Jornalista e escritor português, nascido em 1936, trabalhou na televisão e em jornais como A Bola, Diário de Lisboa e Diário de Notícias, em especial na área do desporto. Publicou três livros de ficção: Crónica dos Bons Malandros, em 1980, que teve grande sucesso e deu origem a uma longa-metragem de Fernando Lopes; Histórias do Fim da Rua, em 1983; e À Noite Logo se Vê, em 1986.
Nasceu em Moura, Alentejo, em Março de 1936 e iniciou a sua actividade nos jornais, ainda adolescente, no semanário satírico Os Ridículos. Como jornalista profissional, foi redactor de A Bola e de O Jornal, chefe de redacção de O Século e do Diário de Notícias, director-adjunto do Record, director do Mundo Desportivo e Tal & Qual, director-fundador do Sete.
Da imprensa escrita passou para a RTP onde criou, dirigiu e apresentou programas diversos. Nos domínios da ficção, escreveu para rádio, teatro, televisão e publicações várias. Em 1980 lançou o seu primeiro livro Crónica dos Bons Malandros, também adaptado ao cinema, e desde então tem publicado inúmeras obras.
Muito mudou no mundo desde os tempos de hoje até junho de 2044, ano em que se insere a história. Quer seja a total emancipação feminina, onde a maioria no Governo são mulheres; quer seja a própria evolução tecnológica: carros movidos a combustível de microalgas. Contudo, apesar desta aparência futurista, é possível identificarmo-nos com as personagens: os seus desejos, medos, as suas paixões escondidas... É um livro cheio de humor, com uma escrita leve. Confesso que estava à espera de muito mais: é um livro para ler na praia.
UMA NOITE NÃO SÃO DIAS: Anthony and James (in the future, every name is adapted to the English language) attended school together until the 14th year of compulsory schooling and meet again after twenty years. Anthony lives in the Vertical Avenue, that, despite sounding like a street, it's a building with 98 floors. The architects project the buildings facing the sky and with squares to satisfy the all human needs.
In 2044 everything changed. The Government, composed mainly of women (man are simple secretaries) wants to set the retirement age from 81 to 84 years. There are robberies like "helijequinge", the frogs pandemic and the factories lay off robot due to excessive production. Homemade meals don't exist anymore, oil was discovered in Algarve and even the Woman's Soccer Championship has three times more male viewers league.
However, a few habits remain. There's still newspapers (though the computer's reading doesn't cause dirty hands) and, due to the excessive technological advance, the ancient letters are used because there's listeners everywhere.
This story portrays a futuristic Portugal, perhaps unfortunate. Social, natural, political and personal changes dictate habits that today seem surreal, but, without any act of magic, can become real. Mário Zambujal didn't tried to guess the future. He wants to wake consciousnesses through a real perspective of what could be the future of Man.
A book of easy reading and perfect to cause smiles. The previous, the present and the future generations must think on the acts of each and every one. And, has the author argues, the moral is "people change the world, the world doesn't change people".
Pode uma história passada na Lisboa futurista de 2044 ser, essencialmente, uma reflexão sobre a sociedade portuguesa actual? Pode e não é aí que mora a originalidade de "Uma noite não são dias". Afinal, "1984", de George Orwell, não era uma projecção futurista para analisar e criticar as ditaduras?
É claro que Mário Zambujal não é George Orwell e que "Uma noite não são dias" não almeja ao estatuto de clássico universal. Este breve relato de Zambujal é uma crítica dos costumes da pequena burguesia da nossa sociedade. Os recursos são os do costume na escrita de Mário Zambujal: ironia, humor, prosa escorreita e a linguagem como protagonista principal na sedução humorística do leitor.
Um livro que nos deixa bem dispostos, ao mesmo tempo que faz reflectir, sempre com esgar irónico, sobre as pequenas perfídias e contradições da vida quotidiana.
Sempre a espalhar boa disposição, este Zambujal, desta vez num cenário do futuro, com algum romance vagamente policial. Este está ao nível da Crónica e do Cafuné, fazendo assim parte do trio dos meus livros preferidos que já li do autor. Lembrei-me da trilogia "Regresso ao Futuro", de como será interessante daqui a 30 anos, verificar o que se concretizou da ficção.
