrer dos tempos, deixou fluir a sua inspiração nos espíritos capazes de acolhê-lo.”
(Victor Emile Michelet, Le secret de la Chevalerie, 1930)

Ao longo do séc. XX, assim como do presente século, as teorias da conspiração serviram de base a diversas obras de ficção, desde os filmes e séries televisivas à literatura, algumas delas com bastante sucesso, como a série Ficheiros Secretos e o fenómeno de vendas de Dan Brown com o seu livro Código Da Vinci. A obra de Umberto Eco encontra-se, no entanto, num patamar de erudição bem acima da média, algo que o escritor italiano não deixa de demonstrar em O Pêndulo de Foucault, onde se verifica como este é capaz de gerir uma quantidade de informação atípica em trabalhos ficcionais.

“Mas então esta história continua até ao infinito?”
“Assim é. E é a astúcia dos Senhores.”
“Mas o que querem que a gente saiba?”
“Que há um segredo. Senão para quê viver, se tudo fosse como parece ser?”
“O que as religiões reveladas não souberam dizer. O segredo está para além disso.”

Casaubon, o narrador, é um estudante que se encontra a trabalhar na sua tese de doutoramento acerca dos Templários, ordem extinta após o seu Grão-Mestre ter sido condenado à morte no séc. XIV, embora existam, ainda hoje, lendas acerca da sua preservação até aos tempos modernos, apontando para uma existência rodeada de mistérios. Em Milão conhece os editores Jacopo Belbo e Diotallevi, dos quais não só se tornará colega de trabalho, mas também na peça central que permite ao trio desenvolver uma intrincada teoria da conspiração, denominada de Plano, que atravessa diversos séculos, culturas e organizações, em que conjugam factos históricos com especulações baseadas nas ciências do oculto.

“Você tinha razão. Qualquer dado se torna importante se for ligado a outro. A conexão altera a perspectiva. Induz a pensar que todos os indícios, todos os boatos, todas as palavras escritas ou faladas não têm o sentido que parecem ter, mas que se está a falar de um Segredo. O critério é simples: suspeitar, suspeitar sempre. Pode-se ler nas entrelinhas até de uma placa de sentido proibido.”

De mero passatempo, a constituição do Plano passa a ocupar plenamente a vida dos protagonistas, que apresentam uma cadeia de associações de ideias deveras impressionante, desencobrindo obscuras simbologias onde aparentemente o significado se revela simples e claro. Esta complexidade, que resulta em longos períodos de exposição de informação, torna-se ainda mais surpreendente quando o autor, sem piedade, destrói a elaborada estrutura do Plano, construída ao longo de centenas de páginas.

“O vosso plano não é poético. É grotesco. Ninguém se lembra de voltar a incendiar Tróia só porque leu Homero. Com ele o incêndio de Tróia tornou-se uma coisa que nunca existiu, que nunca existirá e no entanto existira sempre. Tem muitos sentidos porque é tudo claro, tudo límpido. Os teus manifestos dos Rosas-Cruzes não eram claros nem límpidos, eram um borborigmo e prometiam um segredo. Por isso tantos procuraram fazer com que se tornassem verdadeiros, e cada um descobriu o que lhe apeteceu. Em Homero não há nenhum segredo. O vosso plano está cheio de segredos porque está cheio de contradições. Larguem isso tudo. Homero não fingiu. Vocês fingiram. Ai de quem finge, todos acreditam nele.”

O Pêndulo de Foucault é, como refere Anthony Burgess, um triunfo intelectual, um livro que comprova o poder do conhecimento, mas que também torna visíveis os seus perigos. Uma crítica à busca por segredos que não existem, à manipulação de factos concretos para construir hipóteses sem fundamento, alimentando uma fome impossível por satisfazer: a fome do desconhecido, a ânsia por alcançar uma verdade intocada, que perigosamente dilui a barreira que separa a ilusão da realidade.

