[2,5 estrelas]
Foi uma leitura bastante fora do meu género habitual, motivada por um lado por Luís Sepúlveda ser um autor frequentemente lido e elogiado por algumas pessoas que admiro, e por outro por no desafio da Volta do Mundo em livros ter calhado a vez ao Chile.
Arrisquei a minha estreia com o autor com o Nome de Toureiro, que me foi oferecido no Natal passado. Como é um livro pequenino, intercalei-o com outros e fui lendo aos poucos. Lê-se bem e vai introduzindo várias épocas, países, e perspectivas de personagens. A história é interessante e desperta a curiosidade do leitor com algum mistério, apresentando ao mesmo tempo contextos históricos e culturais com conteúdo.
Não desgostei, mas confirmei que realmente este género não faz muito o meu estilo e talvez por isso a minha apreciação (e pontuação) não tenha sido maior. Creio que o livro não me conseguiu cativar mais nem criei grande empatia com as personagens por essa razão, e não por qualquer falha que lhe tenha detectado.
Não li muitos livros de autores da América latina até hoje, mas das poucas vezes que o fiz, tenho detectado em comum uma certa nostalgia ou amargura nas personagens com a sua pátria e o seu contexto cultural e político, o que acaba por conferir esse próprio tom à obra e transpassar para mim como leitora. Penso que isso é uma característica muito válida, e que pode até ser atraente e encarada como uma mais-valia para quem tem um investimento mais pessoal ou interesse particular no tema. No entanto, confesso que a mim me tem suscitado um certo sentimento pessimista em relação à vida que faz com que o livro não me entusiasme, pelo contrário, deixando-me sempre um pouco em baixo, e daí terminar a leitura com a sensação de que não tendo nada de concreto a criticar, a obra não me satisfez particularmente.
Não me arrependo de sair da minha zona de conforto, variando um pouco mais os géneros, nacionalidades e autores que leio mais frequentemente. Contudo, confirmei que será um estilo para explorar esporadicamente e com livros que venham altamente bem recomendados, e não algo que me cative à partida e faça parte das minhas leituras de eleição para entretenimento pessoal.