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Mulheres Viajantes

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Este livro conta a história de várias mulheres que ao longo dos séculos desafiaram convenções por viajarem sozinhas. Através destas viagens, elas desvendam-se a si próprias, partindo à descoberta de um novo mundo: aquele que sempre lhes foi proibido. Sonia Serrano traça dois percursos: o geográfico e temporal, por um lado, escrevendo sobre os lugares por onde estas mulheres se aventuraram e o tempo histórico em que viveram; e, por outro, o da evolução da condição feminina num domínio que, durante séculos, foi protagonizado por homens - a viagem. Desde a destemida Egéria que, no século IV da nossa era, partiu da Península Ibérica para a Terra Santa, ou as mulheres que andaram na aventura das grandes navegações portuguesas, passando pelas arrojadas vitorianas, que palmilharam os confins do vasto império britânico, até ao século XXI, onde encontramos algumas das mais extraordinárias viajantes. Algumas são viagens intimistas, outras políticas e de exploração, por vezes são fugas, quase sempre, procura da felicidade - todas estas mulheres viajaram porque se recusaram a ficar à espera, arriscando a vida.

368 pages, Paperback

First published January 1, 2014

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Sónia Serrano

63 books4 followers

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Displaying 1 - 29 of 29 reviews
Profile Image for Paula Mota.
1,668 reviews567 followers
July 30, 2024
“Todos viajamos”, comentei, “apesar de permanecermos em casa.” Esta contribuição filosófica foi recebida com um murmúrio de aprovação e eu fui aceite como alguém com quem uma conversa racional não era impossível. (Freya Stark)

Foi a icónica Annemarie Schwarzenbach que deu o mote a Sónia Serrano para a composição de “Mulheres Viajantes”, uma obra interessantíssima, mesmo para uma pessoa caseira como eu, que prefere viajar mentalmente e cujo espírito de aventura atinge o seu auge ao comprar livros de que nunca ouviu falar, porque “o que importa é o que se vê e como se vê, o processo de transformação mental que se opera e nos transforma”, o que também é possível através da imanência.
Num livro muitíssimo bem organizado e explanado (apesar das gralhas que espero que tenham sido corrigidas em edições posteriores), dividido em capítulos temáticos com a origem das notas de consulta fácil no final, Sónia Serrano esboça retratos de mulheres audazes e curiosas que tinham tudo contra si, desde as convenções sociais à pressão familiar, não esquecendo os obstáculos de ordem prática, como limitados recursos financeiros e roupas que lhe dificultavam os movimentos, em viagens que recuam a tempos tão remotos como o ano de 380 (uma peregrinação à Palestina por Egérnia) até aos dias de hoje, com a portuguesa Alexandra Lucas Coelho.
Depois de uma primeira parte introdutória, com tópicos tão cativantes como “A Mulher e a Viagem”…

Ao representar conquista e domínio, mesmo que já não existam novos territórios para desbravar, a viagem autêntica é comparada com o sexo. Logo, às mulheres não é permitido, ou não seria historicamente permitido, entrar nesse mundo a sós. Apenas a mão experiente do marido as poderia guiar, “a uma rapariga deve ser mostrada a Europa – ou levada a viajar – pelo marido – ela não tem nada que ver o mundo antes. Ele leva-a, ele inicia-a”, profere Henrietta Reubell em 1892, numa frase registada pelo seu amigo Henry James.

…“A Mulher e a Escrita”…

“Há quem distinga várias fases no desenvolvimento desta literatura, sobretudo de tradição inglesa: a fase do “feminino”, aproximadamente entre 1840 e 1880, que envolve a imitação da escrita masculina e um enfoque na esfera doméstica; uma fase “feminista”, entre 1880 e 1920, caracterizada pela oposição aos valores e ao domínio masculinos; e, finalmente, desde 1920, a fase da “mulher”, marcada pela consciência da identidade feminina e da autodescoberta.”