“Veja bem, Casaubon, até o Pêndulo é também um falso profeta. Você olha para ele, julga que é o único ponto imóvel no cosmos, mas se o tirar da abóbada do Conservatoire e o for pendurar num bordel funciona à mesma. Há outros pêndulos, um está em New York no palácio da ONU, outro em San Francisco no museu da ciência, e sabe-se lá quantos mais há. O pêndulo de Foucault está parado com a Terra a girar por baixo dele seja onde for que se encontre. Cada ponto do universo é um ponto imóvel, basta prender-lhe o Pêndulo.”
“Deus está em toda a parte?”
“Num certo sentido sim. É por isso que o Pêndulo me perturba. Promete-me o infinito, mas deixa-me a mim a responsabilidade de decidir onde é que quero tê-lo. Assim não basta adorar o Pêndulo onde ele está, é preciso tomar de novo uma decisão, e procurar o ponto melhor.”
Profile Image for Breno Filo.
73 reviews3 followers
February 19, 2017
"Que tenha escrito ou não, não faz diferença. Procurariam sempre um outro sentido, até mesmo no meu silêncio. Foram feitos assim. Estão cegos à revelação... Mas vá-se lá dizer-lhes. Não tem fé." ~ (ECO). Dos mais grandiosos textos de suspense que já li, no qual, para mim, foi impossível ler sem pensar na importante dimensão crítica ao poder e a ganância que entrecruzam as organizações religiosas, de toda e qualquer natureza, e a tendência de transformação de qualquer prática espiritual em algo que leva a infelicidade. Assim como, também, pude sentir através das três personagens, o quão pode ser imenso o aprendizado ao perscrutar as mais diferentes culturas místicas... a criatividade humana não tem limites :D
Profile Image for tiago..
500 reviews130 followers
March 2, 2026
Umberto Eco é um portento. Além de ser um dos grandes filósofos do século XX, tinha um nível de cultura geral que, não tenho dúvida, poucas pessoas no rodar dos muitos séculos conseguiram atingir; e tudo isso brilha no monumento de erudição que é este Pêndulo de Foucault.

Já quanto ao seu talento de romancista, tenho certas reservas.

Ora neste Pêndulo, três editores entediados numa editora milanesa partem das alucinadas reivindicações de um homem que com eles se encontra para publicação de um livro para elaborar uma complexa e rebuscada teoria da conspiração sobre um segredo que os templários guardaram durante largos séculos - um segredo que lhes permitiria ganhar controlo da ordem mundial. Neste complô há um pormenor nada negligenciável: era tudo uma patranha, um jogo intelectual estapafúrdio. A elaboração desta teoria é descrita com grande detalhe, em dezenas de páginas de baboseiras praticamente ininteligíveis. Eis um eloquente exemplo:
Isto nos Cosmos Abortados, em que o sopro venéfico dos Arcontes se expande no Éter cósmico. Mas não nos percamos pelo caminho. A seguir ao Motor e às duas Rodas vem a Embraiagem, a sefirah da graça que estabelece ou interrompe a corrente de Amor que liga o resto da Árvore à Energia Suprema. Um Disco, um mandala que acaricia outro mandala. Daí o Escrínio da Transformação - ou das mudanças, como dizem os positivistas, que é o princípio do Mal porque permite à vontade humana afrouxar ou acelerar o processo contínuo da emanação. Por isso as mudanças automáticas são mais caras, porque aqui é a própria Árvore que decide de acordo com o Equilíbrio Soberano. Depois vem uma Junta, que por acaso toma o nome de um mago renascentista, Cardano, e portanto um Par Cónico - note-se a oposição com o quarteto dos Cilindros no motor - em que há uma Coroa (Keter menor) que transmite o movimento às rodas terrestres. E aqui torna-se evidente a função da sefirah da Diferença, ou diferencial, que com majestoso sentido da Beleza distribui as forças cósmicas às duas Rodas da Glória e da Vitória, que num cosmos não abortado (de tracção à frente) seguem o movimento ditado pelas Rodas Sublimes.

Como é fácil de imaginar, ler dezenas de páginas de semelhante pastelão é um tédio abominável. E o meu problema nem é que estas passagens sejam particularmente difíceis de compreender (porque com vontade de fazer pesquisa, não o são), mas que, por um lado, são omnipresentes, e, por outro, não versam de outra coisa que não baboseiras, como o próprio Eco acaba por admitir mais à frente no livro, o que as torna profundamente desinteressantes. Compreendo perfeitamente porque Eco decidiu incluir estas passagens - porque quer ilustrar como alguém se pode perder em semelhante enredar de fios, como uma patranha qualquer se pode transformar numa obsessão pouco saudável - mas o abuso deste género de passagens acaba por tornar grande parte do livro aborrecido e por fazer com que o cérebro acabe por saltar automaticamente estes parágrafos e, com eles, partes muito extensas deste livro.

