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Os Melhores Contos de H.P. Lovecraft #1

Os Melhores Contos de H.P. Lovecraft - Volume 1

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Finalmente uma edição, em Portugal, digna da obra do mestre do terror Howard Phillips Lovecraft. Com organização do Prof. José Manuel Lopes, da Universidade Lusófona, e introduções aos contos de Fernando Ribeiro, vocalista dos Moonspell, Os Melhores Contos de Howard Phillips Lovecraft traz até junto do público nacional alguns dos contos mais marcantes do Mito de Cthulhu. Obra feita com um intenso amor pelo legado de HPL, todo o design da capa e interior procura recuperar o imaginário barroco dos contos do autor.

Este primeiro volume inclui os seguintes contos:

O Despertar de Cthulhu
A Criatura na Soleira da Porta
O que Sussurra nas Trevas
O Aventesma do escuro
A Sombra Sobre Innsmouth
Com a Lua
A Sombra vinda do tempo
A Celebração

319 pages, Paperback

First published January 1, 2005

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About the author

H.P. Lovecraft

6,109 books19.3k followers
Howard Phillips Lovecraft, of Providence, Rhode Island, was an American author of horror, fantasy and science fiction.

Lovecraft's major inspiration and invention was cosmic horror: life is incomprehensible to human minds and the universe is fundamentally alien. Those who genuinely reason, like his protagonists, gamble with sanity. Lovecraft has developed a cult following for his Cthulhu Mythos, a series of loosely interconnected fictions featuring a pantheon of human-nullifying entities, as well as the Necronomicon, a fictional grimoire of magical rites and forbidden lore. His works were deeply pessimistic and cynical, challenging the values of the Enlightenment, Romanticism and Christianity. Lovecraft's protagonists usually achieve the mirror-opposite of traditional gnosis and mysticism by momentarily glimpsing the horror of ultimate reality.

Although Lovecraft's readership was limited during his life, his reputation has grown over the decades. He is now commonly regarded as one of the most influential horror writers of the 20th Century, exerting widespread and indirect influence, and frequently compared to Edgar Allan Poe.
See also Howard Phillips Lovecraft.

Wikipedia

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Displaying 1 - 10 of 10 reviews
Profile Image for Ricardo Lourenço.
Author 4 books34 followers
August 25, 2012
Tendo iniciado a sua colecção Bang! com Lovecraft (O Intruso), a Saída de Emergência confirma, com esta colectânea, a sua aposta na divulgação de um vulto incontornável do horror, que deve, apesar do título, ser encarada mais como o primeiro livro de uma antologia (que actualmente inclui já 5 volumes), do que uma selecção dos melhores contos do autor. É de salientar o trabalho a nível gráfico, extremamente apropriado, reminiscente das pulp magazines que foram a principal plataforma de publicação e divulgação do trabalho de Lovecraft em vida.
Este volume inclui:

O Despertar de Cthulhu – The Call of Cthulhu (1928)
A Criatura na Soleira da Porta – The Thing on the Doorstep (1937)
O Que Sussurra nas Trevas – The Whisperer in Darkness (1931)
A Aventesma do Escuro – The Haunter of the Dark (1936)
A Sombra Sobre Innsmouth – The Shadow Over Innsmouth (1936)
Com a Lua – What the Moon Brings (1923)
A Sombra Vinda do Tempo – The Shadow out of Time (1936)
A Celebração – The Festival (1925)

Cada conto é acompanhado por uma introdução de Fernando Ribeiro, que apesar do seu interessante estilo, e de subtilmente submeter para alguns aspectos importantes na obra de Lovecraft, acaba por contrastar em demasia com a escrita deste. A sua relação com os contos que antecedem é também, muitas das vezes, bastante ténue, facilmente confundindo o leitor, e desviando desnecessariamente a sua atenção.

“The oldest and strongest emotion of mankind is fear, and the oldest and strongest kind of fear is fear of the unknown.”

H.P. Lovecraft, Supernatural Horror in Literature

Citação desgastada pelas inúmeras referências que lhe foram feitas, mas extremamente pertinente no contexto desta crítica, dado que a ficção de Lovecraft assenta, maioritariamente, nesse medo do desconhecido, enquanto que permite antever um terror incomparavelmente superior caso o nosso véu de ignorância venha, algum dia, a ser levantado.