…“Os Perigos”…

Em Portugal desconhece-se completamente a arte culinária. A cozinha é tão má como a de Hespanha, e já não é dizer pouco. Desde a sopa até à sobremesa nada se faz sem azeite. Não é só isto que a torna abominável, são os cozinheiros do paiz que podem alcunhar-se estraga môlhos. (Marie Rattazzi 1813-1883)

…e “A Logística da Viagem”, que nos servem de contexto e nos providenciam informações preciosas, inicia-se o rol de anti-Penélopes que ousaram partir, algumas temporariamente, outras para sempre. Entre os muitos perfis, os seguintes encontram-se entre os meus preferidos, pelo sentido de humor, pela presença de espírito, intrepidez ou interiorização do espaço circundante.

Lady Mary Wortley Montagu (1689-1762)
À jovem não faltavam pretendentes; ela própria relata como numa festa um jovem conde, cujo nome omite, se lhe dirige nestes termos: “Senhora, quer a sua estada seja curta ou longa, penso que deve passa-la de forma mais agradável possível, e com esse fim deve comprometer-se num pequeno affaire do Coração. O meu Coração, respondi gravemente, não se compromete muito facilmente, e não tenho desejo de separar-me dele.

Lady Hester Lucy Stanhope (1776-1839)
As relações entre Hester e Byron não serão as melhores. O poeta acha os jantares com ela pouco agradáveis, porque nas suas conversas ela o incita à discussão, já que possui, segundo ele, “that dangerous thing – a female wit”.

Freya Stark (1893-1993)
Quando, por exemplo, chegam à fronteira iraniana e um polícia lhe pergunta par aonde vão, Freya fita-o apenas “com uma inexpressiva imbecilidade a que a ele lhe pareceu perfeitamente natural.” Com efeito, “o grande e quase único conforto de se ser mulher é a possibilidade de nos fingirmos mais estúpidas do que realmente somos, sem que ninguém fique surpreendido.”

Isabella Bird (1831-1904)
A sua primeira viagem séria é feita aos 23 anos, depois de um médico sugerir ao pai que a saúde dela poderia melhorar consideravelmente se fizesse uma longa travessia marítima. Refira-se que estas maleitas femininas, segundo alguma opinião, não eram incomuns entre raparigas inteligentes que se sentiam frustradas pelas convenções sociais constringentes e pela falta de uma educação formal.

E para desenjoar da costumeira hegemonia britânica tão do meu gosto, Annemarie Schwarzenbach (1908-1942), obviamente.

De todas as cidades que conheço, nenhuma me acolheu tão bem como Lisboa, da primeira vez que aqui vim. Esta capital de um pequeno país, sem dúvida encantador, mas manifestamente semiesquecido pela história, estava antes tão fora das nossas rotas habituais que nunca me dera ao trabalho de a visitar pelos seus próprios atractivos.

Já na secção das “Contemporâneas”, tenho algumas reticências quanto à inclusão de Jan Morris, que desde 1926 até 1972 viveu como homem, não por ser uma mulher trans, facto que não me incomoda de todo, mas porque foi como homem que estabeleceu alicerces para a sua carreira e ganhou reputação como escritor de viagens. Mal comparado, seria como incluir num livro que regista as conquistas de invisuais aquelas que foram realizadas por alguém antes de cegar. É, portanto, outro campeonato.
Para terminar, porém, em alta, nada como um olhar sobranceiro de um estrangeiro sobre o nosso país para testar o nosso amor-próprio.

Os lisboetas sentem orgulho de Alfama, que se assemelha às piores páginas de Victor Hugo. Farrapos, cheiros e emanciação andam aqui a par. (…) No entanto, os portugueses estão ansiosos por mostrar Alfama como um pedaço de cor local. (Mary McCarthy 1912-1989)
Profile Image for Andreia.
76 reviews8 followers
January 11, 2019
Em "Mulheres Viajantes", Sónia Serrano partilha um pouco das histórias e dos lugares visitados por dezoito extraordinárias mulheres que, muito simplesmente, partiram. Fizeram o que queriam fazer: viajar.

E fizeram-no de muitas formas diferentes - a pé, a cavalo, de bicicleta, de barco - e por motivos diferentes - para conhecer, explorar, fugir a situações familiares e pessoais penosas, em trabalho, por motivos religiosos, entre outros. Mas o motivo central é a paixão por viajar, por partir à descoberta de si, dos outros, dos espaços...

