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Caderneta de Cromos

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A enciclopédia definitiva sobre o que nos deliciava nos anos 70 e 80.
(mais saudável do que um Granizado Fá, embora deva ter a mesma quantidade de tinta)

Em O Homem Que Mordeu o Cão, Nuno Markl contou histórias muito bizarras. Mas haverá história mais bizarra do que crescer nas décadas de 70 e 80? Dos microfones da Rádio Comercial para as páginas profusamente ilustradas desta edição, eis a Caderneta de Cromos – reunindo uma centena dos mais bombásticos e inesquecíveis cromos da nossa infância e juventude!

Uma colecção que responde a questões pertinentes como:
- Samantha Fox e Kim Wilde: Qual delas para casar? Qual delas para coiso?
- Quantas maneiras havia de comer bolachas Belinhas?
- Usar um casaco branco igual ao do Don Johnson no Miami Vice resulta na vida real quando se é caixa-de-óculos?
- De que forma os Kalkitos são uma metáfora para as relações sexuais sem amor?
- Porque é que o Fizz Limão é o D. Sebastião da indústria dos gelados?
- Como se resolve, afinal, o Cubo Mágico*?
*Gostava muito de ajudar nesta parte, mas ainda hoje não faço ideia.

224 pages, Paperback

First published September 24, 2010

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About the author

Nuno Markl

33 books289 followers
Nuno Frederico Correia da Silva Lobato Markl nasceu em Lisboa, a 21 de Julho de 1971, no Hospital da Cruz Vermelha. Com apenas 4 anos já fazia as suas próprias bandas desenhadas, servindo-se de uma miríade de personagens para dar alma às suas histórias. Até que aos 10 anos de idade surgiu uma paixão ainda mais forte: a rádio! E foi precisamente com esta idade que começou as suas emissões radiofónicas embora estas não chegassem muito mais longe que o seu quarto. Utilizava um velho gravador National onde gravava a emissão, um microfone e uma telefonia a pilhas. Em tempo de férias ia a Vila do Conde que é a sua segunda terra (a primeira é Benfica onde vive desde a infância).
Mas foi durante o tempo de aulas que Nuno teve a sua primeira experiência radiofónica digna desse nome. Estávamos em 1988. Eram os gloriosos tempos da rádio pirata! Nuno descobre a "Voz De Benfica". Conhece Mário Rocha, que desde logo o convida para animador! Começa nessa mesma tarde! O seu primeiro programa intitulava-se originalmente "Programa das 14" porque começava precisamente às duas da tarde.
A dedicação à rádio era de tal ordem que chegou ao fim do liceu sem média para entrar para a faculdade. Ingressou então em 1990 no CENJOR. Não queria ser um jornalista a sério, mas apenas percorrer o caminho que lhe permitisse voltar a sentar-se em frente a um microfone. Depois de acabado o curto curso, começou a estagiar em 1991 na antiga Correio da Manhã Rádio. Em 1993, Rui Pego convidou-o para fazer um magazine diário nocturno de notícias. Com a loucura e subversão que lhe são características esse mesmo magazine acabou por ser pouco a pouco adulterado até se transformar num programa de entretenimento próprio chamado " Prok Der E Vier". Durante essa experiência marcante e irrepetível, Nuno aprendeu a segurar sozinho uma estação de rádio durante a madrugada, a fazer humor radiofónico, a criar punchlines e centenas de outras coisas fascinantes. Iniciava-se assim a "Saga de Abílio"! Ainda em 93 a CMR extinguiu-se e quem lá trabalhava passou para a Rádio Comercial. Nuno não foi excepção.
Nesta nova rádio fez o remake dos episódios antigos da "Saga de Abílio" e criou novos episódios. O sucesso do programa chamou a atenção de Nuno Artur Silva (director das Produções Fictícias), que o convidou a juntar-se a uma equipa composta por Ricardo Pereira, Miguel Góis, José Diogo Quintela e Maria João Cruz entre outros. Nuno aceitou o convite e lá continua até hoje.
Em 1997 a Comercial mudou de direcção e Nuno Markl passa das noites para as manhãs. Torna-se parte integrante do Programa da Manhã ao lado de Pedro Ribeiro, Ana Lamy e José Carlos Malato com a sua própria rubrica intitulada de: "O Homem que Mordeu o Cão e Outras Histórias" que o catapultou definitivamente para o estrelato radiofónico, tornando-se um fenómeno humorístico nacional que deu origem, mais tarde, a três livros, um programa de televisão e uma digressão nacional com o espectáculo ao vivo.

