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Mercy

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When two women are found murdered, female detective Sander Grant is drawn into two strange worlds--the underground world of bisexuality and sadomasochism, and the twisted, sick world of the killer. Based on research with the FBI's Behavioral Science Unit.

513 pages, Hardcover

First published January 1, 1990

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About the author

David L. Lindsey

29 books95 followers
I’m a native Texan, and I spent my early years a few miles from the Mexican border in Starr County. Eventually my family moved to West Texas where I grew up in the oil fields and ranches of the Colorado River valley northwest of San Angelo. After graduating from North Texas State University and spending a year in graduate school (focusing on 19th century European literature), I moved to Austin in 1970 where my wife, Joyce, and I still live.
Although I wanted to try my hand at writing fiction after graduate school, Joyce and I had two small children, and the often-rocky road to publishing and establishing a writing career seemed a risky proposition that I couldn’t afford to take at that point. I took an editing job with a small regional press and spent the next decade knocking around in a variety of jobs, including running my own small publishing company for a few years, and editing books in the humanities for the University of Texas Press.
Finally, in 1980, I decided I couldn’t wait any longer to try my hand at fiction. Knowing I couldn’t afford to write for nothing, I decided to increase my odds of getting published by researching what kinds of fiction had the best chance of finding a publisher. Mystery novels rose to the top of my research results. I don’t think I’d ever read a “mystery novel” at that time, but I immediately bought a representative collection of twenty-five popular, famous, and classic mystery novels, including British and European writers. After reading these, and many more, I realized that the “genre” encompassed a startling variety of work, everything from Mickey Spillane to Fyodor Dostoevsky.
Two years later I began my writing career by publishing two mystery novels in the same year. Thirty-odd years later I’ve just finished my 15th novel. Though I began writing in the mystery genre, I eventually went on to write fiction in other areas, mostly dealing with the criminal, national, and private intelligence professions.
When I’m not writing, I spend most of my time in my library. My other pleasure is gardening and landscape work, though where I live in the hilly streets of west Austin, “gardening” most often looks like wrestling with nature, rather than gently nurturing it. Still, though it’s a lot of work, it’s a great pleasure to watch things grow. Joyce and I now sit in the shade of trees that are forty feet tall that we planted when we first moved to this place nearly thirty years ago. That’s a good thing.

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9 reviews
September 28, 2026
28/09/2026

Vamos lá. Para o final do livro funcionar, são necessários vários "e se". A assassina é a Mary Lowe que matou a Sandy, Dorothy, Bernardine e Vicky. Todas, com exceção da Bernardine, foram observadas pelo dr. Broussard durante as sessões na casa da Mirel Farr.

Primeiro ponto não explicado: Mary matou todas as que tiveram contato com o DR., já que estavam todas maquiadas como apenas ele sabia fazer. Portanto, logo após o encontro da vítima com o DR. Mary também as encontrava e as matava. As vítimas encontradas, tanto com ele como com ela encontrava-los por vontade própria. Até ai...ok, já meio forçado, mas vai que rola. O problema não explicado é: como Mary sabia que o Dr. Se travestia? Ou ela descobriu com a primeira morte? Ou ela escolheu matar as amantes do Dr. Pois sabia que ele tinha esse tipo de relação? Ou o fato delas estarem maquiadas não tem nada a ver e, se não tiver, por que então escolher o Dr? Porque ela claramente o escolheu para ser como a isca para seus crimes, já que, novamente, matava as vítimas logo após as relações que tinham com o Dr.

Segundo ponto: As vítimas aceitavam de bom grado encontrar tanto o Dr. Quanto a Mary. Encontravam o Dr., pois eram TODAS, suas pacientes. Mas, por que encontravam a Mary? A maioria participou de sessões com ela, menos a Bernardine. Então, como ela a conheceu para que Bernardine confiasse ao ponto de a deixar amarrar em sua própria cassa? No livre, durante uma das sessões do doutor com a Bernardine, ela fala que uma mulher a abordou no posto de gasolina e elas eram amantes. Pode ser que essa mulher seja a Mary. Mas, aí vem o ponto, Mary a escolheu ao acaso e bateu que ela era paciente do Dr. Ou Mary descobriu que ela era paciente do Dr. E a escolheu a dedo. Se foi o segundo caso, por que ela foi tão longe? Não poderia ter escolhido alguma das sessões de sadomasoquismo? Até porque nem o doutor sabia que Bernardine gostava dessas sessões, foi um tiro muito no escuro da Mary: 1- descobrir que Bernardine era paciente do Dr; 2- saber que ela era bissexual; 3- dar em cima dela num posto aleatório; 4- introduzi-la no mundo do sadomasoquismo.

