Jakob Wassermann (1873-1934) hat sich immer wieder essayistisch mit dem Zusammenleben von Juden und Nichtjuden beschäftigt. In seinem 1921 veröffentlichten Langessay »Mein Weg als Deutscher und Jude« zieht er aus den Erfahrungen seines eigenen Lebens ein weitgehend negatives Resümee, hält aber an der Hoffnung fest, dass es schließlich gelingen werde, den Antisemitismus in Deutschland zu überwinden. Diese Hoffnung zerbrach für Wassermann endgültig, als die Nationalsozialisten seine Bücher 1933 verbrannten und damit seine Existenzgrundlage zerstörten.
Jakob Wassermann (1873 – 1934) was a German writer and novelist of Jewish descent.
Born in Fürth, he was the son of a shopkeeper and lost his mother at an early age. He showed literary interest early and published various pieces in small newspapers. Because his father was reluctant to support his literary ambitions, he began a short-lived apprenticeship with a businessman in Vienna after graduation.
He completed his military service in Nuremberg. Afterward, he stayed in southern Germany and in Switzerland. In 1894 he moved to Munich. Here he worked as a secretary and later as a copy editor at the paper Simplicissimus. Around this time he also became acquainted with other writers Rainer Maria Rilke, Hugo von Hofmannsthal, and Thomas Mann. In 1896 he released his first novel, Melusine. Interestingly, his last name (Wassermann) means "water-man" in German; a "Melusine" (or "Melusina") is a figure of European legends and folklore, a feminine spirit of fresh waters in sacred springs and rivers. From 1898 he was a theater critic in Vienna. In 1901 he married Julie Speyer, whom he divorced in 1915. Three years later he was married again to Marta Karlweis.
After 1906, he lived alternatively in Vienna or at Altaussee in der Steiermark where he died in 1934 after a severe illness.
In 1926, he was elected to the Prussian Academy of Art. He resigned in 1933, narrowly avoiding an expulsion by the Nazis. In the same year, his books were banned in Germany owing to his Jewish ancestry.
Wassermann's work includes poetry, essays, novels, and short stories. His most important works are considered the novel Der Fall Maurizius (1928) and the autobiography, My Life as German and Jew (Mein Weg als Deutscher und Jude) (1921), in which he discussed the tense relationship between his German and Jewish identities.
Jakob Wasserman è stato uno scrittore di successo, in vita, dimenticato da morto fino alla ripubblicazione di questo breve libro nel 2005. Mi aspettavo una riflessione sulla condizione di un tedesco ebreo (il titolo in realtà è "Il mio percorso come tedesco ed ebreo") all'inizio del XX secolo, tema che viene continuamente accennato ed eluso, fino alle ultime pagine. Per buona parte, il libro è il memoir tardo-romantico delle pene e le difficoltà di un giovane alle prese con una famiglia modesta che ne deride le aspirazioni letterarie, un contesto sociale nel quale si sente solo tollerato dagli "ariani" tedeschi, per finire immerso in una boheme vacua e improduttiva, fatta di consorterie di personaggi di dubbio livello, non immuni (anzi) dagli stessi pregiudizi diffusi nella sua cittadina di provincia.
Il titolo del commento viene dal resoconto di una delle innumerevoli conversazioni dello scrittore con uno dei suoi migliori amici, persona colta e intelligente, che rifiutava l'antisemitismo volgare ma non i suoi pseudoprincipi di fondo, limitandosi a dire che gli ebrei non potevano essere tedeschi, pur essendo "nel quadro" (come a dire, non possiamo cancellarvi, ma non apprezziamo la vostra presenza nel nostro quadro).
Avendo letto di suo solo Donna Giovanna di Castiglia (interessante racconto lungo sulla sfortunata madre di Carlo V Asburgo), fatico a collocare le riflessioni di Wasserman sul rapporto tra le sue opere maggiori e il contesto sociale e letterario tedesco dell'epoca (in sintesi, anche qui l'autore ha come obiettivo il riconoscimento come scrittore autenticamente tedesco, che a suo dire gli viene negato: va detto però che in realtà una volta pubblicato ebbe quasi da subito buon successo).
Per carenza di competenze specifiche, mi è arduo seguire le argomentazioni di Wasserman tra filosofia e letteratura tedesca, che non sono peraltro nemmeno troppo euclidee nel loro svolgimento. Si percepisce una certa esasperazione stilistica, che fa paradossalmente velo a una realtà cruda per quanto non ancora deflagrata (siamo nel 1921).