Em 2001 Nuno tem a sua primeira experiência como apresentador/comentador televisivo. Junta-se a Rita Mendes e a Gaspar Borges e juntos começam o Sem Filtro na RTP1.Teve vida curta este programa. Nesse mesmo ano, abandona a RTP e começa a trabalhar na SIC Radical mais propriamente como comentador de cinema no programa "Curto Circuito". Actualmente participa no programa às segundas-feiras das 17 às 20 falando-nos das últimas novidades em DVDs, videojogos, discos e muitas outras coisas ligadas ao cinema. Em 2002, ainda no mesmo canal, inicia outro projecto paralelo com Fernando Alvim e Rui Pedro Tendinha, mais uma vez: o "CineXL", um programa sobre cinema pois claro, desde cedo uma das suas grandes paixões.
Em 2003 estreou na SIC Radical, mais uma vez em parceria com Fernando Alvim, outros dois novos programas: "O Perfeito Anormal" que é somente o que de mais non-sense existe na TV portuguesa, e o curtinho "O Homem da Conspiraç

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1 star
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Displaying 1 - 30 of 30 reviews
Profile Image for Ana.
759 reviews112 followers
May 4, 2018
Este livro é uma verdadeira viagem aos recantos mais obscuros da memória de todos os que foram miúdos e adolescentes nos anos 70 e 80. Diverti-me muito a recordar coisas como o jogo do bate-pé e as pastilhas Pirata.
Profile Image for Maria.
1,035 reviews113 followers
October 12, 2010
Uma delícia este livro de Nuno Markl onde me ri do princípio ao fim. Revi-me em tantas coisas que o autor foi descrevendo como gostos de infância que me senti transportada para aquele tempo onde também eu era maluca por muito desses objectos que existiram nos anos 80.
Falo dos anos 80 porque a minha infância, ao contrário da de Markl, apenas se deu nesta época, mas mesmo assim guardo muitas e boas recordações desses tempos. Tempos em que andávamos em liberdade, mexíamos na terra, andávamos em carrinhos de mão, jogávamos ao berlinde, ao pião, à cabra cega, aos elásticos, ao mata, com a botty bota… e nos automóveis íamos sem cadeira ou cinto e brincávamos tanto!!!!
Eram tempos fantásticos.
E ainda agora gosto de muitas coisas que existiam antigamente. Confesso, sou uma gulosa. Coisas como Peta Zetas que ainda existem em alguns locais fartei-me de comer quando estava grávida. Não se pode dizer que fosse um desejo, mas é um doce tão bom! As pastilhas Gorila, embora não sejam bem iguais às de antigamente, ainda continuam presentes na minha mala.
Com os filmes e séries de televisão foi o que me identifiquei menos. Não era uma criança de ver muita televisão, gostava mais de ler e, além disso, a maior parte das séries retratadas já tinham passado quando comecei a apreciar tv. Uma que acho que faltou referir no livro e que fazia as delícias de todas crianças do meu tempo foi a série portuguesa “Duarte e companhia”. Lembro-me que adorava ver aquilo. E, uns anos mais tarde, tive oportunidade de ver na RTP Memória e aquela expectativa toda de recordar uma série que me deixava pregada ao televisor saiu gorada tal foi a minha decepção. Não sei como gostava tanto daquela palhaçada.
Concluindo, a todos os que nasceram nos anos 70 e 80 leiam e recordem coisas que fizeram parte da vossa infância. A todas as outras gerações leiam na mesma, sobretudo as gerações mais novas, e roam-se de inveja.

