Filipa Fonseca Silva está de regresso com um romance intenso e brilhante sobre as mentiras em que acreditamos quando amamos e do que abdicamos por amor.
Durante quinze anos, Estefânia viveu entre a promessa e a espera. Apaixonou-se por Artur, um homem casado, e aceitou um amor confinado a um espaço improvável, onde uma parede móvel separa o desejo da mentira. Quando a mulher de Artur o visita, a parede fecha-se, e Estefânia vê-se reduzida ao lugar invisível da amante, a vida suspensa, acreditando que um dia ele cumprirá a promessa de deixá-la livre — ou de libertar-se.
Inspirado em factos reais, este é um romance que toca em feridas íntimas com delicadeza e intensidade. Uma dissecação literária da culpa, do autoengano e das múltiplas formas de submissão feminina.
Da autora de O elevador, já adaptado a filme, e de E se eu morrer amanhã?, livro fenómeno em Portugal e no Brasil que em breve também chegará ao grande ecrã.
Filipa Fonseca Silva was born in a small town called Barreiro, just across from Lisbon, Portugal, in 1979.
She graduated in Communication from Universidade Católica Portuguesa and worked as an advertising copywriter until 2017. She is now a fulltime writer.
Her debut novel is called Thirty Something – Nothing’s How We Dreamed It Would Be and it made her the only Portuguese author to reach Amazon Top100 in Women's Fiction. It was followed by The Strange Year of Vanessa M (2013), Things a Mother Discovers (and no one talks about), Taxi Tales (2017), I Hate My Boss (2018), The Elevator (finalist of Bertrand Book of the Year 2022), What if I Die Tomorrow? (finalist of Bertrand Book of the Year 2023) and Brave Green World (June 2024).
She likes to write about ordinary people, whose stories reveal timeless dilemmas but capture the spirit of our times. She has a very cinematographic style and the rights for a movie adaptation of her two latest novels were already sold in.
Filipa is also an activist for the environment and women’s rights, and founded the Women Author’s Club in 2023, a platform for mutual support between female authors, which aims to promote and celebrate Portuguese Literature written by women (she rebels against the tag Women’s Fiction).
She lives in Lisbon, Portugal with her husband and two children.
«Adorei a evolução da personagem, que vai ganhando força ao longo da narrativa. Achei interessante que a linguagem também fosse evoluindo com Estefânia, que se fosse tornando mais assertiva e direta, que fosse perdendo os rodeios e as tentativas de encontrar justificações onde elas nem sempre existem. Posso dizer que, de todos os livros que li da Filipa, este é sem dúvida alguma o meu favorito.»
"Sempre que o meu mundo desabava, encolhia-me sobre mim própria sossegando o sangue que fervia, a respiração que acelerava, as lágrimas que brotavam. Ensinei a minha mente a construir histórias que justificassem cada desilusão, mantendo a raiva bem domada lá no fundo de mim. E, sem querer, fui-me anulando." GE-NI-AL 👏
Infelizmente (e surpreendemente!) este livro não me disse absolutamente nada. Pelo contrário, só me fez sentir frustração porque admiro bastante a Filipa, principalmente o seu tipo de escrita. No entanto, achei este livro franquíssimo. Uma escrita rasa, superficial e principalmente pobre e apressada. Uma personagem principal sem sal e sem opinião ou carater próprio. Além disso, o excesso de caricatura dos personagens deixou-me desconfortável. São pura e simplemente estereótipos clichés. Mais nada. Não me consegui ligar à personagem, ao seu sofrimento e nem sequer empatizar com a sua situação (de notar que, neste caso, sou eu que careço de sensibilidade). E o facto de ela ser do Porto e dizer "ténis", "chapéu-de-chuva" e ainda ser mencionado o "linguajar sexual à moda do Porto" foi muito mau.... Apesar de todos estes pontos, tenho de referir que é um livro muito rápido de se ler e que, em certa medida, nos prende porque ficamos à espera que a protagonista atue em algum momento. Que reaja, que tenha um ataque de fúria, qualquer coisa para quebrar o ciclo sufocante.
