Jump to ratings and reviews
Rate this book

Goethe’s Faust #1 of 2

Faust, First Part

Rate this book
Goethe’s masterpiece and perhaps the greatest work in German literature, Faust has made the legendary German alchemist one of the central myths of the Western world. Here indeed is a monumental Faust, an audacious man boldly wagering with the devil, Mephistopheles, that no magic, sensuality, experience, or knowledge can lead him to a moment he would wish to last forever. Here, in Faust, Part I, the tremendous versatility of Goethe’s genius creates some of the most beautiful passages in literature. Here too we experience Goethe’s characteristic humor, the excitement and eroticism of the witches’ Walpurgis Night, and the moving emotion of Gretchen’s tragic fate.

This authoritative edition, which offers Peter Salm’s wonderfully readable translation as well as the original German on facing pages, brings us Faust in a vital, rhythmic American idiom that carefully preserves the grandeur, integrity, and poetic immediacy of Goethe’s words.

327 pages, Paperback

First published January 1, 1808

Loading...
Loading...

About the author

Johann Wolfgang von Goethe

13.6k books7,262 followers
A master of poetry, drama, and the novel, German writer and scientist Johann Wolfgang von Goethe spent 50 years on his two-part dramatic poem Faust , published in 1808 and 1832, also conducted scientific research in various fields, notably botany, and held several governmental positions.

George Eliot called him "Germany's greatest man of letters... and the last true polymath to walk the earth." Works span the fields of literature, theology, and humanism.
People laud this magnum opus as one of the peaks of world literature. Other well-known literary works include his numerous poems, the Bildungsroman Wilhelm Meister's Apprenticeship and the epistolary novel The Sorrows of Young Werther .

With this key figure of German literature, the movement of Weimar classicism in the late 18th and early 19th centuries coincided with Enlightenment, sentimentality (Empfindsamkeit), Sturm und Drang, and Romanticism. The author of the scientific text Theory of Colours , he influenced Darwin with his focus on plant morphology. He also long served as the privy councilor ("Geheimrat") of the duchy of Weimar.

Goethe took great interest in the literatures of England, France, Italy, classical Greece, Persia, and Arabia and originated the concept of Weltliteratur ("world literature"). Despite his major, virtually immeasurable influence on German philosophy especially on the generation of Georg Wilhelm Friedrich Hegel and Friedrich Wilhelm Joseph von Schelling, he expressly and decidedly refrained from practicing philosophy in the rarefied sense.

Influence spread across Europe, and for the next century, his works inspired much music, drama, poetry and philosophy. Many persons consider Goethe the most important writer in the German language and one of the most important thinkers in western culture as well. Early in his career, however, he wondered about painting, perhaps his true vocation; late in his life, he expressed the expectation that people ultimately would remember his work in optics.

Ratings & Reviews

What do you think?
Rate this book

Friends & Following

Create a free account to discover what your friends think of this book!

Community Reviews

5 stars
28,108 (31%)
4 stars
29,466 (33%)
3 stars
20,680 (23%)
2 stars
7,177 (8%)
1 star
2,841 (3%)
Displaying 1 - 30 of 45 reviews
Profile Image for Fábio.
237 reviews19 followers
June 23, 2020
A primeira parte de Fausto narra a jornada do protagonista, guiado por Mefistófeles, pelo “pequeno mundo” — isto é, aquele dos fatos e experiências do indivíduo humano — em busca da apreensão de um momento diante do qual pudesse dizer “Oh, para! és tão formoso!”. Nesse instante de realização plena, concretizar-se-ia o termo do pacto firmado com sangue e Mefisto arrebataria a alma de Fausto.

Os temas abordados são muitos: mitologia nórdica e cristã, filosofia, teosofia/pansofia… e, em meio a tudo isso, há espaço para se falar do “homem de bem” (com aspas que mantêm seu sentido em pleno século XXI) e para se criticar a instituição universitária estreitizante. Entretanto, esse panorama sequer se compara, em vastidão, ao que se deslinda em Fausto II.

