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Kay Scarpetta #1
Postmortem
From #1 New York Times bestselling author Patricia Cornwell comes Postmortem, the groundbreaking thriller that introduced Dr. Kay Scarpetta and redefined the crime genre.
A killer is stalking the streets of Richmond, Virginia. When the bodies begin to mount, Chief Medical Examiner Kay Scarpetta is pulled into a chilling investigation that blends high-stakes forensics with psychological warfare. Armed with cutting-edge science and unflinching resolve, Scarpetta must navigate hostile forces both inside and outside the investigation—because someone isn’t just trying to hide the truth. They’re trying to kill her.
Cornwell’s gift for combining cutting-edge criminology with nerve-shattering suspense makes this book a true modern classic. Relentlessly paced and shockingly prescient, Postmortem is the electrifying first chapter in the Scarpetta series—still as razor-sharp and relevant as ever.
A killer is stalking the streets of Richmond, Virginia. When the bodies begin to mount, Chief Medical Examiner Kay Scarpetta is pulled into a chilling investigation that blends high-stakes forensics with psychological warfare. Armed with cutting-edge science and unflinching resolve, Scarpetta must navigate hostile forces both inside and outside the investigation—because someone isn’t just trying to hide the truth. They’re trying to kill her.
Cornwell’s gift for combining cutting-edge criminology with nerve-shattering suspense makes this book a true modern classic. Relentlessly paced and shockingly prescient, Postmortem is the electrifying first chapter in the Scarpetta series—still as razor-sharp and relevant as ever.
342 pages, Mass Market Paperback
First published January 9, 1990
About the author
Patricia Daniels Cornwell
10 books1,676 followerssee: Patricia Cornwell
Patricia Cornwell's first title: Postmortem was published under Patricia Daniels Cornwell
Various editions of her other titles are published under Patricia D. Cornwell, which are also found here.
Patricia Cornwell's first title: Postmortem was published under Patricia Daniels Cornwell
Various editions of her other titles are published under Patricia D. Cornwell, which are also found here.
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Community Reviews
Displaying 1 - 30 of 32 reviews
May 25, 2026
A Dra Scarpetta é chamada para uma ocorrência: Lori Petersen foi encontrada morta.
Esta já é a 4a mulher a ser encontrada nas mesmas circunstâncias e não há forma de encontrar um elo de ligação entre todas que seja útil para descobrir o assassino.
Além de ter de investigar mais esta morte, Scarpetta também tem de lidar com os seus superiores e aqueles que a acompanham na investigação, nomeadamente o detetive Marino.
Esta história prendeu-me desde o primeiro momento. Também eu queria saber que tinha motivação para cometer tão atrozes atos.
O modo e a tecnologia usada na investigação pode provocar alguma estranheza daí a necessidade do leitor se colocar em 1990, altura em que o livro foi lançado.
Tive vários suspeitos mas não acertei na identidade do assassino e isso aborreceu-me um bocadinho porque me senti "traída" pela autora.
Esta já é a 4a mulher a ser encontrada nas mesmas circunstâncias e não há forma de encontrar um elo de ligação entre todas que seja útil para descobrir o assassino.
Além de ter de investigar mais esta morte, Scarpetta também tem de lidar com os seus superiores e aqueles que a acompanham na investigação, nomeadamente o detetive Marino.
Esta história prendeu-me desde o primeiro momento. Também eu queria saber que tinha motivação para cometer tão atrozes atos.
O modo e a tecnologia usada na investigação pode provocar alguma estranheza daí a necessidade do leitor se colocar em 1990, altura em que o livro foi lançado.
Tive vários suspeitos mas não acertei na identidade do assassino e isso aborreceu-me um bocadinho porque me senti "traída" pela autora.
March 7, 2026
✨Um grande clássico da rainha do thriller forense.( A saga é bem grande! )
✨A personagem Kay é icónica. A sua permissa é sempre mas sempre preservar a dignidade dos mortos, com respeito, ética e moral.
✨ Eu sou uma eterna apaixonada por todo o ambiente forense que circunda uma autópsia. Adoraria ser antomopatologista. O ambiente frio , duro e cru, fascina-me. Mas acredito que este livro não seja para todos. Há gostos para tudo e ainda bem!
✨ Este livro também brilha por todas as descrições minuciosas dos locais dos crimes e das autópsias em si. Para mim um deleite.
✨Conheciam este clássico com mais de 20 anos? São fãs do tema?
✨A personagem Kay é icónica. A sua permissa é sempre mas sempre preservar a dignidade dos mortos, com respeito, ética e moral.
✨ Eu sou uma eterna apaixonada por todo o ambiente forense que circunda uma autópsia. Adoraria ser antomopatologista. O ambiente frio , duro e cru, fascina-me. Mas acredito que este livro não seja para todos. Há gostos para tudo e ainda bem!
✨ Este livro também brilha por todas as descrições minuciosas dos locais dos crimes e das autópsias em si. Para mim um deleite.
✨Conheciam este clássico com mais de 20 anos? São fãs do tema?
August 19, 2020
“Post Mortem” – Patrícia Cornwell
Esta leitura foi um regresso ao início — uma releitura do primeiro thriller da saga Kay Scarpetta.
Kay, recém-nomeada médica‑legista chefe, é chamada para o local do quarto homicídio cometido por um assassino em série.
Entre o caos do departamento, a investigação e a presença da pequena Lucy, a sua sobrinha brilhante e peculiar, Kay vê-se obrigada a equilibrar tudo enquanto tenta provar o seu valor.
Como se isso não bastasse, a própria Kay torna-se alvo de suspeitas internas por algo que não fez.
Determinação não lhe falta e a verdade é que ela sabe que descobrir o assassino pode ser a única forma de manter o seu lugar… e a sua reputação.
👉 conseguirá Kay descobrir quem está por detrás dos crimes e salvar a sua carreira?
✨ Pontos positivos
• leitura viciante
• escrita simples e direta
• narrativa intensa
• suspense que cresce a cada capítulo
• reviravoltas bem construídas
• protagonista forte, inteligente e independente
• enredo sólido e envolvente
⚠️ Ponto menos positivo
• nada a apontar
Mesmo sendo uma releitura, foi como descobrir a história pela primeira vez. Não me lembrava de muitos detalhes — e foi delicioso reencontrar a Kay. Li este livro pela primeira vez em 2001, quando estava grávida do meu filho, e em inglês… por isso foi quase como revisitar uma memória antiga.
Esta leitura foi um regresso ao início — uma releitura do primeiro thriller da saga Kay Scarpetta.
Kay, recém-nomeada médica‑legista chefe, é chamada para o local do quarto homicídio cometido por um assassino em série.
Entre o caos do departamento, a investigação e a presença da pequena Lucy, a sua sobrinha brilhante e peculiar, Kay vê-se obrigada a equilibrar tudo enquanto tenta provar o seu valor.
