Biografia romanceada de Lídia do Carmo Ferreira, poetisa e historiadora angolana, misteriosamente desaparecida em Luanda, em 1992, após o recomeço da guerra civil, transporta-nos desde o início do século até aos nossos dias através de um cenário violento e inquietante. Um jornalista (o narrador) tenta descobrir o que aconteceu a Lídia, reconstruindo o seu passado e recuperando a história proibida do movimento nacionalista angolano; pouco a pouco, enquanto a loucura se apropria do mundo, compreende que o destino de Lídia já não se distingue do seu.
«José Eduardo Agualusa [Alves da Cunha] nasceu no Huambo, Angola, em 1960. Estudou Silvicultura e Agronomia em Lisboa, Portugal. Os seus livros estão traduzidos em 25 idiomas.
Escreveu várias peças de teatro: "Geração W", "Aquela Mulher", "Chovem amores na Rua do Matador" e "A Caixa Preta", estas duas últimas juntamente com Mia Couto.
Beneficiou de três bolsas de criação literária: a primeira, concedida pelo Centro Nacional de Cultura em 1997 para escrever « Nação crioula », a segunda em 2000, concedida pela Fundação Oriente, que lhe permitiu visitar Goa durante 3 meses e na sequência da qual escreveu « Um estranho em Goa » e a terceira em 2001, concedida pela instituição alemã Deutscher Akademischer Austauschdienst. Graças a esta bolsa viveu um ano em Berlim, e foi lá que escreveu « O Ano em que Zumbi Tomou o Rio ». No início de 2009 a convite da Fundação Holandesa para a Literatura, passou dois meses em Amsterdam na Residência para Escritores, onde acabou de escrever o romance, « Barroco tropical ».
Escreve crónicas para o jornal brasileiro O Globo, a revista LER e o portal Rede Angola.
Realiza para a RDP África "A hora das Cigarras", um programa de música e textos africanos.
----- José Eduardo Agualusa (Alves da Cunha) is an Angolan journalist and writer born to white Portuguese settlers. A native of Huambo, Angola, he currently resides in both Lisbon and Luanda. He writes in Portuguese.
He has previously published collections of short stories, novels, a novella, and - in collaboration with fellow journalist Fernando Semedo and photographer Elza Rocha - a work of investigative reporting on the African community of Lisbon, Lisboa Africana (1993). He has also written Estação das Chuvas, a biographical novel about Lidia do Carmo Ferreira, the Angolan poet and historian who disappeared mysteriously in Luanda in 1992. His novel Nação Crioula (1997) was awarded the Grande Prémio Literário RTP. It tells the story of a secret love between the fictional Portuguese adventurer Carlos Fradique Mendes (a creation of the 19th century novelist Eça de Queiroz) and Ana Olímpia de Caminha, a former slave who became one of the wealthiest people in Angola. Um Estranho em Goa ("A stranger in Goa", 2000) was written on the occasion of a visit to Goa by the author.
Agualusa won the Independent Foreign Fiction Prize in 2007 for the English translation of his novel The Book of Chameleons, translated by Daniel Hahn. He is the first African writer to win the award since its inception in 1990. (wikipedia)
The mad season begins, and we find ourselves lost in African soil. Little by little, the intrigue, written by José Eduardo Agualusa, takes shape. After all, the period of Angolan independence is confused, so there is nothing abnormal that the reader had sometimes left in grey areas. Nevertheless, it is sometimes difficult to fit into the story. Fortunately, the author becomes a poet here, and we let ourselves be lulled by his prose and verses. Or at least the verses of his fictional characters. More than imaginary protagonists who sometimes seem so real. A fierce fight, a brutal war, a fight of madmen, and as much to say that these clashes are almost comical, at least they would be if they were not so humanly tragic. "Courage, this land will be ours—a poetic comic tragedy.
Neste romance José Eduardo Agualusa conta a história de pré e pós independência de Angola. O narrador, jornalista faz uma longa entrevista a Lidia do Camo Ferreira (personagem fictícia), poetisa, historiadora e professora universitária. Nessa entrevista é dado a conhecer os acontecimentos do antes e após independência de Angola (11 de Novembro de 1975). Os movimentos políticos e armados.