Interessanti alcune notazioni, fra tutte il parallelo tra tedeschi ed ebrei, entrambi popoli con una forte convinzione di possedere un carattere speciale, entrambi senza patria (la Germania esisteva allora da meno di 5o anni), entrambi gravati dal duplice fardello dell'elezione e della frustrazione.
Infine, una lettura deludente, con ogni probabilità per limiti miei. Sul tema, più accessibile e lacerante questo bel documentario di ArteTV sulla storia di una famiglia mista nella Germania del decennio successivo.
Traduzindo bem livremente, “Minha vida de alemão-judeu” é primeiramente o registro de uma vida intelectual. Há um caminho, do concreto ao universal e de volta ao concreto, bem presente nesse livro. A maneira em que tudo isso foi relatado é talvez modelar, creio que do entendimento do significado de sua vida até aqui Wassermann partiu ao que seria sua fase madura.
O antissemitismo para o jovem Wassermann parece dizer respeito a um povo, a uma coletividade, e não exatamente a ele. Afinal, dizia o seu pai, “vivemos na época da tolerância” (palavra que impunha respeito mas que ele não entendia bem o significado). Parecia-lhe muito mais importante entender o que seria um judeu, seus ritos etc. Com exceção da leitura da Torá as práticas religiosas ele não encontrava razão para ser religioso e, para piorar as coisas, o pai forçava-o a entrar para o comércio. Esse triste estado de vida familiar e exclusão social - sendo apenas um adolescente - implicou num alheamento a toda a situação a seu redor.
A situação estaria perdida não fossem a “paisagem” e a “palavra”. A paisagem é tríplice: primeiro a paisagem dos camponeses, operários, burocratas, vagabundos, soldados etc. Há aí uma relação mais pura com a realidade dessas pessoas, o cadinho do subúrbio cinza e triste da realidade industrial, das injustiças e do isolamento. Além dessa realidade há Nürnberg, a cidade medieval, cosmopolita, da política, do teatro e dos cafés, que se diz em alemão “Kulturwelt” - a realidade intelectual e cultural. Há internamente uma paisagem construída (pois segundo ele até as lembranças são construções) de visão e sonho (Traum und Vision), cuja intensidade deixava Wassermann catatônico por horas, como em estado onírico. Ruínas, pedaços soltos de experiência que emergiam do subconsciente e que a partir da inventividade se urdiam em histórias e visão cujo poder, desde a infância, era capaz de atrair as pessoas. Essas três paisagem, em si estanques, são conectadas pela palavra - um instrumento vazio que adquire sentido quando relacionado de forma correta entre as realidades.
Os anos de formação foram obscuros, sorumbáticos. Órfão de mãe e incompreendido pelo pai Wassermann (como um certo personagem…) foge de casa apenas para ser tratado de forma pior pelos amigos. Vai morar com o tio (dono de fábrica) que, decepcionado com os sonhos do sobrinho, o trata como um „Nichtsnutz“, um encostado, objeto de desprezo e ignomínia. Atormentado e buscando a alta sociedade (entenda-se: Gesselschaft, termo que vale ao mesmo tempo para companhia ou sociedade e para alta cultura) foge novamente e vive entre a escória dos artistas em fim de carreira ou que jamais tiveram uma, trabalhando sem parar com um salário de fome. Volta à casa do pai - a última humilhação - onde vive até entrar ao exército. Sai das forças armadas para virar copista e secretário e passa a viver com um amigo.
Durante esses anos de derrotas e humilhações apenas o instinto que o ligava a essa paisagem interior o mantinha firme e, até certo ponto, imune à amargura e ao rancor. “Mas nessas épocas de desenvolvimento não se trata tanto de qualidade mas de intensidade”. Wassermann buscava menos ser escritor ou qualquer outra coisa que buscar um fundamento à própria existência, ele se sentia abandonado não só pelos grupos de origem mas também pelos de escolha. Seja na companhia dos Falstaffs e Pistols da vida, seja sob a humilhação dos parentes, essa paisagem interior foi a base da personalidade de Wassermann e essa paisagem, incompleta, buscava conexão com as outras duas restantes: onde, exatamente, ele encontraria compreensão, pertencimento, aceitação. Quais seriam as pontes em que seu poder imaginativo encontraria vazão? Essa tentativa de encontrar forma e conteúdo (Form und Inhalt) encontra ancoragem concreta na sua existência na forma da questão dos judeus na Alemanha. Isso aconteceu numa conversa com um amigo com quem dividia apartamento.