Profile Image for Anabela Lopes.
Author 5 books99 followers
Read
January 22, 2026
A própria Caderneta já quase pode ser um cromo, tendo em conta que tem uns 15 anos de existência. Li-a na altura em que saiu, mas teve muito mais graça ler agora aos meus filhos e ter de explicar alguns conceitos: televisão a preto e branco, sem comando à distância e só com dois canais? Ouvir o "Vitinho" e ir para a cama como se fosse uma ordem? Rebobinar uma cassete??? E o choque dos miúdos quando perceberam que, em tempos, oferecer uma calculadora como presente de aniversário ou Natal era uma possibilidade?
Por todas as gargalhadas conjuntas e todos os regressos ao passado (com a ajuda preciosa dessa tecnologia de ponta que é o YouTube), valeu muito a pena.
Profile Image for Célia | Estante de Livros.
1,195 reviews280 followers
January 25, 2016
O programa radiofónico O Homem Que Mordeu o Cão marcou o final da minha adolescência, de tal modo que mesmo quando estava de férias punha o despertador a tocar para poder ouvir as duas sessões diárias, pouco antes das 9 e das 10. Foram bons tempos, na companhia de Nuno Markl, Pedro Ribeiro, José Carlos Malato e Ana Lamy, sendo estes dois últimos mais tarde substituídos pela Maria de Vasconcelos. Confesso que desde que o Nuno Markl se mudou para a Antena 3 e, agora, para a Rádio Comercial, não o tenho acompanhado como dantes, porque não achava tanta graça aos novos modelos de programa radiofónicos. Também não acompanhei o programa “Caderneta de Cromos”, mas devido à temática e porque teve tanto sucesso, decidi comprar o livro.

O livro reúne nas suas páginas os textos que deram origem às várias emissões desse programa, com duas páginas por texto, num total de 100, constituindo cada um deles um regresso ao passado e às várias coisas que marcaram as pessoas que cresceram nos anos 70 e 80. Os textos encontram-se divididos de acordo com o género de cromo em causa: coisas que usámos, coisas que comemos, coisas com as quais brincámos, coisas que víamos na televisão, coisas que ouvíamos… E foi muito bom recordar. Houve alguns cromos dos quais não me lembro porque estiveram em voga antes de nascer ou quando era muito pequena (especialmente na parte dos programas de TV), mas da maioria tenho boas lembranças. Ficam saudades, por exemplo, do programa “Agora Escolha” ou do “Dartacão”, das pastilhas Gorila, de brincar ao elástico ou da autêntica aventura que era tentar apanhar na rádio a música que tanto gostávamos para a gravar numa cassette e da raiva que dava quando o locutor falava por cima da música.

Não deixa de ser um exercício interessante comparar a minha infância e as coisas com que brincava ou passava o meu tempo com o que ocorre nos dias de hoje. Não vou dizer que tive uma infância melhor do que as crianças de hoje, foi apenas diferente. Certamente que daqui a alguns anos, também as crianças de hoje recordarão as suas infâncias com nostalgia face ao que existir nessa altura. Este livro tem o condão de nos fazer viajar a uma época em que éramos completamente felizes e pouca noção tínhamos disso. Valeu pelas recordações.
Profile Image for Marco Caetano.
102 reviews9 followers
August 12, 2012
http://conspiracaodasletras.blogspot....

Já há muitos anos que acompanho o trabalho de Nuno Markl. Sou seu fã desde “O homem que mordeu o cão”, que tantas vezes me acompanhou a caminho da faculdade. Um programa da Rádio Comercial que contava ainda com Ana Lamy e José Carlos Malato.

Passados alguns anos, eis que volta Nuno Markl a fazer-me companhia. Desta vez a caminho do trabalho. O novo programa chama-se “Caderneta de Cromos” e tem o dom de me fazer viajar ao volante do meu automóvel pelas memórias dos anos 80. Uma viagem “dentro” de outra viagem. Para além do próprio Nuno Markl, fazem ainda parte do programa Pedro Ribeiro, Vanda Miranda e Vasco Palmeirim. Quando ouvi o primeiro cromo, em poucos segundos fiquei fã da música de David Fonseca que dá início ao programa. Poucos minutos depois já era fã da caderneta e ao fim alguns dias já era comum chegar ao trabalho e ter os colegas a falar sobre o cromo do dia.

Para quem nunca ouviu na rádio, a Caderneta é um flashback aos anos 80. Desde músicas, filmes, comidas, objetos, tudo o que marcou esta década tem lugar na caderneta. Quem não se lembra das praias portuguesas terem uma bola de Nívea que servia de ponto de encontro? Quem não trauteou o Chico Fininho? Quem não viu o Rambo?

O livro é a transcrição destes programas e garanto-vos é impossível lê-lo sem ter um sorriso atrás da orelha. Cada cromo funciona quase como uma injeção de boa disposição. Por isso mesmo optei por ir lendo um cromo de vez em quando, à semelhança das originais cadernetas em que se iam obtendo os cromos a pouco e pouco.