Como se isso não bastasse, a própria Kay torna-se alvo de suspeitas internas por algo que não fez.
Determinação não lhe falta e a verdade é que ela sabe que descobrir o assassino pode ser a única forma de manter o seu lugar… e a sua reputação.
👉 conseguirá Kay descobrir quem está por detrás dos crimes e salvar a sua carreira?
✨ Pontos positivos
• leitura viciante
• escrita simples e direta
• narrativa intensa
• suspense que cresce a cada capítulo
• reviravoltas bem construídas
• protagonista forte, inteligente e independente
• enredo sólido e envolvente
⚠️ Ponto menos positivo
• nada a apontar
Mesmo sendo uma releitura, foi como descobrir a história pela primeira vez. Não me lembrava de muitos detalhes — e foi delicioso reencontrar a Kay. Li este livro pela primeira vez em 2001, quando estava grávida do meu filho, e em inglês… por isso foi quase como revisitar uma memória antiga.
March 10, 2017
Em março de 2017 resolvi dar início à série de livros que contam com a protagonista médica legista Kay Scarpetta.
Esse tipo de leitura figura entre as minhas favoritas, uma vez que adoro ser instigada durante o processo de leitura a fazer mil conjecturas a respeito das situações apresentadas pelos autores.
Patricia Cornwell foi muito feliz em nos apresentar uma personagem forte, e muito decidida.
Uma vez já sabendo das diversas publicações desta série, li esse primeiro livro (meu primeiro contato de fato com a autora), já vislumbrando o que os próximos poderão me proporcionar. E buscarei lê-los um a cada mês a partir de agora.
Recomendo a leitura para as pessoas que como eu se sentem à vontade com tramas intricadas, investigações policiais, buscas à identidade de serial killers e muitas suposições a serem desmascaradas e provavelmente refutadas.
O único ponto negativo ao meu ver é a linguagem extremamente técnica em alguns trechos da história. Por mais que acostumemos com as siglas e informações, é um pouco chato ficar acompanhando essas nomenclaturas. Nada que atrapalhe o bom aproveitamento que tive nesta leitura!
Esse tipo de leitura figura entre as minhas favoritas, uma vez que adoro ser instigada durante o processo de leitura a fazer mil conjecturas a respeito das situações apresentadas pelos autores.
Patricia Cornwell foi muito feliz em nos apresentar uma personagem forte, e muito decidida.
Uma vez já sabendo das diversas publicações desta série, li esse primeiro livro (meu primeiro contato de fato com a autora), já vislumbrando o que os próximos poderão me proporcionar. E buscarei lê-los um a cada mês a partir de agora.
Recomendo a leitura para as pessoas que como eu se sentem à vontade com tramas intricadas, investigações policiais, buscas à identidade de serial killers e muitas suposições a serem desmascaradas e provavelmente refutadas.
O único ponto negativo ao meu ver é a linguagem extremamente técnica em alguns trechos da história. Por mais que acostumemos com as siglas e informações, é um pouco chato ficar acompanhando essas nomenclaturas. Nada que atrapalhe o bom aproveitamento que tive nesta leitura!
February 22, 2015
Releitura. Agora mais madura, devo confessar que são 3 estrelas e não duas. Mas é um livro obsoleto. Não envelheceu bem.
October 2, 2021
Patricia Cornwell foi uma autora muito badalada nos anos 90.
Sua série de livros protagonizada pela médica-legista Kay Scarpetta ficou famosa e cultuada mundialmente, entre os fãs de literatura com um pé na criminologia.
Post-Mortem é o debut de Scarpetta.
Apesar de sites especializados dizerem que você pode começar a ler os livros da série por qualquer parte, o interessante de se ler na sequência é que Patrícia vai construindo sua personagem a cada livro.
Este livro é para quem gosta da parte investigativa e drama.
Mais de 2/3 do livro gira em torno de flashes, sobre a vida pregressa de Scarpetta, e sobre as voltas na investigação sobre um serial killer que ataca somente mulheres.
Tensão, somente nas 20 ou 17 páginas finais (de 300 páginas!)
Se você gosta de ação e momentos de tensão, este livro talvez não seja para você.
Uma coisa interessante: como o livro foi escrito em 1990, os recursos "a lá CSI" da época eram muito rudimentares (um teste de DNA levava meses para sair o resultado). O uso do laser era "uma novidade".
Para alguns pode soar "datado". Para mim foi muito interessante ver como os legistas da época se viravam, e como as restrições tecnológicas limitavam o andamento das investigações.
Datado mesmo é a ausência de celulares. rs
(Li a edição de 2017 - Editora Paralelas - Ótima tradução, diagramação e acabamento. Com direito a uma belíssima capa "holográfica")
Sua série de livros protagonizada pela médica-legista Kay Scarpetta ficou famosa e cultuada mundialmente, entre os fãs de literatura com um pé na criminologia.
Post-Mortem é o debut de Scarpetta.
Apesar de sites especializados dizerem que você pode começar a ler os livros da série por qualquer parte, o interessante de se ler na sequência é que Patrícia vai construindo sua personagem a cada livro.
Este livro é para quem gosta da parte investigativa e drama.
Mais de 2/3 do livro gira em torno de flashes, sobre a vida pregressa de Scarpetta, e sobre as voltas na investigação sobre um serial killer que ataca somente mulheres.
Tensão, somente nas 20 ou 17 páginas finais (de 300 páginas!)
Se você gosta de ação e momentos de tensão, este livro talvez não seja para você.
Uma coisa interessante: como o livro foi escrito em 1990, os recursos "a lá CSI" da época eram muito rudimentares (um teste de DNA levava meses para sair o resultado). O uso do laser era "uma novidade".
Para alguns pode soar "datado". Para mim foi muito interessante ver como os legistas da época se viravam, e como as restrições tecnológicas limitavam o andamento das investigações.
Datado mesmo é a ausência de celulares. rs
(Li a edição de 2017 - Editora Paralelas - Ótima tradução, diagramação e acabamento. Com direito a uma belíssima capa "holográfica")
October 27, 2022
Kay Scarpetta é uma médica legista que colabora com a polícia na investigação de um assassino em série. Este é um sádico doentio que agrediu mulheres jovens e bonitas, que as torturou até à morte e que montou com elas um cenário dantesco nas suas próprias casas.
É um livro antigo, de 1990, na era das disquetes e dos telefones fixos. Tem alguma piada perceber as diferenças que as novas tecnologias trouxeram às investigações e a este tipo de livros.
Gostei muito. Tenho que procurar as próximas investigações da dra. Scarpetta.
É um livro antigo, de 1990, na era das disquetes e dos telefones fixos. Tem alguma piada perceber as diferenças que as novas tecnologias trouxeram às investigações e a este tipo de livros.
Gostei muito. Tenho que procurar as próximas investigações da dra. Scarpetta.