Tendo-se perdido no que chamou de a “cloaca do espírito” (Kloake des Geistes), pela primeira vez nesse amigo achou alguém com quem partilhar sua vida interior. Quando falou sobre a angústia que passava por ser judeu, o amigo respondeu com os lugares comuns do antissemitismo e que foram facilmente refutados por Wassermann. Este parte agora ao ataque e pergunta se por acaso exista algo que possa ser chamado de “alemão puro”, dado que os alemães também tem outras lealdades e ascendências, próximas ou longínquas. O amigo - olhos rutilantes - passa a explanar o seu próprio pensamento, algo não muito diferente do que já exposto no livro de Karl Marx sobre a questão judaica. Basicamente, para ele, nada havia de mal enquanto os judeus vivendo nos guetos lutavam como podiam para manter suas tradições e cultura mas, uma vez partícipes do Iluminismo, das luzes e da cidadania, os judeus queriam ainda ser aceitos enquanto judeus. O ser judeu ultrapassava seguir estritamente uma ortodoxia religiosa, mas, segundo ele, a minha presunção coletiva de eleição eximia o indivíduo de consequências morais e a longa tradição profética embebia os judeus em jeremíadas e outras atividades subversivas. Wassermann sentia-se acuado pela força do argumento e sentia que o amigo o forçava a decidir entre ser judeu ou alemão.
Após uma breve reflexão, essa visão de história lhe pareceu rasa e parcial. Na verdade desde o humanismo se criou um ambiente intelectual independente da filiação religiosa ou ideológica, possibilitando a participação judaica na vida intelectual europeia. Na Alemanha Moses Mendelssohn alcançou fama internacional e foi retratado na peça “Nathan, o sábio”. Ao contrário do que seu amigo dizia, o movimento da Europa era de recrudescimento das lealdades, sejam nacionais, ideológicas ou religiosas. Cada nação ou grupo tentava se concentrar na sua identidade e com a Alemanha não era diferente. O problema é que ao contrário das outras nações que se consolidaram muito antes, a Alemanha se unificaria somente em 1871. Tolstoi, Hugo, Cervantes e Camões falam pela alma de suas nações, mas os gênios alemães eram fenômenos locais ou individuais. Os maiores, um Goethe, um Hölderlin, por exemplo, perdem toda a cor local e vivem no simbólico, no esquemático. Curiosamente a literatura alemã parecia buscar o mesmo que Wassermann: forma e conteúdo, aliar seus anseios ainda indefinidos numa voz poética que fale pelo povo. Dessa visão pessoal, Wassermann se sentiu imbuído de uma “missão” (Sendung) literária.
A discussão com esse amigo acabou por azedar a amizade e sozinho novamente sua situação econômica deteriora, chegando a passar fome. Em uma dessas crises resolve pedir dinheiro emprestado ao pai, que no momento não estava em casa, somente a madrasta que lho recusa. Desesperado e tomado de loucura furiosa, Wassermann a ataca com uma faca. A madrasta temendo por sua vida lhe dá o valor mas essa seria a última vez que pisaria na casa paterna. No fundo do poço consegue um emprego de tipógrafo junto a um autor para jovens. Este foi a primeira pessoa que apoiou Wassermann, não apenas apreciando seus romances, mas o distribuindo a editores e críticos. Graças a esse autor que teria o primeiro romance publicado.
Wassermann acerta a mão logo com “O judeu de Zirndorf”, obra de boa circulação, escrita como se fosse o relato de um sonho mas que transpira uma realidade (seu avô de fato morou lá). Depois de alguns romances de “tentativa e erro”, ele publica “Caspar Hauser”, onde tenta pela primeira vez articular o que para ele significava ser alemão. Caspar Hauser - o hype em torno dessa figura os mais novos nunca entenderão - foi criado numa masmorra a pão e água sem contato com os humanos. O livro é sobre o poder da inocência e de como a sociedade é incapaz de lidar com ela. Apesar de ter sido um grande sucesso, Wassermann se queixa de não ter sido compreendido. Outra fase experimental se segue até que em “O homenzinho dos gansos”, um romance urbano e outra tentativa de expressar a alma alemã, ele acerta de novo. Encontra-se ali o conceito de “inércia do coração“ (Trägheit des Herzens). Em resumo: Jakob Wassermann usava os conceitos que estruturaram a própria vida como as “3 paisagens” e a busca da forma e conteúdo da existência para enriquecer a tradição de Bildungsroman (romance de formação) alemã. Ele continuaria a se aprofundar em obras como “Christian Wahnshaffe” e a trilogia que começa por “O processo Maurizius” mas mesmo antes já estava consolidado como um dos maiores escritores alemães vivos, junto de Thomas Mann e Hermann Hesse.