Li a tradução de Jenny Klabin Segall, na edição bilíngue publicada pela Editora 34. Embora eu não seja um especialista, trata-se de um trabalho primoroso pois mantém métrica, rima e um léxico que é acessível mas que, quando necessário, alude às intenções arcaizantes de Goethe em determinadas cenas. Além disso, devo ressaltar que as notas e os comentários de Marcus Vinicius Mazzari foram fundamentais, se não ao entendimento, à fruição profunda da obra.

Por fim, em Fausto I, a grande estrela (com o perdão à alusão bíblica…) é Mefistófeles. As suas falas são absolutamente mordazes! Além disso, em sua maioria, tais falas são escritas sob versos madrigais, sem compromissos com métricas ou rimas formais. Isso cria um contraponto às falas do Altíssimo e dos Arcanjos (no Prólogo no Céu) ou de outras personagens marcadas pela beleza, perfeição, pureza ou, também, presunção. Mas, apesar de livres, as falas de Mefisto parecem ter, sempre, a sonoridade que pede cada ocasião. Não poderia ser diferente: a fala do diabo haveria de ser a mais convincente…

“Pois bem, quem és então?
“ Sou parte da Energia
“Que sempre o Mal pretende e que o Bem sempre cria.”
Profile Image for sophia.
189 reviews86 followers
January 7, 2026
eu normalmente não adiciono leituras obrigatórias da faculdade à minha meta de leitura, mas conforme fui estudando fausto I, a curiosidade começou a crescer de um jeito que eu não esperava. em algum momento, a obra deixou de ser apenas conteúdo de prova e passou a me inquietar de verdade.

o que mais me marcou foi a sensação constante de vazio. fausto não sofre por ignorância, mas por saturação. ele já leu, já estudou, já tentou a fé, a ciência, a razão... e nada basta. existe um cansaço profundo em estar vivo sem encontrar sentido em nada, e é desse esgotamento que nasce o pacto. menos um gesto grandioso de ambição e mais uma tentativa desesperada de sentir alguma coisa.

fausto é inquietante porque é extremamente moderno. ele quer tudo, mas não sabe o que quer. deseja viver intensamente, mas sem medir consequências. e, quando finalmente se move, o faz atropelando tudo ao redor. o seu percurso é sempre interno, enquanto os danos são externos. ele segue, experimenta, aprende. outros pagam.

margarida é, para mim, o centro emocional da obra. é nela que o peso moral realmente se manifesta. a assimetria entre os dois é brutal, e o texto não tenta torná-la confortável. ler fausto hoje torna impossível ignorar como tantas narrativas de “formação” masculina são construídas sobre a ruína feminina.

mefistófeles, curiosamente, nunca me pareceu o maior vilão. ele observa, ironiza, aponta. não cria o desejo, apenas o expõe. o pacto não revela o mal sobrenatural, mas o humano. o inferno aqui não é um lugar distante, é a incapacidade de aceitar limites, de sustentar o vazio sem destruir tudo ao redor.

é uma leitura que exige atenção e disposição para encarar perguntas que não oferecem alívio. ainda assim, é uma obra que permanece. talvez porque a insatisfação que move fausto continue sendo, séculos depois, estranhamente familiar.
Profile Image for Fernando Neri.
17 reviews1 follower
August 12, 2018
Otto Maria Carpeaux, consderava Fausto de Goethe "O último grande poema dos tempos modernos"

Johann Wolfgang Goethe (1749-1932) foi uma das mais importantes figuras da literatura alemã e mundial. Tornou-se famoso na Europa em 1774 em função do Romance também conhecido: "Os sofrimentos do jovem Werther". Mas sua obra prima, é claro, trata-se de Goethe, um poema de proporções épicas.

Dividido em duas partes (publicadas em 1806-8 e 1832) Fausto de Goethe relata a tragédia do Dr. Fausto, um homem das ciências que, desiludido com o conhecimento de seu tempo, faz um pacto com o demônio Mefistófeles.