Cheguei a este romance por intermédio de Rosa Montero, no seu livro "A louca da casa", onde faz referência ao estilo literário dos escritores: alguns contam histórias totalmente ficcionadas, recorrendo apenas à sua fértil imaginação, outros há que escrevem romances autobiografados e ainda outros, como a " A estação das chuvas" de Agualusa que foi romanceado a partir de factos históricos e documentados.
Sobre a história da independência de Angola, Agualusa transporta para este romance a sua versão dos acontecimentos. É apenas mais um olhar sobre a história de um povo que durante quase 500 foi colonizado por Portugal, e que se tornou independente por imposição da ONU a 11 de Novembro de 1975.
Um povo a quem foi dada muita pouca instrução, apenas a necessária para continuarem a ser explorados pelo capitalismo interno e externo.
Um povo que após 45 anos de independência continua algemado.
José Eduardo Agualusa tem( provavelmente) "Estação das Chuvas" como um dos seus maior desafios literários. Em jeito de romance biográfico, espraia-se num relato eloquente de história contemporânea de Angola, cruzando personagens fictícias, como a "principal" Lídia do Carmo Ferreira, historiadora e poetisa, militante do MPLA, com personagens marcantes do espectro angolano: entre outros, Viriato da Cruz, Mário Pinto de Andrade, Agostinho Neto.
Ao longo das páginas da obra, acompanhamos o crescimento de Lídia paralelamente a uma Angola à mercê dos seus próprios protagonistas entre e além-fronteiras. Talvez por isso, haja bastante dificuldade na ligação aos ditos protagonistas, fruto da quantidade de "actores", mas também da constante alternância de formas de narrativa e perspectivas.
Não deixa de ser uma biografia que, apesar de fictícia, vale por um punhado interessante de passagens, precisamente nos momentos em que Agualusa mais brilha: na "desconstrução" de ideias e apresentações quotidianas.
- Ainda não. Eu gostava de ti, sabes? Podia ter-te dado tudo. Mas não perdoo os traidores. Vês o que tu és agora? Um farrapo, tens menos importância que um jornal deitado fora. (...) Nem sequer te mato, Santiago. Tu nem sequer mereces morrer...
3. 5 stars. The story about Angola's independence and then civil war that embroiled the country for decades is a very interesting topic. The writing by Agualusa is descriptive and poetic. How much of this is fiction and how much is based on people that Agualusa knew personally is unknown to me. The story paints a bleak, but accurate portrait of life in Angola.
It was difficult at times to know which person was on the MPLA side and who was with UNITA, as the story encompassed several decades. I didn't think that the goals of UNITA and MPLA were well explained, but that might reflect more on my own limited understanding. The characters are believable and the story is compelling. I like how Agualusa used different literary devices, such as interviews, to make the story more compelling.
I wanted to learn more about Angola, and Agualusa is a leading voice telling Angola's history, so I think this book hit most of the marks for me.
Imaginar a nação é o ponto de partida de sua criação. E para imaginar/criar Angola, Agualusa utiliza-se da biografia da poetisa e historiadora Lídia do Carmo Ferreira nesse romance de construção de Angola. Para contar o agitado período de Independência do país e os acontecimentos subsequentes, voltamos até o início do século, numa história que mistura ficção e fantasia, assim como a realidade do mundo.
História essa mais próxima de "estória", como queriam Guimarães Rosa e Luandino Vieira. A formação da nação angolana partindo dos poetas e literatos que sonharam com ela para a crueldade e o sangue do processo de independência e da guerra civil que se seguiu são narradas a partir da busca de um jornalista para reconstruir a vida de Lídia Ferreira. As prisões, os personagens irreais que tanto surgem na prosa de Agualusa, aqui fazem também presença. Pois a realidade daquela nação e daquele período é tão cruel e fantasiosa quanto a mais apurada ficção. Recomendo completamente!
Gosto particularmente dos livros do escritor José Eduardo Agualusa, pois abordam temas complexos acerca do seu país, Angola, como o colonialismo, as guerras civis que o assolaram, o nepotismo, a ditadura e a falta de liberdade, existindo em alguns deles uma mistura entre a realidade e uma certa magia, que também se pode designar por misticismo, própria dos povos indígenas de África, e que me fazem recordar o realismo mágico sul-americano, presente em obras de escritores como Gabriel García Márquez, Isabel Allende e Laura Esquivel, os quais são os autores que melhor conheço representativos desta corrente literária.