September 1, 2012
A minha atribuição de estrelas pode ser em parte injusta. Foi um livro lido numa altura em que tive pouco tempo para ler, e o cansaço era uma constante. Talvez por isso o tenha lido com menos entusiasmo como habitual.
Neste livro é contado a evolução das investigações de uns crimes cometidos com um modo operandis bastante similar. Estamos a falar de um serial killer. Kay Scarpetta, médica-legista chefe e detective é chamada a estudar os casos, a par com o detective Marino. Trata ela das investigações forenses enquanto Marino faz pesquisa de campo, ajudando-se mutuamente. Mas não é uma ajuda de bom grado. Scarpetta é uma mulher entre homens, sofrendo a indiferença e quiçá inveja de seus colegas masculinos, tornando a ajuda um pouco sensível.
A trama começa já no 4º caso, talvez por haver alguma ligação profissional com Scarpetta, que apesar de desconhecidas são ambas médicas. Talvez por isso os homicídios anteriores tenham sido descurados, e este tenha sido mais enfatizado, não havendo contudo um grande afastamento de importância de cada um. Achei que em vários momentos do livro Scarpetta é mais narradora que interveniente. Presenteia o leitor com as suas reflexões, indo de encontro às de Marino, resultantes das suas investigações das quais não temos informações. O que é certo é que ambos seguem caminhos paralelos e com as mesmas ideias.
Uma exaustiva procura de aspectos comuns aos homicídios faz-nos não ter nenhuma ideia de quem possa ser o assassino. Na verdade, só mesmo no final é que tudo se revela. Inesperadamente descobre-se aspectos que levam a uma pessoa, o assassino, até então completamente desconhecido de todas as personagens.
O que achei do livro? Gostei. Passa muito por investigação forense, o que me agrada, mas que nos afasta e não cria empatia pelas vítimas. Apesar de tudo, uma boa trama, boa de ler... E há continuação...
Neste livro é contado a evolução das investigações de uns crimes cometidos com um modo operandis bastante similar. Estamos a falar de um serial killer. Kay Scarpetta, médica-legista chefe e detective é chamada a estudar os casos, a par com o detective Marino. Trata ela das investigações forenses enquanto Marino faz pesquisa de campo, ajudando-se mutuamente. Mas não é uma ajuda de bom grado. Scarpetta é uma mulher entre homens, sofrendo a indiferença e quiçá inveja de seus colegas masculinos, tornando a ajuda um pouco sensível.
A trama começa já no 4º caso, talvez por haver alguma ligação profissional com Scarpetta, que apesar de desconhecidas são ambas médicas. Talvez por isso os homicídios anteriores tenham sido descurados, e este tenha sido mais enfatizado, não havendo contudo um grande afastamento de importância de cada um. Achei que em vários momentos do livro Scarpetta é mais narradora que interveniente. Presenteia o leitor com as suas reflexões, indo de encontro às de Marino, resultantes das suas investigações das quais não temos informações. O que é certo é que ambos seguem caminhos paralelos e com as mesmas ideias.
Uma exaustiva procura de aspectos comuns aos homicídios faz-nos não ter nenhuma ideia de quem possa ser o assassino. Na verdade, só mesmo no final é que tudo se revela. Inesperadamente descobre-se aspectos que levam a uma pessoa, o assassino, até então completamente desconhecido de todas as personagens.
O que achei do livro? Gostei. Passa muito por investigação forense, o que me agrada, mas que nos afasta e não cria empatia pelas vítimas. Apesar de tudo, uma boa trama, boa de ler... E há continuação...
January 19, 2014
Estou numa daquelas fases em que não me apetece e ler este livro foi uma má escolha. A história até podia ser interessante mas depois dos primeiros capítulos tudo se tornou bem chato, lento e só no final do livro as coisas voltaram a ser interessantes. As personagens não são interessantes e não consegui criar qualquer empatia com elas. Embora bem escrito acho que se tivesse menos 150 páginas talvez fosse mais interessante.
August 13, 2022
4.5 | bom, esse é um dos casos que a releitura salvou MUITO! saiu de um livro que eu detestei para um quase favoritado (me pergunto o que foi que eu li pq tem nada a ver com o que eu tinha em mente antes, mas ok). se prepara, lá vem o textão.
post mortem é o livro que inicia a série (gigantesca, diga-se de passagem) protagonizada pela key scarpetta, mais conhecida como a doutora scarpetta, que é nada mais, nada menos que a médica legista, chefe do departamento de medicina legal de richmond, na virgínia. em relação a isso minha cabeça associou muito a série de tv bones, por mais que a profissão e os crimes sejam diferentes, mas o fato de ser uma médica que sempre acompanha o detetive, o laboratório super equipado e moderno e etc ajudaram nessa associação.
o detetive em questão é peter marino, já passou dos seus 50 anos, super ranziza, meio fechado e talvez duvidoso em suas ações - ou não.
de plano de fundo a gente acompanha um caos na cidade, um serial killer aterrorizando richmond entrando na casa de mulheres, não só estuprando, mas também matando-as e deixando o corpo amarrado de uma forma bizarra. além de seu esperma não-secretor, o assassino deixa sempre um pó brilhante nas vítimas (legal aqui que o livro físico tem aquele troço que dependendo da forma que você segura ele brilha).
iniciamos o livro com a morte da lori petersen, médica que foi assassinada em sua casa no mesmo padrão bizarro do serial killer. a gente vai acompanhar essa investigação e de todos os outros crimes, claro, com muito jargão técnico, muita explicação de procedimentos científicos e talvez muita gente ache bem chato, o que não foi o meu caso, eu amo qualquer lado que os livros policiais vão kkkkkkkkk então, como é narrado pela scarpetta, a gente tem a investigação pela visão da médica legista, não do detetive, mas ela tem uma grande participação na mesma, tá? (bem bones mesmo, ela não fica de forma ou de forma superficial)
por mais que eu seja muito suspeita para falar sobre romances policiais, já que eu amo de qualquer jeito, eu amei muito a forma como a história foi conduzida, como os detalhes bizarros são passados e a gente vai ficando com medo junto, aterrorizada e angustiada junto com a key. o suspense já esperado, que logo na sinopse da um indício de alguém ser suspeito no círculo da doutora, todo parágrafo a gente coloca alguém em dúvida, sem conseguir confiar em ninguém.
eu ficava querendo ler o livro o tempo todo, mas ao mesmo tempo sem querer que ele acabasse. até agora tô me questionando se o final foi legal, acho que eu colocaria que poderia ter um fechamento melhor, mas teve sentido em tudo o que foi sendo construído ao longo da narrativa.
sobre pontos mais específicos:
a forma como logo de início ela faz uma crítica em relação a atitude da imprensa aos casos, como ela mesmo diz ultrapassa da barreira saudável, vai ao extremo com o sensacionalismo e esquece do objetivo de informar e passa aterrorizar a sociedade por pura audiência. a gente vê isso no dia a dia com TANTA facilidade e frequência que é impossível não relacionar, não é mesmo? sempre lembro da palhaçada da imprensa no caso eloá que afetou em níveis estratosfericos o trabalho da polícia e, por consequência, a morte da menina.