Estima-se que esse homem viveu entre os séculos XV e XVI. A obra de Goethe não é a única sobre a história desse Médico/Mago/Alquimista. Pelo contrário, muito antes, ainda no século XVI, em 1589, o dramaturgo inglês Christopher Marlowe (2 meses mais velho que Shakespeare) transforma Fausto em uma peça teatral. Além dele, temos o Fausto de Lessing, de Maler Müller, o também famoso de ThomasMann, e até mesmo Fernando Pessoa. O famoso pacto, centro da história de Fausto, influenciou nosso grande escritor Guimarães Rosa em Grande Sertão: Veredas, bem como Machado de Assis em algumas de suas obras.
São curiosidades que pareceu-me interessante mencionar e que foram cruciais para minha decisão de tentar lê-lo.

Impressões:

A proposta desta 1ª leitura da obra, foi de caráter exploratório. Esta edição tem a tradução de Jenny Klabin Segall. Já a apresentação, comentários e notas de rodapé, ficam por conta do Marcus Vinícius Mazzari. O trabalho dessa edição é primoroso, mas tive um pouco de dificuldade com as incontáveis notas de rodapé produzidas. Cheguei ao ponto de começar a ignorá-las na segunda metade do livro. Claro que sem ler a maioria delas, passariam desapercebidas várias referências que o autor faz. Mas a leitura do poema com interrupções, cá entre nós, não é lá tão prazeroso.

Entre os personagens, o destaque fica para Mefistófeles(😈), um brincalhão audacioso com um senso de humor incomparável.
Profile Image for Luiz R.
56 reviews16 followers
February 18, 2020
Sensacional. O miserável é um gênio.
Profile Image for Lucas.
42 reviews
Read
December 25, 2025
leituras cristãs para se fazer no natal:
1 - fausto
2 - satantango
3 - o mestre e margarida
Profile Image for Tito Faria.
26 reviews
October 19, 2023
4 estrelas para Fausto? Deixe-me explicar.

Quem diz não ter enfrentado dificuldades nesta leitura mente e mente muito. A tradução de Segall é tida como a melhor e eu, de fato, não sei Alemão para contestar. Sei que a leitura não é fluida e em diversos momentos retornamos ao início da estrofe para entendê-la e, em quase todos esses retornos, continuamos sem compreender o que está acontecendo. Os versos estão sempre na forma indireta, ou seja, a interpretação ocorre no final deste e a confusão domina a leitura.

Então minha nota 4/5 não é para a obra em si, linda e genial; mas para a falta de fluidez.

Uma leitura muito mais simples (mesmo que não a vejam assim), Homero traduzido por Carlos Alberto Nunes, teve uma solução para este fato: um texto explicativo da cena antes de cada canto. São cinco atos em cada livro, se tivéssemos um texto explicativo do tradutor ou mesmo de um professor de literatura especialista, conseguiríamos nos situar.

A leitura, portanto, pune qualquer pequena desatenção ao texto e exige total comprometimento à sua execução, o que torna, sem dúvida, tal execução menos prazerosa, pois a encaramos como um chefe exigente e ciumento.

Não há, em português, guia de leitura que satisfaça esta demanda e eu necessitei recorrer aos em língua inglesa, mesmo acompanhando a leitura por minhas duas edições de Fausto (Clube de Literatura Clássica e Martin Claret).

P.S. depois descobri q a edição do CLC apesar de se dizer cópia da 34, não é. Falta o texto explicativo do início do parágrafo e notas sem as quais é impossível compreender a obra. Se for ler fausto, leia o da 34 e já que estou indicando, inclua nesta leitura a versão em quadrinhos da Editora Peirópolis.