Todas estas mulheres merecem o lugar que ocupam no livro. Houve algumas que achei particularmente interessantes pelas suas aventuras inesperadas, pela sua coragem, pela sua "cara de pau", também, que muito me divertiu - Catalina de Erauso ou Francisco de Loyola, Lady Hester Lucy Stanhope, Gertrude Bell, Freya Stark, Isabella Bird, Dervla Murphy. Diferentes modos de viajar, de ser corajosas, de partilhar as suas experiências.

Viajar mudou muito. Já não há lugares inexplorados. Mais ainda há quem parta, em busca de conhecer outras paragens, em busca das histórias de outras pessoas, ou para presenciar momentos intensos da História mais recente.

Alexandra Lucas Coelho surpreendeu-me. Fiquei com vontade de ler o seu livro 'Viva, México', para começar.

Fechando com uma frase dessa viajante e autora: "Novembro em Lisboa, casa onde eu for."

São assim as almas nómadas.
Profile Image for Paula M..
119 reviews53 followers
February 2, 2019
O ato de partir é o mais corajoso e mais belo. Estar só, ser livre de necessidades, ser ignorado, estrangeiro e nativo em todos os lugares e caminhar, solitário e grande, à conquista do mundo
Isabelle Eberhard


São europeias, maioritariamente abonadas e de classes privilegiadas. Algumas inclusões são discutíveis, outras repetitivas. As mulheres que rumaram a África estão agrupadas num capítulo com o nome " Coração das Trevas" (!).
Louise Boyd a primeira mulher a chegar ao Pólo Norte não está ao lado destas aventureiras. Alexandra L. Coelho (a que regista , no seu Caderno Afegão , que os Hazaras têm os olhos em bico) aparece, contudo , no capítulo destinado às viajantes contemporâneas. Há americanas e outras que mereciam figurar aqui , mais do que ALC, mas escolhas são sempre discutíveis.
Fiquei com vontade de ler os relatos na primeira pessoa de Freya Stark e de Schwarzenbach.
Profile Image for Sofia.
1,036 reviews129 followers
February 19, 2019
Mulheres Viajantes é uma obra de não-ficção sobre a literatura de viagens no feminino. As mulheres deste livro foram aventureiras e muitas vezes esquecidas quando se fala de exploradores (utilização do género masculino intencional).
O que não deixa de ser curioso é serem capazes de retratar as viagens de forma muito mais completa que os homens (embora fossem muitas vezes acusadas injustamente de romancearem aquilo que relatavam). De facto,

"porque se encontra numa situação de fraqueza, tende a prestar maior atenção a que a rodeia e a estabelecer relações com o outro, o estrangeiro, que assume essa mesma posição. Ela rende-se à experiência, enquanto o homem tende a querer dominar essa experiência."

Ou, nas palavras de Ida Pfeiffer:

"E caso a morte me surpreenda mais tarde ou mais cedo nas minhas andanças, esperarei resignada a sua aproximação, e sentir-me-ei profundamente grata ao Todo-o-Poderoso pelas horas de sagrada beleza que vivi e contemplei entre as Suas maravilhas.
E agora, caro leitor, suplico-lhe que não se zangue comigo por tanto falar de mim, é só porque este amor à viagem não parece, de acordo com as noções estabelecidas, próprio para alguém do meu sexo, que permiti que os meus sentimentos falassem em minha defesa.
Não me julguem, pois, muito severamente; mas concedam-me antes o gozo de um prazer que não magoa ninguém, e a mim me faz feliz."