Já perdi a conta aos livros que li de Mário Zambujal. De quando em vez lá estou eu a pegar numa obra sua. Espero sempre encontrar um personagem tipo, muito comum nos seus livros, aquele "tuga" espertalhão que pensa que sabe mais do que os outros, às vezes reguila, com trejeitos próprios. Aqui, não encontrei esse personagem tão característico e tive pena, é certo.
Muito própria é, sem dúvida alguma, a escrita deste autor. Peculiar, diria. Adoro quando escreve aportuguesando palavras estrangeiras! Assim, palavras como, "fait divers", "zapping", "T2", "Kitchenet" passam a "fédiver", "zépingue", "tê-dois", "quitechenete". Palavras essas que o nosso cérebro não reconhece à primeira mas que depois merecem o nosso sorriso.
Uma sociedade num futuro não muito longe, 1944, muito acéptica, organizada mas saudosista, é o que vamos encontrar nestas páginas. Um trio que se envolve, um desfecho inesperado. E muito humor, sempre o humor fino que já reconheço tão bem nesta escrita de Mário Zambujal.
nota-se que isto foi o resultado de uma noite de brincadeira à mesa em que alguem disse: "ah, como é q voces imaginam os tempos em 2040? e se as mulheres fossem mais que os homens e dominassem?" - e como é caracteristico de javardeiras à mesa: ninguem se preocupa com a importância real e cultural da questão e roça sempre o irresponsável e o desleixo. mas passar para o papel... é outro nível de descaramento. a mulher, mesmo em maioria, não ganhou até hoje devido ao sistema patriarcal, que mesmo com a evolução dos tempos tem tendência a fortalecer as suas raízes e a arranjar mais formas de tirar o nosso poder de escolha, de ação, de existência como ser igual. a "evolução" tem trazido só mais instrumentos para permitir a violência contra as mulheres revistida e romantizada sob a forma de empoderamento, por isso, sim, foi de mau gosto muitas das tentativas de piadas de por mulheres a governar e a ter os homens como seus "lacaios sexualizados", socorro.
A história passa-se no ano de 2044, mas isto não quer dizer que seja uma obra de ficção científica. Escrito em 2006, Zambujal fez um retrato divertidíssimo da importância exagerada que por vezes damos aos aparelhos eletrónicos. Há até uma parte do livro em que é dito algo do género: Ir de férias é, atualmente, das poucas coisas que não se pode fazer no computador.
Livro engraçado e com bastante critica social como já ouvi ser recorrente no autor. O único problema para mim, é as poucas páginas existentes. O "esquisito ano de 2044" merecia muitas mais páginas e para além disso, a acção corre demasiado depressa e para mim isso nunca é um ponto positivo numa história. De resto, é uma leitura leve, muito rápida e divertida.
Jaime, António e Maria da Graça, ou, em 2049, James, Antony e Grace protagonizam esta paródia. Uma visão divertida da redoma que o futuro pode criar, onde o contexto muda, mas as miudezas humanas se mantém. Um livro de mestre que se lê numa brisa.
Um livro curto que se lê de uma assentada, mas não deixa de ser fantástico. Uma história cheia de pormenores imensamente cómicos e irónicos que me arrancaram algumas gargalhadas. 2044 promete...
Primeiro livro que leio do autor. Com uma leitura fácil, muito bem escrito, com poucas páginas e vocabulário acessível conta-se uma história simples mas interessante.
Um livro hilariante e bem construído, da autoria do Grande Mário Zambujal. Está cheio de referências a uma atualidade muito recente (até se fala no aeroporto da Ota), mas passa-se no "esquisito ano de 2044". É uma história repleta de intrigas, conversas futuristas (pouco reais, mas que têm uma data de piadas muito inteligentes ao tempo que vivemos) e que contém vários recuos e avanços no tempo, que nos dão para conhecer melhor todas as personagens.
A história passa-se no ano de 2044, mas isto não quer dizer que seja uma obra de ficção científica. Escrito em 2006, Zambujal fez um retrato divertidíssimo da importância exagerada que por vezes damos aos aparelhos eletrónicos. Há até uma parte do livro em que é dito algo do género: Ir de férias é, atualmente, das poucas coisas que não se pode fazer no computador.
Adorei a rapidez e velocidade da história! Passada no futuro, o ambiente em que se desenrola é nos familiar e estranho ao mesmo tempo. As personagens são bem construídas e a única coisa que tive pena foi de ter acabado o livro tão depressa.