“Penso que a coisa que mais alívio nos traz, neste mundo, seja a incapacidade da mente humana em correlacionar todos os seus conhecimentos. Vivemos numa plácida ilha de ignorância, no meio de mares negros de infinito, e não nos foram destinadas longínquas viagens. As ciências, cada uma tentando defender a sua posição, prejudicaram-nos pouco até agora; mas um dia, a união de conhecimentos dissociados irá revelar-nos perspectivas tão terríveis da realidade, e da nossa assustadora posição nela, que enlouqueceremos devido a essa revelação, ou fugiremos dessa luz fatal para a paz e segurança de uma nova idade das trevas.”

No entanto, ao contrário do que seria de esperar, as suas histórias não são assustadoras, especialmente considerando que o progresso da ciência veio desmistificar muitos dos mistérios que alimentavam a imaginação humana. A sensação que nunca nos abandona ao ler Lovecraft é sim, a de estranheza, a percepção de um universo inóspito em que se oculta algo inquietante que (apesar do referido progresso científico) ultrapassa o nosso conhecimento. Um universo que a humanidade é frágil, rodeada de malévolos seres que precedem a nossa existência, algo que nos transmite uma diferente perspectiva da nossa importância na infinidade do tempo e do espaço.

“Pude apenas distinguir alguns dos hieróglifos que se encontravam inscritos na sua superfície, mas aqueles que consegui ver foram suficientes para me deixar em estado de choque. Claro que podiam ser falsos, pois eu não teria, com certeza, sido o único que lera o atroz e monstruoso Necronomicon do árabe louco Abdul Alhazred. Mesmo assim provocou-me arrepios reconhecer certos ideogramas que, sabia-o através dos meus estudos, se encontravam relacionados com os mais lúgubres e blasfemos mistérios de seres, que tinham tido uma espécie de louca semi-existência antes do planeta Terra e dos outros planetas do sistema solar terem sido criados.”

Apesar de os oito contos presentes no livro representarem apenas uma amostra da obra de Lovecraft, denota-se um escolha ponderada, dado que neles podemos identificar os seus temas centrais, assim como as suas criações mais conhecidas, tais como a cidade de Arkham, a universidade de Miskatonic e o proibido Necronomicon, livro ficcional escrito pelo louco Abdul Alhazred. Por outro lado, são também suficientes para chegar a uma conclusão simples: a de que Lovecraft era um escritor mediano. A sua mais evidente falha é, porventura, o excesso descritivo, que acaba por tornar penosa uma leitura contínua. Destaca-se também a repetição quase obsessiva de certas palavras, assim com uma previsibilidade associada ao uso recorrente do discurso na primeira pessoa, em que o protagonista relata por escrito os acontecimentos (numa visível influência de Dracula), que culminam na aproximação de um dos inúmeros horrores criados pelo autor.

Tendo tudo isto conta, o mais natural é nos questionarmos sobre o que levou H.P. Lovecraft a ser considerado uma figura importante dentro do género, qual a razão para o seu (embora póstumo) sucesso? A resposta reside essencialmente nas suas ideias, na originalidade que a sua imaginação lhe permitiu atingir, legando-nos uma mitologia que ainda hoje inspira não só a ficção moderna, mas também diferentes artes como o cinema e a música. Em Lovecraft o apelo do desconhecido é arrebatador, e testa a nossa sanidade a cada momento, em que a única coisa que podemos fazer, é viver na esperança de que as estrelas nunca se venham a alinhar, porque...

”Ph’nglui mglw’nafh Cthulhu R’lyeh wgah’nagl fhtagn..

Jazendo na sua casa em R’lyeh, Cthulhu aguarda e sonha.”
Profile Image for Tomé Silva.
16 reviews1 follower
August 27, 2016
TRADUÇÃO - ⋆⋆⋆⋆

para o que promete fica um pouco aquém (a melhor tradução do autor em portugal). no entanto, é de louvar a iniciativa e o resultado deste conjunto de alunos e professor da universidade lusófona: haveria de ser assim os frutos de mais instituições de ensino superior, uma mais-valia para a cultura e a sociedade. há uma ou outra tradução excelente, e a maioria é muito boa, mas pelo menos uma que peca por preguiça e desatenção, infiel ao texto original ou incompreensão do significado no inglês. aqui e ali alguma ambiguidade.