além disso, a patricia cornwell usa o espaço da doutora scarpetta de uma forma muito real, principalmente escancarando o machismo e eu vibrei com isso. por mais que se trate de um recorte já privilegiado e sabemos disso, é um livro de 1990 (sempre que eu leio livros policiais, qualquer um, na verdade, eu vejo quando for escrito para saber até onde tolero certas coisas) que coloca/denuncia inúmeras situações de machismo na prática: o chefe pegando no pé dela sem nenhuma explicação, falas bizarras, coisas de um cotidiano extremamente sexista e machista que é somente falando que a gente muda essa merda e fico muito feliz de vê-la colocando isso dessa forma crítica.
um ponto, eu confesso, que me deixou olhando meio de canto (e talvez possa até ser explicado por ter sido escrito há mais de 30 anos atrás, mas mesmo assim) em um momento, a personagem se refere (vou ser meio vaga para não ser spoiler) a uma linguagem mais rebuscada, estudada e sem gírias como "falar como branco", por mais que logo em seguida no diálogo veio como uma crítica, achei meio ridículo e talvez tiro meia estrela por isso.
mas enfim, chega de falar, amei a leitura, já quero ler os outros, alguém me salva.
leiam livros policiais, só leiam!
bjs de luz!!
post mortem é o livro que inicia a série (gigantesca, diga-se de passagem) protagonizada pela key scarpetta, mais conhecida como a doutora scarpetta, que é nada mais, nada menos que a médica legista, chefe do departamento de medicina legal de richmond, na virgínia. em relação a isso minha cabeça associou muito a série de tv bones, por mais que a profissão e os crimes sejam diferentes, mas o fato de ser uma médica que sempre acompanha o detetive, o laboratório super equipado e moderno e etc ajudaram nessa associação.
o detetive em questão é peter marino, já passou dos seus 50 anos, super ranziza, meio fechado e talvez duvidoso em suas ações - ou não.
de plano de fundo a gente acompanha um caos na cidade, um serial killer aterrorizando richmond entrando na casa de mulheres, não só estuprando, mas também matando-as e deixando o corpo amarrado de uma forma bizarra. além de seu esperma não-secretor, o assassino deixa sempre um pó brilhante nas vítimas (legal aqui que o livro físico tem aquele troço que dependendo da forma que você segura ele brilha).
iniciamos o livro com a morte da lori petersen, médica que foi assassinada em sua casa no mesmo padrão bizarro do serial killer. a gente vai acompanhar essa investigação e de todos os outros crimes, claro, com muito jargão técnico, muita explicação de procedimentos científicos e talvez muita gente ache bem chato, o que não foi o meu caso, eu amo qualquer lado que os livros policiais vão kkkkkkkkk então, como é narrado pela scarpetta, a gente tem a investigação pela visão da médica legista, não do detetive, mas ela tem uma grande participação na mesma, tá? (bem bones mesmo, ela não fica de forma ou de forma superficial)
por mais que eu seja muito suspeita para falar sobre romances policiais, já que eu amo de qualquer jeito, eu amei muito a forma como a história foi conduzida, como os detalhes bizarros são passados e a gente vai ficando com medo junto, aterrorizada e angustiada junto com a key. o suspense já esperado, que logo na sinopse da um indício de alguém ser suspeito no círculo da doutora, todo parágrafo a gente coloca alguém em dúvida, sem conseguir confiar em ninguém.
eu ficava querendo ler o livro o tempo todo, mas ao mesmo tempo sem querer que ele acabasse. até agora tô me questionando se o final foi legal, acho que eu colocaria que poderia ter um fechamento melhor, mas teve sentido em tudo o que foi sendo construído ao longo da narrativa.
sobre pontos mais específicos:
a forma como logo de início ela faz uma crítica em relação a atitude da imprensa aos casos, como ela mesmo diz ultrapassa da barreira saudável, vai ao extremo com o sensacionalismo e esquece do objetivo de informar e passa aterrorizar a sociedade por pura audiência. a gente vê isso no dia a dia com TANTA facilidade e frequência que é impossível não relacionar, não é mesmo? sempre lembro da palhaçada da imprensa no caso eloá que afetou em níveis estratosfericos o trabalho da polícia e, por consequência, a morte da menina.
além disso, a patricia cornwell usa o espaço da doutora scarpetta de uma forma muito real, principalmente escancarando o machismo e eu vibrei com isso. por mais que se trate de um recorte já privilegiado e sabemos disso, é um livro de 1990 (sempre que eu leio livros policiais, qualquer um, na verdade, eu vejo quando for escrito para saber até onde tolero certas coisas) que coloca/denuncia inúmeras situações de machismo na prática: o chefe pegando no pé dela sem nenhuma explicação, falas bizarras, coisas de um cotidiano extremamente sexista e machista que é somente falando que a gente muda essa merda e fico muito feliz de vê-la colocando isso dessa forma crítica.
um ponto, eu confesso, que me deixou olhando meio de canto (e talvez possa até ser explicado por ter sido escrito há mais de 30 anos atrás, mas mesmo assim) em um momento, a personagem se refere (vou ser meio vaga para não ser spoiler) a uma linguagem mais rebuscada, estudada e sem gírias como "falar como branco", por mais que logo em seguida no diálogo veio como uma crítica, achei meio ridículo e talvez tiro meia estrela por isso.
mas enfim, chega de falar, amei a leitura, já quero ler os outros, alguém me salva.
leiam livros policiais, só leiam!
bjs de luz!!
May 21, 2020
O gênero (ou seria subgênero?) de livros sobre investigações de crimes é um que eu já tenho certa familiaridade, então não é algo que me choca ou surpreende tanto quanto antes. No caso de Postmortem, o "quem matou?" é, felizmente, o mínimo do foco da narrativa.
Contado do ponto de uma médica legista, o livro aborda questões muito menos limitadas, por assim dizer, do que apenas o crime e quem é o assassino. Entramos na mente e na vida de Kay Scarpetta e refletimos mais sobre suas relações pessoais, sua posição naquele mundo, o seu sentimento em relação aos ataques em série e sobre as dinâmicas entre mídia e investigação do que realmente no suspense de quem é o assassino. E isso é um grande acerto.
Na maior parte dos livros do tipo que já li, o protagonista ou é uma pessoa que apenas observa e analisa o que acontece de maneira impessoal e distante ou o seu desenvolvimento pessoal é quase que completamente desligado do caso que está sendo resolvido. Ao trazer um retrato amplo e completo de todas as "camadas" da vida pessoal e profissional de Kay, a autora cria uma história que soa muito mais como uma observação da vida da protagonista do que sobre desvendar pistas e resolver o mistério.
