They would glance at her briefly then look away, not particularly surprised or in any way troubled. None of them would believe for a moment that it was really her, Henriette, standing there or hurrying along beside them. The expression on their faces would soften for a moment, as if they had heard a fragment of song borne on the wind, an old song they had known and sung in childhood and not heard since.
Neste livro da grande Magda Szabó há um fantasma que vem visitar os antigos residentes que sobreviveram à Segunda Guerra Mundial, mas que agora não passam eles mesmos de espectros desiludidos e amargurados, que só se têm uns aos outros e ficam à janela da sua nova casa a observar com saudosismo a Rua Katalin, palco dos laços de amizade e lealdade entre as famílias Elekes, Biró e Held.
“Rua Katalin” fez-me recordar “A Ciranda de Pedra” de Lygia Fagundes Telles, em que um grupo de crianças vizinhas e irmãs formam um círculo em que uma delas nunca se integra completamente. É um grupo cujo futuro parece promissor, cujas alianças parecem claras e duradouras, mas a quem a vida não corre minimamente como planeado.
Szabó é das escritoras mais completas que conheço, porque tem domínio sobre as palavras, que nunca resvalam para o sentimentalismo mas criam a atmosfera certa, sobre a estrutura, que aqui é inusual, mas acima de tudo sobre as suas personagens, que são extremamente complexas e têm uma intensa vida interior. Além do mais, Szabó não faz a papinha para os estrangeiros que leiam as suas obras, nem duvida da cultura dos seus leitores. Se estamos na Hungria em 1944 e a família judia tem de se apresentar e não volta, não é preciso encher páginas de pormenores escabrosos; se estamos em 1956 e há distúrbios nas ruas, para bom entendedor meia palavra basta. E, ainda assim, com tanta subtileza, é um livro que, devido ao um premente sentimento de pertença a um local, li profundamente comovida praticamente desde o início.
He had struggled on for so long on his own and finally come to see that without us he would never find what he had always wanted, something from the time when the two of us were children. Only through us could he make his way back to Katalin Street. We were the only ones who remembered that time when everything in his life held hope and promise.