Nuno Markl é um excelente contador de histórias e nesta temática joga em casa. Sente-se que conhece bem cada um dos cromos e fala deles com carinho e saudade. Este livro faz as delícias de todos os que se encontram entre os 30 e os 40 anos, mas mesmo quem não viveu nos anos oitenta facilmente se apaixona pelas suas histórias.

Vou apenas destacar um cromo, “Videoclubes”, pois acho um excelente exemplo do que o livro tem para oferecer. Assim, aconselho que caso passem numa livraria leiam este cromo.
Profile Image for Colin.
1,693 reviews1 follower
January 4, 2020
Que desgraça. Tenho tão pouca vontade de ler os três livros portugueses que tenho em andamento que precisei de algo mais fácil e acabei por ler isto. Só li os capítulos sobre fenómenos internacionais porque queria ter algo fácil: Knight Rider, Lionel Ritchie, Mullets, V, Casettes... Coisas que velhos tal como eu lembram com ternura e vocês jovens, bebés sem cultura nenhuma nunca irão entender.
Profile Image for Catia.borboleta Da Silva.
156 reviews3 followers
November 3, 2017
É tão bom relembrar a nossa infância e juventude.
Um livro (enciclopédia) bastante completo, com um trabalho de pesquisa intenso.
Muito momentos de diversão e risos em cada virar de página.
Adorei e agora é começar a ler Caderneta de Cromos Contra Ataca.
Profile Image for Rita Moura de Oliveira.
417 reviews35 followers
May 8, 2018
Depois de 10 serões a rir-me e a sentir por vezes também um bocadinho de nostalgia, acho que se tem de exigir ao Nuno Markl que comece a pensar no segundo volume da sua (e nossa) Caderneta de cromos.

Anyway, esta já me encheu as medidas. Para além das coisas de que me lembro muitas vezes (como o Dartacão, os granizados Fá ou o Agora escolha), outras trouxeram à superfície memórias há muito enterradas e outras que julgava que só eu as tinha. Este é o meu best of desta edição:

- as Belinhas - a descrição da sensação de tirar uma Belinha do pacote e virem 6 ou 7 coladas umas às outras é perfeita. E sim, também eu as comia como se um naco de pão se tratasse;
- a Cola Cisne - a propósito de muitos da minha geração experimentarem comer esta cola porque era «docinha», Markl refere algo que eu já estou farta de contar mas em que até hoje ninguém acreditava: o truque de mordermos as pontas dos lápis de cor para colorir as pastilhas elásticas que mastigávamos. Sim, eu fazia isto na primária. E pelos vistos mais gente também;
- o jogo do Sabichão - aquilo funcionava mesmo, e nunca perdeu a magia até Markl contar como conseguia baralhar o boneco... Afinal, era tudo uma questão de magnetismo;
- os bichos da seda e os grilos - durante os poucos anos que mediaram até convencermos o meu pai a ter um gato em casa, por lá também passaram estes dois espécimes. Ainda me lembro do desgraçado do grilo dentro da minúscula e ridícula gaiola de plástico, e de à noite o metermos na cuba da máquina de lavar roupa para não o ouvirmos a grilar...
- os Kalkitos - este é daqueles entretenimentos que tenho a certeza de que ainda hoje usaria se ainda existissem. Mas o que é passou pela cabeça de alguém para os descontinuarem?
- os Estrumpfes - tinha tantos e já não sei de nenhum...
- os jogos eletrónicos portáteis - tinha um tio que estava sempre na vanguarda destas coisas, e como eu adorava jogar a estes precursores das PSP e afins... Acho que ainda hoje conseguiria ajudar o canalizador que corria com um balde para apanhar gotas caídas dos canos;
- as borrachinhas de cheiro e as «folhinhas queridas» - coleccionava-as às centenas, e nesta campo era alvo de algumas invejas;
- as perneiras - usei-as muito e bastante coloridas, tricotadas pela minha mãe ou pela minha avó, e anseio pelo dia em que voltarão a estar na moda;
- os autocolantes na janela - os meus não eram colados na janela, mas em toda a mobília, autocolantes minúsculos vindos na Bravo e que completavam a decoração do meu quarto, forrado de posters em todas as paredes e até no tecto (sim, no tecto estava o Michael J. Fox com o seu cão que até era parecido com o meu...);
- os Jogos sem fronteiras - no verão não perdíamos uma emissão, e lembro-me bem de uma vez, no Algarve, irmos visitar um cenário que tinha servido para os jogos do ano anterior. Estava tudo desfeito e até um pouco podre, mas que emoção...
- os livros da Anita - a doçura das ilustrações e a beleza das histórias encantaram-me horas a fio. Julgo que ainda devem estar guardados no consultório do meu pai. Espero que sim;
- O Monstro da Lagoa Negra - disto, lembro-me apenas dos óculos de papel e acetato e de uma imagem em 3D de peixes dentro da lagoa. E de mais nada;
- os Onda Choc e os Ministars - eles eram modernos e eu, secretamente, também o queria ser.
Profile Image for Kelle.
86 reviews
February 10, 2012
Começou em Novembro de 2009, na Rádio Comercial, com o Nuno Markl a rubrica "Caderneta de Cromos", um registo de memórias dos anos 80 que tomou tais proporções que Nuno Markl, juntamente com Patrícia Furtado e a editora Objectiva lançaram um livro com 100 cromos dessa caderneta radiofónica.
Ouvia, e ainda ouço, religiosamente esta rubrica todas as manhãs porque muitas daquelas memórias fazem parte da minha infância apesar de eu já ter nascido a meio dos anos 80, é que as inovações demoravam a chegar à aldeia e muitas das coisas que Nuno Markl conta do início dos anos 80, aconteciam na minha aldeia no final dessa década. Além disso eu tenho um irmão 8 anos mais velho e muitas das coisas que eu não me lembro, lembra-se ele.
Foi lançada uma pré-venda na FNAC e nessa altura encomendei o livro, tendo os cromos coloridos como oferta e um tubo de cola cisne. No meu tempo os cromos já eram auto-colantes e por isso esta história de ter de colar os cromos com cola é toda uma novidade para mim.
Comecei a colá-los e a ler cada cromo, por assim dizer, uma vez mais pois ouvi-os todos desde o início. Não colo mais do que aqueles que leio e talvez por isso ainda só tenha colado/lido 1/3 do livro, é a minha obra inacabada. Vou ter cromos para colar até ao Natal.
Este livro é uma espécie de um legado que se deixa aos filhos, para eles saberem como foi a infância dos pais e dos tios.
Que dirão eles quando um dia lhes contar metade das porcarias que comíamos, ou as brincadeiras que tínhamos que frequentemente metiam pedras, paus, árvores, sangue nos joelhos e às vezes cabeças abertas. A julgar pelos padrões de hoje, a nossa infância lá na aldeia foi todo um atentado à saúde infantil! Naquela altura nem havia telemóveis, vejam lá, e os nossos pais deixavam-nos sair de casa ao sábado depois de almoço e aparecer em casa já lusco-fusco depois de muitas brincadeiras, arranhões, quilómetros a andar de bicicleta, muitas árvores trepadas, fruta roubada, muitos campos de milho estragados que serviam de cenário ao jogo das escondidas e espalhos no ribeiro que passava por lá. Cada sábado era uma aventura sem planos, fazíamos o que nos dava na rela gana. Como sobrevivemos? Houve cabeças abertas, braços partidos, cicatrizes a dar com pau e muitas outras dores. Criámo-nos, é o que é!
A única coisa de que tenho pena é de as crianças dos dias de hoje já não terem a liberdade e a alegria que tínhamos enquanto jogávamos às escondidas de bicicleta pela aldeia, nos escondíamos nas valas de água, escorregáva-mos nos montes de areia branca no pinhal e apanhávamos "tojeiros" pelo caminho, apanhávamos bichos na lagoa e tantas outras actividades que tinham tanto de divertido como perigoso.
Profile Image for Estefânia Botelho.
119 reviews12 followers
November 2, 2011
Se quiserem ler um livro para rir este é o ideal!!!
Com o humor único de Nuno Markl, ficamos a conhecer os "cromos" que marcam as gerações dos anos 70/80!
Ficamos a conhecer vivências, realidades e memórias! Relembrei muitas coisas engraçadas da minha infância e passei óptimos momentos na companhia deste livro!!!Até dei por mim a rir em locais públicos!!!
Os cromos que mais me marcaram desta caderneta? Foram vários mas destaco:
- na categoria da comida: "O pé"( os famosos gelados em forma de pé com um irresistível sabor a morango), " os sugus", " o tulicreme";
- brincadeiras: o jogo "o elástico", o "dragabolas";
- Programas de Tv: a série "Dallas", o "dartacão"
- Música: "onda choc e ministars" e "Modern Talking"

