When two women are found murdered, female detective Sander Grant is drawn into two strange worlds--the underground world of bisexuality and sadomasochism, and the twisted, sick world of the killer. Based on research with the FBI's Behavioral Science Unit.
I’m a native Texan, and I spent my early years a few miles from the Mexican border in Starr County. Eventually my family moved to West Texas where I grew up in the oil fields and ranches of the Colorado River valley northwest of San Angelo. After graduating from North Texas State University and spending a year in graduate school (focusing on 19th century European literature), I moved to Austin in 1970 where my wife, Joyce, and I still live. Although I wanted to try my hand at writing fiction after graduate school, Joyce and I had two small children, and the often-rocky road to publishing and establishing a writing career seemed a risky proposition that I couldn’t afford to take at that point. I took an editing job with a small regional press and spent the next decade knocking around in a variety of jobs, including running my own small publishing company for a few years, and editing books in the humanities for the University of Texas Press. Finally, in 1980, I decided I couldn’t wait any longer to try my hand at fiction. Knowing I couldn’t afford to write for nothing, I decided to increase my odds of getting published by researching what kinds of fiction had the best chance of finding a publisher. Mystery novels rose to the top of my research results. I don’t think I’d ever read a “mystery novel” at that time, but I immediately bought a representative collection of twenty-five popular, famous, and classic mystery novels, including British and European writers. After reading these, and many more, I realized that the “genre” encompassed a startling variety of work, everything from Mickey Spillane to Fyodor Dostoevsky. Two years later I began my writing career by publishing two mystery novels in the same year. Thirty-odd years later I’ve just finished my 15th novel. Though I began writing in the mystery genre, I eventually went on to write fiction in other areas, mostly dealing with the criminal, national, and private intelligence professions. When I’m not writing, I spend most of my time in my library. My other pleasure is gardening and landscape work, though where I live in the hilly streets of west Austin, “gardening” most often looks like wrestling with nature, rather than gently nurturing it. Still, though it’s a lot of work, it’s a great pleasure to watch things grow. Joyce and I now sit in the shade of trees that are forty feet tall that we planted when we first moved to this place nearly thirty years ago. That’s a good thing.
Vamos lá. Para o final do livro funcionar, são necessários vários "e se". A assassina é a Mary Lowe que matou a Sandy, Dorothy, Bernardine e Vicky. Todas, com exceção da Bernardine, foram observadas pelo dr. Broussard durante as sessões na casa da Mirel Farr.
Primeiro ponto não explicado: Mary matou todas as que tiveram contato com o DR., já que estavam todas maquiadas como apenas ele sabia fazer. Portanto, logo após o encontro da vítima com o DR. Mary também as encontrava e as matava. As vítimas encontradas, tanto com ele como com ela encontrava-los por vontade própria. Até ai...ok, já meio forçado, mas vai que rola. O problema não explicado é: como Mary sabia que o Dr. Se travestia? Ou ela descobriu com a primeira morte? Ou ela escolheu matar as amantes do Dr. Pois sabia que ele tinha esse tipo de relação? Ou o fato delas estarem maquiadas não tem nada a ver e, se não tiver, por que então escolher o Dr? Porque ela claramente o escolheu para ser como a isca para seus crimes, já que, novamente, matava as vítimas logo após as relações que tinham com o Dr.
Segundo ponto: As vítimas aceitavam de bom grado encontrar tanto o Dr. Quanto a Mary. Encontravam o Dr., pois eram TODAS, suas pacientes. Mas, por que encontravam a Mary? A maioria participou de sessões com ela, menos a Bernardine. Então, como ela a conheceu para que Bernardine confiasse ao ponto de a deixar amarrar em sua própria cassa? No livre, durante uma das sessões do doutor com a Bernardine, ela fala que uma mulher a abordou no posto de gasolina e elas eram amantes. Pode ser que essa mulher seja a Mary. Mas, aí vem o ponto, Mary a escolheu ao acaso e bateu que ela era paciente do Dr. Ou Mary descobriu que ela era paciente do Dr. E a escolheu a dedo. Se foi o segundo caso, por que ela foi tão longe? Não poderia ter escolhido alguma das sessões de sadomasoquismo? Até porque nem o doutor sabia que Bernardine gostava dessas sessões, foi um tiro muito no escuro da Mary: 1- descobrir que Bernardine era paciente do Dr; 2- saber que ela era bissexual; 3- dar em cima dela num posto aleatório; 4- introduzi-la no mundo do sadomasoquismo.
Veja, MUITOS "E SE". Eu entendo a vontade do autor de confundir o leitor, mas, se esse fosse o caso, que houvesse mais explicações. Entendo, também, que certas coisas são deduzidas, como deduzir que ela matava as vítimas logo após suas relações com o doutor. Ou deduzir que ela escolheu o doutor justamente por que ele tem essa ambiguidade sexual e de gênero, já que a Mary apresentou questões ambos com o pai e a mãe. Sendo um megazorde de problemas emocionais. PORÉM, deduzir todo o envolvimento de Bernardine só por que o autor achou de bom tom deixar o leitor sem nenhuma ideia de quem era desde o início é forçar a barra demais.