A conclusão do livro é provavelmente a parte mais interessante - em que os criadores deste bordado de parvoíces se vêem perseguidos por uma seita de psicopatas que acreditaram na sua patranha, e em que Eco reflete nas razões pelas quais semelhantes pessoas se deixam enredar nas mais mirabolantes teorias da conspiração. Resume-se muito bem numa frase que Eco pede emprestada - talvez a Chesterton, diz ele - e que põe nos lábios do seu protagonista: «(...)desde que os homens deixaram de acreditar em Deus, não é que já não acreditem em nada, acreditam em tudo.»

Mais relevante para os dias de hoje, impossível.
This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Olga.
180 reviews
April 23, 2026
Uma história sobre encontrar sociedades secretas e as sociedades secretas te encontrando pra continuarem secretas
23 reviews1 follower
December 19, 2013
Leitura realizada em italiano.
Não cheguei a perceber qual a relação de um pêndulo com a história, mas foi interessante pois falava de temas interessantes.

Templários, Rosa-Crucianos e Maçonaria: organizações (consideradas) secretas que carregam tanto mistério e dúvidas. Menciona Portugal e a bela cidade de Tomar e isso cativou-me. Também alguns dos capítulos passam-se no Brasil e aí conseguimos ver a magia que nós portugueses levamos através do Oceano. Talvez possamos ligar este livro à lenda do Quinto Império, ou aos mistérios por desvendar do Início das Descobertas.

Quem sabe? Talvez as teorias sejam verdade, talvez não... mas foi uma leitura cativante e proporcionou várias pesquisas e aumentou o meu conhecimento: quer no que toque ao misticismo templário, quer à língua italiana.

Aconselho!
Profile Image for Marcus Athaydes Liesenfeld.
303 reviews4 followers
October 1, 2023
Um mistério recehado de citações, referências e mais referências, teorias da conspiração, seria um grande manual de sociedades secretas? Seria a história da busca exagerada de uma explicação para um mistério, tão complexa, tão intrincada e cheia de volteios e de pistas perdidas, tão interessante se não fosse contada pelo mestre Umberto Eco? Certeza que não, ninguém conseguiria, não com maestria.
Profile Image for Gláucia Renata.
1,328 reviews40 followers
October 16, 2014
Avalio a obra pelo modo como ela me tocou, me envolveu e não pelo seu valor literário, que reconheço ser elevado quando se trata de Umberto Eco. Não apreendi seu significado, sua essência e foi realmente difícil terminar a leitura. Um mau momento talvez?
Profile Image for Gustavo Behr.
Author 1 book25 followers
December 29, 2021
Uma lição minuciosa sobre templários e as suas inúmeras teorias da conspiração, destilada com humor e ironia.
Profile Image for Ricardo Lopes Moura.
103 reviews1 follower
April 23, 2024
Umberto Eco lança umas sementes de policial, para logo regredir no tempo e vomitar capítulos de conhecimentos enciclopédicos sobre os templários e os rosa-cruzes e assuntos relacionados, brincando inteligentemente com os temas, mas testando a paciência dos leitores até ao limite do tolerável.
O Pêndulo de Foucault não é uma leitura rápida nem agradável, antes uma de esforço e dedicação, apenas para mais tarde concluir que 90% do que se leu era palha e apenas 10% material útil, mas distinguir um do outro revela-se um exaustivo trabalho de peneira.
Profile Image for Filipe Moreno.
58 reviews1 follower
May 17, 2026
Esse livro é tão complexo que durante a leitura me peguei refletindo sobre diversas coisas.

"O Pêndulo de Foucault" era o livro que faltava ler no meu box do Umberto Eco. Decidi lê-lo por conta do Michel Foucault, pensei que pudesse haver alguma referência, mas foi uma confusão bem ingênua da minha parte. O pêndulo é de outro Foucault.

Pouco mais de 100 anos antes do nascimento de Michel Foucault, nasceu Léon Foucault. Muito diferente de Michel Foucault, o Léon Foucault foi um físico e ficaria conhecido pelo seu pêndulo que demonstrava o movimento de rotação da Terra. Essa confusão calhou de ser a minha primeira reflexão que de alguma maneira se inseriu na narrativa do livro. Ainda sem ser consciente da confusão, como eu podia conectar Michel Foucault ao que estava lendo?

Talvez o plano dos templários. A ordem dos templários supostamente dissolvida escondia um plano de dominação/poder. Parecia algo interessante de pensar, mas pouco crível com o meu avanço na leitura.