Este foi o primeiro livro que li da Filipa Fonseca Silva e foi uma agradável surpresa!
Apresenta uma narrativa muito envolvente, em que cada capítulo surge como uma espécie de diário, no qual nos deparamos com segredos, mistérios e vidas que se cruzam num enredo onde nem tudo é o que aparenta ser.
Está muito bem escrito e gostei muito de acompanhar a evolução da personagem principal até ao plot final, que confesso não estava mesmo nada à espera.
Vou começar pelo que gostei menos: o final. Senti-o silencioso perante o grito constante e iminente que, ao longo de toda a leitura, quis bradar à Estefânia, esta mulher que merecia mais, muito mais. Percebo o desfecho, no entanto, mas o meu gosto pessoal levar-me-ia para outro lado.
Quanto ao resto: recomendo vivamente. Estefânia não é completa ficção, há algo de real nela (a autora fala disso no final), o que é fascinante e triste. Quando entendi que a parede não é metafórica, foi o momento em que percebi que ia adorar este livro. E adorei.
Gosto muito da escrita escorreita, em tramas com personagens empáticas no que nos conta Filipa Fonseca Silva. A Estefânia é outra personagem que fica na memória. Uma fraca auto-estima devido à educação e maus tratos infringidos pela mãe, o abandono do pai e a indiferença das irmãs mais velhas na solidão de que apenas a vizinha Alda a resgatava. A escrita de um caderno, colocou toda a sua vida em perspectiva aos 48 anos, principalmente quando procurava perdoar e perdoar-se. A Estefânia foi a mulher atrás da parede que, compreendeu todas as mentiras clássicas durante quinze anos. Uma história baseada numa história real. Uma história como tantas mas que nos leva para o papel da mulher censurada mas também da mulher enganada. Iludida e que se persuade dessa ilusão. Uma história que adorei ler.
Este livro retrata a história de uma mulher que vive durante anos numa relação escondida com um homem casado e que, a certa altura, passa a viver literalmente separada dele por uma "parede". Esta representa não só a forma física, mas tambem i ideia do papel de amante, da distância e do lugar que ela ocupa na relação.
Este livro foca-se sobretudo na componente psicológica, na dependência emocional e nas escolhas ao longo da vida. Mais uma vez, a escrita está muito boa e a história é bastante envolvente. Foi um livro que prendeu desde o início e que manteve sempre a curiosidade sobre como tudo iria acabar.
Acabei por gostar da história desta personagem, de acompanhar os seus pensamentos e a forma como lidou com tudo. Não foi a melhor escolha, mas... 🤷♀️
Gostei muito de acompanhar a história da Estefânia. Uma mulher que ao longo de 15 anos esperou o amor de um homem. Tudo fez por ele submetendo muitas vezes a sua vontade. Este livro foi lido de forma voraz, sempre com o coração apertado e esperançoso. O final é extraordinário mas eu gostaria de saber um bocadinho mais do futuro da personagem.
gostei muito do plot, mas gostava de ter passado mais tempo com este livro. acho que o final foi um pouco apressado. de qualquer forma, foi uma experiência de leitura muito agradável e não sinto que seja “só mais um livro”
a escrita da filipa a fazer-me mergulhar na página MAIS UMA VEZ esta foi sem dúvida a minha premissa preferida de todos os livros dela, por isso merece as 5 estrelas
segundo livro da Filipa e posso dizer que continuo a adorar a forma como escreve. relativamente ao livro: nós aceitamos o amor que achamos que merecemos e sem dúvida, este livro é uma representação disso mesmo. aquilo que escolhemos aceitar parte de nós e da forma como nos achamos, ou não, dignos de receber algo. (não vou abordar a capacidade de manipulação por parte de um ser do sexo masculino que se aproveitou da fragilidade de uma mulher solitária, insegura e que cresceu sem amor)
Adorei este livro que nos remete a feridas profundas de uma menina e mulher que sempre recebeu migalhas e foi colocada em segundo plano na sua vida. É arrastada por um amor de um homem falso que a subjuga com promessas e mentiras. Por detrás da parede, está confinada uma mulher que se acomoda, mas que num crescendo vai-se redescobrindo e por fim, se liberta de toda a raiva que existe dentro de si. Identifiquei-me com algumas características da personagem e há muitas mulheres que, com toda a certeza se identificarão com a Estefânia.