Relendo, percebo que foi muito bem construída as cenas com o doutor. Tudo o que ele faz e fala nos lembra as cenas dos crimes, mas não tanto ao ponto de acharmos que seja a assassina. Nisto, realmente há um equilíbrio causal entre a fantasia do doutor e a maquiagem das vítimas, mas não há diretamente relação com as mutilações que elas sofreram. Nisto, o livro foi muito bem.
Bernardine morre um capítulo depois que confessa sua bissexualidade para o doutor. Até aí ele não sabia disso e, portanto, como Mary sabia? Aí vem novamente, ela só sabia que a bernardine era paciente do doutor e por isso, talvez (DEDUZINDO que a mulher que a abordou fosse a Mary, por que se não foi desse jeito, como a Mary conheceu a Bernardine? Já que ela não fazia nem parte do grupo das sáficas ricas nem parte do grupo dos sadomasoquistas- sendo a única mulher que Bernardine comenta- a do posto) tenha a encontrado no posto de gasolina e, DANDO A SORTE, esperava que fosse bissexual ou lésbica. Ou ela foi mais rápida que o doutor, leio os arquivos e já sabia, pela comparação entre sua vida, das outras pacientes e da dela que esta mulher específica que estava tendo um caso com o doutor também era bissexual e provavelmente também era masoquista? Por que a Mary simplesmente não pegou outra mulher? No capítulo em que os detetives Carmem Palma e Sander Grant estão conversando com a Mirel Farr ela cita outros nomes que o doutor pediu apra assistir as sessões e que Mary poderia ter tido facilmente maior contato, já que preenchiam todos os requisitos: sáficas, submissas e tinham uma relação com o doutor. Ou seja, por que Bernardine? Minha conclusão é, e talvez uma das únicas falhas do livro, o autor tentou demais aqui confundir o leito (de forma bem intencionada), porém acabou deixando pontas soltas em uma das melhores narrações e histórias de romance policial que já li.
Portanto, minha indignação parte de uma frustração com o final. O livro é excelente e faz sentido ser a Mary, o que não faz sentido é a vitimologia da Bernardine e, num contexto geral, um pouco de força de barra sem muita explicação.
As vezes, o livro foi muito pretensioso. Tudo bem que assassinos psicossexuais são diferentes e complexos, principalmente quando se lida a primeira vez com uma mulher sádica. Todavia, o emaranhado necessário para caber a explicação do que ela fez é muito forçado. Subentende-se que ela começou os assassinatos mais ou menos quando iniciou suas sessões com o doutor, já que foi, como bem explica o livro, quando seus traumas de infâncias não mais eram suportados através do véu da boa esposa e mãe. Bem, até o marido de Mary percebeu a diferença comportamental e, por isso, pediu que iniciasse a terapia. A partir daí, também, novamente por meio de dedução, entende-se que Mary achou "de bom tom" assassinar mulher: bissexuais, masoquistas e amantes do doutor que lhe atendia.
Ok, bissexuais é totalmente compreensível, pela psicologia do livro, ela também era bissexual pelo abuso que sofreu na infância, rejeitando, portanto, a heterossexualidade. Ao matar mulheres, talvez, tivesse relação também com a rejeição de sua mãe, já que ela alegou amar o pai independente do abuso, porém rejeitar sua mãe já que foi "rejeitada desde o útero" como bem expõe.
Ser masoquista também é entendível, seria necessário que a vítima fosse por vontade própria amarrada e, bom, gostasse de sentir dor.
Novamente, o problema é que o livro desenvolveu o Dr. Dominick Broussard para ser um personagem servido como para choque ao leitor e, talvez, motivação para Mary. Imagino que ao entrar em contato com o doutor e, de alguma forma não explicada, saber de suas fantasias e que se travestia, Mary percebeu que, em uma pessoa, havia a imagem oposta que tanto lhe atormentava: o amor incompreendido pelo pai que a abusara tantas vezes e o ódio misturado com sensação de dever que tinha pela mãe, esta que a abandonou e a usou como moeda de troca – deu a filha ao marido em troca da vida que ele lhe dera.
Portanto e por fim, criar um personagem que se traveste para suprir a motivação da assassina em série principal e, ao mesmo tempo, extremante engenhoso e criativo e realmente funciona para desviar a atenção do leitor e, também é forçar um pouco a barra, já que ao usar este elemento tão específico, a meu ver, certas questões deveriam ter sido minimante mais bem explicitadas. Não dando de bandeja ao leitor, de jeito nenhum, mas apenas explicadas o suficiente para que fosse mais digestivo, mais alusivo á realidade.
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