Foi depois da parte do Brasil (a minha preferida do livro) que eu fui deixando de lado esse esforço. O retorno de Casaubon para a Itália e o seu reencontro com Belbo e Diotallevi marcam a verdadeira construção daquele plano que nas primeiras páginas do livro é um grande mistério.

São tantas informações, tantas conexões que é impossível não se perder. O que antes parecia uma brincadeira, torna-se uma verdadeira conspiração. As teorias mais absurdas, como a da Terra Oca, vão surgindo e enriquecendo tudo aquilo. Nesse ponto, eu fui comprando também o plano. Tentando acreditar, mas ao mesmo tempo pensando "como tudo isso é uma grande viagem".

É impossível não começar a questionar o que real naquilo tudo. Mas é essa a grande discussão: o que é real? Ou melhor, o que se torna real para a gente? Quando essa reflexão se tornou mais presente, comecei a pensar numa espécie de metalinguagem. Afinal, o Umberto Eco para escrever essa história teve que criar toda essa narrativa em cima de documentos reais, mas sem uma conexão explícita entre eles. Era o que os personagens faziam. Era tanta criação que no fim eu nem sabia mais se acreditava no que Casaubon escrevia.

"O Pêndulo de Foucault" é um livro muito difícil, em todos os sentidos, mas ele conta a história de algo que hoje em dia se torna cada vez mais forte, as teorias da conspiração. Tudo pode começar como uma curiosidade, uma brincadeira, mas quando a criação se torna real para você, a sua vida se torna ela e não ter mais essa criação se torna insustentável.

PS: definitivamente, não é um livro sobre Michel Foucault. A não ser que você queira brincar de conspiracionismo.
Profile Image for Iceman.
357 reviews27 followers
December 30, 2012
Há livros que a gente lê e logo os arrumamos na prateleira para só voltar a pegar neles apenas para lhes limpar o pó. Outros há que os recomendamos e mostramo-los a toda a gente que lá vai a casa, dizendo: "grande livro, aconselho". Outros há ainda que depois de lidos, são feitos vários projectos de releitura e são constantemente afagados, folheados, sempre recordados como um amigo muito especial. Finalmente existem aqueles que nem sabemos que rótulo lhes dar nem como classificá-los.

Este "Pêndulo de Foucault" é um desses livros que nem sei o que dizer.

Para quem conhece ou já leu algum livro de Umberto Eco, decerto saberá que ler o que ele escreve, torna-se, grosso modo, um exercício difícil. Para além de ter o costume de colocar inúmeras citações em latim e outros idiomas, geralmente consegue criar todo um cenário onde o leitor tem que possuir alguns conhecimentos, alguma cultura, para além de alguma paciência.

Extremamente eruditos, o que por si só já tornam os livros algo complicados de acompanhar, Eco gosta também de brincar com as situações que vai criando e sobretudo expor opiniões e conceitos cientifico e filosóficos, sem falar também na forma exaustiva como descreve algumas situações que, várias vezes, não levam a lado nenhum. Ou seja, tal como dizia uma amiga, é por vezes um chato.

Neste "Pêndulo de Foucault" ele não foge a isso, bem pelo contrário.

Três homens, que não são propriamente amigos, acabam por se unir a uma pequena e estranha editora no sentido de escreverem um livro místico com a intenção de o tornarem um best-seller.

Devido a um igualmente estranho acontecimento, esses três homens começam a colectar dados e factos sobre várias sociedades secretas, sobretudo sobre as suas Histórias, os Homens que estiveram por detrás delas, seus rituais, etc. Assim, acabam por descobrir vários elementos comuns, que os levam a considerar a hipótese da existência de um "Plano" secreto cuja mensagem teria sido criada pelos Templários antes da sua oficial extinção, mas que ainda poderia ser posto em prática nos dias de hoje por eventuais sociedades secretas que se consideravam procedentes dos Templários.

A partir daí há todo um desenrolar de acontecimentos que vão tomando um rumo cada vez mais sério e perigoso, até ao ponto desses três homens sentirem as suas vidas em perigo por alguém que julga ser capaz de avançar com esse "Plano".

Numa prosa altamente erudita, é claríssima a intenção de Eco em parodiar com as teses de conspirações atribuídas a essas sociedade secretas, sobretudo no que diz respeito à numerologia - e nisso existem partes deliciosas -, rituais e outras tradições ocultas.