P.S.2. Que livro absurdo. Não tem como não ler (por ler quero dizer ler na edição da 34 com o apoio da versão em quadrinhos da Peirópolis) e pensar nas 200 mil referências modernas em nossa arte, cinema e literatura.
Profile Image for Rodrigo.
674 reviews20 followers
March 24, 2016
Há muito a aprender com os clássicos. Com esse não é diferente. E a impressão da editora 34 é excelente.
19 reviews1 follower
February 28, 2021
em poucas palavras, o livro é muito bom.
poesia linda e sensível. lida com temas ocultistas e alquímicos que são muito caros a mim.
Profile Image for Jorge Sales.
90 reviews3 followers
May 29, 2024
Eis que me deparo com, possivelmente, a obra mais falada da modernidade. Tudo quanto é autor, de Dostoiévski à Machado de Assis, tem o Fausto de Goethe como obra norteadora de seus escritos. Com isso, há de se imaginar como cheguei para esse primeiro contato.

Primeiro, vou falar sobre a edição:
A edição da Editora34 conta com um excelentíssimo texto de apresentação e com muitas notas que ajudam a acompanhar a leitura, que mesmo encarada de forma atenta, vela diversas noções. Valeu muito a pena ler por ela. A parte dois, provavelmente, vou mesclar com a nova edição da Autêntica.

Tendo isso dito, falemos do tema.

Poucos personagens me interessam tanto na história da literatura (talvez esse seja o que mais me interesse, pra ser sincero) quanto Lucifer — desde os relatos bíblicos até à série da Netflix. E o motivo é simples: é um personagem extremamente complexo e que, independente da narrativa, gera diversas paixões nos ouvintes. Com razão: ele não é ninguém menos que o oposto de Deus kkk mesmo escrever seu nome gera alguma aflição. De todo jeito, tentarei expandir um pouco mais minha análise e o que me faz perseguir tanto o tema.

Desde Platão que a figura do Bem Supremo é tida como a mais perfeita forma e a que mais deve ser buscada pelo intelecto humano. Existe todo um jogo de luzes por tras dessa noção, uma vez que ela é representada, na Alegoria da Caverna, através da figura do Sol que tudo ilumina e que tudo desvela ao conhecimento. Nietzsche, ao falar sobre Apolo, diz que seu nome significa resplandecente, ou seja, aquilo que ilumina as formas e, simbolicamente, possibilita o conhecimento das coisas em suas particularidades. Nesse sentido o Sol seria o princípio individuador, ou seja, aquele que permite aos seres existirem em separado, em suas individualidades. No cristianismo, essa figura dotada de luz plena e infinita, que possibilita o conhecimento e que norteia os seres humanos para o reto caminho, é Deus. Muito se deu valor a essa maneira de conhecer, através da luz, da razão e do intelecto, e isso é ótimo; nos gerou o que melhor poderia gerar. Mas lembrando Schlegel: isso já tá pronto, dado e relativamente acabado.

A figura que faz oposição a luz (no caso da literatura cristã, Lucifer) também é capaz de um tipo específico de conhecimento: do corpo. Aquilo que está oculto e que se revela não pela razão, mas pelos sentidos, também é algo a ser valorizado e que tem demasiado valor estético. Nas religiões gregas antigas, eram comuns os ritos de iniciação ao mistério. Víamos na rota para Elêusis, nos rituais órficos e nos rituais à Dionisio. O padrão nesses cultos eram um delírio ou embriaguez induzido (fosse por alguma planta, no caso de Elêusis, ou pelo vinho, no caso de Dioniso) — ou seja, uma redução da razão — para que então, em um momento de transe, fossem revelados os mistérios. Como o nome sugere, não se sabe ao certo do que se tratavam essas revelações — muito embora algumas analises feitas de ânforas sugiram alguma coisa — mas sabe-se que o iniciado saía de lá totalmente diferente. Mesmo Sócrates, o grande entusiasta da razão, afirmava ter vivido outra vida depois de ter se iniciado.

