Quando recebi a notícia que seria publicado um novo livro desta dupla maravilhosa fiquei nas nuvens. Pensei logo que seria um novo livro da série Joona Linna. Contudo, foi uma surpresa para mim e para os fãs ao descobrir que seria um livro de uma nova série. Uma série denominada de Playground, e não sabemos ainda quantos livros poderão vir a fazer parte desta série.
Admito sem vergonha que tinha as expectativas ao máximo para esta obra, e desde do início que pensei que seriam as cinco estrelas certas. Infelizmente não. Contudo, a obra não desiludiu. Lars Kepler nunca desilude. Mas para quem leu a série Joona Linna, ou pelo menos alguns dos livros, vai com a ideia dessa série, contudo, este novo livro é totalmente diferente. É uma nova visão da dupla, um novo mundo.
A história tem lugar em particular, num mundo onde se encontram os mortos e vivos, podemos chamar de além. Lugar que ninguém tem conhecimento, e quando uma pessoa volta à terra não se recorda de tal lugar. Ao princípio achei interessante, algo diferente e um mundo totalmente novo. Mas com o avanço da história tornou-se mais do mesmo. Os cenários apesar de bonitos acabavam por não fazer sentido, e chegava a uma altura que deixava de tentar entender os cenários.
A escrita dos autores é diferente e isso fez com que demorasse mais a ler. A cada capítulo que lia ansiava por terminar e fazer uma pausa. A escrita tornava-se a tal ponto tão cansativa que o leitor precisa de descansar. E, quem conhece Lars Kepler, sabe que a escrita é simples e fácil de ler, isto claro, a comprar com outros livros do mesmo género literário. Os capítulos dos livros Joona Linna são conhecido por serem curtos. Pensei que o mesmo aconteceria neste livro, mas não, os capítulos não são muito longos, contudo, não são pequenos como estava habituada.
O que me deixou desiludida foi o facto de não transmitir tão bem as sensações, tive dificuldade a tentar vislumbrar certos cenários e até certas personagens. Muitas das vezes a personagens sentiam medo e eu não conseguia sentir medo. E um livro que transmite sensações, sabemos bem que é um livro muito bom. Porém, não é por isso que o livro não seja bom. Muito pelo contrário.
A vida é incompreensível. A vida é a exceção, uma chamazinha de luz rodeada por uma escuridão sem fim.
As personagens estavam até bem equilibradas. Todas diferentes, com divergências entre elas e mistérios. Algo que não posso criticar no livro. A minha personagem preferida foi sem dúvida a Jasmin. Gostei de particularmente tudo na personagem, deste personalidade, de forma de ser, de agir. O cérebro dela é uma máquina! Adorei a forma como ela agia com o filho, aquele sentimento de amor materno. No meu ponto de vista foi a melhor parte do livro!
Sem sombra de dúvida que o livro deixa qualquer uma a pensar. O além trata-se de uma questão muito falada, e de uma maneira ou outra acaba por ser um assunto muito falado. Dei por mim várias vezes a pensar, e o livro leva o leitor a refletir, a querer questionar. Mais um ponto a favor!
Adoraria saber o que aconteceu às restantes personagens. Aqui deixa-me a dúvida se os restantes livros da série serão inspirados em Jasmin e na sua história, ou se serão outras experiências com personagens diferentes. Estou ansiosa para saber! Adoraria ter a oportunidade de ver a história das duas maneiras!
Para ler este livro e gostar imenso é necessário não comparar com os restantes livros da dupla. Para mim, foi complicado, sendo que sou grande fã da série Joona Linna estava quase sempre a comparar. Temos de ler o livro sem esperar nada nem pensar em mais nada. Ler com o cérebro vazio e pronto a receber novos conhecimentos. Não é um livro mau, até é muito bom. Aconselho a leitura, mas não é um livro que lemos de uma hora para a outra. Lars Kepler não desilude, mas este livro não é tão bom quanto aos da série Joona Linna.
Pretendo continuar a ler a série Playgroung, que venham os restantes que lerei! Pode ser que o próximo volume da série seja as tais cinco estrelas! Contudo, um novo livro da série Joona Linna e eu seria a pessoa mais feliz do mundo!