O nome "Pêndulo de Foucault" é apenas uma metáfora utilizada por Eco no sentido de contrapor a experiência de Michel Foucault a esse hipotético Plano dos Templários. Ou seja, ambos oscilam de uma forma regular ao longo da eternidade, esquerdo - direito, verdade - mentira. Depende sempre do julgamento e das crenças de cada um.

É um livro cheio de curiosidades Históricas, científicas e ocultistas, onde Umberto Eco efectua realmente um bom trabalho de escrita, mas que acaba por sair algo extremamente pesado para um leitor comum, até porque é um livro em constante luta com o leitor, não apenas na sua extensa erudição, como também pondo-nos à prova crenças e teorias.

Não desgostei, mas também não gostei.

Até porque várias vezes tive que voltar atrás para reler certos parágrafos, e simplesmente porque chegou a ser entendiante a narração da história e no final, depois de me aperceber do significado de tudo aquilo, acabei por concluir que foi pouco o prazer que o livro me deu.

Já tenho lido que este é um livro similar ao "Código Da Vinci". Não se iludam, está muito longe de ser um livro do mesmo género, pois abordar os Templários e outras sociedades, não os assemelha. Este livro é muito denso e cansativo, possui uma linha e um objectivo completamente diferente, assim como a própria escrita e coerência entre os escritores são diferentes, mas e neste casos Umberto Eco ganha por k.o. ao nível da informação prestada, pese embora perca ao nível do entretenimento.
Profile Image for Paulo Balbe.
12 reviews
June 26, 2023
Uma formidável estória de conspiração muito bem trabalhada pelo autor com lastro em uma vasta compilação de símbolos, alegorias e mistérios sobre os templários e uma amostra significativa dos cultos, comunidades esotéricas, sociedades secretas (ou discretas) dos séculos XVII, XVIII, XIX e XX.

A obra, com capítulos estruturados em ordem assemelhada à árvore da vida da Cabala judaica, apresenta um desenrolar da trama em paralelismo à criação. O surgimento enquanto ideia e sua concretização no mundo da vida.

3 editores (Jacopo Belbo, Dioltalevi e Causabon) que trabalham para uma determinada casa editorial em Milão (Itália), originalmente incumbida da publicação de livros acadêmicos sérios sob a marca Garamond (e outos nem tanto, sob a marca Manuzio), passam a entrar em contato mais o universo dos templários sob inicial influência de um deles (Causabon) que terminara uma tese sobre o tema.

Após terem recebido o contato de um autor Sr. Ardenti), desejoso de ver publicado um material pretensamente revelador sobre os templários, seguido do seu misterioso desaparecimento, segue-se uma paulatina incursão em seara misteriosa, enigmática, dos símbolos esotéricos e da história.

O trabalho tem início sob o mote exclusivo de verter textos de autores inspirados pelas doutrinas secretas e misticismo (apelidados de ‘diabólicos’) para um mercado editorial ávido pelo consumo dessa espécie de literatura. O propósito é o lucro.

O contato frequente com os temas e os autores “diabólicos” leva os 3 editores a, por diletantismo, elaborar um plano, exercendo sua criatividade na pretensão de estruturar uma versão fictícia do plano dos templários.

Tentativas de decifrar uma lendária mensagem codificada endereçada aos templários, de autoria de Jacques De Molay (a lenda da mensagem escondida em uma carroça carregada com feno, saindo do templo de Paris para local desconhecido, 2 dias antes da prisão de Jacques De Molay).

A trama converge para a tentativa de descobrir o teor da mensagem, que supostamente repassava instruções a templários clandestinos (os 36 invisíveis), espalhados pela Europa (Inglaterra, Alemanha e França), para a continuidade do plano.

O papel da informática ganha destaque com o uso do computador de Jacopo Belbo e seu “word processor” (provavelmente um software em DOS com uso de Visual Basic do início dos anos 80), utilizado para codificar e decodificar textos, fazendo permutações com as palavras mediante técnica de análise combinatória (cálculo fatorial). O aparelho foi apelidado por Belbo de “Abulafia” em homenagem à Abraham Abulafia e sua doutrina cabalística da gematria (Hokmath ha Zeruf).

E qual seria, então, o segredo dos templários? O umbilicus teluris, o centro do mundo, uma posição geográfica especial para a qual confluem as correntes telúricas ou forças eletromagnéticas geradas pelo planeta em combinação com os demais astros do universo. Um ponto a partir do qual seria possível o controle das forças que governam a natureza neste planeta.

