No novo romance de Luis Rosa não é só o tema que nos deleita, pela sua força inspiradora ao narrar uma das mais trágicas paixões que a nossa memória colectiva jamais esqueceu. É também a vibração da escrita de Luis Rosa que nos faz seguir página a página, numa leitura sem quebras, dando-nos o testemunho de um escritor que sabe contar como poucos. Luis Rosa tem esse dom de transmitir as emoções, dando-lhes uma força e comunicabilidade que dir-se-ia estabelecer uma relação de cumplicidade entre autor e leitor. É como se a história estivesse a ser revivida por quem escreve e quem lê. E tudo isto sem esquecer o rigor histórico posto na investigação dos personagens, do ambiente e sobretudo da intriga que culmina na tragédia que se abateu sobre o amor infinito de Pedro e Inês.
LUÍS ROSA nasceu em Alcobaça, em 1939. Licenciado em Filosofia pela Universidade de Lisboa. Professor na Universidade de Lourenço Marques (1968 a 1974), no Instituto Superior de Educação e Serviço Social de Moçambique (1969-1974) e no ISLA (Instituto Superior de Línguas e Administração, 1982-1997). Foi presidente da Associação de Apoio Social da Portugal Telecom e consultor superior da mesma empresa. O seu primeiro romance, O Claustro do Silêncio, foi desde logo a sua consagração, ao ser distinguido com o Prémio Vergílio Ferreira. Seguiu-se-lhe O Terramoto de Lisboa e a Invenção do Mundo; O Amor Infinito de Pedro e Inês; Bocage — A Vida Apaixonada de Um Genial Libertino e O Dia de Aljubarrota. É Membro da direcção da Associação Portuguesa de Escritores e da Academia Portuguesa de História. Foi condecorado pela Presidência da República, com o Grande-Oficialato da Ordem do Infante D. Henrique, em 2010. Faleceu a 12 de Setembro de 2020.
This could be a great book if only it didn't look a Wikipedia entry with so many names and dates... There isn't a single dialogue between Pedro and Inês and Inês has the chance to speak only once with Constança to say how great Portuguese Kings are great friends and lovers. In the end you can notice Luís Rosa has a good control of words and writes beautifully, but the story itself is cold and just facts.
Devo dizer que não está escrito de uma forma muito acessível, tem certas frases que nos obriga a ler mais do que uma vez, por estarem escritas em "português mais antigo". De qualquer das formas, achei muito bom, tem muitas datas e acontecimentos para que possamos nos orientar no tempo. Realmente o amor de Pedro e Inês foi "Infinito", mostra-nos até onde vai o amor...Aconselho a quem não o leu a fazê-lo!
Não gosto nada quando as minhas expectativas saem frustradas quando termino um livro... Tenho imensa pena, mas acho que estava à espera de algo diferente.
As primeiras páginas são um bocadinho enfadonhas. O texto perde-se com muitos factos históricos irrelevantes para aquilo que era suposto narrar: "o amor infinito de Pedro e Inês". Não é que esses factos não sejam importantes para enquadrar a história, mas julgo que o autor podia ter feito uma abordagem algo diferente, de forma a dar uma dimensão mais romântica e menos "politizada" da coisa. Aliás, até me pareceu que a certa altura Luís Rosa quase que defende que Inês queria casar com Pedro pelo simples interesse de ver no trono um dos seus filhos, o que eu até admito como uma possibilidade, mas que acaba por trair, não só a propagandeada visão do amor entre os dois, como também o próprio título do livro!
Não é por escrevermos frases rebuscadamente floreadas que automaticamente escrevemos bem. O facto de o livro não estar escrito de uma forma escorreita não ajuda em nada e torna a leitura um bocadinho difícil, já para não falar das frequentes frases que aparecem em Português arcaico. Não que eu tenha alguma coisa contra essas frases, até porque surgem para corroborar historicamente o que está a ser dito. No entanto, acho que não são utilizadas da melhor forma, para além de nem ser referido o seu respectivo autor. Nota-se que Luís Rosa percebe de História, mas há um outro apontamento um bocadinho discutível, tal como o facto de Pedro trincar o coração de dois dos algozes de Inês.
Sinceramente, não gostei nem do estilo nem da abordagem do autor.
Em relação ao estilo, especialmente em momentos introspectivos, o autor privilegia frases curtas, quase telegráficas, assim como parágrafos curtíssimos. Há passagens que parecem simples listas de frases.
A abordagem francamente filosófica - que gira incessantemente entre amor-loucura e destino - também não me atraiu, tal como não gostei da escolha do autor em citar ipsis verbis momentos das crónicas. Não que ache a sua leitura difícil, mas simplesmente parece que não se integram bem.
Em relação à história propriamente dita, não lhe senti a emoção prometida.
O livro é pequeno mas demorei muito tempo a ler porque não gostei da escrita do autor. Apesar da história em si ser muito bonita, o livro não me cativou.