Podia nomear muitos e muitos mais cromos!!!!!Mas estes foram os meus preferidos! E tenciono ler mais livros do Nuno Markl!!!A não perder sobretudo se quiserem dar uma ou várias gargalhadas!!!
Profile Image for Jorge.
103 reviews1 follower
October 18, 2010
Este livro não pertence à minha biblioteca, tendo sido recomendado (e emprestado), pelo meu sobrinho João.
Achei piada às histórias que Nuno Markl conta da sua adolescência, sendo que curiosamente algumas das brincadeiras ainda vêm do meu tempo, pesem embora os cerca de 20 anos de diferença !
Também apreciei sobremaneira o ângulo em que Nuno Markl se coloca para contar as suas (des)aventuras. Ao invés de se fazer passar pelo herói, ele dá testemunho das humilhações a que era por vezes sujeito, desde logo por usar óculos (seria o caixa de óculos da turma ou do grupo de rua) com tudo o que de negativo isso pode significar no, por vezes agressivo, ou mesmo violento, mundo dos rapazes.
Mas, aparentemente, Nuno Markl encontrou a sua própria maneira de suplantar aquelas adversidades, sendo que o humor o terá seguramente ajudado.
Profile Image for Maria João (A Biblioteca da João).
1,395 reviews256 followers
January 23, 2014
8,5 de 10*

Muitas foram as vezes que soltei uma bela gargalhada a ler este livro. E mais vezes ainda um sorriso saudoso. O pior é que leio a maior parte do tempo em comboios em hora de ponta. Que figuras...
Todas as pessoas que têm actualmente 30 e tais anos deveriam ler este livro. A máxima recordar é viver é mesmo empregue. Coisas e situações que já nem me lembrava são relembradas nestas páginas. E não haverá outro livro como este no futuro, porque as mudanças mágicas ocorreram mesmo nos anos 80 e 90.

Comentário completo em:
http://abibliotecadajoao.blogspot.pt/...
Profile Image for Inês.
3 reviews
August 28, 2014
Apesar de já ter nascido na década de 90, lembro-me bem de muitos dos cromos e foi com entusiasmo que li toda a caderneta. Já gostava da rubrica da Rádio Comercial, por isso ler o livro foi quase como ouvir mesmo o Nuno Markl a contar as suas peripécias. Além do seu caractér de entretenimento, este livro tem como ingrediente a nostalgia, o que o torna ainda melhor. E agora, correndo o risco de parecer mais velha do que quem nasceu nos anos 70 e 80, aquilo é que eram bons tempos!
Profile Image for Tita.
2,227 reviews236 followers
August 14, 2013
Tendo em conta que participo há vários anos no fórum do Mistério Juvenil e ouvia as edições da Caderneta de Cromos na Rádio Comercial, é óbvio que tinha que comprar o livro assim que saiu. No entanto, e nem saber bem porquê, só agora é que resolvi pegar nele.
E adorei! Foi tão bom relembrar tanta coisa da minha infância!
Profile Image for Petite Duck.
6 reviews2 followers
December 1, 2012
Um livro simpático e divertido. Nota-se que o humor encaixa-se dentro de uma fórmula e sendo uma criança nascida nos anos 90 muitas coisas eu desconhecia completamente. Apesar disso foi interessante saber que espécie de brincadeiras e brinquedos eram populares entre as crianças nos tempos de antigamente.