Como descobrir a exata localização dessa fonte de poder? Um mapa. Pistas sobre sua existência teriam sido espalhadas no suceder dos séculos, considerando a falha no reencontro dos sucessores dos templários (supostamente pela equivocada interpretação das datas resultante das alterações do calendário). Um mapa não convencional, cuja correta leitura depende de um instrumento: o pêndulo de Foucald, localizado no Museu de Artes e Ofícios, localizado no prédio do antigo priorado de Saint-Martin-des-Champs, em Paris.

Uma história bem trabalhada, talvez com excesso de informações para o leitor comum, que denuncia a necessidade humana de um mistério como forma de preencher a sensação de vazio existencial, possivelmente como incapacidade de vivenciar uma experiência transcendental na própria vida cotidiana.
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Profile Image for Nuno Ribeiro.
Author 5 books30 followers
August 8, 2011
Este livro extraordinário é definitivamnete um dos melhores livros que já li. Umberto Eco criou uma obra recheada de cultura e erudição, contendo referências com um rigor irrepreensível que variam desde a ciência e engenharia até à História, Filosofia, Religião e Esoterismo e ciências do oculto, magistralmente combinados numa história que é impossível por de lado até chegar ao fim.

Começando com uma soberba descrição do Pêndulo de Foucault, como centro imóvel do Universo, o autor vai-nos relatando a génese e as características de um Plano secreto traçado pela Ordem dos Templários, criada por Hugo de Payens em 1118 com o apoio de 8 cavaleiros e do rei de Jerusalém Balduíno II, para o controlo de uma fonte inesgotável de energia, idealizado logo a seguir à sua extinção no séc. XIV aquando da condenação à morte do seu último grão-mestre, Jacques de Molay às mãos do Papa Clemente V e do rei Filipe I de França; a destruição da Ordem do Templo propiciou ao rei francês não apenas os tesouros imensos da Ordem (que estabelecera o início do sistema bancário), mas também a eliminação do exército da Igreja, o que o tornava senhor rei absoluto, na França. A realização do Plano descrito neste livro teria que ser adiada até ao momento em que o desenvolvimento tecnológico e científico da espécie humana atingisse o estágio requerido para a respectiva implementação, e que abarca as várias sociedades secretas que foram surgindo ao longo da História da Humanidade, incluindo entre outras, os Rosa-Cruzes e a Maçonaria. Igualmente interessante, é verificar que o início deste Plano se dá precisamente em Tomar, já que foi em Portugal que os Templários assumiram uma expressão significativa na altura em que passaram á clandestinidade após a referida extinção.

Narrada na primeira pessoa de Casaubon, inicialmente um estudante Italiano que escreve uma tese sobre os Templários, Umberto Eco desenvolve um enredo complexo e intelectualmente estimulante, que faz com que o leitor sinta vontade de pesquisar e aprender mais sobre os temas que vão sendo abordados ao longo do livro, à medida que os personagens vão construindo/revelando os intrincados meandros do Plano a partir da associação livre de factos Históricos que se vão interligando entre si através de processos lógicos exercidos pelos personagens e que revelam a imensa cultura do autor. Eco cria aqui um conjunto de personagens muitos ricos psicologicamente, que se movimentam na esfera de uma editora de livros esotéricos, históricos e científicos, e detém-se a revelar pormenores que fazem com que o leitor construa na sua imaginação autênticas personalidades a partir da narrativa, como se de verdadeiras pessoas que existem na vida real se tratasse. Em paralelo, o autor desenvolve uma narrativa de género policial, construindo um verdadeiro thriller na medida em que os personagens se vêem rapidamente envolvidos numa perseguição por parte de sociedades secretas que entretanto se apercebem que o Plano que foi mantido secreto ao longo de vários séculos, foi entretanto descoberto.

Em suma, não sendo um livro cuja leitura se faz de uma assentada, é o tipo de leitura que delicia e estimula intelectualmente qualquer leitor, já que vai abrindo um universo de factos culturais que dá vontade investigar e aprofundar, combinados com uma história de mistério que nos deixa ávidos por saber qual é a conclusão. Este é dos livros obrigatórios que devia ser lido por qualquer pessoa, simplesmente porque se trata de uma obra literária que nos oferece a possibilidade de sentir a verdadeira experiência que é o prazer de ler.
Profile Image for Marcos Tavares.
434 reviews9 followers
October 14, 2016
Casaubon, Belbo e Diotallevi são três amigos, sócios de uma editora que costumeiramente publica livros de autoajuda e temática esotérica. Eles nunca gostaram muito desse tipo de literatura, mas esse era o nicho que mais vendia e, consequentemente, dava mais lucro. Até que um dia um misterioso manuscrito vai parar nas mãos deles, para uma avaliação de uma possível publicação. Porém, ao começarem a leitura, eles começam a perceber que o texto traz enigmas que vão além de uma simples história de ficção. Ao começarem a investigar o que há por trás do texto, passam a descobrir segredo de uma sociedade secreta que envolverá o universo dos cavaleiros templários e da igreja católica.