ORGANIZAÇÃO E PREFACIAÇÃO - ⋆⋆⋆⋆⋆

a seleção e a ordem dos contos pelo professor josé manuel lopes mostra um propósito de conjunto para além de qualquer antologia. o livro querer-se-ia como obra una e não dispersa. e fernando ribeiro está em perfeita sintonia com esse propósito nos seus prefácios e posfácio. este, o vocalista dos moonspell, dá-nos a entrever o universo partilhado pelos contos, aquele visto além da realidade que conhecemos, universo várias vezes referido por lovecraft —, como se fosse já outra dimensão ulterior à compreensão humana, como o são as manifestação da esquisita ciência superior do mundo do cthulhu mythos. este tem todo o aspeto de onírico, surreal e temerário. um curto conto, "com a lua", faz já parte do dream cycle de h.p. lovecraft, mas é de tal modo introduzido no conjunto que não há dissonância alguma no grupo narrativo.

EDIÇÃO E TIPOGRAFIA - ⋆⋆⋆⋆½

a capa, o grafismo e as páginas dos títulos estão muitíssimo bem elaborados para dar todo o aspeto de revista de pulp fiction, tal era esse tipo de revista em que a maioria da obra do autor foi publicada em vida. até mesmo os ícones e rostos de seres de aspeto hediondo não foram um acaso na projeção da edição. não tenho erro de impressão a apontar, mas algumas gralhas editoriais claramente escaparam à revisão do texto.

OS CONTOS - ⋆⋆⋆⋆½
a obra, propriamente dita, de lovecraft.

um autor maior sem dúvida, que nunca há de entrar nos cânones da literatura mundial ou anglo-saxónica, mas que não deixará de ser relevante como merece quando se considerar a literatura fora das salas de aula e dos estudos eruditos.

através do horror cósmico, lovecraft é capaz de expor as mais extremas conceções da mente humana: emocional, intelectual, física e existencialista. nestes contos podemos observar a realidade maravilhosa e assustadora do colossal do universo, tal como a possibilidade de outros mundos. há de facto um grande interesse científico demonstrado: usado para tecer mundos fantásticos como meio hiperbólico do terror do nosso lugar na vastidão cósmica. pedimos contas do que é vida, o tempo, o espaço, e de como são os outros sistemas planetários.

a esmagadora realidade das estrelas, da nossa insignificância, a beleza de tudo, e a nossa curiosidade mórbida para penetrar nos vórtices e abismos do espaço-tempo —, misturando pseudo-ciência, lendas populares e uma antropologia conspiratória, podemos passar de: corpos e materiais que nos parecem contraditórios e impossíveis; ao terror da ausência do nosso livre-arbítrio; ou ao facto de estarmos a flutuar no escuro vácuo sem nenhum suporte, à mercê do que nos facilmente aniquila. e vemos assim a física e a astronomia noutras prespetivas.

escritos com um cuidado pela composição, com algumas manifestações barrocas (ritmo, sequência, imagens e metáforas), há de facto uma natureza sinfónica em cada um destes contos e, aqui e ali, um lirismo e conceções poéticas deveras deliciosas. houve momentos em que a repetição se tornava fastidiosa; mas também tenho que tomar em conta que estas sensações fatídicas eram mais evidentes nos excertos que, de alguma, forma estava pobremente traduzidos.
Profile Image for Molly.
450 reviews
August 18, 2021
Foi com imenso gosto que peguei neste belíssimo primeiro volume de contos de Lovecraft editado pela Saída de Emergência. A capa e todo o design está excelente, os meus parabéns!

A primeira vez que li este autor foi há dois anos, se não estou em erro, e gostei bastante. Li Nas Montanhas da Loucura e achei muito bom, tremendamente misterioso. Fiquei sempre a pensar naquela história e em todo o seu contexto e foi com grande entusiasmo que encontrei neste livro muito material que tem o mesmo contexto e que respondeu a algumas questões que ficaram em aberto aquando da leitura desse livro.

Confesso que o meu conhecido sobre o autor não é muito, nem sobre a sua obra, mas sempre tive interesse. Com este primeiro volume fiquei a conhecer muito mais a sua obra, se bem que apenas comecei a deslindar algum do seu material, aquele que está presente neste primeiro volume. Há muito mais para descobrir nos outros volumes.

Gostei de todos os contos, se bem que mais de uns do que de outros. Gostei (muito) especialmente d' O Despertar de Cthulhu, A Criatura na Soleira da Porta, O que Sussurra nas Trevas, A Sombra sobre Innsmouth e A Celebração.