Nesse sentido, acho que faltou ao Mefisto de Goethe um caráter mais misterioso, que buscasse revelar mais uma experiência humana (fosse o mau, a liberdade, a alegria, a melancolia, que seja) de um outro ponto de vista, que dançasse mais que falasse. Acho que Volland, do Bulgakov, o Satan dos Irmãos Karamazov, de Dostoiévski, mesmo o Fausto de Bioy Casares tinham mais esse apelo que o de Goethe. Mesmo a característica mais temida do personagem, qual seja, a maldade, Goethe optou por ocultar e deixar como sendo característica da liberdade humana.

Porém, o poema em si é legal. É extremamente triste a condução da vida de Margarida, e a última cena, Cárcere, é realmente muito forte e muito decisiva para a literatura mundial. A trapaça que Mefisto prepara para ela, com a poção e etc, fez lembrar a que Dejanira, de Sófocles, cai ao matar seu amado Héracles. Foi realmente uma experiência triste e catártica, digna de uma tragédia, acompanhar seu fim.

O recado final é que seria legal começarmos a ouvir a voz do sangue (como Nietzsche disse sobre Memórias do Subsolo), pois a experiência do conhecimento não-racional, ou seja, o conhecimento do delírio, é até mais forte que a primeira (frustrante, confesso, pois acabamos sem poder falar sobre). Há mais razão em nosso corpo que em nossa maior sabedoria.

Thats it folks, tmj
Profile Image for João Pedro.
38 reviews
May 17, 2025
Ainda me é um pouco difícil falar sobre Fausto, especialmente porque a Parte Um não representa nem metade da totalidade da obra. Mesmo assim, quero registrar aqui minhas impressões e sentimentos sobre essa primeira parte, deixando a Parte Dois para um outro momento.

Na Parte Um, acompanhamos Fausto — um médico extremamente inteligente, mas tomado por um profundo sentimento de frustração existencial. Ele busca um sentido mais elevado para a vida, mas não encontra respostas nem na ciência, nem na fé, nem na razão. É nesse vazio que surge Mefistófeles, o diabo, que o conduz por uma jornada repleta dos prazeres e ilusões do mundo.

Através dessa aliança, Fausto experimenta de tudo: juventude, amor, desejo, poder. No entanto, sua busca acaba tendo um custo alto — praticamente todos que cruzam seu caminho são arrastados à ruína, incluindo Margarida, a jovem por quem ele se apaixona. Ela é talvez o símbolo mais doloroso da destruição causada pela combinação entre o desejo cego de Fausto e a influência manipuladora de Mefistófeles.

Logo no início da obra, Goethe já nos apresenta a visão cética de Fausto quando ele tenta traduzir o Evangelho de João. Para ele, “No princípio era o Verbo” não faz sentido — ele rejeita a ideia de que a palavra ou o nome tenham valor. O que importa, para Fausto, é a ação. Esse trecho resume bem sua postura: uma rejeição às estruturas convencionais de sentido, e um impulso desesperado por algo mais concreto, mais vivo, ainda que isso o leve à perdição.

À medida que a história avança, acompanhamos a busca incessante de Fausto por ação e contentamento, sempre "guiado" por Mefistófeles. Goethe nos conduz por uma variedade de cenários: de um bar universitário — onde se traçam paralelos com a Revolução Francesa — até a casa de uma bruxa, onde Fausto se rejuvenesce para conquistar o amor de Margarida, figura central da tragédia e símbolo de redenção e fé.

Margarida é uma jovem simples e inocente, seduzida por Fausto com joias e palavras envoltas em uma inteligência aparente. Essa relação, no entanto, a conduz à ruína e à loucura. Seu destino é, talvez, o mais cruel de todos — e também o mais comovente.

O que mais me encanta nesta obra é a poesia de Goethe. Mesmo que esta primeira parte siga uma estrutura relativamente convencional, há momentos em que o autor mergulha no abstrato e no simbólico — como na Noite de Valpúrgis, um trecho onírico, carregado de imagens e significados —, e o faz de maneira magistral.