Neste livro, um jornalista, que é também uma das personagens da história, o qual supostamente teria entrevistado a poetisa e historiadora angolana Lídia do Carmo Ferreira, que desapareceu em Luanda, no ano de 1992, após o recomeço da guerra civil que opôs a UNITA ao MPLA, como consequência daquela força política e militar não ter reconhecido os resultados das eleições, narra aos leitores a vida daquela e de muitas outras personagens durante grande parte do século XX.
Pelo que, ficamos a conhecer a vida da poetisa desde o seu nascimento, em 1928, até ao seu desaparecimento, em 1992, assim como a história recente de Angola, em particular a guerra civil que se seguiu à sua independência, onde factos reais se misturam com factos ficcionais, não sendo fácil distinguir, no que concerne a Lídia do Carmo Ferreira, o que corresponde à verdade histórica e o que é romanceado. Até porque a descrição sobre o seu percurso é entrecortada por acontecimentos relativos à vida do narrador, que, com cerca de 15 anos, decide fugir de casa com um amigo, durante a noite de 11 de novembro de 1975, data da independência de Angola, para apoiar o MPLA, não acompanhando os pais no último voo existente de regresso a Portugal.
Como uma parte significativa da história se passa no período decorrente entre a guerra colonial dos anos sessenta e do início dos anos setenta do século passado, a revolução de 25 de Abril de 1974, a independência de Angola a 11 de novembro de 1975, as primeiras eleições livres em Angola de 1992 com a vitória do MPLA e o regresso à guerra civil, já que a UNITA se sublevou em consequência do resultado das eleições, somos confrontados com descrições muito violentas, que o escritor José Eduardo Agualusa consegue suavizar com uma escrita dotada de humor.
Fiquei sobretudo impressionada com a ferocidade das lutas que opuseram as três facções logo a seguir à independência de Angola, em 11 de novembro de 1975, com a intervenção directa de combatentes cubanos e russos, que apoiavam as forças do MPLA de Agostinho Neto, e de combatentes do então Zaire, da África do Sul e de mercenários de outros países, como americanos, que apoiavam a UNITA, de Jonas Savimbi e a FNLA, de Golden Roberto.
Mas a insanidade desta guerra civil, com a consequente destruição do país e o sofrimento das suas populações, atingiu o seu auge em 1977, quando o MPLA começou a prender, a torturar e a executar membros do seu próprio partido, que se opunham ao presidente Agostinho Neto, tendo supostamente o narrador e outras personagens, como a sua namorada Lay, a poetisa e historiadora Lídia do Carmo Ferreira e a sua sobrinha Paulete, bem como outros amigos do primeiro, sido detidos numa prisão de Luanda em condições de total desumanidade.
Apesar do interesse histórico que me despertou esta narrativa, a sua leitura revelou-se difícil, não só pelas inúmeras personagens intervenientes na mesma, algumas das quais ia-me esquecendo ainda da sua existência durante a leitura do livro, como também pela própria estrutura da obra, pois José Eduardo Agualusa não descreveu os acontecimentos de forma cronológica e sequencial, mas alternadamente, situando as diferentes personagens em momentos distintos, ora recuando no tempo, ora avançando para períodos posteriores, o que acabou por me deixar confusa e com dúvidas sobre o percurso das personagens.
Além disso, acabei por não conseguir compreender cabalmente quais são as personagens reais e as ficcionais deste livro.
José Eduardo Agualusa es un escritor y periodista angoleño, representante de la nueva literatura africana. Sus novelas podrían relacionarse al subgénero de novela histórica, denunciando el menoscabo hecho a la historia africana por aquellos quienes la describen como irrelevante; sin embargo, difícilmente comparte los puntos de vistas milenarios y ambiciones continentales de varios escritores africanos. - Sinopsis: Una de las creaciones más conmovedoras de la literatura africana moderna, escrita en portugués y la obra más notable sobre la historia contemporánea de Angola. Con una increíble fuerza narrativa, Agualusa nos sumerge en la oscuridad de los horrores de la guerra, para inmediatamente sacarnos a la luz con la exuberancia y la belleza de Angola, a través de una historia estremecedora y sugerente. - Opinión: en "Estación de lluvias" podemos conocer a grandes rasgos la historia de Angola antes, durante y después de su independencia de Portugal. A través de una poeta, que el autor inventa, seremos testigos del colonialismo portugués, de las diferencias surgidas entre los mismos angoleños por el color de su piel, de las distintas fracciones que nacieron con la expulsión de los lusos. Si bien la forma en la que está narrada la novela es ligera y muy amena me ha faltado profundidad, necesitaba tener más datos sobre lo que allí sucedió no hace tanto tiempo. Es una buena opción para adentrarse en esta parte de la historia del país africano si no tienes muchos conocimientos previos. Me encantaría que me dejaseis en comentarios si habéis leído algún autor/a del país.