Interiormente satisfeito com a designação alemão-judeu, a fama permitiu-lhe ter uma visão mais ampla o desenrolar da questão judaica. Se por um lado o ódio aos judeus crescia com esse novo recrudescimento das lealdades em grupos ideológicos puros, os judeus agora também não eram exatamente inocentes. Havia muitos judeus ressentidos com as injustiças que sofriam e cheios de ódio organizavam movimentos subversivos. Os últimos capítulos de “Minha vida de alemão-judeu” são um grito de ajuda a qualquer um na sociedade que puder intervir e evitar a tragédia dos judeus na Alemanha.
Ein seltsames Buch. Wassermann erzählt uns einen Teil seiner Lebensgeschichte, unter besonderer Berücksichtigung seiner Gedanken zu Juden im Allgemeinen und seinem eigenen Judentum im Besonderen.
Eigentlich mag ich ja seine Prosa, aber hier kam sie mir etwas zu schwülstig vor, besonders am Anfang mit den vielen vielleicht poetisch sein sollenden Aufzählungen. Viel von seinem Leben erfährt man nicht, in Armut aufgewachsen, unter böser Stiefmutter gelitten, gescheiteter Studierversuch, Leben in Armut. Bis er dann plötzlich doch schriftstellerischen Ruhm erlangt. Die ganze traurige Geschichte mit seinem unbenannten Mentor verstehe ich nicht, viele andere auch nicht.
Sehr sympathisch kommt er auch nicht herüber. Als Kind erhält er von einem Onkel Geld, das er mit seinem Bruder teilen soll, nimmt sich aber den Großteil und hält den jungen Bruder mit Scheherezade-artigen Geschichten bei der Stange. Unterschlägt Geld, bedroht böse Stiefmutter mit Küchenmesser, um an Geld zu kommen. Es kann aber gut sein, dass er das so mit Absicht erzählt. Weil, wie er sagt, zur Wahrheit auch diese Wahrheiten gehören.
Wie spannend eine Autobiographie hätte sein können, deutet er mit einem Satz an: „Vier Jahre hatte ich dumpf und flammend in einer erotischen Sklaverei verbracht, namenlos erfüllt, unbedingt hingegeben, dabei geschändet und mißbraucht im Innern; meine ganze Natur war davon versengt und angefault, meine moralische Existenz bedroht, meine bürgerlich schwankte schon, Freunde kehrten sich ab, Wohlwollende verschlossen ihr Haus, Verleumdung und Klatsch besudelten meinen Namen und so gab es am Ende keine Rettung als Bruch und Flucht.“ (97) Über diese schönen Jahre erfahren wir sonst nichts.
Als Kind, erlebte er Anfeindungen, die seinem Judentum galten, aber nicht ihm persönlich, da er, wie er sagt, eine gerade Nase hatte und still und bescheiden war. „Wo ihnen nicht das Zerrbild entgegentritt, schweigt ihr Instinkt, und ich habe immer gefunden, daß der Rassenhaß, den sie sich einreden oder einreden lassen, von den gröbsten Äußerlichkeiten genährt wird...“
Insgesamt lerne ich nicht viel Neues über das Verhältnis des Juden zu sich und den Deutschen. Der Jude vereinigt zwei Gefühle in seiner Seele, die des Vorrangs (zum auserwählten Volk gehörend) und der Brandmarkung.
Er reiht mitunter Charakterisierungen auf, die verstörend sind: schnelle Vertraulichkeit, müßige Grübelei um Einfaches, spitzfindiges Wortfechten, Unterwürfigkeit, wo Stolz am Platze wäre, Mangel an Würde, Mangel an Gebundenheit, Mangel an metaphysischer Befähigung (letzteres bestürzt ihm am meisten bei den Gebildeten). Positiv sieht er unter anderem Verstand und Güte, Blick für das Seltene, Gabe der Ahnung. Zählt er hier mehr als Klischees auf? „Der gebildete Jude kann sich kaum entschließen, an die schöpferische Fähigkeit eines Juden zu glauben.“ (109)
Was wollen eigentlich die Deutschen mit ihrem Judenhaß, sei er einst von einem Dänen gefragt worden. Den Dänen gelten die Juden als die verläßlichsten Patrioten, man erachtet sie als eine Art von Aristokratie. In der Tat, das große Rätsel, für das Wassermann keine wirkliche Antwort hat. Sie, die Deutschen, wollen einen Sündenbock, sie wollen Haß. Ja, klar. Aber warum?
