Depois da aclamada série Sandman, Neil Gaiman comprova, nesta antologia de contos e poemas, por que é um dos mais inventivos e versáteis escritores da atualidade. Inspirado por sonhos, contos de fada, lembranças de infância e fotografias, o autor inglês cria narrativas extraordinárias e surpreendentes.
Embora tenha levado algum tempo para ler a primeira parte de Coisas Frágeis, de Neil Gaiman, acabei sendo conquistado rapidamente pela segunda parte, da qual não esperava muito. Nesse volume, repleto de contos, prosa e poesia, o autor nos introduz num mundo inquietante de fantasia e mistério, através de contos ora perturbadores, ora fascinantes. Para aqueles que gostam de lendas urbanas ou de estórias de fantasmas, como narrativas ao redor de uma fogueira de acampamento no meio da noite, essa antologia é um prato cheio. Da fantasia de "Noivas proibidas dos escravos sem rosto na casa secreta do temível desejo" e "Instruções", aos enigmáticos 'Quem alimenta quem come' e "Pó amargo", Neil Gaiman vai tecendo contos de realismo fantástico e incita a curiosidade do leitor, conseguindo surpreender ou chocar. Lembrei-me de imediato dos tempos de menino, em que lia os contos de Sir Arthur Conan Doyle, o clássico escritor de mistério e romance, criador do icônico detetive Sherlock Holmes.
uma diversidade gigante de estilos e assuntos, todos juntos em uma obra. gostei mais do primeiro livro, mas esse possui histórias muuuuito boas também, até algumas que remetem às anteriores. leitura simples mas que desperta a imaginação de maneira bem necessária.
Contos e poemas favoritos: "Noivas probidas dos escravos sem rosto na casa secreta da noite do temível desejo" (achei divettidissimo, talvez o meu favorito da coletânea), "Os cascalho da ladeira da memória", "Hora de fechar", "Virando Wodwo", "Instruções" e "Quinze cartas pintadas de um tarô de vampiro".
Como já disse na minha resenha do primeiro volume de Coisas Frágeis, ele é um apanhado de contos, crônicas e poemas que ele publicou em diversas outras antologias e outros que são inéditos, ou reescritos. Tendo como inspiração sonhos, fotografias, memórias de infância e releituras de contos de fadas, Gaiman demonstra sua originalidade e versatilidade de um dos mais aclamados escritores britânicos da atualidade. Isto você sabe, está na contracapa do livro, o autor é aclamado pelo The New Times, entre outros. Mas o que eu deixei de citar na resenha anterior, e que acho que foi um erro, é a história de como o livro ganhou o nome de: Fragile Things.
Gaiman faz uma detalhada introdução descrevendo partes do processo criativo de cada um de seus contos, e nesta introdução ele também comenta sobre o motivo da escolha do nome desta antologia. Inicialmente, o título seria esta frase que está escrita no antigo quadrinho dominical Little Nemo - o da imagem logo acima - Essas pessoas devem saber quem somos e contar que estivemos aqui. Entretanto, uma frase que lhe ocorreu em um sonho (Gaiman, o senhor dos sonhos) ficou martelando em sua cabeça e logo que ele se levantou, teve que anotá-la. Mais tarde ele descobriu que a frase pertencia a uma música, presente no CD As Smart As We Are, da banda One Ring Zero. A frase era a seguinte: “I think…that I would rather recollect a life misspent on fragile things than spent avoiding moral debt.” Em vários momentos de sua introdução o autor declara que histórias são como pequenas coisas muito frágeis, e que boas histórias, são as mais frágeis, mas são aquelas que perduram à pessoas, sociedades e até mesmo a continentes. Por diversas vezes ele salienta esta importância da passagem das histórias que são passadas por gerações e da importância disto, não somente para a perpetuação destas histórias, mas para formação de caráter e criatividade das gerações mais novas. Um dos meus contos - na verdade, um poema - favoritos foi escrito, também, para uma de suas filhas: Maddy. Se ele dedicou o M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O conto O Pássaro do Sol - presente no volume 1 - a sua filha mais velha Holly, a mais nova deve sentir-se mais do que lisonjeada do poema Cachinhos ter sido dedicado a ela. E no momento, eu sinto uma invejinha por elas serem filhas de quem são. O poema, inspirado na história de Robert Southey, sobre Cachinhos Dourados e os Três Ursos,que na verdade, falava sobre uma velha. Mas como as pessoas achavam que uma velha não seria interessante para atrair a atenção das crianças, ela virou uma garotinha. Gaiman mistura as duas versões, assim como mistura a identificação da filha e a sua própria identificação, tanto quando criança quanto agora como adulto e pai. É um questionamento e uma reflexão sobre estas duas fases da vida, e como através destas histórias de contos de fadas estas fases se comunicam. Eu poderia discorrer sobre cada um dos contos aqui. Mas este volume tem um pouco mais de histórias que o anterior, e é também um pouco mais dark que o outro. Acho que fica meio difícil pra mim escolher qual deles eu mais me identifiquei ou qual conto eu gostei mais. O mais importante é dizer que o autor continua eclético e nos surpreendendo a cada conto com sua multiplicidade de estilo.
Posso dizer que Coisas Frágeis me agradou muito e matou a minha saudade de ler Gaiman com sua fantasia e seu mistério, que mesmo tendo a "fórmula de sempre", esta continua mágica para mim.
Confesso que gostei mais do "Volume 1", mas esse também tem histórias bem interessantes como uma que reúne todas as histórias contadas no livro, mas você só se dá conta disso lá pela metade do conto. Há algumas poesias, que por mais que a sua sutileza e sua atmosfera quase intangível sejam possíveis de notar, tenho certeza que a tradução deve ter-me feito perder muita coisa.
Sei que é um livro que lerei e relei algumas partes várias e várias vezes durante a minha vida.
Para mim Gaiman é mestre e criação do seu universo, ora suave e singelo, ora grotesco e horrível, faz a fantasia manter um lugar muito especial no meu coração.
Garanto que a leitura desse volume também, não será de modo algum, tempo perdido! :)
Once more I get confused with a short story collection from Neil Gaiman. I loved some stories but didn't care much about others. I would recommend this book for anyone who wants to know how creative and unexpected the author is.
Ta aí uma ótima coleção de contos do Gaiman - que coleção de contos do autor seria ruim? Eu adoro os mundos e temas abordados nas histórias, sobretudo a forma como o clima e cada pequeno universo contido nos contos é criado.
Aqui temos o segundo volume da coletânea de contos de Neil Gaiman. Os contos são mais líricos, incluindo vários poemas pontilhando entre os contos. Talvez me falte sensibilidade, mas eu prefiro prosa a poemas, por esse motivo gostei mais do primeiro volume.