Tudo isso compõe uma tragédia rica em referências bíblicas, que, apesar de seu peso dramático, termina com um sopro de esperança e a possibilidade de redenção.

Até onde vamos movidos por nossas inquietações? O que coloca no lugar de Deus uma pessoa que não acredita em nada que transcenda a matéria? Goethe nos confronta com essas perguntas sem oferecer respostas claras, dissolvendo-as em poesia e em personagens profundamente humanos.
42 reviews
May 12, 2026
O melhor livro que eu li esse ano (até aqui) - Fausto é uma jornada sombria sobre a modernidade - onde o homem busca a totalidade (a pansofia) e acaba sofrendo diante disso. Eu ainda não sei bem como interpretar tudo isso: uma crítica ao desejo por elevação para além do próprio âmbito acadêmico.

A sede por conhecimento o guia para um natural, que é demonizado, mas que também tem um caráter perigoso de aposta - como se colocasse os valores em jogo apenas para aguentar o fardo de uma inutilidade ou pequenez diante desse todo.

A questão para mim é quão externo Mefistófeles se torna - seria possível cair nas interpretações que julgam Fausto pelos seus pecados internos como Mefisto sendo um impulso da própria humanidade? Ou de fato, é na crença de um espírito do mal, um cão negro, de origem mística e desafiadora, que existe como uma dialética necessária, que urge para carregar o humano, sendo este vítima. Goethe joga muitos ao diabo no (incrível) Noites de Valpúrgia, mas todos eles carregam consigo pecados (a crítica) do próprio autor.

Claro que não poderia passar aqui sem falar sobre a tragédia de Gretchen, que para mim é mais que um mero instrumento das artimanhas de Mefisto e da aposta de Fausto - mas sim, também, uma moça que corajosa que é capaz de, em nome de seus próprios valores (e de uma cristandade) assumir o seu próprio pecado. Ainda que vítima de injustiças e maldades externas à ela, a menina jamais se coloca como instrumento do mal e, também, jamais se usa de sua própria "ingenuidade" para justificar seus atos. A sua loucura, no "cárcere", demonstra não só os sonhos ingênuos, mas também uma resistência ao irreal, às divagações nas quais o próprio Fausto se entrega pelas Noites de Valpúrgia. Mostra a sua bondade e as suas paixões mais honestas - e mesmo diante disso, ela não se entrega. É triste e destruidor, mas é bem bonito ao mesmo tempo.

Estou ansioso para ler a Segunda Parte - na qual não sei o que esperar. Mas gostaria também de elogiar a edição da Editora 34, com excelentes comentários e as imagens fantásticas de um dos meus artistas favoritos (Delacroix).

Sinto que ainda teria muito a dizer sobre essa obra e ela com certeza ficará comigo por um bom tempo - mas que livrasso. (E agradecer meu amigo Gustavo pelo presente kkkkk)
Profile Image for Igor Laterça.
67 reviews3 followers
May 31, 2021
Um dos livros mais incríveis que já li em toda minha vida! Goethe, por meio da construção de cenas em verso, escreve uma história rica, sabendo transmitir ao leitor diversos sentimentos e desenhando a imagem das cenas em sua mente. Há aqui uma mistura do estilo romântico com o estilo clássico, duas vertentes que o escritor seguiu ao longo de sua vida artística.
Os prólogos são construídos com maestria, bem como o resto da história. Aqui, temos dois focos que podemos destacar: relação de Fausto e Mefisto e relação de Fausto com Margarida. No primeiro foco, Fausto assume o posto de representante da humanidade, cujo dever é buscar incessantemente e jamais se contentar com aquilo que já se sabe; no segundo foco, temos uma história de amor trágico, na qual Goethe sabe, com maestria, expor o sofrimento e a angústia devido ao amor, tendo-me ficado na cabeça a frase “o amor não tem meio termo, ou te destrói ou te salva”. A apoteose do segundo ponto foi a última cena, na qual se retratam perfeitamente o desespero e a falta de esperança na vida terrena da personagem, mas, ao mesmo tempo, a esperança no além e na redenção, mostrando que, muitas vezes, o julgamento dos homens é diferente do julgamento de Deus.
Livro impecável!
This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Álvaro.
89 reviews11 followers
April 23, 2017
"O próprio Goethe foi em sua juventude, com toda a força de seu grande coração amoroso, um adepto do evangelho e da boa natureza. O seu Fausto foi a imagem mais elevada e ousada do homem rousseauniano, pelo menos tanto quanto se podia representar sua ardente fome de vida, sua insatisfação e nostalgia, seu envolvimento com os demônios do coração." Nietzsche