No entanto, isso não quer dizer que o mistério é construído de maneira preguiçosa. Cada detalhe, cada pista, cada nova informação nos é mostrada com uma fluidez absurda dentro da história, mas nunca a ponto de colocar Kay como a detetive-mor do caso, o que é uma escolha inteligente, pois ela é "apenas" a médica legista e não faz sentido ela receber todas as informações sobre o que vemos ser desvendado durante a leitura.
Infelizmente, alguns problemas aparecem pontualmente, como a retratação preconceituosa de negros e LGBTs e algumas subtramas desnecessárias, que impedem o livro de ser impecável. Ainda assim, é uma ótima leitura e um ótimo início de uma promissora série sobre a protagonista. Espero que o próximo apenas eleve a qualidade mostrada aqui.
Contado do ponto de uma médica legista, o livro aborda questões muito menos limitadas, por assim dizer, do que apenas o crime e quem é o assassino. Entramos na mente e na vida de Kay Scarpetta e refletimos mais sobre suas relações pessoais, sua posição naquele mundo, o seu sentimento em relação aos ataques em série e sobre as dinâmicas entre mídia e investigação do que realmente no suspense de quem é o assassino. E isso é um grande acerto.
Na maior parte dos livros do tipo que já li, o protagonista ou é uma pessoa que apenas observa e analisa o que acontece de maneira impessoal e distante ou o seu desenvolvimento pessoal é quase que completamente desligado do caso que está sendo resolvido. Ao trazer um retrato amplo e completo de todas as "camadas" da vida pessoal e profissional de Kay, a autora cria uma história que soa muito mais como uma observação da vida da protagonista do que sobre desvendar pistas e resolver o mistério.
No entanto, isso não quer dizer que o mistério é construído de maneira preguiçosa. Cada detalhe, cada pista, cada nova informação nos é mostrada com uma fluidez absurda dentro da história, mas nunca a ponto de colocar Kay como a detetive-mor do caso, o que é uma escolha inteligente, pois ela é "apenas" a médica legista e não faz sentido ela receber todas as informações sobre o que vemos ser desvendado durante a leitura.
Infelizmente, alguns problemas aparecem pontualmente, como a retratação preconceituosa de negros e LGBTs e algumas subtramas desnecessárias, que impedem o livro de ser impecável. Ainda assim, é uma ótima leitura e um ótimo início de uma promissora série sobre a protagonista. Espero que o próximo apenas eleve a qualidade mostrada aqui.
July 30, 2025
3 estrelas sólidas. it's good, could be great!
o setting está muito bem conseguido, incorpora super bem a parte da investigação criminal com a medicina legal e forense, com detalhes muito pesados (disclaimer!).
o enredo não é daqueles que te deixa necessariamente boquiaberta, não é o tipo de livro para aquelas pessoas que querem um livro policial com vários plot twists ou enredos absurdos. é um enredo clássico e infelizmente realista e bastante perturbador.
as personagens podiam ser mais complexas, mas tendo em conta que é o primeiro livro de uma série de quase 30 livros, acredito que vá ser explorado posteriormente, mas mesmo assim as interações entre as personagens podiam ter sido mais interessantes.
gostei da relação da kay com a sobrinha, ponto muito forte do livro.
mais para o fim, também gostei da dinâmica com a jornalista abby. acho que deu uma pitada bonita ao livro de "amizades" femininas.
já as relações com os homens são o que se pode esperar lmao.
lastly, o livro apresenta alguns estereótipos problemáticos, talvez um produto do seu tempo, mas não deixa de ser criticável. até fui pesquisar mais sobre a autora e vi que ela é casada com uma mulher, o que me surpreendeu. homofobia interiorizada keeps winning, i guess...
o setting está muito bem conseguido, incorpora super bem a parte da investigação criminal com a medicina legal e forense, com detalhes muito pesados (disclaimer!).
o enredo não é daqueles que te deixa necessariamente boquiaberta, não é o tipo de livro para aquelas pessoas que querem um livro policial com vários plot twists ou enredos absurdos. é um enredo clássico e infelizmente realista e bastante perturbador.
as personagens podiam ser mais complexas, mas tendo em conta que é o primeiro livro de uma série de quase 30 livros, acredito que vá ser explorado posteriormente, mas mesmo assim as interações entre as personagens podiam ter sido mais interessantes.
gostei da relação da kay com a sobrinha, ponto muito forte do livro.
mais para o fim, também gostei da dinâmica com a jornalista abby. acho que deu uma pitada bonita ao livro de "amizades" femininas.
já as relações com os homens são o que se pode esperar lmao.
lastly, o livro apresenta alguns estereótipos problemáticos, talvez um produto do seu tempo, mas não deixa de ser criticável. até fui pesquisar mais sobre a autora e vi que ela é casada com uma mulher, o que me surpreendeu. homofobia interiorizada keeps winning, i guess...
March 15, 2026
Esta é uma série muito popular, o primeiro livro da série Kay Scarpetta e o romance de estreia de Patricia Cornwell. Como o título da série foi nomeado, os romances giram em torno do Médico Examinador-Chefe Dr. Kay Scarpetta, que se une ao sargento Pete Marino no Departamento de Polícia de Richmond para resolver um caso de assassinato. Presumo que esses dois também estarão se unindo em todos os outros livros.
O enredo é divertido às vezes e em outros momentos pode se tornar um pouco tedioso se o leitor não estiver interessado em tecnicismos. Uma desvantagem dessa história é que algumas partes dela não se aguentaram bem. Entrar em detalhes e várias páginas para explicar o que é DNA e como ele funciona pode ter sido uma grande coisa e uma coisa nova quando o livro foi lançado, mas não é mais. As mesmas coisas podem ser ditas sobre computadores, senhas e tecnologia. Tudo isso é desnecessário hoje e parece se sentir datado.
Gostei de como a autora criou a química entre Kay e Marino. O primeiro encontro deles e como eles confiaram um no outro e trabalharam juntos como uma equipe. Eu sinto que esse será o destaque dos outros livros da série e algo para se esperar. Esta série é longa e ainda está acontecendo! Com o 25° livro lançado em 2025, então precisa de algum tipo de compromisso para recuperar o atraso. O bom é que em cada livro há um novo mistério ou crime para resolver, para que não se tenha que lê-los consecutivos por medo de esquecer os eventos do livro anterior. Ainda não decidi se quero continuar com a série. Posso pegar o próximo livro sempre que estiver com vontade.
O enredo é divertido às vezes e em outros momentos pode se tornar um pouco tedioso se o leitor não estiver interessado em tecnicismos. Uma desvantagem dessa história é que algumas partes dela não se aguentaram bem. Entrar em detalhes e várias páginas para explicar o que é DNA e como ele funciona pode ter sido uma grande coisa e uma coisa nova quando o livro foi lançado, mas não é mais. As mesmas coisas podem ser ditas sobre computadores, senhas e tecnologia. Tudo isso é desnecessário hoje e parece se sentir datado.