Todas são mulheres excecionais e, na impossibilidade de falar de todas, deixo aqui as que mais me marcaram:

- Gertrude Bell (séc. XX) viajou pelo Oriente onde se dedicou à atividade cartográfica: mapeou algumas regiões do Médio oriente corrigindo muitas outras
- Freya Stark (séc. XX) enquanto Bell se dedica ao deserto, o fascínio de Stark no Oriente são as regiões montanhosas. Irá também à região de Alamut, onde se situa o Vale dos Assassinos e graças a ela a região passa a fazer parte dos mapas
- Mary Kingsley (séc. XIX) - dedica-se à exploração do continente africano e o que me fascinou foi o tom jocoso com que escreve. Conviveu com os Fan, uma tribo nativa da Guiné Equatorial e dos Camarões que se distinguia pela sua hostilidade aos estrangeiros, designadamente através das nada hospitaleiras práticas canibais ( e a maneira com o descreve é hilariante)
- Ida Laura Pfeiffer (Séc. XIX) - viaja à volta do mundo por duas vezes, sem meios, sem conhecimentos e sem companhia, depois de criar os filhos e enviuvar. O estilo de escrita é seco, direto, crítico e amargo, mas é talvez a primeira viajante low-cost.
- Annemarie Schwarzenback (séc. XX) - viaja por todo o mundo, com a curiosidade de passar algum tempo em Lisboa
- Dervla Murphy (séc. XX e ainda é viva) - viaja por todo o mundo, primeiro em bicicleta. É uma mulher independente, mãe solteira na Irlanda católica dos anos 60, viaja depois com a filha pequena. Tanto a bicicleta (Roz) como o cavalo (Egbert) em que viajou também têm estatuto de personagem nos seus livros.

Em suma, quem gosta de história ou de viagens ou da condição feminina, vai apreciar este "Mulheres Viajantes".

"Pergunto-me se continuamos a ser a mesma pessoa quando o ambiente que nos rodeia, as associações, os conhecimentos que temos mudam? Aqui, esta que sou eu, que é uma jarra vazia que o que passa enche à sua vontade, encontra-se cheia de um vinho de que nunca tinha ouvido falar na Inglaterra...Que grande é o mundo, que grande e que magnífico."
Profile Image for Daniel.
50 reviews5 followers
August 26, 2017
Levei Mulheres Viajantes em viagem. Ao todo, um viajante e dezoito mulheres viajantes, com viagens compreendidas entre os séculos IV e XXI. Um livro muito interessante, em que Sónia Serrano aborda a viagem dos pontos de vista semântico, histórico e prático, contando-nos das viagens de dezoito mulheres, desde as pioneiras às que se aventuraram pelo Médio Oriente e por África, algumas dando a volta ao mundo e outras atribuindo à viagem uma dimensão interior, mais três que são nossas contemporâneas, das quais uma é simultaneamente nossa conterrânea. Para todos a quem a arte da viagem ou a condição da mulher ao longo da história (enquanto viajante) interessam.
Profile Image for Mady.
1,383 reviews29 followers
January 15, 2015
Terminei agora de ler o livro e só me apetece dizer: "quero mais!". Quero ler mais sobre viajantes/escritoras de qualquer época, que viajaram para qualquer lado, de qualquer forma. Quero ler mais escritos da Sónia Serrano! Quero ler agora alguns dos livros mencionados neste livro.

Este livro encerra duas das minhas paixoes: ler (nao tanto escrever!) e viajar (confesso que de uma forma mais turística). Ler sobre mulheres que viajaram em épocas em que isso era mal visto, com perigo da própria vida foi empolgante!
A Sónia conseguiu que eu imaginasse cada uma das viajantes individualmente, com uma personalidade própria (nao sei se próxima da real), o que me fez muitas vezes ter dificuldade em parar porque queria ler só sobre mais uma!

