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Muhammad: A Biography of the Prophet
Western relations with the Muslim world are increasingly important to international stability, but, although more can be discovered about Muhammad than about any other founder of a world religion, much of what is known about him originates from prejudiced medieval accounts written at the time of the Crusades. Just as she used events in St Paul's life to examine Christian dilemmas in "The First Christian", here Karen Armstrong draws on events in Muhammad's life to discuss Western problems and prejudices. In considering his dealings with his wives and female converts, she asks whether he and his religion are truly as misogynistic as Westerners tend to believe. She also asks how his extraordinary political success has affected our view of Islam. Christians are used to the spectacle of the crucified Jesus and have sanctified the notion of failure and humiliation. Sunni Muslims, on the other hand, tend to see worldly success as a sign of God's blessing and are suffering peculiar difficulties now in coming to terms with the weakness vis-a-vis the West. The book has been written for general readership, but with the aim of maintaining standards of scholarship, and it offers a view of Muhammad the prophet as a sympathetic man whose exciting life helps one to appreciate the rich complexity of the Muslim tradition. Karen Armstrong's other books include "The Gospel According to Woman" and "Holy War".
290 pages, Paperback
First published April 1, 1991
About the author
Karen Armstrong
74 books3,491 followersKaren Armstrong is a British author and commentator of Irish Catholic descent known for her books on comparative religion. A former Roman Catholic religious sister, she went from a conservative to a more liberal and mystical Christian faith. She attended St Anne's College, Oxford, while in the convent and graduated in English. She left the convent in 1969. Her work focuses on commonalities of the major religions, such as the importance of compassion and the Golden Rule.
Armstrong received the US$100,000 TED Prize in February 2008. She used that occasion to call for the creation of a Charter for Compassion, which was unveiled the following year.
Armstrong received the US$100,000 TED Prize in February 2008. She used that occasion to call for the creation of a Charter for Compassion, which was unveiled the following year.
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Community Reviews
Displaying 1 - 4 of 4 reviews
November 21, 2019
Minhas fortes primeiras impressões ao iniciar a leitura do Maomé de Karen Armstrong é que estava diante de um trabalho ditado pela fé e que talvez buscasse a aprovação do mundo islâmico o que seria excelente em termos comerciais.
No entanto, esta impressão se desvaneceu à medida que avançava na leitura e entendia o ponto de vista de Armstrong que procurou balancear a enorme influência contrária a Maomé que se originava desde a antiguidade e foi reforçada pela histórias pejorativas de Mahound contadas desde a idade média e explorada por Salman Rushdie na sua polêmica obra Versos Satânicos.
A autora seguramente acredita nas revelações de Maomé, isto é patente em certos trechos do livro, é portanto, uma obra que privilegia mais a fé do que a realidade histórica, mas tem o mérito de procurar analisar os feitos bons e maus de Maomé fora das lentes do século 20 (quando o livro foi escrito), tentando se colocar no século VII.
Vejam por exemplo a surpreendente análise sobre o massacre da tribo judia de Qurayzah
"Aquela era uma sociedade muito primitiva - muito mais primitiva que a sociedade judaica em que Jesus viveu e difundiu seu evangelho de perdão e amor seiscentos anos antes. Naquele estágio os árabes não tinham um conceito de lei natural e universal. No começo do século VII não se esperava que um chefe árabe demonstrasse misericórdia para com os traidores como Qurayzah. O massacre dos Qurayzah é uma prova das graves condições da Arábia durante a vida de Maomé. É claro que temos razões pra condenar esse massacre sem reservas, mas não foi um crime tão grande como seria hoje, Tudo que Maomé tinha era a ordem tribal que permitia esse expediente para preservar o grupo."
Recomendo essa obra seja lida depois da leitura de outra biografia de Maomé que utilize o viés contrário, como por exemplo All About Muhammad de F.W. Burleigh . Fazendo isso você consegue chegar a um ponto de equilíbrio.