“Ensinei a minha mente a construir histórias que justificassem cada desilusão, mantendo a raiva bem domada lá no fundo de mim. E, sem querer, fui-me anulando." A palavra que define bem a personagem deste livro é mesmo esta: anulação. Sabendo que a autora partiu de uma história real que lhe contaram, este livro vive de uma curiosidade quase involuntária que sentimos por saber quem é esta mulher que aceita ser a outra e viver “atrás da parede”. Senti algumas vezes que tudo me parecia íntimo, quase como se estivesse a espreitar uma vida que não é minha. Com uma escrita clara, a autora consegue fazer-nos sentir empatia pela Estefânia, uma espécie de proximidade que partilhamos com uma amiga, de tal forma que também me senti a partilhar com ela o seu espaço e as suas dúvidas. E tantas foram as vezes que me apeteceu “abrir-lhe os olhos”… Ao mesmo tempo, fiquei com aquela sensação estranha… se calhar estamos todos um bocadinho assim, tão perto, mas ao mesmo tempo sem realmente nos conhecermos. Quantas paredes e muros não existem para quem nos rodeia? Não sendo propriamente um livro de grandes ações, deixa-nos a pensar nas pessoas à nossa volta, nas histórias que nunca vamos saber. Gostei precisamente por isso: é simples, mas fica.
«A Mulher por Detrás da Parede» foi, para mim, mais uma confirmação do talento incrível da Filipa Fonseca Silva. É daqueles livros que nos prendem desde as primeiras páginas e que simplesmente não conseguimos largar.
A história apresenta-nos um enredo envolvente em torno de segredos, identidade e das vidas que se cruzam de forma inesperada. À medida que acompanhamos Estefânia, a protagonista, vamos sendo levados por uma narrativa cheia de mistério, onde nada é exatamente o que parece. Por detrás de uma parede — física e simbólica — escondem-se verdades que vão sendo reveladas aos poucos, mantendo sempre a tensão e a curiosidade do leitor.
Adoro a forma como a autora constrói as personagens: são humanas, imperfeitas, cheias de nuances, e isso torna tudo muito mais envolvente. A narrativa tem um ritmo excelente, equilibrando mistério, emoção e momentos de reflexão, sempre com aquela escrita fluida e viciante que já reconheço como marca da autora.
Tem um twist final que não estava de todo à espera e que foi brilhante!!
Sou fã da escrita de Filipa Fonseca Silva, e este livro só veio reforçar isso. Recomendo vivamente a quem gosta de histórias cativantes, bem escritas e com aquele toque de intensidade emocional que fica connosco!
Eu estava habituada a contar apenas comigo, e estava em paz com isso. A solidão colou-se a mim como um cão de rua, que nos per segue e rodeia até ao dia em que decidimos adoptá-lo. Sim, foi isso. Eu adoptei a minha solidão, e foi ela quem me acompanhou durante os meus melhores anos. E hoje, isolada nesta ilha, a assistir de novo ao mundo através de uma janela, não tenho medo nem anseios. Não espero por ninguém. Volto a ser só eu e a minha velha companheira. A solidão cheira a armários vazios onde nos queremos fechar.“
“Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói, e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer. Descobri, mais tarde, que Camões estava completamente errado. O amor é ferida que dói e se sente muitíssimo bem. É dor que desatina como a merda.”
Foram tantas as frases e os parágrafos que sublinhei neste livro que era impossível transcrever para aqui tudo.
A Estefânia, nem sei como falar dela… Que possamos nós abraçar todas as Estefânias, que possamos dar-lhes colo, dizer-lhes que não vão ficar sozinhas, que podem dizer não, que podem ser elas próprias, que podem ser amadas no verdadeiro sentido da palavra!
