Jump to ratings and reviews
Rate this book

The Keyhole Opera

Rate this book
Bruce Holland Rogers has been writing fiction full-time since 1991. His works range from literary and experimental to SF, fantasy, and mystery, and many of the stories in The Keyhole Opera began as subscription stories and went on to be published in magazines and anthologies.

256 pages, Paperback

First published November 1, 2005

1 person is currently reading
85 people want to read

About the author

Bruce Holland Rogers

142 books26 followers
Sometimes credited as Hanovi Braddock

Bruce Holland Rogers has a home base in Eugene, Oregon, the tie-dye capital of the world, but until July of 2008 he is living in London, England. His fiction is all over the literary map. Some of it is SF, some is fantasy, some is literary. He has written mysteries, experimental fiction, and work that's hard to label.

For six years, Bruce wrote a column about the spiritual and psychological challenges of full-time fiction writing for Speculations magazine. Many of those columns have been collected in a new book, Word Work: Surviving and Thriving as a Writer (an alternate selection of the Writers Digest Book Club). He is a motivational speaker and trains workers and managers in creativity and practical problem solving.

He has taught creative writing at the University of Colorado and the University of Illinois. Bruce has also taught non-credit courses for the University of Colorado, Carroll College, the University of Wisconsin, and the private Flatiron Fiction Workshop. He makes frequent appearances at writer's conferences. He is currently a member of the permanent faculty at the Whidbey Writers Workshop MFA program, a low-residency program that stands alone and is not affiliated with a college or university. It is the first and so far only program of its kind.

Ratings & Reviews

What do you think?
Rate this book

Friends & Following

Create a free account to discover what your friends think of this book!

Community Reviews

5 stars
19 (38%)
4 stars
23 (46%)
3 stars
8 (16%)
2 stars
0 (0%)
1 star
0 (0%)
Displaying 1 - 5 of 5 reviews
Profile Image for Célia | Estante de Livros.
1,188 reviews275 followers
January 27, 2016
Pequenos Mistérios, de Bruce Holland Rogers, é uma colectânea de 40 contos, que obteve o World Fantasy Award na categoria "Colectâneas", em 2006. Foi a minha estreia no mundo da ficção curta e, apesar de ter lido críticas bastante positivas, não sabia muito bem o que esperar.

O livro agrega os seus contos em cinco secções, mais ou menos temáticas: Histórias, Metamorfoses, Insurreições, Contos e Simetrinas. Gostei especialmente das Histórias e dos Contos, apesar de a leitura deste livro ter sido um prazer do início ao fim. Como já disse, os contos são bastante curtos (3-4 páginas, em média) e raro é aquele que não nos deixa a pensar: por várias vezes, senti a necessidade de reler frases/parágrafos para tentar apreender o seu conteúdo, ou pelo menos aquilo que representou para mim (não confundir com situações em que precisamos de reler frases/parágrafos para tentar perceber o que temos defronte dos olhos).

Agradaram-me especialmente os contos que mais não eram do que pedaços da vida: deixam a nossa imaginação navegar pelos espaços em branco, pelo que terá acontecido antes e pelo que irá acontecer depois.

O único senão deste livro é que os contos não devem ser lidos todos de seguida (i.e., de rajada) ou num ambiente propício à distracção: devem ser saboreados, apreendidos, degustados. Gostei imenso e recomendo vivamente a quem tiver predisposição para experimentar uma leitura diferente!
Profile Image for Rolando S. Medeiros.
143 reviews7 followers
March 29, 2024
What the Wind Carries — Conto — 4.5*
O Vento como femme fatale


"She was in everything, everything made him think of her, including the wind that gusted so hard that he could lean back against it without falling."


Um conto mais longo do Rogers — e isso quer dizer que saímos das duas~três páginas costumeiras para sete~oito. Logo, é mais intricado, há mais espaço para a narrativa correr, e mais espaço para desenvolver personagens.

O Bruce, aliás, se aproveita disso para pautar o conto todo em um personagem. Num cenário que passa por Kansas, Denver e Boulder, naquelas pequenas montanhas tortuosas onde sobem e descem carros a todo tempo, e de onde se olha lá de cima para o brilho da cidade lá embaixo, nosso protagonista pensa no estado atual do seu relacionamento. Um amor quase juvenil, bonitinho. Está tudo muito dando certo. Tudo encaminhado. E então... há um salto no tempo. Quinze anos de um parágrafo a outro, e o rapaz — agora um homem — já se casara e divorciara duas ou três vezes, mas ainda não conseguia tirar da cabeça aquela noite (a noite da abertura da narrativa) nas montanhas: o vento, a sensação, as luzes.