Gostei de como a autora criou a química entre Kay e Marino. O primeiro encontro deles e como eles confiaram um no outro e trabalharam juntos como uma equipe. Eu sinto que esse será o destaque dos outros livros da série e algo para se esperar. Esta série é longa e ainda está acontecendo! Com o 25° livro lançado em 2025, então precisa de algum tipo de compromisso para recuperar o atraso. O bom é que em cada livro há um novo mistério ou crime para resolver, para que não se tenha que lê-los consecutivos por medo de esquecer os eventos do livro anterior. Ainda não decidi se quero continuar com a série. Posso pegar o próximo livro sempre que estiver com vontade.
March 20, 2026
📖 Post-Mortem
🖋 Patricia Cornwell
🧬 Thriller
⭐️ 4
🌶 0
Em um cenário onde a tecnologia forense de 1990 ainda dava seus primeiros passos, Richmond é assombrada por um predador invisível. O serial killer escolhe as madrugadas de sábado para estrangular mulheres em seus próprios refúgios. Scarpetta, médica-legista-chefe da Virgínia, encara não apenas a brutalidade dos crimes, mas um sistema machista e perigoso.
O assassino é um "não-secretor", o que torna o DNA um fantasma difícil de rastrear. Com vazamentos de informações sigilosas e o caos político ameaçando sua carreira, Scarpetta precisa seguir a única e misteriosa pista: um resíduo brilhante deixado nos corpos.
Para fãs de CSI e Mindhunter, é um prato cheio. A obra é um mergulho no início da era forense, onde a intuição cede lugar à ciência. Mesmo que o mistério tome caminhos previsíveis em certos momentos, a tensão constante e a crueza dos detalhes tornam este livro um sobrevivente do tempo, tanto que está ganhando uma adaptação.
🖋 Patricia Cornwell
🧬 Thriller
⭐️ 4
🌶 0
Em um cenário onde a tecnologia forense de 1990 ainda dava seus primeiros passos, Richmond é assombrada por um predador invisível. O serial killer escolhe as madrugadas de sábado para estrangular mulheres em seus próprios refúgios. Scarpetta, médica-legista-chefe da Virgínia, encara não apenas a brutalidade dos crimes, mas um sistema machista e perigoso.
O assassino é um "não-secretor", o que torna o DNA um fantasma difícil de rastrear. Com vazamentos de informações sigilosas e o caos político ameaçando sua carreira, Scarpetta precisa seguir a única e misteriosa pista: um resíduo brilhante deixado nos corpos.
Para fãs de CSI e Mindhunter, é um prato cheio. A obra é um mergulho no início da era forense, onde a intuição cede lugar à ciência. Mesmo que o mistério tome caminhos previsíveis em certos momentos, a tensão constante e a crueza dos detalhes tornam este livro um sobrevivente do tempo, tanto que está ganhando uma adaptação.
May 11, 2014
3,5*
Opinião originalmente publicada aqui.
Andava já há muito para ler uma das aventuras da Dra. Kay Scarpetta, a famosa médica legista. (Caía na lista interminável de livros que “um dia” havia de ler.) Tenho alguns outros volumes traduzidos, mas queria começar pelo primeiro, e acabei por optar pelo ebook.
Kay é uma mulher num mundo de homens – apesar da sua experiência e competência, e de ser a Chefe do Instituto de Medicina Legal do estado da Virginia, é ainda olhada de lado por alguns dos que trabalham consigo. Mas para Kay as coisas nunca haviam sido fáceis – já na Faculdade de Medicina fora uma das únicas mulheres a acabar o curso, sem ajuda de qualquer um dos seus colegas. Mesmo na vida pessoal, os homens do seu passado não lhe trazem memórias felizes: quer o seu pai, por adoecer e morrer quando ainda era criança, quer o ex-marido, que Kay menciona apenas ao de leve, dando a entender que era abusivo.
Com uma mãe que a sufoca e uma irmã que dá mais atenção à sua vida social e aos seus livros infantis que à própria filha, resta a Kay apenas esta, Lucy, uma criança de um intelecto muito superior ao esperado para a sua idade, mas que vive com uma carência de afecto parcialmente colmatada pelas férias que passa em casa da tia.
Como policial, o livro é bastante bom. Há um assassino em série em Richmond, cuja violência aumenta de caso para caso. Kay colabora com o Agente Benton Wesley, um profiler do FBI, e com o Sargento Pete Marino, da polícia local, para tentar apanhar o elusivo criminoso. À medida que os seguimos vamos apanhando peças do puzzle que nem sempre encaixam, e somos levados a tecer várias teorias acerca do mistério, tal como os investigadores, para depois termos de as desconstruir para fazer encaixar cada nova pista.
Nesta vertente salta à vista o facto de o livro ter sido escrito e publicado há mais de 10 anos: a identificação pelo DNA é um método ainda embrionário e moroso, e a equipa usa todos os outros métodos possíveis para descobrir a identidade do assassino; para além disto, também o facto de a informatização dos processos ser algo relativamente novo, e de os computadores serem seres complicados, com necessidade de conhecimento específico para serem manipulados, nos leva atrás no tempo e nos desconcerta um pouco.
Para além do assassínios, como se já não fossem suficientes para perturbar Kay emocionalmente (embora esta o negue, pois sempre foi sua política distanciar-se dos casos em que trabalha), esta vê-se a braços com uma falha na segurança dos dados informatizados que pode comprometer a investigação, e pôr o seu próprio cargo e credibilidade em risco.
À primeira vista, Kay era uma personagem com quem me iria identificar naturalmente – (quase) partilhamos a profissão, e apesar de as mulheres já ultrapassarem os homens em número na nossa área, ainda há sinais do machismo que Kay tenta combater, tanto na Medicina como na sociedade em geral. No entanto, não consegui empatizar devidamente com a Dra. Scarpetta, excepto num ou outro momento da narrativa. Achei a personagem um pouco incoerente em algumas das suas atitudes, e por vezes algo arrogante e demasiado auto-indulgente. Para além disso, tem um comentário com um toque de homofobia que me incomodou profundamente, e, apesar de ser mais “desculpável” pela época em que se passa a história, há racismo implícito numa cena específica. Isto levou-me a fazer alguma pesquisa, e pelo que me parece a autora não comunga das opiniões da sua personagem principal, e a verdade é que Kay apenas dá voz a opiniões generalizadas da população na altura, mas que não me caíram muito bem. Outra questão cultural que me fez uma certa espécie – Kay não encontrou qualquer problema em servir vinho à sua sobrinha de 10 anos em duas ocasiões distintas!