Now that Alasdair Gray has just died, I need a new favourite living author. I think it might be Mia Couto, but José Eduardo Agualusa is also a strong candidate. Rainy Season is a superb novel about the Angolan Civil War with a cast of fascinating characters. Agualusa can be a very poignant author, extremely lyrical, and he has the wonderful ability to clarify complex situations without simplifying them. I have learned a lot about Angola from his fiction. This edition contains a 'diary' at the end in which the translator discusses the actual process of translation, though I am unsure whether this was entirely successful as a bonus to the main text.
3.5 - though really this book probably shouldn’t be rated, it’s given me a lot of food for thought, a lot of frustration, but a lot of pleasure... I don’t know? Maybe a four star read? Maybe only a three?
Agualusa construye una novela atractiva, violenta, dura como una pesadilla dentro de una pesadilla para definir el paisaje de Angola, y quizá de muchos de los pueblos que sufrieron el colonialismo durantes siglos para al final no tanto perder su identidad, sino hacer del mestizaje, de la mezcla, de lo heterogéneo su identidad. El trabajo onírico de Agualusa se equilibra de forma muy aguzada con el de reconstrucción histórica de los años precedentes a la independencia, el de la independencia y los años de la represión del MPLA contra sus enemigos y parte de sus mismos miembros y creadores, a los que llamó los "fraccionalistas", y de la difícil reconciliación tras la masacre y la tortura. Pese a su brevedad, esta novela, con vocación a sueño dentro de un sueño, como ocurre siempre en Agualusa, aspira a ser una novela total, como podría serlo Guerra y paz, o El ruido y la furia, o Cien años de soledad. A su compleja estructura, se le suma la dificultad de seguirla por la profusión de personajes que reaparecen una y otra vez, a veces en actitudes muy diferentes, y que cubren principalmente dos generaciones aunque las raíces de la narración penetran en 4 o 5. Esto y lo convulsivo de la evolución y transmutación de las fuerzas políticas de esta Angola, convierten su lectura en un primer encuentro previo a la relectura, que sin duda será más disfrutable que la primera lectura. SIn que eso desmerezca el disfrute del primer tanteo que uno pueda hacer de Estación de lluvias. En medio de esta vorágine de personajes, que incluyen al yo narrador, está la figura de Lidia do Carmo Ferreira. Una poeta e intelectual de la seguimos su iniciación intelectual y política, su truncada vida sentimental, su desaparición misteriosa, diluída en el misterio de una Angola en que el color de la piel no llega a definir a las personas, sino a complicar su personalidad y rol. Lidia parece tener en sí la clave del problema de Angola (que no deja de ser el de este mundo contemporáneo, global y convulso), pero opta con una visión desengañada y finalmente, por el silenciao. En un juego típico de las ficciones de Agualusa, Lidia do Carmo Ferreiram, un personaje salido de su pluma y al que dota de obra poética y bibliografía, y cuyas muestras recoge el libro, ha acabado siendo considerada como un personaje histórico y una de las poetas principales del resurgimiento del portugués a través de autores de los países excolonias de Portugal (o por lo menos, eso dice Agualusa).
Um relato da História Contemporânea de Angola através da biografia romanceada duma mulher Lídia do Carmo Ferreira, poetisa e historiadora, militante do MPLA, que misteriosamente desaparece, em 1992, quando recomeça a guerra civil. Um livro que cruza a vida da personagem fictícia Lídia, com personagens de vulto como Viriato da Cruz, o Monstro Imortal, Mário Pinto de Andrade, Valódia , Agostinho Neto etc.