Ele começa a perseguir aquela sensação. Escolhe se mudar para Boulder (segundo o Urban Dictionary há até uma giria para as mulheres/homens bonitos da região) justamente por conta do vento e das mulheres: faz todo um planejamento para que consiga se apaixonar por "alguém tão jovem quanto ele desejava se sentir", frequenta (como visitante) uma ou duas aulas por semestre, patrulha bares universitários e livrarias. Ele é desenrolado, e consegue; "apaixona-se" segundo o narrador, grita o nome da menina aos quatro ventos, e quando transam pela primeira vez a paixão acaba. Repete o processo. A mesma ladainha de sempre para seduzir mulher e transar; mas, uma hora algo parece mudar. De quando em quando começa a ver algo de canto de olho, se vira na direção nada vê. Persegue, e a silhueta some. Até que, um dia, voltando da casa de uma das namoradas, a vê pela primeira vez: sobrenaturalmente alta, magra e de longos cabelos negros. Desaparece aqui, e aparece ali ou mais adiante: é a personificação do vento.

A partir daí corre o grosso da narrativa, e nos emaranhamos e nos sufocamos tanto quanto o personagem principal em cabelo e vento. É delírio do personagem? É uma mulher de verdade? É apenas o vento? Só lendo e tirando as próprias conclusões. A reta final do conto é muito, muito boa, violenta e estranha, tanto que só posso entregar algumas partes:

"He stumbled, but kept his feet beneath him. The black air roared around him. Threads of wind whipped his face and hands, stung his eyes, and he realized that it was her hair again, lashing him more fiercely now. Hair filled his mouth. He struggled to breathe. His feet still struck the ground, still kept him moving, but he was lost, blind, exhausted. He didn't know he had fallen until he felt the sudden jolt of stones against his hands."


Alexandrian Light— Conto — 4.0*
Manaus envolvida num Sci-Fi


"Pereira had switched bands and had more news. Someone was bombing Manaus. If it was the Americans, they would be able to stop the Soviet convoy on the Amazon and shield the paratroops who had dropped hours ago into Cairo"


A trama Cyberpunk num canto de Manaus me faz relevar o fato dele achar que a gente fala portunhol. A narrativa de três páginas é toda pautada em uma metáfora interessante. Caiu algo alienígena em Manaus, e as três potências do mundo (União Soviética, EUA e União Sino-Japonesa) estão se estapeando para serem os primeiros a chegar lá. Nossos dois protagonistas, porém, chegaram primeiro. Um brasileiro e outro cara que só sabemos se chamar Hacker — e parece saber o que está fazendo. A conclusão, que tem a ver com anjos, com a Biblioteca de Alexandria e com "barbarismo", você vai ter de ler para descobrir.

(Tudo isso em três páginas!!!! Já está virando chavão falar isso, mas sempre me pega. A partir de agora sempre que me lerem falando do Bruce Holland me imaginem de olhos arregalados e fazendo o sinal de "só três páginas!!!" com a mão.)

Don Ysidro — Conto — 4.0*
Herança Machadiana


"[Quando morri, o povo do vilarejo] veio perguntar para Susana se ela lhes permitiria ficar com qualquer coisa que considerasse inútil ou fosse jogar fora. Perguntaram por muitos objetos desnecessários. Perguntaram por coisas que eu, em carne e osso, já os havia prometido. Eles pediram, até, permissão para cavar argila branca no ponto onde eu gostava de encontrá-la. Perguntaram, e eu consenti, e lhes dei minha bênção. Éramos, antes de tudo, um povoado muito educado. [Tradução Livre]"


É impressionante o quanto de uma narrativa o Bruce Holland consegue mover com duas, três páginas. Ele é um dos mestres do miniconto, sem dúvidas. Só consigo ver duas razões do porquê dele não ser conhecido aqui, nessa ordem: 1. Só há uma edição, e é portuguesa. Ela não chega aqui, e muito menos seus contos (que estão espalhados por um monte de antologia). 2. O interesse por essa formazinha (diminuta só em quantidade de palavras) caiu. Lembro que já houve uma época que os mini e microcontos eram mais populares, acho que talvez por conta dos blogues — hoje mortos.

Com um parágrafo ele te insere totalmente na história e já te enche de perguntas. Aqui acompanhamos um narrador que morre já nas primeiras linhas, e ele continua narrando a história mesmo morto. Até aí tudo bem, há uns joguinhos com a perspectiva do morto (a esposa, viva, começa a responder por ele e a gente até certo momento não sabe se ela está ouvindo-o ou se apenas o conhece muito bem); o cenário é um desses antigos vilarejos hispânicos ou chicanos, e, ao mesmo tempo, parece um lugar real e fictício, com seus padres e com seus cristãos devotos.