No entanto, esta impressão se desvaneceu à medida que avançava na leitura e entendia o ponto de vista de Armstrong que procurou balancear a enorme influência contrária a Maomé que se originava desde a antiguidade e foi reforçada pela histórias pejorativas de Mahound contadas desde a idade média e explorada por Salman Rushdie na sua polêmica obra Versos Satânicos.
A autora seguramente acredita nas revelações de Maomé, isto é patente em certos trechos do livro, é portanto, uma obra que privilegia mais a fé do que a realidade histórica, mas tem o mérito de procurar analisar os feitos bons e maus de Maomé fora das lentes do século 20 (quando o livro foi escrito), tentando se colocar no século VII.
Vejam por exemplo a surpreendente análise sobre o massacre da tribo judia de Qurayzah
"Aquela era uma sociedade muito primitiva - muito mais primitiva que a sociedade judaica em que Jesus viveu e difundiu seu evangelho de perdão e amor seiscentos anos antes. Naquele estágio os árabes não tinham um conceito de lei natural e universal. No começo do século VII não se esperava que um chefe árabe demonstrasse misericórdia para com os traidores como Qurayzah. O massacre dos Qurayzah é uma prova das graves condições da Arábia durante a vida de Maomé. É claro que temos razões pra condenar esse massacre sem reservas, mas não foi um crime tão grande como seria hoje, Tudo que Maomé tinha era a ordem tribal que permitia esse expediente para preservar o grupo."
Recomendo essa obra seja lida depois da leitura de outra biografia de Maomé que utilize o viés contrário, como por exemplo All About Muhammad de F.W. Burleigh . Fazendo isso você consegue chegar a um ponto de equilíbrio.
December 18, 2025
Por recomendação de um professor arabista, li "Maomé- uma biografia do profeta" de Karen Armstrong.
Trata-se de um livro que explora a vida de Maomé e a fundação da religião muçulmana. O livro retrata a então nova religião como um projeto de monoteísmo, justiça social e coesão comunitária e contribui para desmistificar visões deturpadas da religião islâmica.
É um livro muito interessante para quem quer entender um pouco mais da religião muçulmana, para além de preconceitos e estereótipos, mas em determinadas passagens torna-se um pouco cansativo pela riqueza dos detalhes e dos eventos.
Trata-se de um livro que explora a vida de Maomé e a fundação da religião muçulmana. O livro retrata a então nova religião como um projeto de monoteísmo, justiça social e coesão comunitária e contribui para desmistificar visões deturpadas da religião islâmica.
É um livro muito interessante para quem quer entender um pouco mais da religião muçulmana, para além de preconceitos e estereótipos, mas em determinadas passagens torna-se um pouco cansativo pela riqueza dos detalhes e dos eventos.
March 31, 2026
Eu tenho é PAVOR do ocidente.
Cara como que pode a gente ser tão ignorante sobre todo um pedaço do nosso planeta? O nível de propaganda para transformar um religião linda, progressista, simpática e abrangente em terrorismo por conta do 11/09.
Toda maldição e desgraça para o povo norte americano é pouco. Apenas o sangue de inocentes vai reerguer o grandioso império Árabe - brinks galera esse livro me mudou sou uma pessoa muito mais tolerante e respeitosa.
Maomé é top3 gente fina do mundo
Cara como que pode a gente ser tão ignorante sobre todo um pedaço do nosso planeta? O nível de propaganda para transformar um religião linda, progressista, simpática e abrangente em terrorismo por conta do 11/09.
Toda maldição e desgraça para o povo norte americano é pouco. Apenas o sangue de inocentes vai reerguer o grandioso império Árabe - brinks galera esse livro me mudou sou uma pessoa muito mais tolerante e respeitosa.
Maomé é top3 gente fina do mundo
May 4, 2023
Um bom livro sobre um tema espinhoso que imagino que muitos tem medo de tentar escrever objetivamente. Chega a incomodar muito a quantidade de "panos quentes" que a autora despeja sobre cada um dos pontos polêmicos dessa história , por outro lado entendo que se não tivesse feito isso é possível que sua integridade física fosse ameaçada
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