Por fazer-me rir várias vezes leva 5 estrelas.
Profile Image for Lightwhisper.
1,293 reviews3 followers
October 6, 2020
Acreditem que eu gostava de ter gostado mais, perdoem-me o pleonasmo, mas a verdade é que ler sobre como o Nuno Markl cresceu, não é nada que me tenha criado empatia. Ele escreve bem e escolheu uns itens bons para representar a época que também vivi, mas é demasiado egocêntrico, auto-centrado e machista.
Profile Image for Mady.
1,423 reviews29 followers
January 25, 2011
A birthday gift so that I can remember my childhood! Love the radio show :)

This was a trip down the childhood lane (memories from the late 70's, 80's)! So good to feel like a kid again, so funny to read Markl :)
Profile Image for David.
168 reviews
June 19, 2011
Qualquer pessoa que tenha nascido no fim dos anos 80 e tenha sido petiz na década de 90 vai adorar este livro...porque, tirando algumas coisas, praticamente tudo continuou a existir na década de 90...desde a rivalidade Lego/Playmobil às Peta-Zetas.
Profile Image for Joana.
66 reviews17 followers
August 6, 2013
Lê-se num tirinho e tem passagens muito divertidas. Permite-nos ao mesmo tempo viajar para a infância e para as manhãs de trânsito na companhia da rádio comercial. Recomendo a quem gosta de leitura leve, ideal para o verão e para quem precisa de descomprimir um pouco. :))
Profile Image for Inês.
78 reviews
December 18, 2014
Sou fã. Adoro o programa, adoro os textos e identifico-me com quase tudo. Fantástico..tanta coisa que eu já não me lembrava.
Profile Image for João Lamas.
81 reviews
August 10, 2011
Markl no seu melhor. Nada melhor para viver momentos de nostálgia tão míticos como "Lá vai alho".
Profile Image for Joel Gomes.
Author 23 books50 followers
January 13, 2012
É como voltar atrás no tempo. Sem a parte chata de poder alterar o presente se comprarmos uma pastilha Gorilla ou bebermos um Greensands.
Profile Image for Mireille Amaral.
135 reviews1 follower
October 4, 2022
A enciclopédia definitiva sobre o que nos deliciava nos anos 70 e 80 (e que é mais saudável que um granizado Fã, embora deva ter a mesma quantidade de tinta).
Em O Homem Que Mordeu o Cão, Nuno Markl contou histórias muito bizarras. Mas haverá história mais bizarra do que crescer nas décadas de 70 e 80?
Dos microfones da Rádio Comercial para as páginas profusamente ilustradas desta edição, eis a Caderneta de Cromos - reunindo uma centena dos mais bombásticos e inesquecíveis cromos não só da rubrica, como da nossa infância e juventude!
Uma colecção que responde a questões pertinentes, tais como…
- Samantha Fox e Kim Wilde: qual delas para casar?
- Qual delas para coiso?
- Quantas maneiras havia de comer as bolachas Belinhas?
- Usar um blaser branco igual ao do Don Johnson no Miami Vice, resulta na vida real quando se é caixa de óculos.
- Como é que os kalkitos são uma metáfora para as relações sexuais sem amor?
- Porque é que o Fizz Limão é o D. Sebastião da indústria dos gelados?
- Como se resolve, afinal, o Cubo Mágico?"
Profile Image for Marta.
79 reviews1 follower
February 18, 2024
Não sou da geração que vivenciou muitas das coisas neste livro mas a verdade é que este é provavelmente o livro que mais vezes li. Apesar de não ter a mesma sensação de nostalgia com este livro como muitas outras pessoas têm, é algo que me faz sentir uma tremenda felicidade e leveza. Sou fã do humor de Nuno Markl e já sabia que este livro iria ser dos meus favoritos. Sempre que tenho um dia menos bom, é a este livro que recorro antes de me deitar porque me faz sempre sentir melhor.
Profile Image for Ana Monteiro.
311 reviews1 follower
June 8, 2025
É difícil para quem foi criança ou adolescente nos anos 80/90 não achar piada a estes dois livros (Caderneta de Cromos e Caderneta de Cromos Contra Ataca).
O estilo de vida, as modas, os códigos culturais da geração são hilariantes e/ou suscitam nostalgia. Mesmo que algumas diferenças regionais ou sociais tornem algumas das citações mais familiares a alguns de nós do que a outros, todos nos identificamos, ao ponto do absurdo, com esta colecção de traços geracionais.
Profile Image for Özlem Rocha.
Author 2 books3 followers
May 8, 2018
Sou uma leitora turca que reside em Portugal há pouco tempo. Comprei dois livros de Caderneta de Cromos e ainda não acabei o primeiro.Estou a gostar como em Portugal existia tantas coisas em comum que na mesma altura na Turquia. Outra coisa que acho engraçado é o Mike do "Stranger Things" parece muito com o Nuno Markl(sua infância) da foto na orelha de livro :).
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