Em todos eles há uma espécie de fio condutor que os trespassa, mesmo que subtilmente em alguns deles. Gostei bastante da forma como foram organizados, uma vez que existem contos que, apesar de não terem as mesmas personagens, complementam-se na perfeição, dando sempre um acréscimo de significado aos anteriores.

Toda a mitologia criada pelo autor é excelente, cheia de detalhe e muito pulsante. Ao longo da leitura é possível sentir uma espécie de receio em relação aos acontecimentos das narrativas, receio esse que é bastante subtil mas presente e até incomodativo, no bom sentido. Isso é sinal que a história, as personagens e o surreal presente nelas está bem feito, bem criado e bem apresentado. Demonstra a mestria do autor sublimamente. Não é um terror forte e feio, daquele terror que por vezes acaba por meter mais nojo do que medo. Não! É um terror inteligente, um terror psicológico e que se agarra à mente. É um terror bastante subtil, até tímido, mas que consegue agarrar o leitor de uma maneira bastante forte, sem se fazer notar logo à partida. Senti isso quando li o outro livro e voltei a senti-lo agora.

O forte aqui não são as personagens, se bem que todas elas são muito boas e bem desenvolvidas, muito complexas. O forte é o ambiente descrito, criado e trabalhado. É a sensação de terror ao virar da esquina, de algo inexplicável e misterioso, que faz com que se fique agarrado ao livro. É muito bom mesmo. Tendo em conta a altura em que os contos foram escritos (1920-1930, mais ou menos), é ainda mais fascinante uma vez que muito do que é descrito é puramente uma visão de algo que poderia ser futurista. O medo do desconhecido é o que mais está presente ao longo de todos os contos e está muito bem elaborado

Em suma, é um excelente livro, uma excelente escolha de contos. Uma escrita inteligente, cheia de significados, de palavras brilhantes e descrições sublimes e perfeitas. De facto, um nome imenso da Literatura Mundial. Recomendo totalmente!
Profile Image for Daniel Pestana.
3 reviews
February 24, 2013
Como tradutor e ávido fã da obra de Lovecraft, apenas quero dar os parabéns aos tradutores pela tradução excelente nos quatro volumes. Excelente!
Profile Image for Zuhri.
13 reviews6 followers
January 11, 2018
Este livro é o primeiro de um conjunto de 6 volumes publicados por alguém que viveu na pobreza, sendo a sua obra apenas devidamente reconhecida após a sua morte.
Neste volume estão presentes 8 contos, publicados entre 1923 e 1937 em revistas pulp, sendo os quais:
The Call of Cthulhu
The Thing on the Doorstep
The Whisperer in Darkness
The Haunter of the Dark
The Shadow Over Innsmouth
What the Moon Brings
The Shadow out of Time
The Festival


A história comum a todos os contos está relacionada com a existência de uma Raça extremamente inteligente - criada por Lovecraft - que dominou a Terra antes da existência dos seres humanos. Quando os seres humanos apareceram, estes seres esconderam-se em templos no fundo dos mares ou debaixo da superfície terrestre à espera do momento certo (alinhamento das estrelas) para voltarem a conquistar a Terra. Estes seres estão muitas vezes associados a mitos criados pelo povo em resposta a desaparecimentos de pessoas em determinados locais, a histórias contadas por indígenas espalhados pelo mundo, a estranhos rituais envolvendo e ou, muitas vezes, associados a casos em que essa Raça possui o corpo de humanos, trocando a sua mente com a destes.

Não sendo este o meu tipo de leitura preferida (possivelmente nunca o leria se não me tivesse sido oferecido), alguns contos foram de leitura demorada. Dos factores que penso que tenha contribuido para isso são: a descrição excessiva de algumas partes; e a repetição da caracterização dessa Raça o que, no entanto tem a ver com o facto de os contos terem sido publicados separadamente nas tais revistas.
Tirando esses dois contras, gostei de como me senti envolvido pelas histórias e da forma como Lovecraft cria um estilo de terror utilizando pouco mais do que o conflito interno de um indivíduo entre a realidade e o sonho que se desenvolve e consome a vítima até alcançar um estado amok.

Gostei especialmente dos contos: The Shadow Over Innsmouth e The Shadow out of Time; pois parecem-me os mais robustos, não acabando como que incompletos como senti que outros ficaram.

