Este livro conquistou-me mais pela capa do que outra coisa, visto que nem me tinha apercebido que era da Trisha Ashley e que não tinha gostado do seu livro anterior. E de facto foi um pouco aborrecido em algumas partes ler este livro.
A história é em volta de Holly, de 35 anos, incrivelmente chata, e tudo o que ela quer fazer, cozinhas, ajudar animais e tudo mais, tem de ser contado com todos os pormenores possíveis e com detalhes excessivos. Eu adoro cozinhar, mas isto chega a ser penoso, pois mais de metade do livro é sobre ela a cozinhar.
Holly é uma chefe conceituada que durante o Inverno cuida da casa dos outros quando estes estão ausentes. E é assim desde que o seu marido morreu,há oito anos atrás. Pensando que iria para casa de Jude Martland, o escultor, e que teria oportunidade de ler os diários da recém falecida avó, os seus planos são sabotados quando se vê a tomar conta da família de Jude que vive nos arredores, e que andam a preparar as coisas para o Natal. Mas devido a sua educação e ao falecimento do marido, Holly não festeja o Natal. O que até é uma boa parte da história saber como ela lida com isto.
Gostava de saber um pouco mais dos diários da Avó de Holly, penso que foi das partes mais interessantes.
Leva algumas páginas, cerca de 120 mais ou menos, para a história começar, ou seja quando a Holly decide ficar para o Natal. Penso que só se tornou mais interessante quando finalmente aparece Jude Martland. Isto porque ele pareceu-me ser uma personagem mais forte, tornando a história um pouco mais agradável. Toda a família estava já junta para a reunião de Natal.
Depois havia Coco, que era super estranha para mim só lá estava para convencer as pessoas que Holly era boa pessoa e que fazia tudo a 5 estrelas.
Gostei das descrições de Natal e das suas tradições, e do espírito da família. Nota-se que Trisha sentiu-se mais empolgada por escrever esta parte, e que descreveu a atmosfera muito bem.
O fim é despejado literalmente em 3 páginas, Holly está apaixonada, e parece que decide isto porque o livro tem de acabar. Não havendo muito envolvimento romântico, que não pareceu tão importante, mas cuidar da casa, como cuidar dos cavalos ou como por uma mesa festiva é algo super importante e com descrições exageradas, que tem de ser contadas ao mais misero pormenor.
Acho que o problema foi que os personagens secundários se tornaram mais interessantes do que propriamente a trama principal. Em geral a história é boa e interessante, mas não foi bem aproveitada.