Este livro foi uma óptima surpresa! Prenda de aniversário do D. que segundo sei seleccionou este apenas pelo tema que tinha a certeza me iria interessar! :)
Profile Image for Mª João Monteiro.
958 reviews82 followers
March 20, 2019
Este livro é bastante interessante; ao começar, fiquei um pouco enfastiada porque a introdução é longa e um pouco escolar, como se fosse uma tese; no entanto, este é um trabalho de investigação e compreende-se que tenha de ser pedagógico. Algumas partes da introdução são mais interessantes do que outras; gostei da parte em que foram discriminados aspetos como as roupas e utensílios de viagem e as partes práticas em geral, de acordo com o que os vários relatos das viajantes enumeram. A segunda parte do livro são as referências a mulheres viajantes, umas mais destacadas do que outras, dependendo do espólio que deixaram. Gostei muito de ler sobre estas mulheres que enfrentaram desafios em épocas em que estes eram muito mais sérios, de formas frequentemente heróicas, como se o que fizessem não fosse nada de especial.
Profile Image for Margaret.
787 reviews15 followers
November 19, 2017
“Mulheres Viajantes” é uma homenagem às destemidas, independentes e curiosas mulheres que, ao longo da História, quiseram conhecer o Mundo. Das peregrinas da antiguidade às experientes autoras de literatura de viagens, este livro descreve-nos a evolução das viagens no feminino com apelativas biografias das mais marcantes exploradoras – Mary Montagu, Hester Stanhope, Gertrude Bell, Freya Stark, Isabella Bird, Jan Morris, entre muitas outras. O texto da autora é intercalado com citações retiradas dos cadernos de apontamentos das viajantes, o que nos desperta a curiosidade para ir em busca dos relatos na primeira pessoa.

“Para viajar adequadamente temos de ignorar os contratempos externos e rendermo-nos totalmente à experiência. Temos de nos misturar com o que nos rodeia e aceitar o que venha. Desta maneira tornamo-nos parte da terra e é nessa altura que surge a recompensa.”
Freya Stark

Recomendo vivamente!
Profile Image for Teresa.
103 reviews14 followers
May 29, 2017
O livro é muito interessante, deixou-me com imensa curiosidade para ler mais, mas está desequilibrado. Perde muito tempo no capítulo "Paixões Orientais", dando imensos detalhes e exemplos de figuras, com direito a menções honrosas, e depois o resto do livro parece feito um bocado a despachar, sem a mesma profundidade. Basta ver que os outros quatro capítulos são, todos juntos, da grossura desse primeiro. E passar de um critério geográfico (Oriente e África e à Volta do Mundo) para um critério diferente (viagens intimistas e mulheres contemporâneas) sem explicação? Acho que o resto da Ásia e as Américas mereciam capítulos próprios.
Profile Image for Mafalda.
171 reviews
October 5, 2025
um livro muito bem pesquisado e apresentado, leva-nos numa viagem pelas personalidades e experiências destas mulheres, pela História, religião, e natureza... leitura obrigatória para fãs de literatura de viagens!
Profile Image for Rafaela.
63 reviews2 followers
July 25, 2023
"Este é o grande momento, quando vês, mesmo que distante, o objectivo da tua errância. A coisa que viveu na tua imaginação, de repente, forma parte do mundo tangível. Não importa quantas cordilheiras, rios, caminhos abrasadores e poeirentos se situam entre os dois: é teu para sempre".

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"Não importa o destino? Sim, importa sempre. E o destino é sempre indiferente, continuamente se viaja com os olhos postos em Ítaca, para permanentemente se descobrir que a verdadeira viagem aconteceu enquanto lá se tentava chegar".