Relativamente aos prefácios e posfácio estão muito bem concebidos, de um liricismo impressionante, tal como toda a parte gráfica no conjunto do livro.
Profile Image for Ema.
824 reviews82 followers
May 21, 2018
2,5*

H. P. Lovecraft escreveu inúmeros contos de terror e esta é a primeira antologia que a Saída de Emergência publicou. Primeiro de tudo, aquilo que mais me incomodou são as supostas introduções de Fernando Ribeiro que não passam de uma tentativa de recriar os contos do autor. Na verdade e a meu ver, em nada se relacionam com a obra do autor e só vêm criar ruído naquilo que realmente importa: os contos do autor. Estava à espera de textos introdutórios que ajudassem a compreender as histórias e a sua simbologia. Não há no livro nenhuma biografia do autor, por mais breve que pudesse ser, o que me também me desiludiu. Qualquer autor contemporâneo tem nem que seja 5 linhas a falar sobre si, e um autor clássico, ainda por cima não muito conhecido por cá, não teve direito a elas... Por outro lado, não sou entendida no assunto, mas traduções e as notas de rodapé parecem ser muito cuidadas.

Os contos são escritos na primeira e em forma de relatos, o que tornou as histórias um pouco mais interessantes. Contudo, o autor faz muitas descrições, o que me casou, e os temas, na sua maioria, não eram a minha praia. Isto tudo junto fez com que tivesse de ler o livro em doses homeopáticas para conseguir chegar ao fim. O conto de que mais gostei, de longe, foi o segundo, A Criatura na Soleira da Porta, em que o tema central é a transferência da alma. O outro de que até gostei mais ou menos foi A Sombra sobre Innsmouth, porque o estilo narrativo e as descrições não me fizeram perder na leitura 349 vezes. Quanto aos outros contos, sinceramente, já nem lembro muito bem do que tratam. Outro ponto a favor, e que, infelizmente, elevaram as minhas expectativas e em vão, é o projecto gráfico e as pequenas frases espalhadas pelas "capas" dos contos, que acrescentam muito à experiência de leitura, por exemplo:

"Os editores não se responsabilizam por manifestações de insanidade ou tentativas de suicídio induzidas pela leitura desta obra".

Depois de terminar a leitura destes contos (e sem ter lido mais nada do autor), chego à conclusão de que o autor tinha um estilo muito próprio e que usava e abusava dele, aspecto que não funcionou bem para mim. O assunto central da sua obra é o medo inevitável que o ser humano tem do desconhecido. Infelizmente, achei H. P. Lovecraft tão, mas tão doido, que pouco do que ele escreveu, pelo menos do conteúdo deste livro, teve ressonância nos meus próprios medos.
Profile Image for Astaldo.
20 reviews
September 22, 2010
Primeiro volume com os contos de H.P. Lovecraft. O livro começa com o famoso conto "O despertar de Cthulhu", e segue com mais 7 contos de terror cósmico, repletos de deuses sedentos de sangue, "humanoides" vindos das profundezas do mar, e segredos capazes de levar a loucura a mais estável das mentes.
524 reviews
January 14, 2021
Descobrir a escrita de Lovecraft é uma experiência magnífica . A sua prosa de terror poético e lírico com descrições magníficas atrai e arrepia.
E ler pela primeira vez Cthulhu e saber que perdura passado quase 100 anos, mostra a importância que este autor teve no estilo de terror inspirando muitos autores dos dias de hoje
Profile Image for Lino Silva.
7 reviews
November 28, 2014
Excelente introdução para quem - como eu - quer conhecer Lovecraft e a sua obra.

Este volume inclui o conto que apresentou ao mundo o monstro Cthulhu, em "O Despertar de Cthulhu", e mais sete contos sobre mundos fantásticos e seres que se escondem nas trevas do universo criado por Lovecraft. Tudo isto é intercalado por uma excelente prosa literária de Fernando Ribeiro e uma apresentação gráfica cuidada da editora Saída de Emergência.

Os contos aqui apresentados dão para todos os gostos daqueles que apreciam o género fantástico, mas para mim há três nesta colectânea que me apaixonaram: para além do já mencionado "O despertar de Cthulhu", adorei "A Criatura na Soleira da Porta" e "A Sombra sobre Innsmouth".

Recomendado.
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