Para terminar os aspectos negativos, não consigo deixar de mencionar uma incorrecção científica, que possivelmente não o seria na altura – é dito em mais que uma ocasião que os psicopatas, ou indivíduos com distúrbio de personalidade antissocial, têm uma inteligência acima da média. Isto não é totalmente correcto – podem ter ou não, como qualquer pessoa.
Na verdade, a parte mais interessante da personagem principal é o seu relacionamento com as personagens secundárias, nomeadamente Lucy e Marino. A primeira, em si, é fascinante – Cornwell consegue não torna-la no cliché da criança sobredotada que se comporta como um adulto em ponto pequeno, mas sim uma menina com problemas de comportamento decorrentes de uma vida familiar desestruturada, que se refugia até certo ponto na busca de conhecimento.
Com Marino acontece o oposto de Kay – um detective “old school”, machista q.b., muito pouco virado para os desenvolvimentos tecnológicos… podia ser uma personagem odiável, mas, na minha opinião, é muito mais consistente e bem construído do que a própria Scarpetta. A constante luta de vontades entre os dois parece mover a narrativa, e percebemos que apenas o facto de ambos serem extremamente bons no seu trabalho (e se respeitarem pelo menos profissionalmente) e de terem o objectivo comum de fazer justiça impede a ruptura total entre eles.
Estes são exactamente os motivos pelos quais acabei por gostar da vertente mais pessoal do livro, para além da investigação do caso, e pelos quais pretendo continuar a ler a série – Marino e Scarpetta completam-se e fazem uma dupla de investigadores excelente.
Opinião originalmente publicada aqui.
Andava já há muito para ler uma das aventuras da Dra. Kay Scarpetta, a famosa médica legista. (Caía na lista interminável de livros que “um dia” havia de ler.) Tenho alguns outros volumes traduzidos, mas queria começar pelo primeiro, e acabei por optar pelo ebook.
Kay é uma mulher num mundo de homens – apesar da sua experiência e competência, e de ser a Chefe do Instituto de Medicina Legal do estado da Virginia, é ainda olhada de lado por alguns dos que trabalham consigo. Mas para Kay as coisas nunca haviam sido fáceis – já na Faculdade de Medicina fora uma das únicas mulheres a acabar o curso, sem ajuda de qualquer um dos seus colegas. Mesmo na vida pessoal, os homens do seu passado não lhe trazem memórias felizes: quer o seu pai, por adoecer e morrer quando ainda era criança, quer o ex-marido, que Kay menciona apenas ao de leve, dando a entender que era abusivo.
Com uma mãe que a sufoca e uma irmã que dá mais atenção à sua vida social e aos seus livros infantis que à própria filha, resta a Kay apenas esta, Lucy, uma criança de um intelecto muito superior ao esperado para a sua idade, mas que vive com uma carência de afecto parcialmente colmatada pelas férias que passa em casa da tia.
Como policial, o livro é bastante bom. Há um assassino em série em Richmond, cuja violência aumenta de caso para caso. Kay colabora com o Agente Benton Wesley, um profiler do FBI, e com o Sargento Pete Marino, da polícia local, para tentar apanhar o elusivo criminoso. À medida que os seguimos vamos apanhando peças do puzzle que nem sempre encaixam, e somos levados a tecer várias teorias acerca do mistério, tal como os investigadores, para depois termos de as desconstruir para fazer encaixar cada nova pista.
Nesta vertente salta à vista o facto de o livro ter sido escrito e publicado há mais de 10 anos: a identificação pelo DNA é um método ainda embrionário e moroso, e a equipa usa todos os outros métodos possíveis para descobrir a identidade do assassino; para além disto, também o facto de a informatização dos processos ser algo relativamente novo, e de os computadores serem seres complicados, com necessidade de conhecimento específico para serem manipulados, nos leva atrás no tempo e nos desconcerta um pouco.
Para além do assassínios, como se já não fossem suficientes para perturbar Kay emocionalmente (embora esta o negue, pois sempre foi sua política distanciar-se dos casos em que trabalha), esta vê-se a braços com uma falha na segurança dos dados informatizados que pode comprometer a investigação, e pôr o seu próprio cargo e credibilidade em risco.
À primeira vista, Kay era uma personagem com quem me iria identificar naturalmente – (quase) partilhamos a profissão, e apesar de as mulheres já ultrapassarem os homens em número na nossa área, ainda há sinais do machismo que Kay tenta combater, tanto na Medicina como na sociedade em geral. No entanto, não consegui empatizar devidamente com a Dra. Scarpetta, excepto num ou outro momento da narrativa. Achei a personagem um pouco incoerente em algumas das suas atitudes, e por vezes algo arrogante e demasiado auto-indulgente. Para além disso, tem um comentário com um toque de homofobia que me incomodou profundamente, e, apesar de ser mais “desculpável” pela época em que se passa a história, há racismo implícito numa cena específica. Isto levou-me a fazer alguma pesquisa, e pelo que me parece a autora não comunga das opiniões da sua personagem principal, e a verdade é que Kay apenas dá voz a opiniões generalizadas da população na altura, mas que não me caíram muito bem. Outra questão cultural que me fez uma certa espécie – Kay não encontrou qualquer problema em servir vinho à sua sobrinha de 10 anos em duas ocasiões distintas!
Para terminar os aspectos negativos, não consigo deixar de mencionar uma incorrecção científica, que possivelmente não o seria na altura – é dito em mais que uma ocasião que os psicopatas, ou indivíduos com distúrbio de personalidade antissocial, têm uma inteligência acima da média. Isto não é totalmente correcto – podem ter ou não, como qualquer pessoa.
Na verdade, a parte mais interessante da personagem principal é o seu relacionamento com as personagens secundárias, nomeadamente Lucy e Marino. A primeira, em si, é fascinante – Cornwell consegue não torna-la no cliché da criança sobredotada que se comporta como um adulto em ponto pequeno, mas sim uma menina com problemas de comportamento decorrentes de uma vida familiar desestruturada, que se refugia até certo ponto na busca de conhecimento.
Com Marino acontece o oposto de Kay – um detective “old school”, machista q.b., muito pouco virado para os desenvolvimentos tecnológicos… podia ser uma personagem odiável, mas, na minha opinião, é muito mais consistente e bem construído do que a própria Scarpetta. A constante luta de vontades entre os dois parece mover a narrativa, e percebemos que apenas o facto de ambos serem extremamente bons no seu trabalho (e se respeitarem pelo menos profissionalmente) e de terem o objectivo comum de fazer justiça impede a ruptura total entre eles.
Estes são exactamente os motivos pelos quais acabei por gostar da vertente mais pessoal do livro, para além da investigação do caso, e pelos quais pretendo continuar a ler a série – Marino e Scarpetta completam-se e fazem uma dupla de investigadores excelente.