Primeiramente devo ressaltar a grande qualidade da tradução de Jenny Klabin Segall, cujo trabalho foi no mínimo excepcional. Sua tradução foi feita a partir do original alemão. Em segundo lugar, os comentários e notas de Marcus Vinicius Mazzari foram imprescindíveis para meu entendimento da obra, sua contribuição parte desde análises de referencias feitas no livro às obras Shakespeare e da Bíblia até alusões em outras obras (como Grande Sertão: Veredas, O Mestre e Margarida e outros) do Fausto Goethiano.

Infelizmente, por questões financeiras não pude comprar Fausto II. Por tanto, minha nota final está longe de pronta, essas 5 estrelas foram recebidas justamente por ser uma tradução belíssima e mais do que completa. Até mais, Fausto.

12 reviews
August 31, 2020
O que dizer de um clássico alemão como "Fausto"? Nada, a não ser a recomendação de sua leitura. Em especial, esta edição, com notas explicativas de Marcus Mazzari e com uma tradução impecável de Jenny Klabin Segall.
Profile Image for Vitória Bueno.
12 reviews
March 18, 2025
isso daqui é uma obra de arte. Daquelas que vc sabe que contém infinitas outras camadas além daquela que vc é capaz de adentrar. Em mil vidas eu ainda seria incapaz de sacar todas as tuas referência ou esculpir em verso as ideias de uma narrativa tão complexa.
Profile Image for Sergio Lucio.
15 reviews1 follower
January 6, 2016
Melhor tradução já feita do livro de Goethe. Tem uma versão linda com desenhos de Delacroix! Que é a que tenho aqui. Um livro fantástico!
33 reviews1 follower
June 25, 2018
Não pensei que eu fosse gostar tanto de ler Goethe, foi uma experiência fantástica!! Faz jus ao título de masterpiece do drama mundial
Profile Image for caiodoslivros.
141 reviews1 follower
July 23, 2026
Muito feliz de ter lido a primeira parte de um livro que é uma das maiores referências na literatura até hoje. Diversos autores beberam dessa fonte por um motivo e é incrível ler essa história. Essa primeira parte é muito tranquila de ler e não tive grandes dificuldades, muito por conta da edição. Leiam clássicos, sempre vale a pena 🫡
Profile Image for Ricardo Carvalho.
128 reviews
July 19, 2026
Um texto de riqueza extrema, incomparável. Sinto aqui a mesma sensação boa de leitura de clássicos: A percepção de que as melhores histórias já foram contadas e estão no passado. Ao mesmo tempo, sei que estou errado.
13 reviews
February 5, 2024
Demasiado complexo para mim, é um daqueles livros que tenho de voltar a ler daqui a uns tempos.
Profile Image for Mafalda.
66 reviews1 follower
January 24, 2026
li para uma cadeira da uni. fun. also just a girl que descobre que mulheres é mlhr q fisica e biologia lol. late blomer ig.
Profile Image for 7hi4go .
5 reviews
January 29, 2026
"Sou uma parte da energia
"que sempre o mal pretende e o bem sempre cria"
Profile Image for Luisa Barbosa.
5 reviews
May 18, 2026
li uma adaptação infantojuvenil que me fez gargalhar, deus abençoe o diabo (melhor personagem)
Displaying 1 - 30 of 45 reviews