É triste, chegar aos cinquentas, olhar para trás e perceber que todas as dores, feridas, silêncios, gritos, ausências, entre muitas outras emoções, te levaram onde estás hoje… A viver uma mentira. Perceberes que já vais a supostamente, meio da tua vida, e não construíste nada… sobreviveste!
Adorei, mesmo! Foi a minha estreia na escrita da @filipafonsecasilva e vou querer ler tudo dela! Cláudia ♥️
"Sempre que o meu mundo desabava, encolhia-me sobre mim própria (...). Ensinei a minha mente a construir histórias que justificassem cada desilusão, mantendo a raiva bem domada lá no fundo de mim. E, sem querer, fui-me anulando."
Inspirado em factos reais, "A mulher por detrás da parede" é um romance que explora o lado de quem ama alguém comprometido, em que a pessoa se conforma, espera e acaba por se anular.
Desde criança, Estefânia conhece bem o sentimento de rejeição e talvez por isso, acaba por aceitar as migalhas que Artur lhe oferece, envolvendo-se com um homem casado que lhe faz promessas de amor que ela nunca acreditou merecer.
Durante anos, viveu numa espécie de limbo emocional, presa a promessas adiadas e a uma esperança que nunca se concretiza.
A evolução de Estefânia ao longo do livro é clara e marcante. É uma mulher que coloca sempre o amor e a dedicação nos outros, mesmo quando não recebe o mesmo em troca.
A escrita da autora é delicada, fluida e direta. Gostei muito da forma como aborda este tema, sem julgamentos, dá-nos a perspetiva de quem vive em segundo plano, explorando com sensibilidade as emoções, as fragilidades e as razões que a mantêm presa a uma relação incompleta, onde sair é mais difícil do que parece.
Uma história sobre liberdade e a coragem de nos colocarmos em primeiro lugar. Ninguém deveria viver “por detrás de uma parede”, à espera de ser escolhido.
Para mim, a Estefânia não foi uma vítima. Não consigo aceitar a Estefânia como uma vítima. Ela foi manipulada e muitas vezes ingênua, mas ela tinha a liberdade para sair da relação!! Não saiu porque estava iludida de um sonho que nunca, mas nunca, ia acontecer!
A história de Estefânia é tão comum na vida real. Uma mulher que vive iludida e que aceita um amor condicionado, convicta que não será assim para sempre... e nesta história não é! Tem desfecho bem inesperado. Gostei muitooo!
Uma história bonita, cativante, com um final inesperado. Às vezes um pouco descritivo, mas fez sentido para a personagem ter espaço para se desenrolar. Gostei muito do livro e de acompanhar a Estefânia e a falta de amor, perceber o que está por trás disso e a forma como deu a volta mesmo no final do livro à situação. Bem-vinda Flora!
4,5 ⭐️ Uma história contada de um ponto de vista completamente inesperado. Que nos confronta com a situação de empatizar com uma personagem para a qual a sociedade nos ensina a desprezar, a amante. Nesta história, emocionamo-nos quando conhecemos tudo o que Estefânia tem de mais vulnerável e, por vezes, irritamo-nos com a sua apatia e aceitação. Mas conseguimos deslumbrar-nos com a sua evolução e com sua busca pela liberdade. Uma visão interessante e original sobre o adultério que nos desperta as mais variadas emoções
Este livro é um presente! Um livro para devorar, começar e não parar porque é de uma escrita tão fluida que já fiquei amiga da Estefânia (a protagonista). Lamentei a sua infância desregrada, a sua adolescência vilipendiada e a sua juventude dedicada a quem não merecia um fiapo do seu cabelo. Mas... quantas de nós não passamos por isso? Ou por um bocado? Quantas de nós não achamos que a vida é só isso mesmo e que devemos ser gratas e estarmos felizes pelas migalhas que recebemos? E quantas de nós achamos que o naco que temos é um inteiro? Sim, um livro escrito pela ótica da amante, tão estereotipada noutras histórias , tida como vilã e destruidora de lares. Agora ela teve voz. E falou. E fica mesmo muito, muito difícil não aplaudirmos a Estefânia no final.