E então… o povo pede o rosto e as mãos do morto.
E ele concede.

Aí… aí você tem de ler. Em três páginas ele dá umas cinco voltas no leitor, e o conto termina — mesmo em meio a rituais macabros e estranhos — com uma mensagem e com um simbolismo nobre e "pra cima". Meio "Everyday Use", da Alice Walker, mas mais fantástico, mais idiossincrático e mais doido. Não é à toa que é mais um dos contos dele nomeado ao World Fantasy.

Chambers Like a Hive — Conto — 3.0*
Entre sonho e realidade


Poderá ser que nossos sonhos sejam a luz de outro mundo refletida neste?


Um homem estranhíssimo entra na vida da protagonista "como uma cortina de fumaça", e os encontros entre ambos vão ficando cada vez mais irreais. A realidade ganha aspecto viscoso. Eles saem com frequência; mas ela estranha a maneira como ele sempre aparece: basta que ela comece a pegar no sono, a cabeça a pender sobre o peito, e então ouve as batidas na porta. Quando estão juntos ela sempre procura, na rua ou no cinema, rostos familiares que a apontem "— Vi você com fulano ontem!", mas nunca acontece.

Os encontros vão ficando mais raros, o homem cada dia que aparece está menor e com "menos cor". Ele revela para ela os "quartos como colmeias" que existem debaixo da cada cama de cada um, e conectam todas elas entre si. O ghosting — real ou fantástico — que ela leva e a conclusão deixo a cargo do leitor, afinal, são meras três páginas.

ps. achei uma nova leva de contos do Bruce Holland na internet, então logo mais, mais entradas aqui.

O Menino Morto à Tua Janela — Conto — 4.5*
O Cotidiano, o Fantástico e o Mitológico.


"Num país distante onde as cidades tinham nomes improváveis, uma mulher contemplou a figura inerte do seu bebé recém-nascido e recusou-se a ver o mesmo que a parteira. Era o seu filho. Trouxera-o ao mundo em agonia, e agora ele tinha de mamar. Encostou-lhe os lábios ao seio. – Mas ele está morto! – disse a parteira. – Não – mentiu a mãe. – Ainda agora o senti mamar. – A sua mentira era como leite para o bebé, que na realidade estava morto, mas abria agora os olhos e pontapeava com as pernas. – Está a ver? E obrigou a parteira a chamar o pai para conhecer o seu filho."


A partir dessa grande abertura, desenvolve-se um dos melhores contos (ou flash fiction; ou mini-conto; ou micro-conto — chame como quiser) que li ultimamente.

Em uma prosa de ficção extremamente concisa, polida, mas de uma cismática imaginatividade que encerra um misto de sensações e toca, por meio do fantástico, em sóbrios temas. É a narrativa um menino-morto, tão fino que voa no ar como pipa, carrega consigo amor e memória; e dái, desenvolve-se a narrativa.

Infelizmente, não acho esse livro do Bruce Holland Rogers em lugar nenhum e tenho que, por enquanto, me contentar com esses intervalados contos que encontro — com sorte — nos lados capinados do matagal das redes.

O Gênio que Vive entre a Noite e o Dia — Conto — 3.5*
Gênios e Desertos alá Scherazarde


– Primo! A história que eu tenho para te contar!
– Que fizeste agora, Tayab?


Outro destes preciosos achados, é quase pecaminoso deixar entrever muito dessa narrativa: é a experiência de leitura que o engrandece; e esse tem sido um dos pontos altos do autor para mim.

Mais uma vez imerso no fantástico e no místico, temos aqui como ponto central um mundo de gênios e desertos, que em menos de cinco páginas (ele adora trabalhar com essas ficções curtas) ganha mais vivacidade e desperta nosso interesse tanto quanto as melhores histórias das Mil e uma Noites, inspiração, certamente, para esta história.

A narração centra-se em torno de um gênio, Al-Faq, que: "vivia na fresta entre a noite e o dia. Raramente se aventurava nos mundos dos seus semelhantes, e muito menos no mundo dos mortais."

Por essa razão (a introspecção e o isolamento), e talvez pela hospitalidade, pelo bom chá, e pelo ouvido atento e curioso para com os outros, é visitado "tanto os espíritos obedientes como os desobedientes (que) o consideravam um dos seus (...) para lhe contar as suas histórias."

Al-Faq recebe a visita de Tayab, um gênio das cinzas, que podemos adjetivar como um dos desobedientes, mas que pouco importa à Al-Faq, que coloca o chá a ferver, e prepara-se para ouvir o relato da vez: envolvendo mortes, pestes, o sentido das coisas e religiosidade. Menos "Scherazardiano" e mais "Hollandiano".