Veja, MUITOS "E SE". Eu entendo a vontade do autor de confundir o leitor, mas, se esse fosse o caso, que houvesse mais explicações. Entendo, também, que certas coisas são deduzidas, como deduzir que ela matava as vítimas logo após suas relações com o doutor. Ou deduzir que ela escolheu o doutor justamente por que ele tem essa ambiguidade sexual e de gênero, já que a Mary apresentou questões ambos com o pai e a mãe. Sendo um megazorde de problemas emocionais. PORÉM, deduzir todo o envolvimento de Bernardine só por que o autor achou de bom tom deixar o leitor sem nenhuma ideia de quem era desde o início é forçar a barra demais.

Relendo, percebo que foi muito bem construída as cenas com o doutor. Tudo o que ele faz e fala nos lembra as cenas dos crimes, mas não tanto ao ponto de acharmos que seja a assassina. Nisto, realmente há um equilíbrio causal entre a fantasia do doutor e a maquiagem das vítimas, mas não há diretamente relação com as mutilações que elas sofreram. Nisto, o livro foi muito bem.

Bernardine morre um capítulo depois que confessa sua bissexualidade para o doutor. Até aí ele não sabia disso e, portanto, como Mary sabia? Aí vem novamente, ela só sabia que a bernardine era paciente do doutor e por isso, talvez (DEDUZINDO que a mulher que a abordou fosse a Mary, por que se não foi desse jeito, como a Mary conheceu a Bernardine? Já que ela não fazia nem parte do grupo das sáficas ricas nem parte do grupo dos sadomasoquistas- sendo a única mulher que Bernardine comenta- a do posto) tenha a encontrado no posto de gasolina e, DANDO A SORTE, esperava que fosse bissexual ou lésbica. Ou ela foi mais rápida que o doutor, leio os arquivos e já sabia, pela comparação entre sua vida, das outras pacientes e da dela que esta mulher específica que estava tendo um caso com o doutor também era bissexual e provavelmente também era masoquista? Por que a Mary simplesmente não pegou outra mulher? No capítulo em que os detetives Carmem Palma e Sander Grant estão conversando com a Mirel Farr ela cita outros nomes que o doutor pediu apra assistir as sessões e que Mary poderia ter tido facilmente maior contato, já que preenchiam todos os requisitos: sáficas, submissas e tinham uma relação com o doutor. Ou seja, por que Bernardine? Minha conclusão é, e talvez uma das únicas falhas do livro, o autor tentou demais aqui confundir o leito (de forma bem intencionada), porém acabou deixando pontas soltas em uma das melhores narrações e histórias de romance policial que já li.

Portanto, minha indignação parte de uma frustração com o final. O livro é excelente e faz sentido ser a Mary, o que não faz sentido é a vitimologia da Bernardine e, num contexto geral, um pouco de força de barra sem muita explicação.

As vezes, o livro foi muito pretensioso. Tudo bem que assassinos psicossexuais são diferentes e complexos, principalmente quando se lida a primeira vez com uma mulher sádica. Todavia, o emaranhado necessário para caber a explicação do que ela fez é muito forçado. Subentende-se que ela começou os assassinatos mais ou menos quando iniciou suas sessões com o doutor, já que foi, como bem explica o livro, quando seus traumas de infâncias não mais eram suportados através do véu da boa esposa e mãe. Bem, até o marido de Mary percebeu a diferença comportamental e, por isso, pediu que iniciasse a terapia. A partir daí, também, novamente por meio de dedução, entende-se que Mary achou "de bom tom" assassinar mulher: bissexuais, masoquistas e amantes do doutor que lhe atendia.

Ok, bissexuais é totalmente compreensível, pela psicologia do livro, ela também era bissexual pelo abuso que sofreu na infância, rejeitando, portanto, a heterossexualidade. Ao matar mulheres, talvez, tivesse relação também com a rejeição de sua mãe, já que ela alegou amar o pai independente do abuso, porém rejeitar sua mãe já que foi "rejeitada desde o útero" como bem expõe.

Ser masoquista também é entendível, seria necessário que a vítima fosse por vontade própria amarrada e, bom, gostasse de sentir dor.

Novamente, o problema é que o livro desenvolveu o Dr. Dominick Broussard para ser um personagem servido como para choque ao leitor e, talvez, motivação para Mary. Imagino que ao entrar em contato com o doutor e, de alguma forma não explicada, saber de suas fantasias e que se travestia, Mary percebeu que, em uma pessoa, havia a imagem oposta que tanto lhe atormentava: o amor incompreendido pelo pai que a abusara tantas vezes e o ódio misturado com sensação de dever que tinha pela mãe, esta que a abandonou e a usou como moeda de troca – deu a filha ao marido em troca da vida que ele lhe dera.

Portanto e por fim, criar um personagem que se traveste para suprir a motivação da assassina em série principal e, ao mesmo tempo, extremante engenhoso e criativo e realmente funciona para desviar a atenção do leitor e, também é forçar um pouco a barra, já que ao usar este elemento tão específico, a meu ver, certas questões deveriam ter sido minimante mais bem explicitadas. Não dando de bandeja ao leitor, de jeito nenhum, mas apenas explicadas o suficiente para que fosse mais digestivo, mais alusivo á realidade.
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