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"O viajante não necessita de um fim, de um objectivo, e às vezes nem sequer de um destino. Precisa de um caminho".
Profile Image for Filomena Vitorino.
73 reviews
August 20, 2023
Um livro sobre mulheres que empreenderam grandes viagens pelo mundo, muitas vezes desafiando convenções.
É um livro vem escrito e com histórias muito interessantes. No entanto, pessoalmente teria preferido mais pormenores das viagens (ou excertos dos seus livros) e menos pormenores das vidas pessoais.
Profile Image for Telma.
29 reviews
April 24, 2023
tenho tantas passagens sublinhadas. quando tiver mais tempo quero partilhá-las. agora tenho mais de duas dezenas de livros que quero ler destas mulheres viajantes que me fascinaram.
Profile Image for Joana Martins.
112 reviews15 followers
November 11, 2024
O livro de Sónia Serrano pretende colmatar a visão sexista da literatura de viagens. Conta-nos as histórias de mulheres assertivas, não normativas, que procuraram mundo e o descreveram na sua intimidade. Quando o mundo as encarava apenas como acompanhantes dos homens que decidiam sobre as suas vidas. Mulheres temerárias que se lançaram a aventuras inimagináveis e que, com mais ou menos sensibilidade feminina e visões muitas vezes eurocêntricas e racistas, ignoraram os perigos e as provações e contaram as suas histórias sobre os países onde ser mulher, e não criada, não está a par do ser-se um humano de pleno direito. Recomendo muito. E agora nunca mais quero parar de ler sobre viagens.
Profile Image for Cátia Matos.
5 reviews12 followers
June 24, 2015
Cada mulher e a sua história é uma fatia deliciosa de imaginação, aventura, coragem, força e beleza. Mal posso esperar para percorrer todos os livros da autoria dessas viajantes e quem sabe um dia seguir algum dos seus passos.
Profile Image for Lizzie.
229 reviews1 follower
July 9, 2020
É um livro extremamente interessante que se foca na história de mulheres ocidentais que se aventuraram em outras paisagens exóticas distantes, em épocas em que uma mulher viajar era não só condenável, mas verdadeiramente perigoso. Recomendo!
Profile Image for Daniela Geraldes.
5 reviews
September 5, 2023
A autora faz um brilhante resumo sobre a vida de mulheres viajantes de outros tempos, bem longínquos, mas também de grandes nomes da atualidade. Um livro muito simples e bem estruturado que abre a porta para mais livros de viagens, escritos por grandes mulheres.
Profile Image for Aida .
110 reviews
August 29, 2020
Se não podemos viajar, podemos trazer a viagem para a nossa casa. Para mim, esta foi uma excelente leitura para esta altura do ano.

Em Mulheres Viajantes, Sónia Serrano traça o perfil de várias mulheres que quebraram barreiras para poderem ver o mundo fora da esfera doméstica e fora do seu país. Neste livro, podemos encontrar viajantes desde o século IV até à actualidade, num retrato que contextualiza diferentes obstáculos, motivações e destinos.

Para além de me dar a conhecer várias viajantes de que não tinha ainda ouvido falar, a autora aumentou consideravelmente a minha lista de livros a ler.
Profile Image for Valerie.
51 reviews1 follower
October 7, 2022
Um livro muito bom e perfeito para as longas viagens de autocarro a que sou sujeita! Adorei conhecer estas mulheres que desbravaram caminhos, descobriram territórios e superaram desafios nas suas viagens! Muito interessante perceber como era ser mulher e viajante ao mesmo tempo, numa época em que ser mulher ainda era um "defeito de nascença"!

Recomendo a todos os curiosos! 😁
Profile Image for Diana Rodrigues.
178 reviews2 followers
June 21, 2022
Interesse/comoção: 3
Escrita e estrutura: 4
Aprendizagem: 4

Além de bem escrito, este livro é fascinante por desvendar vidas e viagens de mulheres cujas biografias dariam romances/filmes/séries empolgantes. São vários os exemplos em que a verdade leva a melhor à ficção.
Profile Image for A..
50 reviews33 followers
August 7, 2017
Queria mais sobre feitos e conquistas e menos sobre maridos e famílias.
Profile Image for Inês Casimiro.
86 reviews7 followers
April 6, 2022
Um livro muito completo, bem escrito, ilustrador de uma vasta pesquisa por detrás da sua conceção. Trata-se de uma obra inspiradora e de um hino ao feminismo.
Profile Image for Ana Maria.
3 reviews2 followers
March 29, 2023
"De resto, para uma nómada, a casa é o corpo: <>"

Alexandra Lucas Coelho (n. 1967)
Profile Image for Rivareads.
46 reviews2 followers
August 13, 2024
Fantástico livro sobre escritoras de viagens e viajantes femininas, que dá vontade de ler as obras destas mulheres.
Profile Image for Teresa.
5 reviews1 follower
December 30, 2021
Uma viagem apaixonante através das rotas percorridas por estas mulheres, que tem tudo para deixar aquele sentimento de desejo/inveja (não existe em francês apenas uma palavra - envie - para ambos?) pela coragem, a determinação para empreender o seu caminho!
E através das contemporâneas vemos que ainda é possível sentir, como a protagonista de Sheltering Sky, que Paul Bowles escreveu: we're not tourists. We're travellers!
Displaying 1 - 29 of 29 reviews

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