Possui, entretanto, a mesma forma de conto popular, com, arrisco dizer, a mesma magia — as repetições soam intencionais — que conhecemos tão intimamente desses contos antigos. Porém, aqui, neste deserto vermelho, temos um colorido a mais, um frescor a mais, fruto da prosa atraente e da imaginação lúdica, sem arestas, do Bruce Holland. E isso faz essa narrativa um dos melhores contos das Mil e uma Noites FORA das Mil e uma Noites".

Um homem que perde tudo; uma mulher que não aceita ser restituída de um roubo; o jogo dos gênios e a apreensão de um sentido — a necessidade de se agarrar, a fim de continuar vivendo depois de uma catástrofe.

"O génio Al-faq, que talvez seja de confiança ou talvez não, regressou depois à fresta entre a noite e o dia. E se o mundo não acabou ainda, é aí que continua a viver."


Little Brother — Conto — 2.0*
Gramaticalmente perfeito, estilisticamente imperfeito.


Com menos de cinco páginas, não é trocadilho dizer que este é um conto menor do Bruce Holland. Longe do fantástico e mais próximo da especulação (ainda que de leve) da ficção científica, a prosa apesar de "redonda", perde a magia das histórias anteriores, não toca em lugar algum, apesar de riscar, em seu encalço, pequenas questões. É demasiado pautado em uma peripécia final: arriscaria dizer que totalmente composto a partir dessa virada final, ao ponto de que tudo que o precede vem escrito de maneira acessória.

Um menino deseja incessantemente ganhar um irmãozinho (o tal Little Brother) de natal, e quando a mãe finalmente lhe dá, e eles se conhecem, e brincam juntos, a primeira coisa que o menino faz é... procurar o botão de desligar.

O conto assemelha-se àquelas frases e parágrafos gramaticalmente perfeitos, mas que pouco ou nada dizem. É salgadinho de noventa e nova centavos de água e sal: não é ruim, mas também não é bom, não enche, mas também não esvazia.
Profile Image for Zach Smith.
48 reviews
March 13, 2014
Bruce Holland Rodgers is a prolific writer of short stories (in fact many of the stories he writes & and which appear in this collection are under the 1000 word mark thus making them “flash Fictions” and very few of them go past the 2,000 word mark). This is Rodgers 6th collection of fiction (and even though it was published in 2005, he hasn’t seem to publish anything in paper form since). The collection consists of 40 stories divided into 5 sections: Stories, Metamorphosis, Insurrections, Tales, and Symmetrinas. Symmetrinas are a from that Rodgers developed him self that involves an odd amount of sections, with each subsequent section being twice the size of the previous section, with the middle section being the longest, and then each section after that being half as long, looks like a pyramid.
One of these Symmetrians “The Main Design That Shines Through Sky and Earth” is the best story of the entire book, and it’s about teachers. “The Djinn Who Lives Between Night and Day” is a flash fiction and comes in a close second, other great stories in the collection are: “The Beast” “The Dead Boy At Your Window” “Come the Revolution” “Sea Anemones” and “A Story for Discussion”. The “good” stories bump this collection from 3 stars to 4 stars, some of which you can read off his website shortshortshort.com, but I always like to support authors I like, and I also greatly prefer the old fashion method of reading books on paper rather then a computer monitor or the hell spawned tablet.
The rest of the stories are okay, not great, the section called Metamorphoses should have been skipped entirely, the best story in that section was “Sea Anemones”, but it just kept rehashing the same storyline of people turning into something else, he was evidently inspired by Kafka, but of course Kafka only wrote one story on the subject. The opening of the collection (in which the rules of the Symmetrinas, there are other rules, are laid out) was written by Michael Bishop, and is also fairly interesting.
Profile Image for Ryan Mishap.
3,668 reviews73 followers
May 25, 2009
Author of short-short stories, Holland spans genres with his clever, creepy, and crafty tales. The boy born unalive, and so thin, who can ferry messages from the land of the dead to the living--just one example of the imagination and off-the-wall story-telling that Rogers makes convincing. Really well done, and this collection includes one of my favorite stories of all time, "Tiny Bells." Check it out.
Profile Image for Nicole Willson.
Author 7 books143 followers
August 26, 2013
This is a delightful collection of short stories (some very short indeed) that span all kinds of genres, lengths, and points of view. I've only recently come to appreciate that writing an effective short story is no less difficult than writing a novel, so I'm particularly impressed by Rogers's mastery of the form. There are gritty first-person slice of life stories and stories that read like modern fables, and he tells them equally well. Highly recommended!
Displaying 1 - 5 of 5 reviews

Can't find what you're looking for?

Get help and learn more about the design.