February 9, 2022
desenvolvimento interessante (lento de um jeito gostoso), prende a atenção do leitor e satisfaz no aprofundamento dos personagens. é uma leitura que vale a pena, mas certamente perde em alguns aspectos: o suspense não é tão bem elaborado, por exemplo, além de que muitos personagens não tiveram um desenvolvimento legal e o final deixa a desejar sobre a relação da médica legista (a principal) e do Marino. A personagem principal foi muito bem desenvolvida, assim como sua sobrinha :)
March 21, 2026
Adorei conhecer a escrita da Patricia e de como a mesma nos faz refletir também na época em que a história foi escrita. Com personagens cativantes, acabei por sentir o final demasiado corrido e confuso, ao ponto de me levar a ler por duas vezes. Estou, contudo, extremamente curioso para ler mais.
April 19, 2026
3,6⭐️ interessante, satisfatoriamente construído, mas bem datado. Algumas passagens deram-me arrepios (embebedar a sobrinha; estigmatizar os homossexuais,…), se calhar pelas razões erradas. Prefiro acreditar que são fruto da sua época.
May 3, 2018
Apesar de ser um livro de 1990, consegue manter-se atual e intrigante como um bom policial deve ser.
October 13, 2018
Deus do céu! Fiquei com a impressão de que até os personagens ficaram constrangidos com o final do livro.
December 10, 2020
Gostei muito desse livro. Já faz algum tempo que li (4 anos(?). Estou sempre à cata do próximo pra ler.Tks
September 11, 2022
Li esse livro porque vi resenhas que diziam que o primeiro livro da série era a obra da carreira dela, se eu fosse a autora eu processava por danos morais...
February 23, 2026
Leitura interessante, trilher fantástico que nós faz querer ler cada vez mais para descobrir o fim
April 1, 2026
Achei o final muito apressado e sem grande conteúdo, mas é um bom livro. Quero continuar a ler mais desta autora 📖
May 22, 2026
Entreteve.
Gostei da história por causa da forma como foi contada a investigação.
Gostei da história por causa da forma como foi contada a investigação.
May 30, 2026
Achei aborrecida a forma como é contada a história, cheia de pormenores que achei irrelevantes e que o fim mostrou que não interessavam para nada. 😑
February 3, 2014
Tenho gostado de ler cada vez mais bons policiais. Porque são livros que têm sempre algum mistério que prende o leitor às páginas e transforma-o num bocadinho detective também,ansiando por descobrir o assassino. Patricia Cornwell é uma das famosas escritoras modernas de policiais, criando uma médica legista, Kay Scarpetta, que tem neste "Post-Mortem" a sua primeira aventura contada ao público.
Mulheres estão a ser encontradas mortas e tudo indica que pelo mesmo criminoso. A história envolve-nos na morte da quarta vitima, uma estudante de medicina, apaixonada por violino, que é encontrada pelo marido, nua, e com as mãos atadas!
Este livro foi escrito em 1990 e nota-se aqui uma época em que, por exemplo, fazer uma análise DNA demorava dias e requeria máquinas exclusivas de alguns locais. É super interessante ver como a ciência forense evolui e como, hoje em dia, temos máquinas para quase tudo! Mas essas diferenças notam-se apenas neste aspecto porque este policial é, na minha opinião, intemporal.
Não tem um alto nível de suspense nem de surpresa, quando se chega oa final e ao veredicto da questão. Na realidade até é um pouco decepcionante o desvendar do mistério dos assassinatos e acho que o livro, provavelmente por ser o primeiro da série, nos mostra mais da personalidade e da vida envolvente da detective do que propriamente da investigação criminal. Mas, é um bom livro e pretendo continuar a ler mais crimes desvendados por Scarpetta.
Mulheres estão a ser encontradas mortas e tudo indica que pelo mesmo criminoso. A história envolve-nos na morte da quarta vitima, uma estudante de medicina, apaixonada por violino, que é encontrada pelo marido, nua, e com as mãos atadas!
Este livro foi escrito em 1990 e nota-se aqui uma época em que, por exemplo, fazer uma análise DNA demorava dias e requeria máquinas exclusivas de alguns locais. É super interessante ver como a ciência forense evolui e como, hoje em dia, temos máquinas para quase tudo! Mas essas diferenças notam-se apenas neste aspecto porque este policial é, na minha opinião, intemporal.
Não tem um alto nível de suspense nem de surpresa, quando se chega oa final e ao veredicto da questão. Na realidade até é um pouco decepcionante o desvendar do mistério dos assassinatos e acho que o livro, provavelmente por ser o primeiro da série, nos mostra mais da personalidade e da vida envolvente da detective do que propriamente da investigação criminal. Mas, é um bom livro e pretendo continuar a ler mais crimes desvendados por Scarpetta.
November 1, 2009
Este foi o primeiro livro que recebi através do BookCrossing. E gostei. É um policial ao meu estilo, com descrições pormenorizadas dos crimes e que à medida que a história se desenvolve nos vai revelando a personalidade do assassino.
Patricia Cornwell faz parte daquelas escritoras que desenvolve uma personagem comum aos seus romances e com a qual o leitor estabelece uma relação de cumplicidade. No seu caso, a personagem é a médica legista Kay Scarpetta, uma mulher profissional, mas que num meio de homens ainda é vista como o elo mais fraco.
A história deste livro gira em torno do assassínio de cinco mulheres que aparentemente nada tinham em comum, para além de terem encontrado a morte prematura e sadicamente nas mãos e fantasias de um assassino cruel.
Patricia Cornwell faz parte daquelas escritoras que desenvolve uma personagem comum aos seus romances e com a qual o leitor estabelece uma relação de cumplicidade. No seu caso, a personagem é a médica legista Kay Scarpetta, uma mulher profissional, mas que num meio de homens ainda é vista como o elo mais fraco.
A história deste livro gira em torno do assassínio de cinco mulheres que aparentemente nada tinham em comum, para além de terem encontrado a morte prematura e sadicamente nas mãos e fantasias de um assassino cruel.
February 23, 2014
A trama é bem construída, o leitor tem a mesma quantidade de informações que os personagens, o que nos incita a tirar nossas próprias conclusões também. Por “liberar” as dicas aos poucos, somos levados - assim como os personagens - a aventar várias possíveis teorias para descobrir em seguida que são falsas. O desfecho é condizente com as informações dadas no decorrer da narrativa, sem deixar aquela impressão incômoda de “ué! de onde saiu essa pista?” - algo infelizmente comum em algumas obras não tão bem estruturadas.
Resenha completa no blog:
http://www.cafeinaliteraria.com.br/20...
Resenha completa no blog:
http://www.cafeinaliteraria.com.br/20...
February 1, 2013
O livro perdeu uma estrela devido a cena final que em minha opinião poderia ter sido mais bem trabalhada. A janela aberta foi muito conveniente, combinada com o lapso da Drª Kay ao não carregar a arma, ficou um pouco excessivo. Seriam 4 ¹/² estrelas , mas como a cena final é vital para o desfecho de todo o enredo, eu irei aproximar para menos.
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