O Pêndulo de Foucault é o meu segundo contato com a obra de Umberto Eco. O primeiro livro dele que li foi Número Zero, que me foi uma leitura frustrante e decepcionante, uma vez que esse autor é muito renomado na literatura clássica mundial. Nesse livro esperava retirar todos os estigmas que fiquei para com o autor e meu primeiro contato com sua narrativa.

Muito se fala da genialidade de Eco em seus escritos, sobretudo no mais conhecido livro dele, O Nome da Rosa. Como não vi isso em meu primeiro contato com ele, como disse anteriormente, estava com boas expectativas para com esse, uma vez que ele também está indicado no 1001 livros. Para minha grata surpresa, minha expectativas foram alcançadas.

Eco tem formação como Linguista e ele usa muito de seus conhecimentos nesse livro. O nome de cada capítulo é o começo de alguma citação que terá algum tipo de reflexão na história.

Além disso, várias línguas diferentes são inseridas no texto. Esse último recurso textual faz com que a leitura seja um pouco lenta em alguns momentos. Sem dúvidas, esse é um livro que exige um pouco mais de tempo de leitura para que o leitor consiga absorver todas as suas nuances da história. Não é um livro fácil nem rápido de ser lido, muito também em virtude de sua extensão, mas sem dúvidas é muito proveitoso de ser lido.


Recomendo a todos que queiram conhecer o autor ou para quem queira dar uma nova chance ao mesmo.

site: http://www.capaetitulo.com.br/2016/08...
Profile Image for Tita.
2,257 reviews243 followers
September 5, 2016
Já tinha tentado ler este livro há uns 5 anos mas, na altura, acabei por o colocar de lado logo nos primeiros capítulos mas, desta vez, fiz o esforço para o terminar. E que esforço! Achei-o tão secante e maçador!
Na actualidade (anos 80), três editores italianos começar por investigar os Templários, de forma a criar um livro, mas deixam-se levar também pela sua imaginação, e tentam descobrir segredos desta ordem.
E o que poderia ter sido uma leitura interessante, tendo em conta o tema, foi uma leitura bastante penosa. Achei a escrita muito descritiva e maçadora, e senti-me constantemente bombardeada com informação. Também não consegui sentir qualquer ligação, nem com as personagens, nem com o enredo.
Custou-me tanto a ler e a concentrar que, confesso, algumas páginas foram lidas mais na "diagonal".
Com esta experiência, não sei se algum dia vou sentir vontade de ler "O Nome da Rosa".
Profile Image for Flor.
424 reviews
May 2, 2008
Devo confessar que estava à espera de gostar mais, depois de ter ouvido falar tanto no livro. No entanto, houve uma parte que me custou muito a ler, não só por ter sido "despejada" muita informação, sendo esta bastante difícil de assimilar, como por achar toda aquela parte monótona.
Enfim, mas gostei e recomendo a sua leitura.
Gostei imenso das editoras, do Jacopo Belbo - nunca lhe imaginei aquele fim =( -, adorei a Lia e toda a sua deambulação à volta da numerologia =) e também achei muito interessante a descrição do motivo que levou Hitler a cometer tamanho genocídio. Enfim, no geral gostei.
Devo avisar, no entanto, que o Pêndulo é uma leitura bastante difícil e que é preciso ser-se um pouco persistente.
Profile Image for guillemets.
124 reviews1 follower
February 27, 2022
3,5

