A escrita? Continua a ser de fácil leitura, nada de muito complicada mas sempre com um toque da linguagem utilizada na época.
As personagens? A protagonista feminina é Diane, uma jovem, que viveu até ao seus 20 anos num colégio interno, sem família e apenas visitada de tempos a tempos por um tutor. Motivada pela ausência de informações sobre o seu passado e a sua família consegue criar um esquema para motivar a visita do seu tutor de forma a conseguir deixar o colégio. Apesar de ter crescido numa redoma e por isso ser ligeiramente ingénua, é extremamente perspicaz e inteligente. Daniel St. Jonh, é o Homem do Diabo, o tutor de Diane. É um homem intrigante e sedutor, que conseguiu a sua imensa fortuna e uma posição relativamente considerável na sociedade, bastante jovem e através de certos esquemas que são revelados no decorrer da leitura. O seu passado obscuro e o mistério que o envolve vão servir de base para a relação de ambos e cada um terá de aprender a ultrapassar o seu passado e a confiar um no outro.
O enredo? Temos algumas referências aos problemas enfrentados na época, como a guerra Napoleónica, a fome, os distúrbios que ocorriam em Londres e o enfraquecimento da aristocracia. O enigma que envolve as diversas personagens: como todas se conhecem? Qual a ligação entre cada uma? O porquê da necessidade de vingança? – tudo isto serve de propulsor à leitura. Existem cenas bem marotas mas bastante sublimes e adornadas de uma linguagem discreta.
Conclusão? Porque é que desta vez não fiquei tão rendida, como habitualmente? Sou romântica e por isso esperava uma interessam diferente entre os apaixonados, faltou-lhe um certo toque de paixão, de dialogo entre ambos, muitos dos momentos são narrados posteriormente por um dos intervenientes e apenas ficamos a saber a sua “versão” deixando-nos a ponderar no resto.
O bom? Deixou-me bastante cativada pela ler o restantes livros da serie! Fiquei bastante curiosa com certas personagens, desde a Condessa Penélope e seu irmão Vergil Duclairc, bem como, o subtil advogado Hampton. Pelo que já pesquisei (se a editora resolver manter a ordem certa) o próximo livro pertence ao Vergil.