Und der Kampf gegen den Antisemitismus? Aussichtslos. „Es ist vergeblich, die rechte Wange hinzuhalten, wenn die linke geschlagen worden ist. Es macht sie nicht im mindesten bedenklich, es rührt sie nicht, es entwaffnet sie nicht: Sie schlagen auch die rechte.“ (122)
Ich habe keine Ahnung, wie man es besser machen könnte. Aber das Buch ist tief unbefriedigend. Immerhin gibt es diesen glänzenden Aphorismus: „Die Ausnahme bestätigt nicht die Regel, sie bricht die Regel.“ (97)
Der deutsch-jüdische Erfolgsschriftsteller Jakob Wassermann (1873-1934) ringt in diesem autobiographischen Essay (1921) um Erkenntnis zur Frage, ob und wie es – angesichts des grassierenden Antisemitismus – einen verträglichen Ausgleich geben kann zwischen politisch-völkischem Nationalismus und der eigenen jüdischen Herkunft, die dieser nationalen ›Erdung‹ widerspricht. Mein Weg als Deutscher und Jude ist ein zutiefst pessimistisches Zeugnis persönlicher Verzweifelung angesichts der deutschen Juden-Verachtung.
Jakob Wassermann, geboren 1873 in Fürth, veröffentlicht dieses Buch 1921. Zu diesem Zeitpunkt ist er bereits ein viel gelesener und recht bekannter Autor - sein erfolgreichster Roman „Das Gänsemännchen“ datiert auf das Jahr 1925 -, er besitzt ein Grundstück und bald eine Villa am Altaussee und ist im Begriff sich von seiner ersten Frau zu trennen.
Er setzt sich in dieser auch autobiographischen Schrift mit seiner Kindheit und Jugend auseinander, Vater und Stiefmutter sehen ihn als Kaufmann, er sich als Schriftsteller, er verlässt die Familie und schlägt sich durch, trifft auf Gönner und Mäzene, am schließlichen Durchbruch und Erfolg lässt Wassermann den Leser leider nicht teilhaben und auch die Auseinandersetzung mit seinem Juden- und Deutschtum bleibt oberflächlich, wenn auch Wassermann die menschenverachtende Zuspitzung des Antisemitismus im nationalsozialistischen Regime zu erahnen scheint. Es ist weniger ein aktuell bedeutsames Buch, eher ein Zeitdokument nicht so sehr Stil und Semantik betreffend als viel mehr eine Darstellung wie tiefgründig und offen autobiographische Literatur und Selbstflexion damals vor 100 Jahren möglich waren. Durch das Nachwort von Reich-Ranicki gewinnt das Buch.
It pains me to know this was written in 1921. It shows the depth of antisemitism even at that time - yes, I was aware it had been going on well before the Third Reich, but it's still such a horrible thing to have laid out. I cannot get this one sentence out of my mind: "Reißt dem Wüterich die Peitsche aus der Hand". Would it have been enough? Would he/they not just have made themselves another one?
Wassermanns Gedanken zum deutschen Antisemitismus aus dem Jahr 1922 erscheinen bedrückend hellsichtig (vor allem das luzide 23. Kapitel ragt heraus). Auch die Passagen, in denen er ausnahmsweise konkret auf seinen Lebensweg und seine Ausgrenzungserfahrungen eingeht, beeindrucken. Doch leider fallen die meisten seiner Ausführungen in diesem Buch sehr diffus und prätentiös aus.
Schwer zu sagen, was mich an dem Buch eigentlich konkret stört. Einerseits beschreibt Wassermann sehr anschaulich das Dilemma, das es für ihn bedeutet hat, ein deutscher Jude zu sein, andererseits geht er auf den gegen ihn gelebten Antisemitismus gefühlt nur am Rande ein. Einige Passagen zeigen deutlich, wie schwer es damals gewesen sein muss. Alles in allem schreibt er zu gestelzt, so dass der Leser distanziert bleibt - auch dann, wenn er eigentlich Momente beschreibt, die Mitgefühl verursachen könnten. Aber vielleicht war das auch das Ziel - bloß nicht als jammernder Jude dazustehen. Ich weiß es nicht. Erst zum Ende hin bricht die Wut aus ihm heraus und das ist dann auch ein großer Moment.
This autobiography, published in 1921, has no charm for me. But it helps to understand Jewish civil life in Germany before Nazi Germany. In theory, Jews were fully emancipated and legally equal, but actual practice was very different. Jews had hardly any chance of pursuing certain careers, and if so, conversion to Christianity very often was the price they had to pay.
Lesenswert für alle, die an (Literatur)Geschichte interessiert sind. Heute nahezu vergessen, war Wassermann zu beginn des 20. Jahrhundert einer der bekanntesten deutschsprachigen Autoren.