Leí una traducción al español, pésimamente traducido y con muchos calcos del portugués. Felizmente hablo portugués y pude entender mejor el libro, de lo contrario muchos detalles quedan sin explicación al español.
I think this book is great. Really beautiful and we really really really need more books in translation that tell us about people from places like Angola. Amazing.
José Eduardo Agualusa wordt op de achterflap door Antonio Lobo Antunes “zonder enige twijfel een van de belangrijkste Portugeestalige schrijvers van zijn generatie” genoemd. Zoiets maakt benieuwd. Bovendien wordt zijn werk in het Nederlands vertaald door Harrie Lemmens. Ook dat is een kwaliteitslabel.
Onlangs verscheen Regenseizoen, een vroege roman van Aguluasa. Daarin draait alles om de tumultueuze onafhankelijkheidsverklaring en de daarop volgende burgeroorlog van Angola. Centraal staan de dichteres Lidia do Carmo Ferreira en een journalist die naar haar op zoek gaat.
Achteraan in het boek vind je een heel lange lijst strijdende partijen en politici die hiermee te maken hebben. Maar laat je niet ontmoedigen. Agualusa bouwt zijn verhaal op een heldere manier op. Regenseizoen leest erg vlot weg.
Een groots meesterwerk is dit (nog) niet - daarvoor graaft het net niet diep genoeg - maar deze Angolees is zeker een schrijver om in het oog te houden.
💥"Ánimo esta tierra todavía puede ser nuestra"💥 Un libro muy aburrido. Te narra la independencia de Angola. Pero no me generó ganas de investigar sobre el tema, ni tampoco me interesó saber lo que le suceden a los personajes ficticios del libro. Me daba lo mismo. Los poemas entre las narraciones me gustaron. Los castigos a los africanos por querer ser libres son devastadores. Los personajes pueden ser ficticios pero los escenarios no. Me sorprendió una vez más hasta donde puede llegar el ser humano. Pensé en abandonar el libro casi al final, pero dándome fuerza lo terminé. Es un libro más informativo, si te interesa este tipo de historias no dudo que te guste. A mí me decepcionó 😔.
A través de la figura de una escritora ficticia, Agualusa presenta todo un mundo de frustraciones, deseos, anhelos y dolores que nacen y mueren con la independencia y construcción de Angola. Aunque estación de lluvias retrata un momento histórico, lo hace sin abandonar la complejidad de los personajes y los huecos de magia y mero placer.
Hay noticieros que inventan mundos y luego se disculpan a su público presidiario; hay tradiciones y juegos infantiles; amores que brillan un rato como un fuego artificial y luego se destruyen; muchas siglas; soledad.
Surpreendente. Um livro obrigatório para quem se interessa Literatura Africana, não esperava muita coisa, pois sabia que era muito histórico. Mas é claro que a genialidade do Agualusa, sua ironia angolana sempre presente, suas críticas arriscadas e muito corajosas não fariam um livro qualquer. Muito bom pra quem quer conhecer um pouco mais do processo de independência de Angola, mas cuidado: não saia repetindo como se fossem fatos, o autor é ficcionista rs.
A semi-fictionalized account of the author’s experiences during Angola’s long and bloody post-war history intertwined with an also possibly fictionalized biography of Lidia do Carmo Ferreira, an Angolan poet and intellectual who disappeared in 1992, just before a resurgence in combat. A compelling and peculiar attempt to make sense of a tragic epoch.
Very much enjoyed this book. I was interested to realise how little I knew about this part of Africa, a former Portuguese colony, and its complicated civil war following independence. The writing is beautiful.
Este romance passa-se numa fase muito sombria da história de Angola e Portugal. Passamos a conhecer a vontade de alguns jovens e não jovens de mudar a realidade, enfrentar tudo e todos para terem aquilo que todos nós julgamos ter sem limites… A LIBERDADE. MM
While the book gives quite a good view how Angola struggled after the independence and all the internal wars it is not really a novel but more a historical overview with here and there some stories.
Geen makkelijk boek voor wie niet op de hoogte is van de geschiedenis van Angola. Er komen veel namen voorbij van waarschijnlijk bekende Angolezen. Op enkele figuren wordt ingezoomd met een vergrootglas, zodanig dat het hele gebeuren ondoorgrondelijk blijft; ik geef het op (pag. 143).