Um livro muito difícil mas com partes muito boas. É evidente que o Umberto Eco é inteligentíssimo e influenciou vários escritores, senti muito uma pegada Donna Tartt, que eu amo, e me pergunto se ela tem ele como uma influência direta. A história desse livro é bem interessante, e até a forma como o autor escolhe contar me agradou, o problema é que é muito enrolado, e pior ainda quando se não tem noção nenhuma sobre o assunto (claro que se pode ir no Google pesquisar, mas eu preferi apenas seguir nas partes que eu não entendia, senão ia demorar anos pra finalizar a leitura). Em geral eu me diverti. As situações me interessaram, os personagens também, mas muitos momentos eu entendi bulhufas.
Profile Image for Márcio.
132 reviews2 followers
May 7, 2016
Um livro ao mesmo tempo difícil, devido à enorme quantidade de referências a história, religião, mitos, cabala e etc, e gostoso de ler. Se você não se incomodar em dar umas pausas para consultar o Google e entender sobre quem o autor está fazendo mais essa referência obscura, esse é um livro pra você. Se, ao contrário, você quer ler o livro sem pesquisar nada e, ao mesmo tempo, se irrita com referências que você não faz idéia do que sejam, fique longe do Pêndulo de Foucault. Aliás, esse livro tem talvez o primeiro (ou os primeiros) capítulos mais difíceis que li em muitos anos, justamente por causa dessas referências a torto e a direito.
Profile Image for João Luiz.
63 reviews
May 27, 2020
"Não são diferentes daqueles que vão aos santuários ver a virgem negra com vestes cobertas de corações de prata" disse a Belbo. "Pensam que talvez aquela seja a mãe de Cristo em carne e osso? Não, mas também não pensam o contrário. Deleitam-se com a similitude, sentem o espetáculo como visão e a visão como realidade."
"Sim" disse Belbo, "mas o problema não está em saber se são melhores ou piores dos que os que vão ao santuário. Estava me perguntando quem somos nós. Nós que consideramos Hamlet mais real que o nosso porteiro. Terei o direito de julgar esses aqui, eu que ando à cata de Madame Bovary para convidá-la a cear?"
Profile Image for Lucas.
89 reviews
July 19, 2023
Umberto Eco faz parte de um seleto grupo de autores para quem a palavra erudito não se aplica de maneira pejorativa. Aqui ele escreve um livro divertido em sua confeição e leitura. O Pendulo de Foucault nos convida em uma aventura de cruzados, templários, sociedades secretas, ocultismo e conspirações que quanto mais imaginativas e extravagantes mais atraentes e sólidos se tornam. Em um dado momento as conjecturas dos personagens saem do plano da ficção, e assim como eles somos infectado pelos basiliscos que saem das páginas dos diabólicos, que te fazem questionar se o autor, afinal, não está tentando nos contar algo aqui entre as entrelinhas. O Plano existe!
Profile Image for A.M. Catarino.
Author 26 books29 followers
August 27, 2015
Um livro que explora o afamado segredo dos templários, lançando uma teoria da conspiração que explica, ao fim e ao cabo, todas as teorias da conspiração. Não é uma leitura ligeira, explorando uma bibliografia que remonta a vários séculos atrás, mas tem momentos de curiosa boa disposição e até de bom humor. É o terceiro livro de Eco que leio, depois de "O nome da rosa" e de "O cemitério de Praga" (cujo enredo, suponho que tenha começado a ser traçado na pesquisa para este romance) e por certo não será o último.
Profile Image for Carlos Hugo Winckler Godinho.
204 reviews7 followers
October 17, 2011
Mais uma boa indicação de meu irmão, apesar de eu ter achado um pouco amarrado e pesado no início (há muitas referências externas). De certa maneira até isso tornou mais recompensante a sequência, pois quebrou a grande expectativa que eu havia criado antes de ler.
Profile Image for Susi.
13 reviews1 follower
August 16, 2012
Romance de Umberto Eco que satisfaz todos os curiosos e amantes do ocultismo,sociedades secretas,esoterismo...O que inicialmente seria um jogo sobre a teoria da conspiração sobre o domínio do mundo pelos templários,rapidamente se tornou na obsessão de 3 amigos em desvendar o "plano".
Profile Image for Bruno Salgueiro.
57 reviews
October 8, 2021
"Se os olhos pudessem ver os demónios que povoam o universo a existência seria impossível"

Leitura complexa, exigente, com referências históricas difíceis de acompanhar. A narrativa tira-nos o tapete diversas vezes, levando-nos para sítios inesperados.
Profile Image for Sonia Rezende.
10 reviews
July 31, 2015
Umberto Eco é brilhante e, em minha opiniao, O Pêndulo de Foucalt é seu melhor livro.
Profile Image for Gabriel Franklin.
504 reviews40 followers
March 29, 2016
"... porque a criação, mesmo se produz o erro, se dá sempre por amor de alguém que não somos nós."
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